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Agradecimentos

a a Agrade¸o ` minha orientadora, a prof. Dr. Maria Aparecida Barbosa, por aceitarc a

me como sua aluna, por acreditar em mim e orientar-me sempre sobretudo. Aos amigos Regina Santos, Tamara Zangalli, Eliana Kruger, F´tima Alves Tostes, a Mauro Gomes de Paulo, Francisco Rezende, Jonas Simpl´ icio, Dr. Rog´rio Nascie mento Fabbrini, Dr. Paulo Yasbek e Alexandre Cristiano de Paula (TAM), agrade¸o c pela preciosa amizade e pelos incont´veis aux´ a ilios. Ao prof. Dr. Dem´stenes Marinotto, que me deu a oportunidade de ampliar os o meus conhecimentos sobre Guia de Apresenta¸ao de Tese e sobre Avia¸ao Comercial c~ c~ no Brasil. a a ` A prof. Dr. Stella Tagnin que gentilmente colocou a minha disposi¸ao suas ori` c~ entandas para me auxiliarem, e ensinarem a utilizar o Word Smith Tool do departamento do projeto COMET, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci^ncias Humanas e da USP. a a ` A prof. Dr. Leda Szabo, da Faculdade Metodista, que atenciosamente me auxiliou atrav´s de suas valiosas observa¸~es, sugest~es e coment´rios durante a primeira e co o a fase de execu¸~o deste trabalho. ca Ao Comandante Herbert Azzi (TAM), ao Comandante Marco Aur´lio dos Sane tos de Miranda e Castro (TAM), ao Comandante Vital Brasil (TAM), ao Major do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial (CTA), ao Major Armindo Tadeu do Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial, ao Milton Walder Jr. do Departamento de Publica¸oes T´cnicas (TAM), ao piloto Angela Ansorge (TAM), ao Gerente Geral c~ e do CCOA Samuel S´rgio Di Pietro Filho (TAM), ao Engenheiro do Safety Alexane dre S. Batista (TAM), a professora de Ingl^s da Aviation Ground School/EWM ` e Cristina Toledo, que gentilmente me cederam materiais primordiais e preciosos para a realiza¸ao deste trabalho. c~ Ao Comandante Francisco Domingues (TAM), ao piloto Gustavo Tannous (TAM), ao piloto Ricardo Virgilio Castro (TAM), ao Engenheiro de Manuten¸ao Daniel c~ Gon¸alves (TAM), que competentemente me orientaram, me supervisionaram, me c ensinaram a "filosofia" operacional de voo do Airbus, e me explicaram detalhes de procedimentos de rotina essenciais para o voo do Airbus, e por fim, me auxiliaram na corre¸ao de todos os verbetes inclu´ c~ idos nesta pesquisa terminol´gica/terminogr´fica. o a Finalmente, sou grata ao Departamento de Lingu´ istica da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci^ncias Humanas da USP, por ter disponibilizado importantes recursos e p´blicos para esta pesquisa, cujos resultados foram representados em sua totalidade u

nas p´ginas deste trabalho. a

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Este trabalho n~o teria sido poss´ a ivel sem o apoio de minha m~e e irm~s. a a Por este motivo, agrade¸o a todas c e compartilho com elas, em cotas iguais, os m´ritos deste trabalho. e

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Resumo O objetivo deste trabalho ´ apresentar o resultado de uma pesquisa terminol´gica/ e o terminogr´fica bil´ a ingue Ingl^s/Portugu^s das unidades terminol´gicas dos Procee e o dimentos Operacionais de Cabine, da area de Avia¸ao Comercial, e da sub´rea ´ c~ a do Check-list. A partir da organiza¸~o das unidades terminol´gicas em forma alca o fab´tica constru´ e imos um dicion´rio terminol´gico dessa area. Para a concretiza¸~o a o ´ ca desse objetivo, selecionamos e escolhemos os contextos que descreveram o conte´do u sem^ntico-conceptual dos termos. Para a realiza¸~o deste trabalho utilizamos os cora ca pora documental e de par^metro para a extra¸~o, sele¸ao e defini¸ao dos termos. A a ca c~ c~ composi¸ao do perfil tem´tico da sub´rea do Check-list foi feita atrav´s da utiliza¸ao c~ a a e c~ de textos de car´ter definit´rios e explicativos, porque apresentam esses uma densia o dade terminol´gica alta. A maioria das unidades terminol´gicas tratadas s~o termos o o a compostos que subsumem o princ´ da transpar^ncia, o princ´ da adequa¸~o e o ipio e ipio ca princ´ ipio da produtividade. Todos os termos inclu´ idos nesta pesquisa, para a constru¸ao do dicion´rio terminol´gico bil´ c~ a o ingue, apresentam a estrutura hier´rquica do a vocabul´ro do Check-list. a

Palavras chave: perfil tem´tico, termo, defini¸~o, Check-list, Procedia ca mentos Operacionais de Cabine.

Abstract The objective of this study is to present the result of a bilingual English-Portuguese terminological/terminographical research, which describes the terminological units of the Cockpit Training Procedure related to the Business Aviation area, and to the Check-list subarea. A dictionary was done due to the organization of the terminological units in alphabetical sequence. To achieve this goal, we selected and chose the contexts that describe the semantic and conceptual content of all terms. To carry out this task, the documental and the parameter corpora were used to extract, select and to define the terms. The setting of the thematic profile of the Checklist was done through the use of defining and explanatory texts as they present a great terminological density. The majority of terminological units used in this study were compound terms which subsume the principle of transpar^ncia, the principle e of appropriateness and, the principle of derivability. All the terms included in this research to build up the bilingual terminological dicitionary present a hierarchical structure of the Check-list vocabulary.

Key words: thematic profile, term, definiton, Check-list, Cockpit Training Procedure.

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Lista de Siglas

ICAO - International Civil Aviation Organization FAB - For¸a A´rea Brasileira c e BOAC - British Overseas Airways Corporation BCA - Boeing Commercial Airplanes EMBRAER - Empresa Brasileira de Aeron´utica a MAER - Minist´rio da Aeron´utica e a COMAER - Comando da Aeron´utica a EAvN - Escola de Avia¸~o Naval ca EACF - Esta¸~o Ant´rtica Comandante Ferraz ca a CAN - Correio A´reo Nacional e VARIG - Via¸ao A´rea Rio Grandense c~ e CONAC - Confer^ncia Nacional de Avia¸~o Comercial e ca DAC - Departamento de Avia¸~o Civil ca DECEA - Departamento de Controle do Espa¸o A´reo c e INFRAERO - Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportu´ria a ANAC- Ag^ncia Nacional de Avia¸~o Civil e ca RBHA - Regulamentos Brasileiros de Homologa¸ao Aeron´utica c~ a RIAM - Relat´rio de Inspe¸ao Anual de Manuten¸~o o c~ ca CPD - Certificado de Piloto Desportivo CPR - Certificado de Piloto de Recreio PANAIR - Pan American Airways VASP - Via¸ao A´rea S~o Paulo c~ e a TAM - Taxi A´reo Mar´ e ilia CENIPA - Centro de Investiga¸ao e de Preven¸ao de Acidentes Aeron´uticos c~ c~ a SIPAER - Sistema de Investiga¸ao e Preven¸ao de Acidentes Aeron´uticos c~ c~ a RELPER - Relat´rio de Perigo o FCOM - Fligh Crew Operating Manual RMIT - Royal Melbourne Institute of Technology AIMS - Airline Information Management System iii 4 6 7 8 8 11 11 11 12 13 14 14 15 17 17 17 . 22 22 22 22 23 23 24 24 26 27 28 37 59

Sum´rio a

1 Introdu¸~o ca 2 A Navega¸~o A´rea ca e 2.1 2.2 2.3 2.4 Breve Hist´rico sobre a Avia¸ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . o c~ 2 6 6

A Aeron´utica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 10 a Avia¸ao Militar e Avia¸ao Naval no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . 10 c~ c~ Avia¸ao Civil: Avia¸~o Geral . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14 c~ ca 2.4.1 2.4.2 2.4.3 2.4.4 2.4.5 2.4.6 Avia¸~o Agr´ ca icola no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 Avia¸~o Executiva ou Particular no Brasil . . . . . . . . . . . 19 ca Aerofotogametria . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 T´xi A´reo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 a e Avia¸~o Desportiva no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 ca Avia¸~o Experimental . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 ca Transporte de Cargas Perigosas . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 Avia¸~o Comercial no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 ca Respeito ao Check-list . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28 A Utiliza¸ao do Check-list . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32 c~

