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GISELE RODRIGUES TOLDO JESSICA ARAUJO LIMA DA SILVA SUZARA DOS SANTOS

AS DIFICULDADES NA INSERÇÃO DO DEFICIENTE INTELECTUAL NO MERCADO DE TRABALHO COM FOCO NA LINHA DE PRODUÇÃO

FACULDADE EÇA DE QUEIRÓS JANDIRA ­ SP ­ 2010

GISELE RODRIGUES TOLDO JESSICA ARAUJO LIMA DA SILVA SUZARA DOS SANTOS

AS DIFICULDADES NA INSERÇÃO DO DEFICIENTE INTELECTUAL NO MERCADO DE TRABALHO COM FOCO NA LINHA DE PRODUÇÃO

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Administração Geral da Faculdade Eça de Queirós, como requisito para a obtenção do titulo graduado. Prof. Esp. Sonia Cristina Esplendor dos Santos

FACULDADE EÇA DE QUEIRÓS JANDIRA ­ SP ­ 2010

GISELE RODRIGUES TOLDO JESSICA ARAUJO LIMA DA SILVA SUZARA DOS SANTOS

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO DEFENDICO E APROVADO

Data: 23/06/2010

Resultado: 10

BANCA EXAMINADORA

Prof. Ms. Geraldo Daré Pereira

Assinatura _________________________

Prof. Esp. Sonia Cristina Esplendor dos Santos

Assinatura _________________________

Dedicamos este trabalho a memória de nossos pais que por coincidência ou destino, nós três não os temos mais, mas sempre estarão vivos em nossos corações e nossas

lembranças. É como se estivessem aqui ao nosso lado, observando este momento, batendo palmas e prestigiando esta etapa cumprida de nossas vidas.

Por Gisele Rodrigues Toldo "Tudo posso naquele que me fortalece." (Bíblia Sagrada carta de Filipenses 4:13)

Por Jessica Araujo Lima da Silva "Entreguem todas as suas preocupações a Deus, pois ele cuida de vocês." (Bíblia Sagrada 1º Pedro 5:7)

Por Suzara dos Santos "Se você não quer ser esquecido quando morrer, escreva coisas que vale a pena ler ou faça coisas que vale a pena escrever." ( Benjamin Franklin )

AGRADECIMENTOS

Por Gisele Rodrigues Toldo

São muitos a quem devo agradecer a confiança desta minha superação. Primeiramente devo agradecer a Deus, por estar ao meu lado em todos os momentos da minha vida... Obrigado Senhor, pois até aqui o Senhor me ajudou. Agradeço de coração a minha linda, adorável e amada mãe Ilza Rodrigues Tech... Obrigado por ter dedicado dias da sua vida em prol da minha educação e da formação do meu caráter, obrigado por me amar, por me fazer essa pessoa tão feliz, obrigado pelas noites de orações, pelos dias de alegrias, pelos ensinamentos, pela confiança, enfim tudo que sou devo a VOCÊ mãe, você é minha essência meu exemplo de mulher. Eu te amo mãezinha, preciso muito de você na minha vida. Obrigado as minhas irmãs Adriana Toldo e Cristiane Toldo, que acreditaram em mim, e sempre estiveram do meu lado, me apoiando, me ensinando e orando por mim. É um privilegio ser a caçula de duas irmãs tão lindas e especiais assim como vocês, poucos tem essa chance, agradeço todos os dias a Deus pelas minhas irmãs, Amo vocês. Ao Meu padrasto Anésio Tech, que cuidou de mim como se fosse sua filha, vestiu a camisa de super pai e conseguiu preencher um vazio que havia no meu coração. Te amo viu tio Nézio. A minha tia Ivete Rodrigues, linda, que sempre acreditou em mim, e é minha segunda mãezinha, te amo titia. Tia Ângela Rodrigues querida, que mesmo estando lá do outro lado do mundo sempre, esteve preocupada e tenho certeza que também estava torcendo por mim, obrigada por ser essa tia tão linda, Tio Nori também te amo. Aos meus cunhados Vado e Val, obrigado pela confiança e pelas orações, amo muito a vida de vocês, agradeço a Deus por ter dado a mim dois cunhados tão especiais, tenho certeza que vocês foram escolhidos por Deus para fazer parte da minha família. Aos meus lindos sobrinhos Renan, Matheus, Nicole, obrigado por fazer parte da minha vida, a titia ama vocês. Ao meu noivo lindo que Deus me deu Marcelo da Costa, minha vida, meu cúmplice, meu amor, tenho certeza que nossas vidas não se cruzaram por acaso,

você chegou na hora certa, me mostrou o verdadeiro amor e a chance de poder ser feliz. Te amo anjo com toda as minhas forças, sem você o termino de mais uma etapa da minha vida não seria tão intenso, obrigado por puxar minha orelha e fazer eu ir a faculdade e estudar muitas das vezes em que eu queria desistir. To aqui por você vidona. A minha AMILGA linda que parece mais minha irmã gêmea. Te amo Jessica, você é muito especial pra mim, que a nossa amizade dure até quando estivermos bem velhinhas. Deus foi muito bom comigo em me dar uma amiga tão linda, especial, meiga e inteligente, obrigada amilga por esses quatro anos tão importantes nas nossas vidas. Suzi dos Santos chegou de mansinho e ganhou meu carinho e admiração, obrigado amiga por estar ao meu lado nesses poucos meses que estudamos juntas. Valeu por entrar na minha vida. Maria Imaculada dispensa palavras, você foi escolhida por Deus, seu brilho é muito forte, você vai vencer muito na sua vida ainda amiga, Te amo, aprendi muito com você. Clecia Costa, Gilmar Minga, Alexandre Rufino, vocês foram peças muito importantes na minha vida, agradeço a Deus por ter me dado esta oportunidade de conhecer pessoas tão incríveis assim como vocês. "amigo não é aquele que está todo dia junto, mas sim aquele que se lembra da gente nas pequenas coisas e nos pequenos momentos". Aos meus queridíssimos professores Leonardo Resende, Ariosvaldo Emidio e Geraldo Daré, pela paciência e pelos ensinamentos que com certeza agregaram muito em meus conhecimentos e principalmente no meu profissional. Obrigada pela dedicação de todos. Professor Rogério, um pessoa simplesmente fantástica, você é exemplo que irei levar pra sempre em minha lembrança. A minha querida orientadora Sonia, linda, meiga, dedicada, um exemplo de mulher, sem você este trabalho com certeza não sairia tão bem feito. Obrigada pela disposição em nos ensinar sobre um assunto tão importante para as nossas vidas. A toda minha turma um muito obrigado. Valeu a pena galera, todo o nosso empenho e dedicação, chegamos ao final e vou guardar todos em meu coração, Amei muito poder dividir esses 4 anos com todos vocês. Agradeço também a empresa que trabalho, Auto Escola Mercosul, Fabiano e Elzi, que sempre acreditaram em mim, muito obrigado pela confiança.

Dedico este trabalho a memória de uma pessoa que infelizmente não pode me acompanhar em muitas fases da minha vida, pois foi morar com Deus. Mas sempre esteve vivo no meu coração... Isto é a você pai João Toldo Sobrinho. Obrigado a todos que diretamente e indiretamente me ajudaram a passar por mais esta etapa. Muito mais esta por vir, e aprendi que a família é o alicerce de todas as nossas conquistas.

Meu carinho e agradecimento são a todos vocês.

AGRADECIMENTOS

Por Jessica Araujo

Primeiramente gostaria de agradecer a Deus por me dar a vitória em mais uma área da minha vida, meu socorro presente em todos os momentos, sem Ele não seria nada. Obrigado Senhor pela força e paciência. Agradecer pelo companheirismo e amor do meu namorado Rafael Freitas que me acompanha, e está comigo há 3 anos e 6 meses , estando do meu lado, tendo paciência, entendendo minha falta de tempo, cansaço, me incentivando e não me deixando desistir. Amor te amo, e quero estar sempre ao seu lado. Aos meus pais Edson e Elenice que mesmo In memória me dão forças todos os dias pra seguir e enfrentar a vida e aos meus pais Nivaldo e Helena por me ensinar o caminho que deveria seguir para que hoje estivesse conseguindo me formar. A minha irmã Monica que dando incentivos e fazendo brincadeiras me fizeram ter ânimo e meu sobrinho lindo, meu príncipe Mateus que eu amo muito que com seu jeitinho me fazia esquecer por alguns momentos das preocupações e responsabilidades. As minhas companheiras de TCC e amigas Gisele Toldo e Suzi Santos que em todos os momentos estivemos juntas enfrentando as dificuldades, medos, dúvidas, frio, chuva, metro lotado, sempre uma se apoiando na outra pra não desistir. Em especial a minha melhor Amilga e também companheira deste TCC Gisele que esteve do meu lado em todos os 4 anos deste curso, provas, trabalhos principalmente aqueles para apresentar enfrentando

em grupo que

detestávamos, nas organizações das festas, representantes de sala, comissão de formatura, enfim sempre juntas. Te amo Gi. Sem esquecer também de uma amiga muito especial Maria Imaculada, que com toda sua experiência de vida e vontade nos mostrou que é uma mulher de fibra, guerreira, que esteve ao meu lado em todos esses anos, trocando experiências, me ajudando, apoiando, me ouvindo e sempre falando que eu venceria, distribuindo alegria compartilhando as dificuldades e as vitorias também.

Aos meus queridos amigos que não estão mais na minha turma, porém fazem parte da minha vida, Gilmar e Clécia, pessoas importantes e sempre presente. E de uma maneira mais que especial, agradecer a minha super orientadora a melhor que poderia existir Professora Sonia, que nos estimulou e acompanhou passo a passo deste trabalho, nos mostrando como exemplo sua própria trajetória de vida e com seu jeito meigo, empolgante e profissional mostrando a importância da Inclusão fazendo com que isso fosse marcante na minha vida. Professora você foi maravilhosa, sem palavras para agradecer sua dedicação. Meu querido professor Leonardo (Leozinho), maravilhoso, um profissional fora do comum que acompanhou uma grande parte desse período em sala de aula, e também nos corredores da faculdade sempre dando atenção com o mesmo carinho de sempre. Um homem maravilhoso. Aos demais professores, Daré, Rogério um homem detalhista e

perfeccionista, Ari que até fora da sala de aula me fez quebrar a cabeça com o estágio, Mauro, Valeria que mesmo sem saber escolhemos nosso tema de TCC pelas suas aulas ministradas, Juca, enfim a todos pelo acompanhamento e dedicação. Por fim agradeço a todos que passaram pelo meu caminho por este longo período e a minha turma que sobreviveu a todas as dificuldades e novidades nesses quatro anos.

Meus sinceros agradecimentos. Obrigada.