2.5

Avia¸ao Civil: Transporte A´reo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 c~ e 2.5.1 2.5.2

2.6

O Check-list . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28 2.6.1 2.6.2

2.7

O Teste de Profici^ncia em L´ e ingua Inglesa . . . . . . . . . . . . . . . 34 41

3 Fundamenta¸~o Te´rica ca o 3.1 3.2 3.3 3.4 3.5 3.6

O L´xico e a Comunica¸ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 41 e c~ A Rela¸ao de Inclus~o da Palavra no L´xico Global e Individual . . . 42 c~ a e O Enriquecimento de uma L´ ingua . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42 A Funcionalidade da L´ ingua de Especialidade com seus Termos . . . 44 O Papel da Lexicologia na Forma¸~o do L´xico Global de uma L´ ca e ingua 46 Lexicografia e seu Lugar Hist´rico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 47 o iv

3.7 3.8 3.9

A Terminologia e suas Aplica¸~es na Sociedade Moderna . . . . . . . 48 co A Terminologia e sua Fun¸ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50 c~ Os Dicion´rios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51 a

3.10 Terminologia e Tradu¸~o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 52 ca 3.11 Interface entre Tradu¸~o e Terminologia . . . . . . . . . . . . . . . . 55 ca 3.12 Tradu¸~o T´cnico-Cient´ ca e ifica, Reda¸~o T´cnica e Gest~o de Informa¸ao 57 ca e a c~ 3.13 Tradu¸~es, Gest~o e Reconhecimento de Terminologias . . . . . . . . 58 co a 4 Metodologia e Estabelecimento do Corpus 4.1 4.2 4.3 4.4 Fundamenta¸ao Te´rica c~ o 59

O Planejamento da Pesquisa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 59 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61 Elabora¸ao do Perfil Tem´tico do Check-list . . . . . . . . . . . . . . 61 c~ a O Estabelecimento do Corpus e Compila¸ao dos Termos . . . . . . . 64 c~ 4.4.1 4.4.2 O Termo Corpus . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 64 Sele¸~o e Tipos de Fontes e sua Adequa¸ao . . . . . . . . . . . 64 ca c~ Ficha Terminol´gica de Extra¸ao . . . . . . . . . . . . . . . . 74 o c~ Ficha Terminol´gica de Reda¸ao e Programa de Gerenciao c~ mento de Dados (Final) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74

4.5

Registro e Armazenamento das Informa¸~es Sobre os Termos . . . . . 74 co 4.5.1 4.5.2

4.6

Elabora¸ao da Estrutura Hier´rquica do Vocabul´rio do Check-list . . 77 c~ a a 80

5 An´lise e Discuss~o dos Termos a a 5.1 5.2 5.3 5.1.1

Perfil Tem´tico do Check-list para o Procedimento Normal . . . . . . 81 a Modo Autom´tico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 81 a Estrutura Hier´rquica do Vocabul´rio do Check-list . . . . . . . . . . 86 a a Perfil Lingu´ istico das Unidades Terminol´gicas o do Check-list: Forma¸~o dos Termos . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86 ca 5.3.1 5.3.2 Princ´ ipios de Forma¸ao das Unidades Terminol´gicas do Checkc~ o list . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88 Processo de Forma¸~o dos Termos . . . . . . . . . . . . . . . . 98 ca Rela¸~es Conceituais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104 co As Rela¸oes Conceituais e a Estrutura Morfol´gica das Unidades c~ o Terminol´gicas do Check-list . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 106 o 5.4.3 5.4.4 As Rela¸oes de Significado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 107 c~ Paron´ imia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110

5.4

Perfil das Unidades do Check-list: Aspectos Sem^nticos . . . . . . . . 104 a 5.4.1 5.4.2

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5.4.5 5.4.6

O Caso dos Ep^nimos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 110 o Homon´ imia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 111

6 Dicion´rio T´cnico-Bil´ a e ingue Ingl^s-Portugu^s da Sub´rea do Checke e a list 6.1 6.2 113 Apresenta¸~o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 113 ca Elabora¸ao da Obra Terminogr´fica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 114 c~ a 6.2.1 6.2.2 6.2.3 6.2.4 6.2.5 6.3 6.4 6.5 6.6 6.3.1 A Macroestrutura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 114 A Microestrutura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 115 Defini¸~es . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 116 co Abona¸~es . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117 co Sistema de Remissiva . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117 Abrevia¸~es . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120 co

Apresenta¸~o dos Verbetes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 118 ca Dicion´rio T´cnico-Bil´ a e ingue Ingl^s-Portugu^s da Sub´rea do Check-list 120 e e a Lista dos Termos Apresentada por Ordem Alfab´tica . . . . . . . . . 121 e Dicion´rio Final . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 124 a 192 196

7 Considera¸~es Finais co 8 Conclus~o a

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Lista de Figuras

2.1 O organograma ilustra como a Aeron´utica subdivide-se e de que a modo a Avia¸~o ´ tamb´m subdividida em duas categorias e como ca e e estas se pormenorizam em atividades mais direcionadas a um determinado mercado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2.2 2.3 2.4 4.1 4.2 4.3 4.4 O organograma ilustra como a Avia¸~o Geral subdivide-se para atenca der atividades direcionadas a mercados espec´ ificos. . . . . . . . . . . . 11 O organograma ilustra as atividades sob a responsabilidade do Minist´rio da Aeron´utica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 e a C´pia do Check-list encontrado no manual de opera¸ao do piloto. . . 31 o c~ O organograma ilustra as quatro grandes areas do Check-list. . . . . . 62 ´ O organograma ilustra os diferentes modos operacionais de uma aeronave. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 63 Modelo da ficha de consulta utilizada na pesquisa da coleta de termos. 75 Modelo de ficha terminol´gica de gerenciamento de dados. . . . . . . 78 o 9

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Lista de Tabelas

4.1 5.1 5.2 5.3 5.4 5.5 5.6 5.7 5.8 5.9 Modelo de ficha terminol´gica de gerenciamento de dados preenchida. 79 o Sequ^ncia dos componentes apresentada no Check-list em modo aue tom´tico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86 a Componentes do sistema de ar-condicionado. . . . . . . . . . . . . . . 87 Componentes do sistema de pressuriza¸ao. . . . . . . . . . . . . . . . 87 c~ Componentes do sistema de ventila¸~o. . . . . . . . . . . . . . . . . . 88 ca Componentes do sistema de carga. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 88 Componentes do sistema de voo autom´tico. . . . . . . . . . . . . . . 89 a Componentes do sistema el´trico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 90 e Componentes do sistema de controle de voo. . . . . . . . . . . . . . . 91 Componentes do sistema hidr´ulico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 92 a

5.10 Componentes do sistema de prote¸~o contra chuva e gelo. . . . . . . . 92 ca 5.11 Componentes do sistema de trem de pouso. . . . . . . . . . . . . . . . 93 5.12 Componentes do sistema de navega¸ao. . . . . . . . . . . . . . . . . . 93 c~ 5.13 Componentes do sistema pneum´tico. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94 a 5.14 Componentes do gerador el´trico auxiliar. . . . . . . . . . . . . . . . 94 e 5.15 Componentes do motor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 95 5.16 Forma¸~o morfol´gica das unidades terminol´gicas do Check-list. . . . 101 ca o o 5.17 Continua¸~o da Tabela 5.16 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 102 ca 5.18 Continua¸~o da Tabela 5.16. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 103 ca 5.19 Continua¸~o da Tabela 5.16. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 104 ca 5.20 Forma¸~o dos termos do Check-list: deriva¸~o prefixal. . . . . . . . . 105 ca ca 5.21 Forma¸~o dos termos do Check-list: deriva¸~o sufixal. . . . . . . . . . 106 ca ca 5.22 Diagrama explicativo sobre as poss´ iveis rela¸oes conjunto significante/conjunto c~ significado segundo Barros (veja refer^ncia [38]). . . . . . . . . . . . 112 e 6.1 Abrevia¸oes utilizadas neste trabalho. . . . . . . . . . . . . . . . . . . 120 c~