AGRADECIMENTOS

Por Suzara dos Santos

Esta é a parte difícil deste trabalho sem duvida nenhuma. Agradeço ao meu marido Marcelino Bastos Lopes, o amor da minha vida, meu companheiro, meu cúmplice quem me ajudou desde o inicio até o final da minha jornada como futura administradora, que conheci na faculdade e que transformou a minha vida e me faz uma pessoa melhor a cada dia. Eu te amo meu lindo. As dificuldades foram muitas e as vitórias também e se não fosse desta forma, jamais estaríamos tão felizes e realizados como estamos hoje e esperamos seja para sempre. Minha mãezinha querida do meu coração Eudi Maria de Jesus Santos, a dona DIDI (seu apelido carinhoso) que ficou fazendo comida, lavando e passando pra mim, enquanto eu estava aqui escrevendo, minha mãezinha que eu amo. Que fez tanto por mim e que fará sempre mais que possível só pra me ver feliz. Ao meu sobrinho Victor Santos Rodrigues da Costa que ficava bravo em dividir o computador, mas sabia que era por uma boa causa, então sem falar nada ele me deixava fazer tudo. Daqui a alguns anos ele vai passar por isso também e com certeza eu vou estar aqui. Minha Irma Suzana Maria dos Santos, por tudo que passamos e não mudaria uma vírgula com tudo que acontece em nossas vidas. Agradeço as minhas cúmplices de TCC Gisele Toldo e Jéssica Araujo, porque não posso chamar de colegas, pois assim como eu privaram-se de estar com a família para juntas estarmos discutindo, pesquisando e fazendo com que esse trabalho fosse concretizado. Que Deus ilumine nossos caminhos e que nossa amizade vá além de quatro anos de faculdade e independente da distância, se não for pessoalmente que seja na lembrança. "AS MENINAS SUPER PODEROSAS", Gisele, Jéssica e Suzi. Dedico este trabalho as minhas companheiras que não chegaram até o final, mas espero que um dia retornem e consigam se formar assim como nós, Edijana, Marcia, e Néia, foram muitas as diversões e as baladas, mas agora temos outros

objetivos e novas responsabilidades, cada uma de nós foi seguindo o seu caminho mas sem perder o contato que é importante. Agradeço ao Tigrão (Mario Jose Gomes) meu amigão desde o 1º ano de faculdade e que mesmo se formando primeiro que nós e prontificou-se a nos auxiliar no que for preciso para fazermos este trabalho acontecer com excelência. Cintia, Edson e Paulo foram meus companheiros de fundão na faculdade onde fazíamos trabalhos, lições e passávamos o intervalo desabafando e jogando conversa fora. Maria Imaculada, uma pessoa muito querida, que imaginei nunca me dar bem com ela e hoje é uma das pessoas com quem mais tenho afinidades e que tenho orgulho por ser uma pessoa batalhadora e determinada, e minha amigona. Aos professores Leozinho, Daré, Ari e Mauro que estão comigo desde o primeiro ano de faculdade, me ensinando com carinho e dedicação. Professora Sônia, a responsável por tudo isso acontecer. A melhor orientadora do MUNDO, mãe, dedicada, comprometida, profissional, que nos acompanhou em cada parte deste trabalho, nos auxiliando para que fosse concretizado. Este muito obrigado a professora Sonia é especial porque ela me fez ver que a inclusão é algo simples e que todos devemos lutar por esta causa e derrubar estes paradigmas que temos das pessoas com deficiência. Professor Rogério uma pessoa rígida, perfeccionista e que desde o início prestou assistência para a realização deste trabalho e que espera nada menos que a perfeição. Sua inteligência e capacidade vão além da imaginação, por isso meu carinho, admiração e respeito. Agradeço a todos de uma forma geral que foram responsáveis por fazer este trabalho acontecer e por chegarmos ao final de mais esta jornada. Vou agradecer a minha amiga FOFA que trabalhou comigo, eu sei que não trabalhamos mais juntas, mas nossa amizade ultrapassou os portões e me orgulho de ter uma pessoa tão esplêndida como ela minha vida. Pelos perdidos que dei em festas para estudar e mesmo assim ela me perdoa porque me ama, Laureni uma pessoa iluminada que tive o prazer de ter em minha vida e por ter sua amizade sincera, pura de coração e a alma de um anjo. Agradeço aqui no final ao meu paizinho Manoel da Silva Santos que foi morar com Deus muito cedo e, não pode estar presente em momentos importantes como

este em minha vida. Que está comigo na minha lembrança e no meu coração eternamente.

Viver é acreditar e realizar o impossível.

RESUMO

Trabalho de Conclusão de Curso, onde foi realizada uma pesquisa de campo, com a finalidade de mostrar a inclusão do Deficiente Intelectual no mercado de trabalho, especificamente na linha de produção. Está sendo apresentados, preconceitos, discriminação, mitos e necessidades básicas para adequação do deficiente na sociedade e nas organizações. Mostraremos as principais barreiras para cumprir a Lei nº 8.213/91, onde determina a obrigatoriedade das organizações privadas com 100 ou mais empregados disporem de 2% a 5% de suas vagas a pessoas com deficiência, mais conhecida como Lei de Cotas. Conforme pesquisa realizada no enfoque principal do tema, foi possível visualizar a capacidade do deficiente intelectual atuar ativamente na linha de produção, são eficientes e metódicos, resultando um trabalho 95% perfeito, mas a realidade do mercado de trabalho para eles está distante de como realmente deveria ser, as dificuldade são inúmeras, desde a aceitação na família até a sociedade, mas mostraremos que o deficiente Intelectual também pode realizar-se dignamente e como pessoa trabalhadora.

Palavra-chave: Deficiente Intelectual, Acessibilidade, Inclusão e Mercado de Trabalho.

ABSTRACT

This is a final conclusion of course, in which, a field work study was conducted with the purpose of making evident the good use of a mentally challenged person in the field of work, especially within the lines of production. It is being presented by this summary the prejudice, discrimination, myths and basic necessities for the use of a mentally challenged person within the society and organizations. We will show the main challenges that exists in order to fulfill the law term n° 8.213/91, where it states that an organization with a hundred or more employees are obligated to have anywhere from 2% to 5% work-availability directed to the person with those characteristics; this law term is also called "Lei de Cotas". Through the field work study that was conducted, it is evident that a mentally challenged person is fully capable of working within the lines of production of a company and rate 95% of work satisfaction. Unfortunately, the reality that a mentally challenged person faces in the field of work is far beyond to where it should be. Their acceptance and discrimination within the society and even in their own family is yet to be accomplished. Nonetheless, we know for a fact that the mentally challenged person is capable of work and dignity.

Key words: mentally challenged person, field of work, field work study, lines of production.

INDÍCE DE ILUSTRAÇÃO

FIGURA 1 - ESTATÍSTICA ...................................................................................... 29 FIGURA 2 ­ LEI DE BENEFÍCIOS DA PREVIDENCIA SOCIAL ............................. 30 FIGURA 3 - DEFICIENTE INTELECTUAL NAS ORGANIZAÇÕES ........................ 52 FIGURA 4 ­ CONHECE A LEGISLAÇÃO ................................................................ 52 FIGURA 5 - MERCADO DE TRABALHO PARA O DEFICIENTE ........................... 53 FIGURA 6 - INCLUSÃO DO DEFICIENTE INTELECTUAL ..................................... 53 FIGURA 7 ­ MUDANÇA PARA AUMENTAR A INCLUSÃO DO DEFICIENTE INTELECTUAL ......................................................................................................... 54

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ......................................................................................................... 18 1. 1.1. 1.2. 1.3. 2. 2.1. 2.2. A RELAÇÃO COM A HUMANIDADE ........................................................... 20 O INÍCIO DA LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA NA SOCIEDADE .................... 20 CHEGADA DO SÉCULO XX ......................................................................... 23 CURIOSIDADES ........................................................................................... 26 DEFICIÊNCIAS, LEIS E PROCEDIMENTOS ............................................... 27 CONHECENDO AS DEFICIÊNCIAS ............................................................ 27 TIPOS DE DEFICIÊNCIA ............................................................................. 27

2.2.1. DEFICIÊNCIA INTELECTUAL ....................................................................... 27 2.2.2. DEFICIÊNCIA FÍSICA .................................................................................... 28 2.2.3. DEFICIÊNCIA VISUAL ................................................................................... 28 2.2.4. DEFICIÊNCIA AUDITIVA .............................................................................. 29 2.2.5. DEFICIÊNCIA MULTIPLA .............................................................................. 29 2.2.6. SURDOCEGUEIRA ....................................................................................... 29 2.2.7. EPILEPSIA ..................................................................................................... 29 2.2.8. ESTATÍSTICA A NÍVEL NACIONAL E INTERNACIONAL ............................. 30 2.3. 3. 3.1. 3.2. LEI x BARREIRAS ......................................................................................... 30 O QUE É ACESSIBILIDADE? ...................................................................... 34 LEI DE ACESSIBILIDADE ............................................................................. 36 TECNOLOGIA ASSISTIVA ........................................................................... 37

3.2.1. TECNOLOGIA ASSISTIVA PARA DEFICIÊNTE INTELECTUAL ................. 38 3.3. ESPAÇO FÍSICO E DIRETRIZES PARA ADEQUAÇÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA .......................................................................................................... 38 3.3.1. EDIFICAÇÕES .............................................................................................. 39 4. 4.1 O PRIVILÉGIO DE CONVIVER COM AS DIFERENÇAS ............................. 40 FAMÍLIA ­ INSTRUMENTO NA INCLUSÃO ................................................. 41

4.2. INCLUSÃO / INTERAÇÃO DO DEFICIÊNTE INTELECTUAL NA SOCIEDADE .................................................................................................................................. 42 4.3. 5. 5.1. MERCADO DE TRABALHO É PARA TODOS .............................................. 46 O TEMPO DA ESPERANÇA ........................................................................ 48 O TRABALHO NA LINHA DE PRODUÇÃO .................................................. 48

5.2. 5.3.

UM EXEMPLO DE EMPRESA ­ MWM E O ESPÍRITO SOCIAL .................. 49 PESQUISA .................................................................................................... 52

CONCLUSÃO .......................................................................................................... 56 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ........................................................................ 58 ANEXOS .................................................................................................................. 61

INTRODUÇÃO

Hoje, se tem a aceitação dos deficientes após muitos anos de luta para a sua inclusão na educação e no mercado de trabalho que demonstra a sua superação desde os tempos antigos, onde os deficientes eram vistos como empecilho e condenados a morte. A partir do século XX, nos Estados Unidos, deram-se conta da importância das pessoas com deficiência e engajaram em prol de melhorias para diminuir suas limitações e incluí-los na sociedade. O preconceito da sociedade e principalmente a falta de apoio da família cederam espaço para a inclusão social e para a integração na sociedade e nas grandes organizações, possibilitando a valorização do deficiente intelectual, resgatando a sua dignidade e garantindo o seu próprio sustento. Os avanços são notáveis, pois mudou o nosso modo de pensar, agir e sentir em relação ao deficiente intelectual, quando derrubamos barreiras, avançamos. A inclusão é um processo que depende de ações conjuntas e de conquistas que dependem tanto dos deficientes quanto da sociedade. Vamos falar um pouco das deficiências de forma resumida, mas com o objetivo de que as pessoas possam entender um pouco mais das limitações e verificar que estas são mínimas diante das tecnologias e adaptações que podem ser feitas para melhorar o desempenho do deficiente. Demonstraremos durante o trabalho a acessibilidade, que neste ano de 2010 teve bastante enfoque, devido à exposição do problema em novelas, propagandas e programas de televisão. Dessa forma, se torna possível enxergar que não há limites ou barreiras que não possam ser superadas pelas pessoas com deficiência. A Tecnologia Assistiva vem adequando e melhorando muito a vida do deficiente. Criada desde os anos 80, ela vem aumentando o número de adaptações e fazendo com que o deficiente tenha sua independência. Mostraremos também, que a família é a parte mais importante para o bom desempenho, independência e liberdade para o deficiente. O mercado de trabalho é para todos, portanto, é preciso que as pessoas vejam o deficiente com igualdade e se desenvolva assim como nós, com

treinamento, adaptação e observação.

Para finalizar, mostraremos um exemplo de empresa que não está na sociedade para cumprir a lei de cotas e sim mostrar que a inclusão é algo natural que faz com que as pessoas que convivem com os deficientes recuperem valores muitas vezes esquecidos, que nos faz pensar que não temos apenas que trabalhar e sim em qualidade de vida e igualdade para todos.

1. A RELAÇÃO COM A HUMANIDADE

De que me adianta temer o que já aconteceu? O tempo do medo já aconteceu, agora, começa o tempo da esperança... (PAULO COELHO)

Ao apresentar os direitos da pessoa com deficiência, é necessário ter um fundamento histórico, onde se revela toda a evolução da sociedade. Será realizado um breve relato, onde se possa ter uma melhor compreensão desses indivíduos que ainda não estão totalmente inseridos em nossa civilização. 1.1. O início da luta pela sobrevivência na sociedade

Não se têm indícios de como foram os primeiros contatos humanos das pessoas com deficiência, mas os estudos dizem que as pessoas com deficiência jamais sobreviveriam ao ambiente agressivo nos primórdios da humanidade. Nesta época não existia um lugar de refúgio para noites frias e nem para os dias de calores intensos, não faziam plantações para o sustento e para se alimentar era necessário ir à caça, pois só assim poderia garantir o alimento e peles de animais para se aquecer. Logo, a sobrevivência de uma pessoa com deficiência em grupos da vida primitiva era impossível. O ambiente onde viviam era precário e pessoas com deficiência eram desfavoráveis, um fardo para o grupo, somente os mais fortes poderiam sobreviver. Com isso as tribos se desfaziam de crianças com deficiência. No Antigo Egito, há mais de cinco mil anos, existia uma forma de interagir as pessoas com deficiência, nas diferentes e hierarquizadas classes sociais (faraó, nobres, altos funcionários, artesãos, agricultores e escravos). A arte egípcia, os afrescos, os papiros, os túmulos e as múmias estão repletos dessas revelações. Baseados em estudos de restos biológicos, descrevem que pessoas com nanismo, não tinham qualquer impedimento para a realização de suas obrigações. Naquela época, pessoas com nanismo ocupam cargos de dançarinos e músicos, eram empregados importantes em casas de alto nível hierárquicos, situação que lhes permitiam funeral digno. A múmia de Talchos, da época do

Renascimento Saíta (1.150 a 336 a.C.), exposta no Cairo, traz indicações de ter sido uma pessoa importante. Também conhecido como terra dos cegos, na civilização egípcia tinha um povo que constantemente tinha infecções nos olhos, causando-lhes cegueiras. Na cidade de Esparta, os gregos dedicavam-se à guerra, sendo treinados e educados para ter preocupação em proteger seu território. O costume espartano era de que pessoas nascidas com deficiência tinham que ser eliminadas, pois só os fortes poderiam sobreviver, pois todos deveriam servir ao exército de Leônidas.

Platão ­ A República, Livro IV, 460 c. Pegarão então os filhos dos homens superiores, e levá-los-ão para o aprisco, para junto de amas que moram à parte num bairro da cidade; os dos homens inferiores, e qualquer dos outros que seja disforme, escondê-los-ão num lugar interdito e oculto, como convém (GUGEL : 2007). Aristóteles - A Política, Livro VII, Capítulo XIV, 1335 b ­ Quanto a rejeitar ou criar os recém-nascidos terá de haver uma lei segundo a qual nenhuma criança disforme será criada; com vistas a evitar o excesso de crianças, se os costumes das cidades impedem o abandono de recém-nascidos deve haver um dispositivo legal limitando a procriação se alguém tiver um filho contrariamente a tal dispositivo, deverá ser provocado o aborto antes que comecem as sensações e a vida (a legalidade ou ilegalidade do aborto será definida pelo critério de haver ou não sensação e vida) (GUGEL: 2007).

Os filósofos gregos Platão e Aristóteles discutiam o planejamento das cidades e bairros gregos indicando as pessoas nascidas "com deformidades" para a eliminação, a qual era realizada por exposição, abandono e ainda atirada do aprisco de uma cadeia de montanhas chamada Taygetos, na Grécia. Ainda na Grécia, Homero um poeta famoso que existiu, escreveu os belos poemas de Ilíada e Odisséia, dizem que ele era cego e teria vivido em época anterior ao séc. VII A.C.. Em seu poema Ilíada, Homero criou Hefesto, um ferreiro divino. Seguindo a mitologia, Hefesto ao nascer foi rejeitado pela sua mãe Hera, por ter uma de suas pernas atrofiadas. Zeus em sua ira o atira fora do Olimpo. Na

cidade de Lemnos (morada dos deuses), Hefesto compensou sua deficiência física e mostrou a todos suas habilidades em metalurgia e artes manuais. Depois vieram as leis de Roma que também eram desfavoráveis às pessoas que nasciam com algum tipo de deficiência. Foi criada a Lei das Doze Tábuas que determinava que os pais pudessem assassinar os bebês com deformidades físicas ou sinais de monstruosidade através do afogamento. Relatos confirmam que os pais deixavam os filhos em cestos no rio ou em outros ambientes considerados sagrados. Os que sobreviviam eram oprimidos nas cidades pedindo esmolas ou passavam a fazer parte de circos para o divertimento das pessoas de classe rica. Posteriormente, com as conquistas romanas, milhares de soldados regressavam com amputações das batalhas, iniciando-se um difícil sistema de atendimento hospitalar.

Eliminai, então, do número dos vivos a todo o culpado que ultrapasse os limites dos demais, terminai com seus crimes do único modo viável... mas, fazei-o sem ódio"... ..."Não se sente ira contra um membro gangrenado que se manda amputar; não o cortamos por ressentimento, pois, trata-se de um rigor salutar. Matam-se os cães que estão com raiva; exterminam-se touros bravios; cortam-se as cabeças das ovelhas enfermas para que as demais não sejam contaminadas. Matamos os fetos e os recém-nascidos monstruosos. Se nascerem defeituosos ou monstruosos, afogamo-los. Não é devido ao ódio, mas à razão, para distinguirmos as coisas inúteis das saudáveis. (Lucius Annaeus Sêneca - 4 A.C. a 65 C.D.)

Ainda no Império Romano surgiu o cristianismo; a doutrina era voltada para a prática da caridade e o amor entre as pessoas. Os menos favorecidos sentiram-se acolhidos com essa nova visão. Foi o cristianismo que combateu, dentre outras práticas, a morte das crianças que nasciam com deficiência. Os cristãos foram perseguidos, porque mudaram os conceitos romanos a partir do século IV. Neste momento surgiram os primeiros hospitais de caridade que abrigavam miseráveis e pessoas com deficiências. O início da Idade Média foi marcado por precárias condições de vida e de saúde das pessoas. Toda a população com extrema ignorância acreditava que o nascimento de uma pessoa com deficiência era um castigo dado por Deus. Os

supersticiosos acreditavam que as pessoas com deficiência tinham poderes de bruxos e feiticeiros; os povos dessa época possuíam uma visão diferenciada acerca da deficiência, entendendo que a mesma decorria por motivos como culpa, por algum pecado cometido ou uma ação sobrenatural. Isso gerava medo, e essa situação era usada como justificativa para o sacrifício das pessoas com deficiência. As crianças que conseguiam sobreviver tinham que ser separadas de suas famílias e eram ridicularizadas. Deficiências também podiam ser adquiridas por conta da não obediência das regras sociais ou quando os guerreiros perdiam uma batalha, e a forma utilizada como punição era a mutilação. No reinado de Luis IX, entre 1214 e 1270, foi fundado o primeiro hospital para pessoas cegas, para atender os cavaleiros que voltavam da guerra com seus olhos vazados, um marco da época. Na Idade Contemporânea, a partir de 1789, vários inventos se forjaram com a finalidade de propiciar meios de trabalho e locomoção as pessoas com deficiência, tais como: cadeira de rodas, muletas, bengalas, macas, bastões, coletes, camas móveis, veículos adaptados, etc. Dentro deste conceito foi criado o Braille por Louis Braille que proporcionou perfeita integração dos deficientes visuais ao mundo da linguagem escrita. "(...) Se os meus olhos não me deixam obter informações sobre homens e eventos, sobre idéias e doutrinas, terei de encontrar uma outra forma." (LOUIS BRAILLE ­ 1821- escreveu em seu diário). Anteriormente, Gerolamo Cardomo (1501 a 1576), médico e já tinha tido a idéia de criar um código para poder ensinar as pessoas surdas a ler e escrever, realizando uma forma de educação para pessoa com deficiência auditiva, por meio de sinais. A sociedade da época não acreditava que essas pessoas pudessem ser educadas, o método foi desenvolvido e contrariou a todos.

1.2. Chegada do século XX (1901-2000)

Nesta época, surgiram avanços de extrema importância para as pessoas com deficiência, especialmente em relação às ajudas técnicas ou elementos tecnológicos assistivos. Já estavam sendo utilizados alguns instrumentos como: cadeira de rodas, bengalas, sistema de ensino para surdos e cegos, entre outros e foram melhorando. Toda a sociedade passou a organizar-se, para assim poder enfrentar todo e qualquer problema que pudesse surgir somente para ajudar na melhoria ao

atendimento à pessoa com deficiência. Em meados de 1902 até 1912, foram criadas na Europa, instituições voltadas para a preparação da pessoa com deficiência para a vida num contexto geral. Muitas pessoas colaboraram na arrecadação de fundos para ajuda na manutenção dessas instituições, havendo uma maior preocupação relacionada às condições dos locais onde as pessoas com deficiência viviam. Mais tarde, passaram a perceber que as pessoas com deficiência tinham que participar de atividades do cotidiano e tornar-se parte da sociedade. Na cidade de Londres, foi realizada a primeira Conferência sobre Crianças Inválidas, e o principal tema abordado foi a integração das crianças na sociedade. Nos Estados Unidos, em Saint Louis, ocorreu o primeiro Congresso Mundial dos Surdos para debater os métodos de comunicação por sinais e o do oralismo. Algum tempo depois, na Alemanha, aconteceu o primeiro censo demográfico de pessoas com deficiência, com o objetivo de que o Estado tomasse formas para melhor atendê-las. Nos Estados Unidos, foi realizado a Primeira Conferência da Casa Branca sobre os Cuidados de Crianças Deficientes e também na cidade de Boston, em 1907, a Goodwill Industries passou a organizar turmas de trabalho protegido de pessoas com deficiência nas empresas. A questão da habilitação e reabilitação das pessoas com deficiência para o trabalho teve sua maior atenção a partir da Revolução Industrial (que aconteceu em meados do séc. XVIII, expandida pelo mundo a partir do séc. XIX), quando as guerras, epidemias e anomalias genéticas deixaram de ser causas únicas das deficiências e o trabalho em condições de precariedade passou a ocasionar acidentes mutiladores e as doenças profissionais, havendo necessidade da criação do Direito do Trabalho e um sistema de Seguridade Social, com atividades assistenciais, previdenciárias e de atendimento à saúde, bem como reabilitação dos acidentados. Até a década passada, a psicologia da deficiência se preocupava com variáveis individuais como fases de ajustamento, reação à perda e formas de adaptar o indivíduo em seu funcionamento no ambiente. Com o aparecimento dos movimentos dos Direitos Humanos e Civis nos anos 60 e inicio dos 70, mudou-se a ênfase para o estudo dos efeitos ambientais nas pessoas com deficiência. Algumas organizações dão apoio para a reabilitação e treinamento para conhecimento detalhando sobre pessoas com deficiência como: OMS (Organização Mundial da

Saúde), UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura), OIT (Organização Internacional do Trabalho) entre outras. Em assembléia geral da ONU (Organização das Nações Unidas) em 1971 foi proclamado a "Declaração dos Direitos das Pessoas com Retardo Mental" e em 1975 foi aprovada a "Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes". Essas declarações enfatizam o respeito aos direitos civis e políticos dos deficientes, a dignidade e a não discriminação. O ano de 1981 foi escolhido pela ONU como "Ano Internacional da Pessoa portadora de Deficiência". A equiparação de oportunidades e acessibilidade para os deficientes foi concretizada nessa década, com a aprovação pela Assembléia Geral das Nações Unidas pela resolução 37/52 de 3 de dezembro de 1982 do PAM (Programa de Ação Mundial para pessoa portadora de deficiência). A Convenção da OIT nº 159, de 1983, ratificada pelo Brasil através do Decreto Legislativo nº 51, de 28 de agosto de 1989 conceitua o portador de deficiência no art. 11, da seguinte forma:

Para efeitos da presente Convenção, entende-se por pessoa deficiente, todo indivíduo cujas possibilidades de obter e conservar um emprego adequado e de progredir no mesmo fiquem

substancialmente reduzidas devido a uma deficiência de caráter físico ou mental devidamente reconhecida.