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Cap´ itulo 1 Introdu¸~o ca

A globaliza¸~o cada vez mais aproxima os povos de pa´ distantes com suas culca ises turas, l´ inguas diferentes e costumes, gerando entre si diversas necessidades como a pr´pria interpreta¸ao correta da comunica¸ao falada e escrita. Por exemplo, a neceso c~ c~ sidade de conforto, de uma agricultura desenvolvida, de meio de transporte p´blico u ou privado r´pido e eficiente, de projetos de urbanismo e paisagismo adequados, a de um sistema de sa´de de boa qualidade, etc., obriga-nos a buscar qualifica¸oes e u c~ atualiza¸oes em v´rias ´reas de conhecimento. c~ a a De forma semelhante, a necessidade de uma maior integra¸ao entre os mercados c~ produtores e consumidores influencia e incentiva as v´rias ´reas de conhecimento a a a desenvolverem-se e a modernizarem-se continuamente. Na busca de aquisi¸~o ca de informa¸~es e troca de tecnologias, as economias desenvolvidas e as emergentes co tornaram-se parceiras no com´rcio exterior com a finalidade de importarem produtos e e servi¸os que possam ser usados na produ¸~o tecnol´gica e cient´ c ca o ifica em v´rias a partes do mundo. Esta integra¸ao acelerou todo o processo de importa¸ao e exporta¸ao de tecc~ c~ c~ nologias, servi¸os e produtos, mas ao mesmo tempo tamb´m gerou a necessidade c e de se criar ou ampliar o l´xico global das comunidades lingu´ e isticas importadoras de tecnologias e servi¸os. Este fen^meno econ^mico tamb´m ajudou a fortalec o o e cer e ampliar o mercado de Terminografia incentivando a produ¸~o de obras terca minogr´ficas/terminol´gicas que apresentassem dados pr´ticos das pesquisas termia o a nol´gicas para serem consumidos pelo mercado globalizado. o A globaliza¸ao tem como objetivo principal a negocia¸ao de bens dur´veis, n~o c~ c~ a a dur´veis, de consumo, de produ¸~o, etc. A aquisi¸~o e uso desses bens s´ s~o a ca ca o a poss´ iveis caso o usu´rio possa entend^-los. Portanto, a Terminografia e Terminologia a e t^m pap´is preponderantes na aquisi¸~o intelectual e no uso pr´tico desses bens. e e ca a 2

´ E atrav´s dos trabalhos de terminografia/terminologia que ocorre a produ¸~o de e ca dicion´rios t´cnicos/terminol´gicos. a e o Essas obras de refer^ncia possibilitam tradutores, professores, pesquisadores e e consumidores a entrar em contanto com as areas de conhecimento relacionadas a ´ esses bens. A partir desse contato com as obras terminol´gicas/terminogr´ficas o o a usu´rio est´ habilitado a usar quaisquer bens importados. a a A globaliza¸ao importa e exporta o l´xico de uma l´ c~ e ingua de especialidade. Os importadores desse l´xico, por sua vez, v~o ter que nomear um conceito novo, e a ainda sem designa¸ao, para o termo importado. O termo importado sempre esc~ tar´ ligado a uma area de especialidade, n~o importa o grau de especialidade a ´ a da ´rea. O termo ´ um signo lingu´ a e istico dotado de conte´do e express~o. Essa u a unidade se desdobra em denomina¸ao (s´ c~ imbolo/express~o/significante) e conceito a (no¸ao/conte´do/significado). O termo ´ um instrumento de comunica¸ao entre esc~ u e c~ pecialistas. Para cumprir sua fun¸ao de facilitar a comunica¸ao entre especialistas, c~ c~ um termo deve (ISO 704/2000, Terminology Work - Principle and Methods) ser linguisticamente correto, preciso, conciso, permitir a forma¸ao de derivados e ser c~ padronizado somente quando monorreferencial, o que raramente acontece. O usu´rio de uma l´ a ingua de especialidade pode ser o mesmo do l´xico global de e uma l´ ingua. A importa¸~o do l´xico da l´ ca e ingua de especialidade influencia o princ´ ipio de produtividade de forma¸ao de unidades terminol´gicas na Avia¸ao Comercial. c~ o c~ ´ A raz~o de elaborarmos um Dicion´rio Terminol´gico Bil´ a a o ingue da Area de Avia¸ao c~ Comercial (Ingl^s/Portugu^s), sub´rea do Check-list, foi a car^ncia de obras organie e a e zadas segundo os modelos, teorias, m´todos e t´cnicas da ci^ncia lexicol´gica, lexie e e o cogr´fica e terminol´gica que atendesse a um p´blico-alvo composto de aerovi´rios, a o u a aeronautas, tradutores, alunos, professores universit´rios e pessoas interessadas na a area. ´ A necessidade da realiza¸ao dessa obra em Portugu^s vem preencher uma lacuna c~ e na area de ensino nas escolas preparat´rias que formam usu´rios diretos, contro´ o a ladores de voos, pilotos e co-pilotos, bem como usu´rios indiretos, comiss´rios de a a voos, agentes de tr´fego, mec^nicos, etc. Nessa atividade, a maioria dos termos e a a ´ suas respectivas no¸~es s~o publicadas em Ingl^s no Brasil. E exigido do usu´rio co a e a conhecimentos e informa¸oes corretas, para o desenvolvimento e execu¸~o de suas c~ ca tarefas di´rias, sendo necess´rio o conhecimento da L´ a a ingua Inglesa (adotada como l´ ingua oficial na avia¸ao). c~ Portanto, a produ¸~o de uma obra que mostre a aplica¸~o pr´tica dos princ´ ca ca a ipios te´ricos utilizados na compila¸ao e descri¸ao do vocabul´rio do Check-list torna-se o c~ c~ a 3

necess´ria devido ` car^ncia de dicion´rios terminol´gicos bil´ a a e a o ingue (Ingl^s-Portugu^s) e e dessa sub´rea da Avia¸ao Comercial em Portugu^s do Brasil. A abordagem bil´ a c~ e ingue foi adotada porque a L´ ingua Inglesa ´ a mais usada em n´ nacional e internacional. e ivel Este trabalho se prop~e a compilar e descrever o vocabul´rio do Check-list por o a meio da aplica¸ao de um modelo te´rico, criado a partir da adapta¸ao de modelos c~ o c~ terminol´gicos j´ existentes. A aplica¸ao pr´tica desse modelo te´rico resultou na o a c~ a o pesquisa concreta de um relat´rio composto das seguintes partes: A Navega¸~o o ca A´rea, Fundamenta¸ao Te´rica, Metodologia e Estabelecimento do Corpus, An´lise e c~ o a e Discuss~o dos Termos, Dicion´rio T´cnico-Bil´ a a e ingue Ingl^s-Portugu^s da Sub´rea e e a do Check-list e as Considera¸~es Finais. co No cap´ itulo A Navega¸~o A´rea, ´ apresentado o lugar que a Avia¸~o Coca e e ca mercial ocupa (que apresenta como sub´rea o Check-list) na Avia¸ao Civil. Neste a c~ cap´ itulo apresentamos um breve relato sobre o hist´rico da Avia¸ao Militar e Naval, o c~ e informa¸oes sobre quais s~o os org~os respons´veis pela Avia¸ao Civil no Brasil c~ a a a c~ e no mundo. Al´m disso, inclu´ e imos informa¸~es sobre Transporte A´reo e Avia¸~o co e ca Geral que pertencem a Avia¸ao Civil. Por fim, explicamos o que ´ o Check-list e ` c~ e qual ´ a sua utiliza¸~o na Avia¸ao Comercial, e apresentamos informa¸~es sobre o e ca c~ co teste de profici^ncia em L´ e ingua Inglesa estabelecido pela ICAO (International Civil Aviation Organization) em 2008. O cap´ itulo Fundamenta¸~o Te´rica apresenta aspectos te´ricos relacionados ca o o a inclus~o de palavras importadas de uma l´ ` a ingua de especialidade no l´xico global de e outra l´ ingua. O cap´ itulo relata como as principais vertentes te´ricas em lexicografia, o lexicologia, terminologia e terminografia podem ajudar no enriquecimento do l´xico e global de uma l´ ingua. A abordagem dessas correntes te´ricas prop~e discutir a o o funcionalidade e aplicabilidade dos conceitos com o objetivo de auxiliar na cria¸~o ca de um dicion´rio terminol´gico que facilite a comunica¸~o entre especialistas. a o ca Metodologia e Estabelecimento do Corpus descrevem o percurso pr´tico a da metodologia utilizada na pesquisa desde o seu in´ icio at´ o seu t´rmino: (a) o e e planejamento, (b) a fundamenta¸ao te´rica, (c) a elabora¸ao do perfil tem´tico do c~ o c~ a Check-list, (d) o estabelecimento do corpus da pesquisa, (e) a coleta dos termos e o armazenamento dos mesmos. An´lise e Discuss~o dos Termos apresenta o crit´rio utilizado para construir a a e o perfil tem´tico do Check-list e sua cadeia hier´rquica de vocabul´rio, as rela¸oes a a a c~ conceituais, os princ´ ipios de forma¸~o das unidades terminol´gicas e sua estrutura ca o morfossint´tica em Portugu^s e Ingl^s. a e e O Dicion´rio T´cnico-Bil´ a e ingue Ingl^s-Portugu^s da Sub´rea do Checke e a 4

list exibe (a) a macroestrutura e a microestrutura, (b) defini¸oes, (c) ´ c~ indice remissivo, (d) abona¸~es, e as unidades terminol´gicas do Check-list. Os termos s~o co o a apresentados em ordem alfab´tica. e

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Cap´ itulo 2 A Navega¸~o A´rea ca e

2.1 Breve Hist´rico sobre a Avia¸~o o ca

O brasileiro Santos Dumont foi o primeiro que demonstrou a viabilidade do voo de objetos mais pesados do que o ar. Em 23 de outubro de 1906, na presen¸a de c in´meras testemunhas, o seu voo no 14 Bis foi um marco na avia¸~o mundial. Entre u ca outros aeronautas pioneiros, podemos citar: Gabriel Voisin, Louis Bl´riot, Wilbur e e Orville Wright, Trajan Vuia e Henry Farman. Santos Dumont realizou in´meros voos com o monoplano Demoiselle (foto) no u per´ iodo de 1907 a 1910. Patrono da Aeron´utica e da For¸a A´rea Brasileira (FAB), a c e onde recebeu a patente de Marechal-do-Ar, faleceu em S~o Paulo em 1932. At´ a e hoje, Dumont ´ considerado o brasileiro que mais se destacou em n´ mundial na e ivel hist´ria da avia¸~o. Quatro anos depois do feito de Santos Dumont com o 14 Bis, o ca o franc^s Dem^tre Sensaud de Lavaud efetuou o primeiro voo da Am´rica do Sul e e e e Am´rica Central com uma aeronave totalmente fabricada no Brasil. e

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A avia¸~o iniciou-se no Brasil com um voo de Edmonde Planchut em 22 de ca outubro de 1911. O aviador, que fora mec^nico de Santos Dumont em Paris, saiu a da Pra¸a Mau´, passou sobre a Avenida Central, indo cair ao mar nas proximidades c a da antiga Praia do Zumbi. O entusiasmo pela avia¸ao naquela ´poca era t~o grande que na reda¸ao do c~ e a c~ jornal A Noite foi fundado o Aeroclube Brasileiro em 14 de outubro 1911. No ano seguinte, o jornal A Noite fundou sua escola de Avia¸ao. O Capit~o Ricardo Kirk c~ a aprendeu a voar nessa escola. Kirk, considerado o primeiro ´s da avia¸~o brasileira, a ca foi o primeiro brasileiro a morrer em desastre de avia¸~o em 28 de fevereiro de 1915. ca Foram v´rias as iniciativas de fabrica¸~o de aeronaves no Rio de Janeiro. Os a ca prot´tipos de J. Alvear e Marcos Evangelista Villela Junior voaram, respectivao mente, em 1914 e 1918. Apesar dos esfor¸os desses pioneiros e dos projetos do c comendador Garcia Seabra e do empres´rio portugu^s Pedro Domingues da Silva, a e todas as tentativas de instalar uma ind´stria aeron´utica na d´cada de 20 fracasu a e saram. O milion´rio armador Henrique Lage (1881-1941) chegou a assinar um cona trato com uma empresa inglesa para produzir avi~es no Brasil. Naquela ´poca, dois o e prot´tipos foram constru´ o idos com sucesso, o monomotor Rio de Janeiro e o bimotor Independ^ncia, mas o empreendimento malogrou por falta de encomendas. Com a e I Guerra Mundial, a avia¸~o tomaria consider´vel impulso em virtude do uso dos ca a avi~es como arma de grande poder ofensivo, mas seria na d´cada de 1920/30 que o e esse avan¸o se consolidaria. c O transporte internacional come¸ou a ser feito em larga escala depois da II c Guerra Mundial por avi~es cada vez maiores e mais velozes. A introdu¸~o dos o ca motores a jato, usados pela primeira vez em avi~es comerciais em 1952 pela empresa o de Avia¸~o Comercial inglesa BOAC (British Overseas Airways Corporation), deu ca maior impulso a avia¸ao como meio de transporte. No fim da d´cada de 1950, ` c~ e come¸aram a serem usados os Caravelle, motores a jato de fabrica¸ao francesa da c c~ companhia Avions Marcel Dassault/Sud-Aviation. Os jatos Boeing 720 e 707 entravam em servi¸o nos Estados Unidos em 1960. c Dois anos mais tarde, o Douglas DC-8 e o Convair 880 entraram em opera¸~o. Em ca seguida apareceram os avi~es a turbo-h´lice, que eram mais econ^micos e de maior o e o pot^ncia. Sovi´ticos, ingleses, franceses e norte-americanos passaram a estudar a e e constru¸ao de avi~es comerciais cada vez maiores para centenas de passageiros, os c~ o chamados supers^nicos, que voam com uma velocidade duas ou tr^s vezes maiores o e que a do som. Os supers^nicos mais famosos foram o Concorde (franco-brit^nico o a que n~o est´ mais em opera¸~o) e o russo Tupolev (em opera¸~o at´ hoje). a a ca ca e 7

No final da d´cada de 60 e in´ da d´cada de 70 surgiram modelos de fabrica¸~o e icio e ca americana capazes de transportar at´ 400 passageiros, como por exemplo, o Boeing e 747, o Douglas DC-10, o Lockheed Tristar L-1011. A empresa norte-americana Aeroespacial fundada em 1932 por Allan e Malcolm Loughhead foi a respons´vel a pela fabrica¸~o dessas aeronaves. Os supers^nicos comerciais, o Tupolev 144 e o ca o Concorde iniciaram linhas regulares em 1976. A primeira linha regular inaugurada em janeiro de 1976 cobria o percurso Rio de Janeiro-Paris, com escala em Dacar para o reabastecimento. Este voo era efetuado pela companhia a´rea francesa Air e France. Posteriormente, a maioria desses voos, inclusive os da Air France, foi suspensa em raz~o do alto custo com combust´ a iveis, manuten¸~o, e pelo volume pequeno de carga ca e de passageiros transportados por voo. A polui¸ao sonora desses avi~es supers^nicos c~ o o causou tamb´m problemas ecol´gicos. Por isso, os supers^nicos foram proibidos de e o o pousar em importantes aeroportos como Nova Iorque e Dacar, que eram escalas do voo Rio - Paris. No in´ icio do s´culo XXI, a Boeing e a Airbus (um cons´rcio de empresas eue o rop´ias relacionadas com a fabrica¸ao de componentes dos sistemas encontrados e c~ na aeronave) dominaram o mercado mundial de grandes jatos. A empresa Boeing Commercial Airplanes (BCA), montadora de avi~es e material aeron´utico em todo o a o mundo, foi fundada por Matheus Roldan Boeing e George Conrad Westervelt em 1916. A BCA com sede em Chicago, Illinois, incorporou outras duas fabricantes americanas de avi~es militares, a Douglas e a Lockheed. A principais f´bricas da o a BCA encontram-se na regi~o metropolitana de Seattle, Washington, em Everett e a Renton. Outras novas empresas chegaram ao mercado internacional com for¸a, como a c holandesa Fokker, a Empresa Brasileira de Aeron´utica S. A. (EMBRAER) e a a canadense Bombardier com sede em Montreal, Quebec. A Bombardier, grupo de empresas canadense, tamb´m atua no ramo de produ¸~o de vag~es ferrovi´rios e e ca o a avi~es regionais. A empresa canadense foi fundada em Valcourt, Quebec, em 1942, o por Joseph-Armand Bombardier. O mercado de jatos executivos tamb´m est´ em e a alta e os maiores mercados s~o Estados Unidos, Brasil, Fran¸a, Canad´, Alemanha, a c a Inglaterra, Jap~o e M´xico, pela ordem. a e

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Figura 2.1: O organograma ilustra como a Aeron´utica subdivide-se e de que modo a a Avia¸~o ´ tamb´m subdividida em duas categorias e como estas se pormenorizam em ca e e atividades mais direcionadas a um determinado mercado.