No Brasil, a Constituição Federal de 1988, engajou garantias para as pessoas com deficiência, proibindo a discriminação de salários e de critérios para a admissão, criando e assumindo responsabilidades do Estado à saúde, à assistência social e à educação especializada, além de garantir um percentual de cargos. Desde então, surgem leis direcionadas à pessoa com deficiência, afim de que estes sejam vistos como cidadãos. No decorrer do trabalho veremos mudanças ocorridas no século XXI, mostrando mais sobre a vida as pessoas com deficiência e a aceitação na sociedade.

1.3. Curiosidades

Luís de Camões (1524 a 1580), o poeta de Os Lusíadas, que quer dizer "Os Portugueses", teve a perda da visão de seu olho direito, em batalha no Marrocos. John Milton (1608-1674), foi um grande poeta inglês, era cego e com o apoio de escriba e ledor, pode escrever algumas obras, dentre elas Paraíso Perdido. Galileo Galilei, físico, matemático e astrônomo, por um resultado natural da vida sofreu reumatismo, ficando cego nos últimos anos de sua vida, mas sempre ativo em suas pesquisas científicas. A mesma situação sofreu o astrônomo alemão Johannes Kepler (1571 a 1630), que tinha deficiência visual e mesmo assim pode desenvolver estudos sobre o movimento dos planetas. Ludwig van Beethoven (1770-1827) aos 46 anos de idade já estava praticamente surdo em função da congestão de centros auditivos internos. Louis Braille (1809-1952) feriu-se no olho esquerdo com uma ferramenta pontiaguda, possivelmente uma sovela (ferramenta para furar couro). A infecção que se seguiu ao ferimento alastrou-se ao olho direito, provocando a cegueira total. Como podemos observar, muitos poetas, estudiosos, pensadores de alto nível, também tinham deficiências, mas nem por isso deixaram de ser grandes nomes e marcar a história da humanidade. A deficiência pode limitar as pessoas de certas coisas da vida cotidiana, mas nunca irá acabar com a esperança e sonhos, tendo força de vontade para atingir a superação e ultrapassar os obstáculos que a própria vida, junto com a sociedade criaram.

2. DEFICIÊNCIAS, LEIS E PROCEDIMENTOS

Se devêssemos assumir um surdo para o trabalho no qual é necessário ouvir ou um manco onde é necessário correr, eu desobedeceria ao Estado. O papel empresarial não é fazer caridade cristã. Porém, posso assumir tranquilamente um cego para um emprego no qual os olhos não são necessários. (HENRY FORD apud).

2.1. Conhecendo as Deficiências As pessoas não nascem todas iguais e podemos observar isso desde a maternidade. Têm bebês que nascem brancos, outros negros, com olhos azuis ou castanhos, uns pequenos e outros grandes, magros ou gordos. Existem ainda outras diferenças marcantes como, por exemplo, a falta de um braço, de uma perna ou uma mão, a impossibilidade de ver ou andar, ou ainda, a dificuldade de poder entender o mundo. Da mesma forma que respeitamos as pessoas que nascem diferentes seja pela cor da pele ou dos olhos, devemos também respeitar as que nascem com alguma deficiência ou limitações que talvez vá impossibilitar situações da vida cotidiana. As causas das deficiências são diversas, existem as pessoas que nascem com a deficiência e outras que com o caminhar da vida com o passar dos anos adquirem a deficiência motivada por alterações físicas ou biológica, um problema de saúde ou uma doença crônica e também as deficiências podem ser ocasionadas por acidentes.

2.2. Tipos de deficiências

2.2.1. Deficiência Intelectual

Funcionamento mental abaixo da média, com limitações associadas a duas ou mais áreas da conduta adaptativa, ou da sociedade nos seguintes aspectos: comunicação, cuidados especiais, habilidades sociais, desempenho na família e

comodidade, independência na locomoção, saúde e segurança, desempenho escolar, lazer e trabalho. As pessoas com deficiência intelectual podem levar um tempo maior para aprender e compreender as solicitações. 2.2.2. Deficiência física

As causas da deficiência física são diversas e estão ligadas a problemas genéticos, complicações na gestação, doenças infantis ou acidentes. A deficiência física reúne vários tipos de limitações motoras: Paraplegia: paralisia total ou parcial dos membros inferiores, comprometendo a função das pernas, tronco e outras funções fisiológicas. Paraparesia: perda parcial das funções motoras dos membros inferiores. Monoplegia: perda total das funções motoras de um só membro (superior ou inferior) Tetraplegia: paralisia total ou parcial do corpo, comprometendo as funções dos braços e das pernas. O grau de imobilidade dos membros superiores depende da altura da lesão. Tetraparesia: perda parcial das funções motoras dos membros superiores e inferiores Triplegia: perda total das funções motoras em três membros Triparesias: perda parcial das funções motoras em três membros Hemiplegia: paralisia total ou parcial das funções de um lado do corpo como conseqüência de lesões cerebrais. Paralisia cerebral: termo amplo para designar um grupo de limitações

psicomotoras, resultantes de uma lesão no sistema nervoso central. Geralmente, pessoas com paralisia cerebral possuem movimentos involuntários e espasmos musculares repentinos. Esses espasmos também são verificados nas outras deficiências, mas em menos intensidade. Amputação: perda total ou parcial de um ou mais membros do corpo.

2.2.3. Deficiência Visual

Há muitos tipos de deficiência visual, algumas pessoas veem apenas o que está diretamente a sua frente e nada do que está do lado, o que é chamado de visão

tubular. Outras enxergam os objetos como quebra-cabeças. Ainda há pessoas que tem baixa visão e claro, aqueles que não veem absolutamente nada. 2.2.4. Deficiência Auditiva

É a redução ou ausência da capacidade de ouvir determinados sons, em diferentes graus de intensidade, devido a fatores que afetam a orelha externa, média ou interna. a) De 25 a 40 decibéis (db) ­ surdez leve; b) De 41 a 55 db ­ surdez moderada; c) De 56 a 70 db ­ surdez acentuada; d) De 71 a 90 db ­ surdez severa; e) Acima de 1 db ­ surdez profunda; f) Anacusia; 2.2.5. Deficiência Múltipla

É a associação de duas ou mais deficiências, podendo ser: deficiência intelectual associada à deficiência física, deficiência auditiva associada à deficiência intelectual, deficiência física e deficiência visual associada à deficiência cerebral. 2.2.6. Surdocegueira

Deficiência que apresenta a perda da audição e da visão, em diferentes graus.

2.2.7. Epilepsia

São as condições físicas, que ocorrem quando inesperadamente, surgem mudanças breves e repentinas no funcionamento bioelétrico do corpo. Para explicar como ocorre, a crise compara-se um ataque epilético a um curto circuito momentâneo que afetam as células nervosas como parte de uma disfunção do sistema nervoso central. Este "curto circuito' pode ocasionar perda de consciência

momentânea acompanhada de outros distúrbios como: abalos musculares, movimentos bruscos, perda do equilíbrio corporal entre outros". 2.2.8. Estatística a nível Nacional e Internacional

De uma forma geral, como mostram as pesquisas, 10% da população apresenta alguma deficiência. Há muitas divergências, como podem ver no quadro abaixo:

OMS (Nível Internacional)

Deficiência Mental 50% Deficiência Física 20% Deficiência Auditiva 15% Deficiência Múltipla 10% Deficiência Visual 5%

IBGE (Nível Nacional)

Deficiência Mental 8,3% Deficiência Física 4,1% Deficiência Motora 22,9% Deficiência Auditiva 16,7% (7,2% totalmente surdos) Deficiência Visual 48,1% (6,49% totalmente cegos)

Figura 1 ­ Estatística - Fonte: IBGE censo ­ 2000

Definindo de uma maneira mais simples, deficiências apresentam perdas ou reduções de estruturas ou função anatômica, fisiológica, psicológica ou mental, que gera a incapacidade para certas atividades, dentro de um padrão normal considerado para o ser humano. Sendo pessoas vítimas do preconceito, da falta de transporte e também de condições de acessibilidade, essas pessoas enfrentam um isolamento social, situações que as mantêm longe de escolas, lazer... Enfim, da convivência com outras pessoas, educação e o grande mercado de trabalho. Leis para ajudar na inserção das pessoas com deficiência já existem, mas não só a lei que vai inseri-los no mercado, e sim, a consciência de cada um.

2.3. Lei x Barreiras

Em 1991,

aproximadamente

80

anos, após

o

questionamento

da

empregabilidade para pessoas com deficiência, feita por Henry Ford, criou-se no

Brasil a Lei de Benefícios da Previdência Social nº 8.213/91, que determina a obrigatoriedade de organizações privadas com 100 ou mais empregados disporem de 2% a 5% de suas vagas às pessoas com deficiência, mais conhecida como Lei de Cotas. Essa lei vem para agregar aos direitos do deficiente no âmbito da sociedade, para que o mesmo se sinta incluído e tenha oportunidade. Legislações para mudar esse quadro existem inúmeras: Constituição de 1988; Lei 7.853/89; Leis estaduais; Leis municipais; estatutos; convenções ou acordos coletivos; Lei 8.213/91 e o Decreto Lei 3.298/99; Convenção 111 da OIT (Organização Internacional do Trabalho); Decretos; Portarias; Regulamentos; Instruções Normativas e etc. Especificando um pouco mais:

Número de Funcionários De 100 a 200 De 201 a 500 De 501 a 1000 1001 ou mais

Percentual de Vagas 2% 3% 4% 5%

Figura 2. Lei de Benefícios da Previdência Social nº 8.213/91

O Setor Público tem que garantir a reserva entre 5% e 20% de suas vagas de trabalho, de acordo com o número de funcionários, mas na prática, o que vem sendo adotado são somente 5%. A Lei faz com que se cumpra a inclusão dos deficientes que sofrem preconceitos de diversas formas e inclusive a falta de adaptações para facilitar suas atividades. Para que haja a dispensa de um funcionário deficiente é necessária à substituição por outro em situação semelhante. A finalização da lei de cotas é feita pelo Ministério do trabalho e Delegacias do trabalho e o descumprimento da lei resulta em processos judiciais e multas às empresas conforme a Portaria 1.199 de 28 de outubro de 2003. A legislação surgiu para garantir a inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho e o principal medo do empregador é com a perda de lucratividade a partir de uma suposta incapacidade da pessoa com deficiência em se adaptar a uma linha de produção, escritório ou qualquer outra área de trabalho. Estudos mostram que pessoas com deficiência são capazes de cumprir os mais variados tipos de tarefas, desde que sejam treinados com condições de acessibilidade.

É evidente que, com a força da lei, gerou-se vagas que hoje se encontram preenchidas pelas pessoas com deficiência, mas a Lei está muito longe de garantir a inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho brasileiro. O número de pessoas inseridas no mercado é muito pequeno diante do número de pessoas com deficiência existentes no País. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existem 24,5 milhões de pessoas com deficiência no Brasil. Deste total, 15,14 milhões já se encontram com idade para trabalho formal, mas apenas 2% poderiam encontrar trabalho se a legislação realmente fosse cumprida. Existiam 31.979 organizações com 100 ou mais funcionários no País em dezembro de 2001, se todas essas organizações fizessem com que a Lei de Cotas fosse realmente cumprida, estariam sendo geradas 559.511 vagas para pessoas com deficiência. A eficiência da Lei na sua atuação está limitada, pois tem o direcionamento a empresas com 100 ou mais funcionários, e este porte de empresa estão em extinção. Empresas desse porte representam 1,57% do total de organizações no país. Todas as organizações incluídas na Lei estão tentando cumprir a legislação, mas o obstáculo maior é a reestrutura física para poder receber os funcionários com deficiência. Por isto, eles são vistos como empecilho, pois a adaptação como: construção de rampas de acesso, elevadores internos, corrimões, banheiros específicos, etc. acabam causando um grande transtorno e custo para as grandes organizações que em muitas vezes é necessário fazer alterações radicais para receber os novos funcionários. Para os empregadores de pessoas com deficiência, além da dificuldade em encontrar candidatos capacitados para a vaga, também existem dificuldades relacionadas a Lei 8742, de 07/12/1993 (refere-se a assistência social, benefício), para poder incluí-los no mercado de trabalho. Alguns deficientes recebem um benefício chamado: Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social ­ BPC-LOAS, pago pelo Governo Federal, cujo ato de reconhecimento do direito é do Instituto Nacional do Seguro Social ­ INSS no qual está assegurado por lei, onde se permite o acesso de idosos e pessoas com deficiência às condições mínimas de uma vida digna. No entanto, o deficiente quando contratado por uma organização necessita abrir mão deste benefício, pois as dificuldades para manter o emprego são diversas para essa parcela da população, então boa parte das pessoas com deficiência acabam desistindo do trabalho em função da pequena estabilidade que a Lei lhes

garante. A busca dessa realidade requer, além de tempo, a transformação do olhar da sociedade.