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2.2

A Aeron´utica a

A Aeron´utica ´ a ci^ncia da navega¸~o a´rea que se ocupa de dois princ´ a e e ca e ipios: (i) normas e m´todos de constru¸ao e (ii) condu¸ao de aeronaves. Ela ´ subordinada ao e c~ c~ e Ex´rcito. A Aeron´utica ´ parte integrante das For¸as Armadas de um pa´ a For¸a e a e c is, c A´rea. Podemos afirmar que a Aeron´utica possui duas ramifica¸oes bem distintas e a c~ que s~o a Ind´stria Aeron´utica e as Atividades Espaciais. a u a Neste mesmo universo encontra-se tamb´m situado a Avia¸~o. A Avia¸ao sendo e ca c~ um conjunto de conhecimentos cient´ ificos que ´ dividida em duas categorias: a e Avia¸ao Militar/Naval e a Avia¸ao Civil. c~ c~ A Avia¸ao ´ um conjunto de sistemas de navega¸~o a´rea realizada por meio de c~ e ca e aparelhos mais pesados que o ar. A Avia¸~o Militar realiza opera¸oes de combate ca c~ e prote¸ao do espa¸o a´reo. A Avia¸ao Naval executa opera¸oes com a finalidade c~ c e c~ c~ de proteger e salvaguardar o espa¸o a´reo brasileiro da nossa costa mar´ c e itima. A Avia¸ao Naval abrange os avi~es estacionados em portas-avi~es e os hidroavi~es c~ o o o pertencentes ` Marinha Brasileira. Por fim, a Avia¸ao Civil, que n~o serve a fins a c~ a militares, se divide basicamente em duas categorias: (a) Transporte a´reo que abrange todas as opera¸oes de transporte comercial de e c~ passageiros e de cargas; (b) Avia¸~o Geral que abrange todas as outras opera¸oes de voo comercial ou prica c~ vado. Nesta categoria, est~o inclu´ a idas a Avia¸~o Agr´ ca icola, a Experimental, a Desportiva, a Executiva, o T´xi A´reo, a Aerofotogrametria, e o Transporte de Cargas a e Externas, etc.

2.3

Avia¸~o Militar e Avia¸~o Naval no Brasil ca ca

O Minist´rio da Aeron´utica foi criado em 20 de janeiro de 1941 durante o e a governo do presidente Get´lio Vargas, pelo decreto de lei n 2961. O Minist´rio u e da Aeron´utica assumiu a responsabilidade de todos os assuntos relacionados a a ` Aeron´utica Militar e ` Civil. O Minist´rio da Aeron´utica organiza, adestra e a a e a aparelha a FAB. Esse minist´rio coopera com os demais org~os do governo para e ´ a garantir a ordem legal e assegurar a defesa nacional. Ele orienta, desenvolve e coordena a Avia¸~o Civil e tamb´m a Avia¸ao Comercial, al´m de incentivar as ca e c~ e ind´strias aeron´uticas do pa´ u a is. Embora a Avia¸~o seja uma atividade participativa da vida social, pol´ ca itica e econ^mica de um pa´ ela ´ organizada, regulamentada e controlada pela Aeron´utio is, e a 10

Figura 2.2: O organograma ilustra como a Avia¸~o Geral subdivide-se para atender ca atividades direcionadas a mercados espec´ ificos.

ca. Durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, o Minist´rio e da Aeron´utica (MAER) foi extinto, transformado no Comando da Aeron´utica a a (COMAER), ficando subordinado ao Minist´rio da Defesa pela medida provis´ria e o n 2.216-37 de 31 de agosto de 2001. O in´ da hist´ria Avia¸~o Militar no Brasil e da hist´ria da Avia¸ao Naval se icio o ca o c~ confundem. Essa hist´ria come¸ou em 14 de outubro de 1911, quando o oficial da o c Marinha, Jorge M¨ller, tirou o primeiro brev^ de piloto no pa´ Em 23 de agosto de o e is. 1916, com a assinatura do decreto de cria¸ao da Escola de Avia¸ao Naval (EAvN), c~ c~ pelo ent~o presidente Wenceslau Braz, inicia-se a Avia¸ao Naval Brasileria. A EAvN a c~ foi a primeira escola militar do Brasil, portanto, o ber¸o de nossa Avia¸~o Militar. c ca Durante o per´ iodo entre-guerras, a Marinha procurou fortalecer sua avia¸~o, conca tando inclusive com a fabrica¸ao sob licen¸a de biplanos de treinamento Focke-Wulf c~ c Fw-44J Stieglitz e bombardeiros navais Focke-Wulf Fw-58 Weihe. Ap´s a guerra, o a Marinha brasileira iniciou a reorganiza¸ao de sua avia¸ao procurando dispor de c~ c~ seus pr´prios meios a´reos de defesa e de ataque. A principal atividade da Avia¸~o o e ca Naval ´ o guarnecimento dos navios de superf´ e das aeronaves de asas rotativas e icie em geral. A Marinha participa de opera¸oes que visem incrementar a intercepta¸~o c~ ca 11

Figura 2.3: O organograma ilustra as atividades sob a responsabilidade do Minist´rio e da Aeron´utica. a

de aeronaves inimigas sobrevoando a costa brasileira. Nesses 92 anos de exist^ncia, a Avia¸ao Naval vem tra¸ando um trajet´ria mare c~ c o cada pelo pioneirismo e bravura, lembrando que apenas dez anos ap´s o primeiro o voo do 14 Bis por Santos Dumont, a Marinha do Brasil j´ fazia hist´ria com a aeroa o nave Curtis F1916, iniciando a conquista da opera¸ao a´rea em proveito dos meios c~ e da Esquadra. Fatos que v~o desde a realiza¸ao do primeiro deslocamento a´reo no a c~ e Brasil, passando pela participa¸ao na I Grande Guerra. c~ A Avia¸ao Naval se faz hoje presente em todo o territ´rio nacional. No mundo c~ o verde da Amaz^nia, presta apoio na area da sa´de as popula¸oes ribeirinhas e o ´ u ` c~ patrulha nossas vias fluviais. No Pantanal, protege as nossas fronteiras se estendendo at´ o Continente Ant´rtico, apoiando a Esta¸ao Ant´rtica Comandante Ferraz e a c~ a (EACF). Ela ap´ia tamb´m o desenvolvimento cient´ o e ifico no Brasil e est´ preparada a para atuar em qualquer outro cen´rio onde a sua presen¸a se fa¸a necess´ria. a c c a A FAB foi criada em 1941 pela fus~o da Avia¸ao Naval com a Avia¸~o Militar. a c~ ca Iniciou suas atividades de patrulha em princ´ ipios de 1942, quando v´rios navios a mercantes brasileiros foram torpedeados por submarinos italianos e alem~es junto a ao nosso litoral. Ap´s o t´rmino da guerra, a FAB interrompeu as atividades da o e Avia¸ao de Patrulha e passou a empregar seus avi~es em miss~es administrativas c~ o o de transporte de pessoal e material. Atualmente, a FAB ´ um conjunto de orgae niza¸oes, de instala¸oes, de equipamentos e de pessoal, empenhados no cumprimento c~ c~ da miss~o militar atribu´ ao COMAER. a ida A sua unidade b´sica ´ o esquadr~o, constitu´ por duas ou mais esquadrilhas de a e a ido avi~es do mesmo tipo. A FAB conta com os seguintes esquadr~es: (a) de instru¸ao, o o c~ (b) de ca¸a, (c) de patrulha, (d) transporte de tropas, (e) transporte a´reo, (f) busca c e e salvamento, (g) reconhecimento fotogr´fico, (h) busca e distribui¸ao de submarinos, a c~

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(i) de p´raquedistas, etc. Sua fun¸ao principal ´ proteger o espa¸o a´reo brasileiro, a c~ e c e resgatar v´ itimas de acidentes a´reos e doentes, transportar alimentos, rem´dios, e e vacinas, livros, ou at´ mesmo ve´ e iculo dos correios. A FAB est´ treinada para realizar a todo tipo de ajuda humanit´ria necess´ria `s comunidades brasileiras mais isoladas, a a a inclusive no exterior. Al´m disso, a FAB tem a fun¸~o de exercer as seguintes tarefas: e ca · prover seguran¸a da navega¸~o a´rea; c ca e · estabelecer, equipar e operar, diretamente ou mediante concess~o, a infraestrua tura aeroespacial, aeron´utica e aeroportu´ria de interese militar; a a · operar o Correio A´reo Nacional (CAN), cooperar com o desenvolvimento e nacional e a defesa civil; · atuar de maneira de cont´ inua e permanente, por meio das a¸oes de controle c~ do espa¸o a´reo brasileiro, contra todos os tipos de tr´fego a´reo il´ c e a e icitos, com ^nfase nos envolvidos nos tr´ficos de droga, armas, muni¸~es e passageiros e a co ilegais, agindo em opera¸ao combinada com organismos de fiscaliza¸~o comc~ ca petentes, aos quais caber´ a tarefa de agir ap´s a aterragem das aeronaves a o envolvias em tr´fego a´reo il´ a e icitos; · cooperar com os ´rg~os federais na repress~o aos delitos nacionais e internao a a cionais, quanto ao uso do espa¸o a´reo e de areas portu´rias, na forma de apoio c e ´ a log´ istico, de intelig^ncia, de comunica¸ao e de instru¸~o; e c~ ca · contribuir para a formula¸ao e condi¸ao da Pol´ c~ c~ itica Aeroespacial Nacional. A prote¸ao ao voo no Brasil obedece a um sistema integrado que compreende c~ o controle de tr´fego a´reo e a defesa a´rea. O COMAER, extinto Minist´rio da a e e e Aeron´utica, ´ respons´vel pela instala¸~o, opera¸ao e manuten¸~o de extensa rede a e a ca c~ ca de equipamentos, que funcionam 24 horas por dia, no aux´ ` navega¸~o e ao pouso, ilio a ca tanto da FAB quanto da Avia¸~o Civil. ca A Avia¸ao Militar ´ respons´vel pela interdi¸~o, reconhecimento de area, miss~o c~ e a ca ´ a de defesa a´rea, miss~o de superioridade a´rea, ataque, patrulha mar´ e a e itima, alarme a´reo antecipado e vigil^ncia territorial do espa¸o a´reo brasileiro. e a c e

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2.4

Avia¸~o Civil: Avia¸~o Geral ca ca

A Avia¸~o Civil no Brasil come¸ou quando o governo liberou ` iniciativa prica c a vada a explora¸~o dos servi¸os de transporte a´reo durante as d´cadas de 30 e de ca c e e 40. As primeiras concess~es para explora¸~o de linhas foram autorizadas em car´ter o ca a prec´rio `s empresas estrangeiras. As empresas Condor Syndikat (em 26 de janeiro a a de 1927) e A´ropostale (em 7 de mar¸o de 1927) receberam autoriza¸ao para opee c c~ rarem no mercado brasileiro. A VARIG (Via¸ao A´rea Rio Grandense) e a empresa c~ e Sindicato Condor (esta resultante da nacionaliza¸ao da empresa Condor Syndikat) c~ se organizam e se registram como empresas de avia¸~o para obter a concess~o para ca a explora¸ao de suas linhas pioneiras. c~ Nas d´cadas de 40 e 50, o pa´ vivenciou uma nova fase no transporte a´reo. No e is e in´ da d´cada de 60 e mesmo ao longo dela mais de 20 empresas foram criadas, icio e as quais concentraram suas linhas principalmente nas rotas do litoral. A cria¸~o de ca novas empresas n~o impediu que uma crise econ^mica de graves propor¸oes afetasse a o c~ a Avia¸~o Comercial brasileira durante essa d´cada. ca e A Avia¸~o Comercial brasileira passou por uma crise econ^mica causada pela ca o baixa rentabilidade do transporte a´reo, pela concorr^ncia excessiva, pela necessie e dade de novos investimentos na renova¸ao da frota, pois a manuten¸ao das aeronac~ c~ ves p´s-guerras tornava-se deficiente por causa da baixa disponibilidade e da baixa o rentabilidade que prejudicavam a regularidade dos servi¸os. Naquela ´poca, outro c e fator agravante neste cen´rio foram as altera¸oes na pol´ a c~ itica econ^mica do pa´ o is, que retiraram das empresas a´reas o benef´ do uso do d´lar preferencial para as e icio o importa¸oes. c~ A estrat´gia adotada pelas empresas a´reas e pelo Governo foi a de trabalharem e e em conjunto para poderem escapar da crise e sobreviverem. As empresas a´reas se e reuniram para discutir e encontrar solu¸oes. Elas propuseram mudan¸as na pol´ c~ c itica ent~o vigente para garantir a continuidade dos servi¸os de transporte a´reo. Uma a c e das propostas feitas foi a de que o Governo passasse a exercer um controle mais r´ igido sobre as empresas a´reas, mesmo que para isso fosse reduzido o n´mero de e u empresas de transporte a´reo. e Tr^s reuni~es da Confer^ncia Nacional de Avia¸ao Comercial (CONAC) foram e o e c~ realizadas na d´cada dos 60 (1961, 1963 1968), cujas delibera¸oes, conclus~es e ree c~ o comenda¸oes conduziram ` ado¸~o de uma pol´ c~ a ca itica de est´ imulo a fus~o e ` associa¸~o ` a a ca de empresas. Essa pol´ itica de est´ imulo tinha como objetivo a redu¸ao do n´mero c~ u de empresas prestadoras de servi¸os de transporte a´reo. Isto ´, duas empresas na c e e 14

explora¸ao do transporte internacional e tr^s no transporte dom´stico, no m´ximo. c~ e e a Deste modo, inicia-se a segunda fase da evolu¸~o da pol´ ca itica governamental para o setor da Avia¸~o Civil que se estendeu at´ a d´cada de 80. A partir dessa ´poca, ca e e e come¸aram a ser usados os primeiros avi~es turbo-h´lices e a jato na Avia¸~o Civil c o e ca brasileira. Nesta fase, inicia-se o regime de competi¸~o controlada em que o Governo ca passa a intervir no estabelecimento do valor das passagens, na escolha de linhas, no reequipamento da frota, nas decis~es administrativas das empresas, etc. o Com a introdu¸ao de aeronaves mais modernas e de maior porte, as empresas c~ viram-se for¸adas a modificar suas redes de linhas, optando por operar apenas em c cidades de maior express~o econ^mica, cujo mercado viabilizasse a presta¸~o do a o ca servi¸o com as aeronaves de grande porte. As pequenas cidades do interior, dotadas c de um aeroporto precariamente equipado, com pista n~o pavimentada, e que no a passado eram servidas por aeronaves de pequeno porte, passaram a n~o mais dispor a desse servi¸o. Por isso, das 335 cidades servidas por linhas a´reas em 1958, apenas c e 92 cidades continuaram a dispor do servi¸o em 1975. c O Minist´rio da Aeron´utica, preocupado com o problema, decidiu criar uma e a nova modalidade de empresa a´rea: as empresas regionais (como por exemplo, atue almente no Brasil temos a Ocean Air, a Pantanal e Trip Air) que atenderiam as cidades interioranas. A cria¸ao da empresa regional foi regulamentada pelo Decreto c~ n 76.590, de 11 de novembro de 1975. Entretanto, a pol´ itica em vigor de competi¸ao c~ controlada limitou a cria¸ao de novas empresas, porque cada uma delas seria obric~ gada a operar em regi~es diferentes. No final da d´cada de 80, uma nova ordem o e pol´ itica, econ^mica e social come¸ou a se instalar de maneira globalizada. O novo o c pensamento liberal levou os governos a reduzirem o seu controle sobre a economia dos seus respectivos pa´ ises, possibilitando assim que a economia fosse conduzida pela for¸as livres do mercado. c Podemos considerar o ano de 1989 como o in´ icio da 3a fase da evolu¸ao da c~ pol´ itica para o transporte a´reo. A partir desta data, o Minist´rio da Aeron´utica, e e a por interm´dio do Departamento de Avia¸ao Civil (DAC), definiu uma pol´ e c~ itica de flexibiliza¸ao tarif´ria. Com essa medida, abandona-se o regime de fixa¸ao dos c~ a c~ pre¸os das passagens a´reas, sendo substitu´ pelo estabelecimento de uma faixa c e ido de varia¸~o dos pre¸os em torno de um valor fixado pelo DAC, correspondente a ca c ` tarifa b´sica. a Em novembro de 1991, o Minist´rio da Aeron´utica realizou a V Confer^ncia Nae a e cional de Avia¸ao Comercial com a participa¸ao de todos os segmentos da ind´stria c~ c~ u do transporte a´reo, visando definir com mais objetividade uma pol´ e itica sintonizada 15