3. O QUE É ACESSIBILIDADE?

Obstáculos são aquelas coisas assustadoras que você vê quando desvia seus olhos de sua meta. (HENRY FORD apud)

A sociedade hoje tem passado por inúmeras transformações, as quais levam a todos os indivíduos terem que se adequar às mudanças. Mudanças essas, que dão origem a atual realidade, sendo ela econômica, social e, sobretudo as físicas (arquitetônicas), que impossibilitam muitas vezes o direito de ir e vir do ser humano, afetando principalmente as pessoas de baixa renda e menos protegidas, onde a falta de acessibilidade nos estabelecimentos, sejam eles públicos ou privados estão escassos, impedindo assim a movimentação das pessoas com deficiência, não

dando abertura para participar da sociedade faltando com respeito aos direitos de cidadão. Durante um tempo, as pessoas com deficiência eram tratadas como uma política de assistência social, sem que percebessem a abrangência do termo "inclusão". Hoje, com a necessidade de sabermos onde estão localizados esses deficientes, essa visão começa a mudar, pois, nas ultimas décadas as mesmas começaram a serem vistas como seres humanos, que tem oportunidade de exercer seus direitos políticos, públicos, civis, sociais, econômicos e culturais. As políticas públicas, devem levar em consideração também o conceito de "Desenvolvimento Inclusivo", que tem como objetivo a ampliação da visão de crescimento social, analisando as diferenças como aspecto importante para que o processo para esse desenvolvimento cresça abrindo espaço para integração da sociedade, trabalhando em conjunto para acabar com as ações isoladas. Analisando por esse ângulo, vemos que a acessibilidade é uma grande oportunidade de inclusão da pessoa com deficiência, dando a possibilidade de se agregar na sociedade, aumentando seu potencial como ser humano. As organizações devem ter e levar a conscientização a todos os seus funcionários, oferecendo treinamentos e incentivando ações para eliminação das barreiras promovendo a acessibilidade, ação essa que deve ser praticada diariamente. É importante que a organização melhore o acesso no local de trabalho

para adequação dos diversos tipos de deficiência, gerando facilidade para entrar e se movimentar no local de trabalho, como também aos lavatórios e banheiros, intérprete de libras, braille, sinalização de luzes, sons e, em caso de emergência, a organização deve fazer um planejamento para que, caso ocorra o deficiente tenha como se locomover pelo local indicado com a máxima segurança, se deslocando para um local seguro. Para que ocorra essa mudança, contamos com a criação da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (SMPED), com intenção de mostrar a sociedade que a deficiência pode ser vista com outros olhos, tendo como missão, a qualidade de vida. De acordo com o dicionário, a palavra Acessibilidade tem como significado: "Qualidade do que é acessível aquilo de se pode atingir e alcançar", portanto, a acessibilidade tem como objetivo a inclusão e extensão para todos deficientes e população, representando o direito de acesso a rede de informações, lugares, acesso físico, produtos, serviços, equipamentos e programas adequados. Segundo dados do IBGE, no ano de 2000, 23,06% da população brasileira eram formados por pessoas idosas ou portadoras de deficiência física. Essa parte da população, está impedida de exercer plenamente sua cidadania, conforme vai se encontrando inúmeras dificuldades para a locomoção em ambientes como: edifícios no espaço urbano, com isso ocorre uma grande preocupação quando se fala da acessibilidade nos meios urbanísticos e arquitetônicos, que atualmente estão em processo de adaptação e obras para adequação para suprimento das necessidades de acessibilidade para os deficientes e para população em geral. A Norma Brasileira 9050 da Associação Brasileira de Normas Técnicas diz que:

Promover segurança, a acessibilidade eliminando as no ambiente construído é e

proporcionar condições de mobilidade, com autonomia e barreiras arquitetônicas urbanísticas nas cidades, nos edifícios, nos meios de transporte e de comunicação. Isto constitui um direito universal resultante de conquistas sociais importantes, que reforçam o conceito de cidadania. (ABNT/NBR 9050, 1994)

A acessibilidade oferece a todos, oportunidade de igualdade social. A dificuldade de acesso, ao contrário do que muitos imaginam, não é limitada somente aos usuários de cadeira de rodas, existem pessoas que possui mobilidade reduzida, gerada por vários fatores como idade, gravidez, deficiência auditiva ou visual. Um lugar acessível é de utilidade de todos, sendo ou não deficiente e essa iniciativa auxilia as pessoas com ampla deficiência, com limitações visuais, deficiências físicas, cognitivas, neurológicas e dificuldades auditivas. Para uma grande parte da população, a tecnologia veio para tornar a vida mais fácil e simples, mas para uma pessoa com deficiência, a tecnologia acabou tornando as coisas possíveis. Todos nós estamos aptos à acessibilidade, independente de idade ou por destino tornarmos deficientes por conta de um acidente ou doença.

3.1. Lei de Acessibilidade

No dia 02 de dezembro de 2004, surgiu o Decreto 5.296/04, onde foram regulamentadas as Leis Federais 10.048/00 e 10.098/00, que mostram a possibilidade de um grande avanço, leis essas que são extremamente essenciais para a elaboração de políticas públicas, uma política nacional de acessibilidade para as pessoas com deficiência e implantação de várias ações, designada para garantir a acessibilidade para pessoas com deficiência e idosos, mostrando a realidade e diversidade dos municípios e estados. As leis federais, estaduais, municipais, decretos e normas técnicas fazem a apresentação de obrigações e parâmetros para a propagação de suas ações. A Lei Federal 10.098 do dia 19 de dezembro de 2000 tem como objetivo estabelecer regras, normas para a acessibilidade de portadores de deficiência ou com mobilidade reduzida, com intenção de eliminar as barreiras e obstáculos nas reformas e construções de edifícios, espaços públicos, meios de transporte e comunicação, tomando as providências devidas para garantir a acessibilidade a todos.

Art. 17. O poder Público promoverá a eliminação de barreiras na comunicação e estabelecerá mecanismos e alternativas técnicas que tornem acessíveis os sistemas de comunicação e sinalização às portadoras de deficiência sensorial e com dificuldades de comunicação, para garantir-lhes o direito de acesso à informação. À comunicação, ao trabalho, à educação, ao transporte, à cultura, ao esporte e ao lazer.

3.2. Tecnologia Assistiva Criada em 1988, a Tecnologia Assistiva, como elemento jurídico na legislação Americana regulamentando o direito dos Deficientes e para a criação dos fundos públicos para o uso dos recursos que os mesmos necessitavam. Com sua existência, as pessoas com deficiência passaram a ter garantia de recurso que proporcionava sua independência. Tecnologia Assistiva é o recurso e serviço criado para facilitar e proporcionar independência e inclusão dos deficientes com dificuldades em realizar tarefas por sua mobilidade, aumentando sua capacidade funcional. Os recursos utilizados são diversos como; Softwares adaptados, roupas, objetos, brinquedos, equipamentos de comunicação, etc. Os recursos são as ferramentas utilizadas para facilitar nas tarefas e o serviço é aquele prestado por pessoas que estudam os instrumentos e possibilitam uma vida melhor aos portadores de deficiência, auxiliando e adequando as ferramentas existentes para cada tipo de deficiência e envolve diversas áreas como médicas, terapeutas, educadores, voluntários, psicólogos, etc. Em 10 de abril de 2006, foi criado o Portal Nacional de Tecnologia Assistiva, visando o desenvolvimento e promover a inclusão social para conhecer melhor a necessidade dos deficientes e divulgar as pesquisas realizadas neste ramo. Este projeto foi criado por deficientes e especialistas de diversas áreas, que prestam atendimento e pesquisam sobre estas deficiências para proporcionar informação e buscar melhorias na qualidade de vida. O governo criou um Catálogo de Produtos de Tecnologia Assistiva, com informações dos produtos e distribuidores no Brasil, facilitando o contato com os fabricantes, com o objetivo de atender as necessidades de todas as faixas etárias.

O catálogo está separado por tipo de deficiências, clicando na deficiência, o site traz todos os produtos disponíveis para tal segmento, com todas as especificações e a finalidade do produto. 3.2.1 Tecnologia Assistiva para o deficiente intelectual Brinquedos Adaptados: permitem que a criança com dificuldade motora possa interagir e brincar com autonomia. Disponíveis em modelos com som, luz e movimentos. Borda externa para pratos: impedindo a saída dos alimentos Apoio Bilateral para copos: facilita o uso diário dos copos, impedindo que escorregue, utilizando as duas mãos ao invés de uma. Colher Adaptada: colher em metal flexível, com apoio para mãos, emborrachado e em formato anatômico para melhor preensão. Máquina de Relevo: impressora com relevos, que imprime desenhos em relevo, através da reação, criando o relevo. Utilizada para fazer mapas, símbolos, tabelas e materiais diversos que podem ser utilizados nas escolas. Máscara de Acrílico para teclados: acoplado ao computador pela saída USB facilita a digitação.

A máscara possui orifícios a cada tecla, evitando que o usuário com dificuldades motoras aperte várias teclas ao mesmo tempo. Os orifícios são projetados para a passagem do dedo de um adulto. Mouse Adaptado: criado para substituir o mouse convencional utilizando barras de rolagem para a movimentação da seta do mouse. Acessibilidade eletrônica: permite a todas as pessoas ter acesso a informação, criar conhecimentos e condições para o conhecimento, domínio de tecnologias produzindo e transmitindo informações.

3.3.

Espaço físico e diretrizes para adequação das pessoas com deficiência

Para que sejam definidos os espaços físicos, é importante considerar a capacidade e limitação do homem, esses padrões devem ser adotados para atender

a necessidade humana e havendo casos específicos devem ser analisados cuidadosamente, criando espaços para atender toda diversidade humana. As pessoas com deficiência no geral precisam de algum equipamento de auxílio para se deslocarem como: bengalas, cadeiras de rodas, andadores, muletas, e no caso das pessoas com deficiência visual tem o auxílio de um cão guia especialmente treinado. Sendo assim, é necessário que o espaço de circulação seja adaptado para qualquer tipo de situações. 3.3.1. Edificações

Temos dois tipos de edificações, o de uso privado e o de uso público. Os de uso privado são considerados residenciais, composto por lotes, edifícios, casas. Nessa situação é obrigatório ter um percurso acessível à via publica bem como aos edifícios vizinhos, rampas e áreas de circulação com largura livre mínima de 1,50 m com inclinação transversal máxima de 2% para pisos internos e 3% para pisos externos. Porta de entrada acessível para usuários de cadeira de rodas, elevador, vagas no estacionamento reservado para veículos conduzidos por pessoas portadoras de deficiência e que estejam conduzindo os mesmos. Os de uso público são considerados escolas, bibliotecas, hospitais, supermercados, restaurantes, agência bancária, entre outros, todos com

necessidade de garantir acesso a todos usuários. Para esses locais as entradas devem ser acessíveis, itinerários que interliguem todas as dependências, sanitários e vestiários adequados, vagas de estacionamento sinalizadas próximas às vias de acesso de pedestres, via de acesso entre o estacionamento e a entrada principal, e em áreas de grande fluxo de pessoas como shopping Center e aeroportos é recomendável um sanitário acessível para ambos os sexos. Para garantia dessas acessibilidades, devem ser levadas em consideração as normas da ABNT e leis municipais, que determinam a eliminação de barreiras. Contudo, vemos então a necessidade da acessibilidade como um meio de integração e desenvolvimento do deficiente como pessoa no meio social, se adaptando às mudanças do mundo, sendo também totalmente dependente da inclusão.