com as tend^ncias liberalizantes, observadas em v´rios pa´ e a ises. Com base nos resultados dessa confer^ncia, o Minist´rio da Aeron´utica estabeleceu diretrizes para e e a orientar a a¸ao do seu org~o regulador, o DAC, que a partir desta data executaria c~ ´ a uma redu¸ao gradual e progressiva da regulamenta¸ao existente. c~ c~ Os efeitos imediatos desta nova pol´ itica foram aperfei¸oar o sistema de libera¸ao c c~ monitorada das tarifas a´reas dom´sticas, a abertura do mercado dom´stico, possie e e bilitando assim a entrada de novas empresas para atuarem no transporte regular ou no transporte n~o-regular, permitindo a inclus~o de empresas regionais e cargueiras. a a O n´mero de empresas regionais e cargueiras passou de 17 em 1991 para 41. Foi u abolida a delimita¸ao de areas para a explora¸~o e exclusividade do transporte rec~ ´ ca gional. A concess~o de linhas a´reas foi ampliada com a pol´ a e itica de flexibiliza¸ao. Noc~ vas empresas nacionais foram designadas para explorar o transporte a´reo. Foi e admitido a cria¸ao e o licenciamento de um novo tipo de empresa para explorar o c~ transporte a´reo n~o-regular de cargas e passageiros, na modalidade de fretamento e a (charter ). Finalmente, ocorreu um aumento de oferta ao usu´rio que de 22.560.000 a assentos/km, em 1991, passou para 32.000.000, atualmente. A tend^ncia liberalizante adotada no per´ e iodo de 1997 a 2000, libera¸ao monic~ torada das tarifas e redu¸ao gradual da regulamenta¸ao, possibilitou que a empresa c~ c~ Gol come¸asse a operar em rotas de servi¸o a´reo regular a partir de 2001. A Gol foi c c e a primeira empresa regular a operar com passagens de baixo pre¸o, porque oferecia c servi¸o a´reo terceirizado de reservas, de vendas de passagens e de apoio de pista. c e Por fim, a empresa simplificou os servi¸os de bordo de suas aeronaves. c Um dos passos mais importantes em dire¸~o a flexibiliza¸~o da regulamenta¸~o ca ` ca ca do transporte a´reo foi a introdu¸ao das bandas tarif´rias, que ocorreu por ocasi~o e c~ a a da introdu¸ao da nova modalidade de servi¸o a´reo n~o-regular. Em 1990, seis c~ c e a empresas passaram a explorar o transporte a´reo n~o-regular e, em 1995, o n´mero e a u de empresas em opera¸ao no seguimento era de 25. Entretanto, a partir de 1998, c~ apenas 20 delas continuaram registradas e autorizadas a funcionar. A abertura para a explora¸~o dessa nova modalidade de servi¸o despertou o interesse de in´meros ca c u empres´rios com capital dispon´ que procuravam um setor onde pudessem investir a ivel e obter um retorno satisfat´rio. o O mercado dispon´ para a explora¸ao desse tipo de servi¸o foi superestimado ivel c~ c e n~o comportou tanta oferta. Assim, na d´cada de 90, das 20 empresas existentes, a e apenas oito conseguiram operar, mas de forma prec´ria. Entretanto, apesar dos rea sultados insatisfat´rios obtidos pelas empresas n~o-regulares, o DAC n~o considerou o a a 16

frustrada sua iniciativa de buscar novas formas de desenvolvimento do transporte a´reo. e O DAC n~o mediu esfor¸os para viabilizar o transporte a´reo n~o-regular que a c e a operava sem o cumprimento de hor´rios e tarifas regulares (t´xis a´reos, fretamena a e tos tur´ isticos, avia¸~o particular, etc.), mas sem se descuidar do transporte a´reo ca e regular (TAM Linhas A´reas, Lufthansa Airlines, Star Alliance, Continental Aire lines, etc.) ou das novas modalidades que poderiam ser criadas em decorr^ncia do e desenvolvimento da ind´stria do transporte a´reo naquela ´poca. u e e A Avia¸ao Civil est´ subjugada a tr^s poderes politicamente diferentes. No c~ a e setor aeron´utico atuam tr^s autoridades com id´ias e perspectivas diferentes: o a e e DAC, o Departamento de Controle do Espa¸o A´reo (DECEA), ligado a autoridade c e ` aeron´utica, ou seja, ao Comandante da Aeron´utica e a Empresa Brasileira de a a ` Infra-Estrutura Aeroportu´ria (INFRAERO). O setor aeron´utico ´ politicamente a a e manipulado pelo Governo Federal. Outro efeito direto que afeta a organiza¸~o insca titucional da Avia¸~o Civil ´ o ressurgimento do Conselho da Avia¸ao Civil. ca e c~ O CONAC foi criado pela Lei Federal n 10.683, de 28 de maio de 2003, como um org~o espec´ ´ a ifico do Minist´rio da Defesa. A lei disp~e que compete ao CONAC e o propor a pol´ itica relativa ao setor de Avia¸~o Civil, observado o disposto na Lei ca Complementar n 97, de 6 de setembro de 1999. O CONAC ´ presidido pelo Ministro e de Estado da Defesa e composto na forma estabelecida em regulamento pelo Poder Executivo. A Lei n 11.182/05, que criou a Ag^ncia Nacional de Avia¸ao Civil (ANAC), e c~ extinto DAC, tamb´m disciplina o CONAC. Esta lei estabelece que a ANAC no e exerc´ de suas compet^ncias dever´ observar e implementar orienta¸oes, diretrizes icio e a c~ e pol´ iticas estabelecidas pelo CONAC. As diretrizes e pol´ iticas que dever~o ser a observadas s~o especialmente as que se referem a: a 1. a representa¸ao do Brasil em conven¸oes, acordos, tratados e atos de transc~ c~ porte a´reo internacional com outros pa´ ou organiza¸oes internacionais de e ises c~ Avia¸ao Civil; c~ 2. o estabelecimento do modelo de concess~o de infra-estrutura aeroportu´ria a a a ser submetido ao Presidente da Rep´blica; u 3. a outorga de servi¸os a´reos; c e 4. a suplementa¸~o de recursos para aeroportos de interesse estrat´gico, econ^mico ca e o ou tur´ istico; e 17