4. O PRIVILÉGIO DE CONVIVER COM AS DIFERENÇAS

Deficiente é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino. (MARIO QUINTANA).

O séc. XXI teve um grande marco na movimentação para a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Tem se falado muito sobre a Inclusão, que a princípio tem a preocupação de inserir essas pessoas no âmbito social. Segundo a Constituição Federal (1988) Art. 205 "A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. Visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho". A frase "A educação é direito de todos", quer dizer que para haver educação devem-se respeitar as diferenças e valorizar os seres humanos, independentes do físico ou psíquico. É através dessa visão que existe a luta pela inclusão, onde a aceitação de que todos têm os mesmos direitos e deveres, diminuindo o preconceito e favorecendo o crescimento da sociedade, aprendendo a valorizar as diferenças e o potencial de todos. Trabalhar com diversidade é complicado, mas essa realidade tem que fazer parte da competência de profissionais dentro de uma organização. As pessoas vivem no ambiente de trabalho grande parte do seu tempo, e neles estabelecem relações profissionais, interpessoais e institucionais de grande relevância. Ao estimular a diversidade e atuar contra a administração a empresa, fortalece o respeito mútuo entre as pessoas, o reconhecimento de suas particularidades e o estímulo a sua criatividade e cooperação. As organizações, a cada dia, buscam se encaixar na Lei de Cotas e o número de deficientes empregados no mercado aumentaram entre os anos 2001 a 2005. Organizações que não cumprem a Lei de Cotas tem tido uma intensa fiscalização da Delegacia Regional do Trabalho. Existem diferentes tipos de deficiência e cada uma pode realizar praticamente qualquer atividade profissional, mas encontrar mão-de-obra qualificada tem sido um verdadeiro desafio às organizações, um desafio que tem sido superado por

organizações que aprendem a localizar, contratar e treinar as pessoas com deficiência podendo ajustar e preparar as áreas de atuação e seus funcionários efetivos para a atuação em equipe. As pessoas com deficiência devem ser vistas na hora da contratação como qualquer outra pessoa que passa pela seleção. Dentro das Organizações, a pessoa com deficiência abre um espaço em um território de diferenças, enfrentam e desafiam as possibilidades administrativas.

É dever do Estado, da família, da comunidade e da sociedade assegurar às pessoas com deficiência a efetivação dos direitos referentes à vida, saúde, alimentação, previdência moradia, social, educação, e

profissionalização,

trabalho,

habilitação

reabilitação, transporte, acessibilidade, desporto, lazer, turismo, cultura, informação, avanços tecnológicos e científicos, comunicação, dignidade, respeito, liberdade e convivência familiar e comunitária, dentre outros decorrentes da Constituição Federal das leis, que propiciem seu bem estar pessoal, social e econômico. Estatuto da Pessoa com Deficiência ­ (Senador Paulo Paim)

4.1. Família ­ Instrumento importante na Inclusão

O desenvolvimento da personalidade do ser humano ocorre através da família, é o ambiente familiar o primeiro local onde se desenvolve educação, aprendizagem e adaptação à sociedade em que se vive. Reconhecer na pessoa com deficiência sua integridade, dignidade, suas limitações é o início para começar a lutar para a melhoria da qualidade de vida, capacitação e preparo para o mercado de trabalho. É na infância que a família desenvolve a formação, educação e habitação dessas pessoas para enfrentar os grandes obstáculos e desafios que estão por vir. A pessoa com deficiência que está inclusa e aceita no meio familiar, com certeza terá maior possibilidade na hora de concorrer ao mercado de trabalho a nível produtivo. A família tem que participar de todas as fases e ir ajudando na preparação na hora de incluí-los na sociedade mesmo com suas limitações. É essencial que a família destaque para seu filho com deficiência o círculo de convivência que este irá

frequentar, mostrar a pessoa íntegra e digna cheia de qualidades que é, e também defeitos como qualquer outra pessoa que possui suas próprias características merecendo respeito como todos merecem, falar e mostrar que sua deficiência não o diminui, acreditam em seu potencial e os amam pelo que se são e como são.

4.2.

Inclusão / Interação do Deficiente intelectual na sociedade

Os seres humanos desenvolvem sua personalidade levando em consideração os fatores sociais, econômicos e culturais, ao mesmo tempo em que tentam mudar situações da sociedade percebe que por ela também sua personalidade e atitudes também estão sendo mudadas. Levando em consideração a necessidade da inserção social, temos que analisar espaço e tempo. Nessas condições cabe a escola fornecer a essas pessoas oportunidade para interagir com os demais grupos e se identificar para melhor desenvolvimento. Porém, as escolas devem estar preparadas com profissionais capacitados para entender esses alunos, entender a vida física e cultural e as diferenças que ocorrem dentro da sala de aula. Surgiu o interesse pela educação nos países desenvolvidos a partir das transformações sociais ocorridos pela Revolução Industrial do final do século XIX ao inicio do século XX, dando início ao atendimento do deficiente intelectual surgindo um modelo educacional com intenção de exclusão no meio social e escolar. O acompanhamento de uma criança e o seu desenvolvimento

comportamental e social é inicialmente conduzido pelos pais ou seus responsáveis, onde somos conduzidos à pré-escola, ensino fundamental, ensino médio, inclusos no mercado de trabalho e posteriormente nível superior. As escolas municipais e estaduais estão preparadas para receber alunos regulares, mas e o Deficiente Intelectual? Tem a mesma sequência em seu desenvolvimento comportamental e social? Pesquisando e estudando, é de fácil visão que não há um suporte do governo e muitas vezes também familiar para adequação do Deficiente Intelectual na sociedade, pois por muitas vezes a família não tem uma base emocional para que o deficiente sinta segurança, dificultando o seu crescimento. O acompanhamento e adequações nada mais é que desenvolver o comportamento do deficiente intelectual, fazendo-o entender o porquê da

necessidade da higiene pessoal, saber qual ônibus pegar, seu endereço, situações básicas do dia-a-dia para que o mesmo se sinta incluído. Nos ambientes escolares onde tudo se inicia, fora o Deficiente Intelectual ter um atraso no seu desenvolvimento, temos também a não preparação das escolas para o acompanhamento dessas crianças. Entretanto, temos como exemplo alguns municípios que já possuem setores para acompanhamento e inclusão, no qual inicialmente é acompanhado por especialistas da medicina e encaminhado para a educação (escola) no local e série indicados. Mas, além disso, é possível enxergar que mesmo tendo poucas inclusões nas escolas, nos perguntamos qual tem sido o resultado dessa inclusão e acompanhamento? Não tendo uma resposta plausível, pois o correto era que o Deficiente Intelectual conseguisse sim estudar todas as fases do ensino regular e ao terminar estar pronto para o mercado de trabalho, o que não ocorre hoje. Hoje, um adulto, para estar bem preparado para o mercado de trabalho depende de toda sua trajetória de vida, logo temos um atraso visível no desenvolvimento do Deficiente Intelectual, pois os mesmos não são preparados. Com toda essa trajetória fica muito mais difícil a inclusão do Deficiente Intelectual no mercado de trabalho. Até porque eles não estão preparados para isso, e mesmo tendo a Lei de Cotas as vagas na maioria das vezes não são preenchidas por eles, pois não conseguem desenvolver um bom trabalho, não porque não são capazes e sim porque não foram adaptados e treinados. Qualquer um que não recebe instrução sendo deficiente ou não, não consegue desenvolver o proposto pelo mercado ou pela empresa. Mas hoje, temos como exemplos muitos deficientes que já estão inclusos no mercado de trabalho, porém, não por causa de um desenvolvimento inicial na rede escolar, e sim por associações que trabalham no desenvolvimento desse deficiente, realizamos uma visita a APAE-SP (Associação dos Pais e Amigos Excepcionais) que faz um acompanhamento diário desde o nascimento de um bebê que tem a deficiência comprovada. Com esse acompanhamento, eles são estimulados a executar as tarefas que são primordiais em um dia-a-dia e com essa estimulação eles conseguem desenvolver tarefas com perfeição. Com esse trabalho realizado pela APAE-SP, o deficiente intelectual consegue se enquadrar no mercado de trabalho, desenvolvendo um serviço na produção de peças de organizações como a

Arno e em muitos casos, muitos são encaminhados para as empresas, contratados como funcionários. Empresas essas que são parceiras da APAE-SP, e que abraçaram a causa, que mesmo não tendo obrigação de disponibilizar vagas para deficientes pela Lei de Cotas tem uma consciência de inclusão. Com todos esses fatos, ao pensar mais profundamente, chegamos a um pensamento de que qualquer ser humano com ou sem deficiência se não for instruído, treinado, estimulado, não vai se desenvolver em nenhuma área da vida e nenhuma atividade solicitada. Logo, se entende que com o Deficiente Intelectual é a mesma coisa, é claro que para adequação e treinamento o processo é mais lento, porém, ainda existem pessoas com a visão de que eles não conseguem desenvolver um trabalho dentro de uma empresa e nem na escola. Porém, sem treinamento, estimulação, inclusão e aceitação de todos, realmente este processo se torna muito mais difícil. Devemos considerar que no mundo temos vários tipos de personalidade humana, porém, a sociedade tem uma visão padronizada do homem e os classifica de acordo com essa visão, mas se esquecem que a sociedade é composta por pessoas diferentes, que a cada mudança ocorrida o homem se adequa a essa mudança, assumindo assim uma postura diferente. Portanto, é difícil superar essa visão padronizada do homem, pois a escola determina e repassa essa visão às pessoas, qualificando os alunos sendo mais ou menos inteligentes. No entanto, os grupos sociais humanos são definidos como padrão normal ou estigmatizados. Sendo considerados normais aqueles que atendem um padrão exigido e são considerados estigmatizados aqueles que infringem os padrões que consequentemente carregam uma desvantagem diante das oportunidades. Portanto, ao analisar o conceito de integração e inclusão, nos leva a um novo modelo de escola inclusiva. O termo integração tem como finalidade agrupar os alunos deficientes para trabalhar adaptações e aprendizado, para um melhor desenvolvimento. Todos precisam entender, que a política do mercado de trabalho e integração social precisa de uma transformação que não depende só do professor dentro da sala de aula, devendo sim ser excluído a responsabilidade de que o processo de integração seja feito somente pelo professor e vermos que depende de cada um fazer sua parte para que se tenha uma igualdade no tratamento entre todos. A palavra integração está associada ao termo inovação educacional, que se

refere a uma escola mais aberta, para acolher diferentes alunos com diferentes motivações, interesses e capacidade de aprender. A intenção de alocar os deficientes intelectuais nas escolas regulares é com objetivo de integração social, para que a sociedade consiga entender e aceitar essa deficiência e aprender a conviver com ela. Porém, para que ocorra essa integração é necessária a mobilização de todos os pais, políticos, professores, empresas, a fim de conseguir diminuir essa rejeição e preconceito. Essa rejeição só aumenta as dificuldades físicas e sociais no momento da integração, fazendo com que acredite não ser possível o desenvolvimento potencial e de aprendizagem do deficiente. Essa aceitação de convivência do deficiente intelectual deve se levado de forma natural, e não classificando como pessoas normais ou anormais, e sim trabalhar para que seja desenvolvido um ambiental natural, interagindo para o reconhecimento das diferenças, mesmo sendo elevadas, seja excluído da sociedade. Sassaki, Romeu Kazumi assistente social, consultor de inclusão especializado em aconselhamento psicológico de reabilitação na área da deficiência, através de seus estudos revela que:

Pela inserção pura e simples daquelas pessoas com deficiência que conseguiram ou conseguem, por méritos pessoais e profissionais próprios, utilizar os espaços físicos e sociais, bem como seus programas e serviços, sem nenhuma modificação por parte da sociedade, ou seja, da escola comum, da empresa comum, do clube comum, etc. Pela inserção daqueles portadores de deficiência que necessitavam ou necessitam de alguma adaptação específica no espaço físico comum ou no procedimento da atividade comum a fim de poderem, só então, estudar, trabalhar, ter lazer, enfim, conviver com pessoas não-deficientes. Pela inserção de pessoas com deficiência, em ambientes separados dentro dos sistemas gerais. Por exemplo: escola especial junto à comunidade; classe especial numa escola comum; setor separado dentro de uma empresa comum; horário exclusivo para pessoas deficientes num clube comum etc. Esta forma de integração, mesmo com todos os méritos, não deixa de ser segregativa. SASSAKI, Romeu Kazumi (1997, p.34-35 )

Muitas vezes, o motivo por não existir essa integração está ligado a não aceitação e entendimento do deficiente como homem comum, que como qualquer outro tem um espaço e uma história na sociedade. Porém, é o próprio homem que norteia essas ações e pensamentos quando se fala em integração. Logo, observamos que a integração está ligada à interação, que aumenta o convívio dos deficientes intelectuais com diversas pessoas da comunidade. É preciso fazer os direitos valerem para que possam contribuir com a participação do deficiente no ambiente cultural. Os valores, princípios e políticas devem ser base para que ocorra a inclusão, partindo de uma visão coletiva entendendo o que é a deficiência, em que consistem as funções de escola nesse auxílio, o entendimento e compreensão da sociedade. Portanto, essas considerações devem ser levadas adiante e a sociedade ser modificada para incluir essas pessoas, para atender as necessidades dos mesmos, para que a inclusão aconteça e seja colocado em prática. Cada um é responsável diariamente pela interação e inclusão das pessoas com deficiência. 4.3. Mercado de trabalho é para todos

A inclusão da pessoa com deficiência no mercado, esbarra no preconceito e na discriminação na hora da contratação, muitos encontram dificuldade por serem pobres e não poderem ter tido acesso à educação. Dados do IBGE do Ministério do trabalho, referentes a 2007, mostram que dos 37,6 milhões postos de trabalho apenas 348,8 mil são ocupados por pessoas com deficiência, destes, 2,4% têm a deficiência intelectual. Trabalhar é uma das melhores formas que dispomos como pessoa, é onde pode mostrar a si próprio a capacidade, desenvolvimento, satisfação pessoal, criatividade no trabalho realizado, salário que se recebe pela prestação de serviço podendo cobrir as despesas, gastos pessoais e tornar-se independente. Esses motivos são tão verdadeiros que engrandecem a realidade de todos, mas essa realidade está um pouco distante para a pessoa com deficiência intelectual, infelizmente as barreiras são inúmeras, para que eles possam realizar-se com dignidade e como pessoa trabalhadora.

As organizações têm maior resistência para a contratação do deficiente intelectual como, por exemplo, pessoas com Síndrome de Down (pelo seu biótipo), preferem assim contratar pessoas com outras deficiências e assim não serem punidos pela Lei de cotas. As organizações criaram alguns mitos para impedir a contratação das pessoas com a deficiência intelectual, algumas acreditam que não é bom para a imagem da empresa, acham que essas pessoas nunca poderão se relacionar bem com outras pessoas, cometem erros em excesso e dificilmente conseguirão interagir com equipes. Criam dificuldades de arrumar uma vaga para que eles possam

desempenhar com sucesso, acredita ainda que não seja competitivo e podem atrapalhar o desenvolvimento dos processos dos resultados final da empresa. Essas observações são mitos e preconceitos, em um panorama geral, a exclusão imposta ao deficiente tem que ser superada pela aplicação de políticas inclusivas, ações firmes e conscientização da sociedade com relação ao potencial dessas pessoas. O deficiente intelectual tem que ter as mesmas oportunidades na hora de obter o emprego, lógico que dentro de suas necessidades e apoios necessários para um bom desempenho e promover sua autonomia. Para que o deficiente intelectual possa ter um bom desenvolvimento dentro da organização que possivelmente irá trabalhar, é necessário apoio, pois, sozinho a dificuldade que parece grande irá ficar maior ainda, por isso tem que existir a conscientização de todos dentro da organização. É preciso ensinar a realizar as tarefas da nova ocupação, adequar a sua vida a uma nova realidade em convivência com chefes, amigos de trabalho, aos departamentos, seus direitos e deveres, também dar apoio aos trabalhadores da organização, para que entendam a presença do deficiente intelectual, nunca subestimem seu potencial e também não tenham o sentimento de proteção. Com isso pode-se dar a eles ocupações

produtivas, com trabalhos manuais ou artesanais na colocação do emprego formal.

5. O tempo da Esperança

Acreditar no melhor... Ter um objetivo para o melhor, nunca fiques satisfeito com menos que o teu melhor, dá o teu melhor, e no longo prazo as coisas correrão pelo melhor. (Henry Ford apud)

5.1. O trabalho na linha de produção

O sucesso das organizações depende da eficácia da produção de seus bens e serviços, é a área principal dentro da organização, o coração do processo produtivo. A produção é uma funcionalidade da organização, feita através de um processo onde os insumos são transformados em produtos acabados para atender as necessidades da população em geral. O objetivo principal da administração da produção é o planejamento e o controle do processo de todos os níveis tais como: equipamentos, pessoas, materiais, fornecedores e distribuidores. É devido considerar a capacidade de produção por tempo de operação da fabrica, a relação unidade/horas, a demanda de vendas e a capacidade dos equipamentos, pois varia conforme a demanda do mercado consumidor. As Organizações, necessitam cada vez mais desenvolver produtos com qualidade capaz de concorrer no mercado. O setor de controle de produção é onde se preocupa com a qualidade do produto, da matéria-prima, custos, programação e coordenação da produção. Existem três tipos de atividade para a administração da produção. Garantir equipamentos, matéria-prima, instalações, mão-de-obra; A decisão de sobre o processo, máquinas e equipamentos a serem usados; Coordenação do processo produtivo;

Tendo aplicado esses princípios, pode-se produzir com eficiência, juntamente com as atividades operacionais, rotina de material, divisão de tarefas, funcionalidade das máquinas. A linha de produção é realizada em série, onde vários colaboradores, muitas vezes com ajudas de máquinas especializadas, realizam os procedimentos em

forma sequencial repetidamente, transformando matéria-prima em produto semi acabado ou acabado. 5.2. Um Exemplo de Empresa - A MWM e o Espírito Social

As organizações atualmente estão engajadas em atender as expectativas, visando atingir o desenvolvimento sustentável com qualidade de vida. Em visita a empresa MWM Motores, situada em Santo Amaro - SP com aproximadamente três mil colaboradores, podemos identificar que esta empresa não está preocupada em cumprir a lei de cotas e sim, com igualdade para todos, sem discriminação e empenhada em fazer o seu papel com a inclusão de deficientes, principalmente o Deficiente intelectual. Em 1985 a empresa iniciou seus trabalhos com deficientes intelectuais, eles trabalhavam nos setores de embalagens de peças produzindo com a rígida norma de qualidade. Em 1987 a empresa criou o PROGRAMA FORMARE coordenado pela Fundação Lochpe, com o objetivo de inclusão de jovens de situação de risco. A MWM foi a primeira empresa a apoiar instituições e adotar a Instituição de ensino dentro de sua fábrica formando aproximadamente 400 alunos, e destes, incluindo no mercado de trabalho 90% dos alunos formados e que até hoje fazem parte de seus quadros de funcionários. Os alunos aprendem na escola, aulas de Organização Industrial, Matemática, Automação, Desenho Mecânico, Língua Inglesa. Além das matérias citadas, tem orientações sobre higiene, saúde, segurança, meio ambiente, comunicação e relacionamento interpessoal. Após sua formação, os alunos são encaminhados para trabalhar na própria empresa ou nas empresas parceiras da MWM, tendo acompanhamento e apoio para a execução de suas tarefas nos departamentos onde foram encaminhados. Atualmente a empresa possui 19 Deficientes Intelectuais que foram preparados por intermédio da APAE-SP, que já prestavam serviços a MWM no espaço físico da APAE-SP e em seguida foram contratados para fazer parte do quadro de funcionários da empresa, mostrando aos colaboradores da MWM a possibilidade de aprender e melhorar com os "profissionais intelectuais".

A empresa faz avaliações a cada 2 meses com cada deficiente para avaliar seu desempenho, o enquadramento e a rotatividade nos setores da empresa, fazendo com que o deficiente aprenda em vários departamentos diversas atividades e não fique estagnado, realiza a integração dos deficientes Intelectuais com os demais por meio de eventos e projetos que ocorrem durante o expediente de trabalho, eles vão ao cinema, fazem ginástica laboral, campanhas de doação de alimentos, desenvolvem projetos para homenagear as famílias e funcionários com temas que são definidos de acordo com as datas comemorativas e estão presente em todos os eventos interagindo e colaborando para o bom desempenho e resultados positivos. Foi constatado, que os deficientes intelectuais desenvolveram seus trabalhos na linha de produção de peças com perfeição e o volume de perda menor que os "considerados normais". Na fabricação de 14.000 peças produzidas pelos deficientes apenas 6 peças estavam com defeito, enquanto os outros funcionários tiveram cerca de 3.500 peças com defeito, constatando que os deficientes são metódicos, trabalham concentrados e fazem suas tarefas com perfeição reduzindo o numero de falhas. Desde que os deficientes intelectuais foram contratados pela empresa ocorreu apenas 1 desligamento de funcionário, e este desligamento ocorreu porque o funcionário não tinha o apoio da família e a ausência de controle dos medicamentos fez com que agravasse seu quadro o tornando violento para trabalhar em grupo. A família tem o papel mais importante para o bom desempenho do deficiente, pois, para ter a liberdade e conseguir se desenvolver no mercado de trabalho é necessário sua independência, ou seja, que o deficiente tenha em casa alguém que acompanhe e controle a sua medicação e o desenvolva para conviver em grupo e não fique excluso da sociedade. Pesquisa feita internamente na empresa, mostra que 93% dos colaboradores da empresa estão satisfeitos com a inclusão dos deficientes intelectuais em diversas áreas e que a convivência fez resgatar valores perdidos pelo capitalismo e a correria do dia-a-dia. A faixa etária dos Deficientes intelectuais trabalhando na empresa é de 22 a 50 anos, a jornada de trabalho diária é de 8 horas por dia e que devido aos eventos

e projetos realizados acaba diminuindo o tempo de trabalho e aumentando o nível de interação com os demais da empresa. Desde a inclusão dos Deficientes Intelectuais, a MWM acredita que não existe Responsabilidade Social, e sim em Espírito Social, onde a inclusão acontece de forma gradativa e valorizando as diferenças e as habilidades de cada um, e o principal, respeitando o que tem de melhor impulsionando o desenvolvimento coletivo. Depoimento do senhor Fabrício Albuquerque (nome fictício), funcionário há 10 anos, em entrevista cedida em 06 de maio de 2010, em Santo Amaro/SP:

Eu não acreditava na inclusão de deficiente intelectual, até conhecer e trabalhar com eles. Trabalho na empresa há 10 anos e hoje acredito que a convivência com os deficientes intelectuais me fez crescer como pessoa. Eles modificaram nossas vidas o ambiente em que trabalhamos e agrega valores e conhecimento, trouxeram de volta a inocência que havíamos perdido. Não tem como ficar insensível ao olhar, ao sorriso e ao abraço destas crianças que hoje fazem parte da nossa família.

Depoimento do senhor Gabriel Sampaio (nome fictício) Gerente de Programas Sociais Motivacionais, em entrevista cedida em 06 de maio de 2010, em Santo Amaro/SP:

Estou até hoje na empresa porque acredito na filosofia da MWM e na inclusão dos deficientes Intelectuais, procuro mostrar aos funcionários quais são os valores da empresa e o papel de cada um de nós, convivendo e aprendendo com os deficientes. Trabalhar com o deficiente intelectual é um aprendizado diário, e dizemos que não precisamos estar preparados para trabalhar com eles e sim observar para dar o suporte que eles necessitam para conviver em harmonia e igualdade. Mostramos que podemos fazer a diferença e passamos isso aos nossos clientes e fornecedores, fazendo parcerias e comprovando

que os deficientes intelectuais têm papel muito importante perante a sociedade. Temos deficientes que se conheceram aqui na empresa, que se casaram e tiveram filhos, isso demonstra que não há diferença entre nós e o deficiente, a diferença está na nossa incapacidade em aceitar que os deficientes intelectuais são tão bons quanto nós.

5.3. Pesquisa

Objetivo Esse estudo pesquisou o conhecimento das pessoas sobre os deficientes, as leis e as mudanças ocorridas durante o período para verificar se as informações estão de fácil acesso para a sociedade.

Materiais e métodos

A pesquisa é composta por 50 alunos, sendo 21 homens e 29 mulheres. Adotamos um questionário contendo 10 questões, sendo 7 direcionadas às suas relações com o mercado de trabalho do deficiente. Procedimentos

Esta pesquisa foi realizada em uma sala de aula da FACEQ- Faculdade Eça de Queiroz, cidade de Jandira. Foi realizado um primeiro contato com as informações do tema do nosso trabalho e solicitamos a colaboração para preenchimento do questionário com as informações referentes ao nível de conhecimento sobre o deficiente intelectual, nome, situação trabalhista, conhecimento dos direitos dos deficientes e perspectiva de mudança para a inclusão. Em seguida, os alunos devolveram o questionário devidamente preenchido.

Resultados e Discussão

Em relação a empresas com deficientes intelectuais, dos 50 alunos 20% tem funcionários deficientes intelectuais trabalhando na empresa na linha de produção; 34% têm funcionários deficientes intelectuais trabalhando na área administrativa da empresa. Quanto ao número de pessoas que não tem deficientes intelectuais somam 46%%.

Figura 3. DEFICIENTE INTELECTUAL NAS ORGANIZAÇÕES ENTREVISTADOS ADMINISTRAÇÃO 17 PRODUÇÃO 10 NÃO TEM 23 TOTAL 50

34% 20% 46%

Com relação à legislação, 22% conhecem as leis enquanto 78% não conhecem as leis sobre as questões do trabalho para as pessoas com deficiência.

LEGISLAÇÃO DO DEFICIENTE

CONHECE AS LEIS NÃO CONHECE AS LEIS

22%

78%

Figura 4. Conhece a legislação

Perguntamos como está o mercado de trabalho para os deficientes e 21% acreditam que a situação é regular, 18% acredita que a situação está ruim, 10% que o mercado está bom e 1% aluno otimista, acredita que o mercado de trabalho está ótimo para pessoas com deficiência.

Figura 5. MERCADO DE TRABALHO PARA O DEFICIENTE ENTREVISTADOS ÓTIMO 1 2% BOM 10 20% REGULAR 21 42% RUIM 18 36% TOTAL 50

Com relação a uma maior inclusão dos deficientes intelectuais, observando que atualmente são poucos os deficientes intelectuais trabalhando nas

organizações, 62% são otimistas e acreditam no aumento deste número e 38% acha que não haverá este aumento de deficientes no mercado de trabalho.

ACREDITA EM UMA MAIOR INCLUSÃO DOS DEFICIENTES INTELECTUAIS

NÃO 38%

SIM 62%

Figura 6. Inclusão dos deficientes intelectuais

Com relação ao que poderia ser feito para aumentar a inclusão dos deficientes intelectuais, 32% preferiram não responder a esta pergunta por não conhecer, 46% acredita que falta uma maior divulgação nos meios de comunicação, rádios, TV, revistas, jornais e internet, 20% que as leis devem ser mais rigorosas e de fácil entendimento para a sociedade, para 2% falta adaptação, informações de como agir com o deficiente intelectual.

Mudanças para aumentar a inclusão do deficiente intelectual

50% 45% 40% 35% 30% 25% 20% 15% 10% 5% 0% NÃO RESPONDEU 16 DIVULGAÇÃO 23 ADAPTAÇÃO 1 LEGISLACAO 10

%

Gráfico 7. Mudanças para maior inclusão dos deficientes intelectuais.

CONCLUSÃO

Uma vez aplicado à coleta de informações e dados, os mesmos estando processados, no qual gerou as respectivas análises, obtivemos resultados que nos permite mostrar as seguintes conclusões: Levando em consideração todos os tipos de deficiência, focando no Deficiente Intelectual, conseguimos notar as grandes dificuldades e preconceitos no qual o mesmo enfrenta todos os dias. De acordo com todas as pesquisas realizadas, entendemos que é necessário ter uma pessoa para acompanhamento diário do Deficiente Intelectual para que futuramente ocorra uma possível avaliação de seu desempenho, abrindo assim espaço nas organizações gerando oportunidade de aprendizado e treinamento. Com isso, mostrando que o Deficiente Intelectual é capaz de exercer uma tarefa determinada, porém, é necessário dar uma chance para que o mesmo mostre que pode desenvolver sim uma função, e com muita capacidade. É necessário treinar um funcionário novo para exercer uma função na empresa, e esse treinamento, independe da pessoa ser ou não deficiente; esse treinamento deve ser para todos, afinal é assim que o mesmo vai desenvolver uma boa atividade partindo das instruções dadas por seus responsáveis. Hoje, na maioria das organizações, existem barreiras em contratar o Deficiente Intelectual devido à ausência de informação e por acreditar que eles não estão preparados para o mercado de trabalho e também pela empresa não estar preparada para recebê-los. É necessária uma quebra de paradigmas, na visão do Administrador, no que se refere ao Deficiente, algo que tem ocorrido pelas obrigações que são geradas pela lei, e não pela necessidade de inclusão. Um administrador do futuro é aquele que fora a obrigação, tem uma visão de inclusão, aceitação das diferenças, gerando a igualdade. Porém, existe também uma barreira muito grande na sociedade no que se refere à exclusão dessas pessoas e nesse sentido vemos que há uma grande necessidade de uma mudança na visão da sociedade ao pensar no Deficiente Intelectual.

Portanto, concluímos que a maioria das organizações e instituições não governamentais que trabalham e incluem o deficiente intelectual, são aquelas que tem familiar ou pessoas próximas em seu convívio diário, que com a consciência de inclusão gera oportunidades, estimulando e integrando-os no mercado de trabalho, para sua realização pessoal e crescimento profissional. Conforme demonstrado pela empresa pesquisada, o funcionário com a deficiência intelectual consegue desenvolver habilidades repetitivas com perfeição e com mínima margem de erro, enquanto os "considerados normais" têm uma maior distração e maior nível de oscilação de trabalho tendo como conseqüência um aumento na quantidade de erros e falhas. Através de pesquisa na própria faculdade, concluímos também que a falta de informação sobre as leis criadas a favor do deficiente ainda é muito grande, por não haver interesse por parte da sociedade e por falta de divulgação, principalmente nos meios de comunicação e não acesso às informações de forma clara e específica. É pequeno o número de deficientes intelectuais no mercado de trabalho, principalmente por constatarmos que se houver um trabalho individual com cada um deles, analisando suas capacidades e limitações, veremos que o objetivo final será um trabalho excepcional, que não precisa de adaptações e sim observação para entender o deficiente intelectual.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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APAE ­ Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de São Paulo. Informações copiadas e disponíveis no site: http://www.apaesp.org.br (07 de Abril de 2010, 22h07min)

CLEMENTE, CARLOS APARÍCIO. Trabalho e Inclusão Social de Portadores de Deficiência. 1º Edição. Osasco: Gráfica e Editora Peres, 2003.

CLEMENTE, CARLOS APARÍCIO, SILVA, CRISTINA ALVES. Agir pela Inclusão. 1º Edição. Osasco: Gráfica e Editora Peres, 2006. CLEMENTE, CARLOS APARÍCIO. Trabalho Decente: Leis, Mitos e Práticas. Ed. do autor. Osasco: Gráfica e Editora Peres, 2008.

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de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência ( ON LINE), disponível http://www.ampid.org.br/Artigos/PD_Historia.php (21 de Março de 2010, 16h22min)

INSTITUTO ETHOS de Empresas e Responsabilidade Social. O que as empresas podem fazer pela Inclusão das Pessoas com Deficiência. 1º Edição. São Paulo: Planeta Terra Criação e Produção, 2002. INSTITUTO ETHOS de Empresas e Responsabilidade Social. Como as Empresas Podem e Devem Valorizar a Diversidade. 1º Edição. São Paulo: Planeta Terra Criação e Produção, 2000.

LEWIS, ROY. Porque almocei meu pai. 5º Edição. São Paulo: Editora Schwarcz LTDA, 1998.

MINUTA DO SUBSTITUTIVO AO ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA. Informações copiadas e disponíveis no site:

http://www.ulbra.br/acessibilidade/minuta.doc (08 de abril de 2010, 21h33min)

PLANETA EDUCAÇÃO - Um mundo de serviços para escola. Informações copiadas e disponíveis no site:

http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.asp?artigo=1320 (23de Abril de 2010, 23h38min)

SASSAKI, R. K. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WVA, 1997.

SINDROME DE DOWN ­ Inclusão e Tecnologia Assistiva. Informações copiadas e disponíveis no site: http://sindromedownpuc.blogspot.com (23 de Abril de 2010, 22h56min)

ANEXOS

Formulário para pesquisa

Nome:____________________________Turma/Ano:________data ___/____/____ Questionário referente ao trabalho de conclusão de curso ­ Tema Inclusão. 1- Você conhece algum deficiente intelectual/mental? ( )Sim ( )Não

2- Atualmente você está trabalhando? ( )Sim ( )Não

3- Se está trabalhando, tem algum deficiente intelectual/mental na empresa onde trabalha? ( )Sim 4- Em que área? ( )Administrativa ( ) Linha de Produção ( ) Outros ___________________ ( )Não.

5- Você acredita que existem áreas ou profissões com maior facilidade para a inserção da pessoa com deficiência intelectual no mercado de trabalho? Por quê?

SIM ( ) ( ) NÃO

6- Na sua opinião, como está o mercado de trabalho para pessoas com deficiência? 7Na sua opinião, quais são as maiores dificuldades encontradas para o deficiente intelectual/ mental ser contratado nas empresas? ( ) falta de informação da empresa; ( ) falta de vontade da família por não acreditar no potencial do deficiente; ( ) falta de escolaridade; ( ) falta de suporte para a empresa depois da contratação.

8- Você conhece a legislação sobre a questão do trabalho para pessoas com deficiência? ( ) Sim ( ) Não

9- Hoje temos poucas inclusões do Deficiente Intelectual nas empresas, você acredita que esses números podem mudar? Por quê?

10- As leis para os deficientes estão presentes, mas nem sempre são cumpridas. O que você acha que poderia ser feito para aumentar a inclusão dos deficientes intelectuais/mentais, e para que estas informações sejam de fácil acesso para todos?

Visita a Empresa MWM

Deficiente Intelectual na linha de produção na empresa MWM

Deficiente Intelectual na empresa MWM - Almoxarifado

Visita a APAE-SP

Brinquedoteca

Quadra Poliesportiva

Salão de beleza

Sala de Treinamento

Equipamentos de segurança para treinamento

Linha de Produção

Estoque

Logística

Produção de Interruptor

Adaptadores

Esteira

Máquina Empacotadora

Information

Microsoft Word - TCC-AS DIFICULDADES NA INSERÇÃO DO DEFICIENTE INTELECTUAL NO MERCADO DE TRABALHO COM FOCO NA LINHA DE PRODUÇÃO

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