5. a aplicabilidade do instituto da concess~o ou da permiss~o na explora¸~o coa a ca mercial de servi¸os a´reos. c e O Decreto n 3.564, de 17 de agosto de 2000, estabeleceu o regulamento do CONAC, que ´ um conclave de Ministros: Ministro de Estado da Defesa; Ministro e de Estado das Rela¸oes Exteriores; Ministro de Estado da Fazenda; Ministro de c~ Estado do Desenvolvimento, Ind´stria e Com´rcio Exterior; Ministro de Estado u e do Turismo; Chefe da Casa Civil da Presid^ncia da Rep´blica; e Comandante da e u Aeron´utica (Decreto n 5.419/05). a Quando Jos´ Viegas Filho era Ministro da Defesa, o CONAC teve intensa ativie dade normativa no ano de sua cria¸ao em 2003. Nesse ano, o CONAC produziu c~ quase vinte resolu¸oes dispondo sobre diversos aspectos da Avia¸ao Civil: regula¸ao c~ c~ c~ econ^mica, liga¸oes essenciais, mercado internacional, fundos da avia¸ao, aquisi¸ao o c~ c~ c~ de passagens e transporte de carga, ind´stria aeron´utica, tributa¸ao, aduana, u a c~ avia¸ao agr´ c~ icola, infra-estrutura aeroportu´ria, exporta¸ao de servi¸os, seguran¸a a c~ c c da Avia¸~o Civil contra atos il´ ca icitos, combust´ iveis de avia¸~o, recursos humanos e ca diretrizes pol´ iticas da Avia¸~o Civil. ca O CONAC mergulhou em absoluto torpor desde a sa´ de Jos´ Viegas Filho. ida e O Governo ativou o CONAC para assumir a ordena¸~o da avia¸~o, que a princ´ ca ca ipio cabe a ANAC. Com isso, atrav´s da resolu¸ao, o CONAC passa a estabelecer a ` e c~ organiza¸ao do tr´fego a´reo em Congonhas. c~ a e Organizar, regulamentar e organizar a Avia¸~o Civil s~o tarefas complexas e ca a burocr´ticas que requerem muitos recursos financeiros para serem executadas. A a Avia¸ao Civil ´ uma atividade din^mica que emprega muitas pessoas, gerando c~ e a muitos recursos e divisas para o pa´ A seguir vamos apresentar um relato breve de is. cada uma dessas categorias.

2.4.1

Avia¸~o Agr´ ca icola no Brasil

A Avia¸~o Civil possui uma extensa aplicabilidade na sociedade brasileira do ca ponto de vista s´cio-econ^mico, desportivo e do entretenimento. Podemos observar o o essa sua aplicabilidade, por exemplo, na Avia¸ao Agr´ c~ icola. Gra¸as ao eficiente c trabalho prestado pela Avia¸~o Agr´ ca icola verificamos que muitas lavouras de caf´, e soja, laranja e de algod~o foram salvas do ataque feroz de diversas esp´cies de insetos a e que dizimam colheitas inteiras. Atualmente, existe cerca de 1.500 avi~es agr´ o icolas em opera¸~o no Brasil. ca O mercado potencial para essas aeronaves ´ de dez mil unidades utilizadas em e 18

areas atualmente exploradas. Existem, ainda, muitas ´reas com possibilidade de ´ a explora¸ao por parte das prestadoras de servi¸os agr´ c~ c icolas. Por exemplo, o Estado do Mato Grosso tem aproximadamente 60% do potencial de areas agr´ ´ icolas n~o a exploradas pela Avia¸~o Agr´ ca icola nas extensas culturas de soja e de algod~o. As a aeronaves usadas na Avia¸~o Agr´ ca icola realizam aplica¸oes de herbicidas, fungicidas, c~ inseticidas e fertilizantes em diversas culturas dentre as quais podemos citar as de soja, algod~o, milho, arroz, feij~o, reflorestamentos, cana entre outras, e tamb´m a a e aplicam adubos s´lidos (ur´ia e sulfato). Muitas empresas nesse setor possuem o e experi^ncia em semeadura de pastagem. e

2.4.2

Avia¸~o Executiva ou Particular no Brasil ca

Outro grande mercado em potencial que n~o p´ra de crescer no Brasil, especiala a mente na cidade de S~o Paulo, ´ o da Avia¸ao Executiva Particular. Essa ativia e c~ dade abrange os avi~es de uso particular de indiv´ o iduos, de firmas comerciais ou de ind´strias. O Brasil ´ detentor da 2a maior frota a´rea em quantidade de jatos u e e e helic´pteros particulares do mundo. Estima-se que a Avia¸~o Executiva dever´ o ca a crescer mais nos pr´ximos anos. Em um prazo de cinco anos, a Avia¸ao Executiva o c~ aumentar´ em mais de 20% a sua participa¸~o nos neg´cios do pa´ Hoje, 15% da a ca o is. receita da EMBRAER se encontra lotada neste seguimento. A EMBRAER querendo fugir da excessiva depend^ncia da sua receita, atrelada e a produ¸ao de aeronaves para o mercado da Avia¸ao Comercial, resolveu diversificar ` c~ c~ sua produ¸ao. Para isso, blindou a sua receita e se abriu para o mercado lucrativo da c~ Avia¸ao Executiva, come¸ando a produzir e a colocar no mercado os avi~es Legacy. c~ c o Em 2005, a empresa lan¸ou uma fam´ de novos produtos como o Phenom. A partir c ilia de 2006, vem lan¸ando v´rios modelos de avi~es e est´ progressivamente preenchendo c a o a os vazios existentes na produ¸ao de aeronaves na categoria da Avia¸~o Executiva. c~ ca

2.4.3

Aerofotogametria

Outra aplica¸ao comercial da Avia¸ao Civil ´ a Aerofotogrametria. A Aeroc~ c~ e fotogrametria ´ a ci^ncia que elabora cartas mediante fotografias a´reas tomadas e e e com c^maras aerotransportadas (eixo ´tico posicionado na vertical), utilizando-se a o de aparelhos e m´todos estereosc´picos. e o A Aerofotogametria ´ tamb´m uma t´cnica ou m´todo para obten¸~o de medidas e e e e ca de aerofotos aproveitando as propriedades geom´tricas do equipamento. Ela ´ utie e lizada na execu¸~o e cobertura aerofotogr´fica de mapeamento de cidades, estados, ca a 19

etc. Tanto a aerofotogametria como a fotointerpreta¸ao s~o t´cnicas ou sistemas de c~ a e obten¸ao de informa¸oes e dados quantitativos que possuem como material de base c~ c~ as fotografias a´reas. As informa¸oes s~o registradas, com tons cinza ou cores, em e c~ a uma emuls~o fotosens´ a ivel, atrav´s de uma c^mara fotogr´fica ou c^mara m´trica, e a a a e que capta a energia eletromagn´tica radiante refletida pelos objetos. e

2.4.4

T´xi A´reo a e

O T´xi A´reo ´ outra subcategoria da Avia¸~o Civil que est´ muito solidificada a e e ca a como atividade comercial no Brasil. No servi¸o prestado ao executivo n~o podem c a ocorrer atrasos, pois esse usu´rio n~o tolera a espera, a lota¸ao ou longas filas. Nesse a a c~ servi¸o, o empres´rio pode decidir seu itiner´rio, controlar seu tempo, escolher em c a a que aeronave ele quer voar. O Taxi A´reo pode oferecer um voo confort´vel e seguro e a ao executivo sem que para isso ele seja obrigado a fazer check-in e enfrentar longas filas. A vantagem desse sistema ´ que o usu´rio poder´ driblar o congestionamento e a a do trafego a´reo com decolagens sem atraso. Outro ponto positivo com rela¸ao ao e c~ Taxi A´reo ´ a grande quantidade de aeroportos que podem ser disponibilizados para e e esta atividade. Existem 2500 aeroportos no Brasil entre p´blicos e privados. Essa u malha area extensa torna o trajeto entre aeroportos locais de destino mais curto. ´ Na Avia¸~o Civil existem apenas 66 aeroportos no territ´rio brasileiro. ca o Existe uma variedade de servi¸os prestados por empresas de t´xi a´reo. Podemos c a e citar aqui, por exemplo, o atendimento as maiores empresas petrol´ ` iferas que demandam servi¸os offshore. Algumas das empresas de t´xi a´reo, que prestam esse tipo c a e de servi¸o, possuem a homologa¸~o da ANAC para voos al´m da costa para atendic ca e mento a navios e plataformas de petr´leo. Elas podem atender imediatamente com o suas aeronaves equipadas com os itens exigidos pelas autoridades aeron´uticas, como a por exemplo, os sistemas de flutua¸ao, botes salva-vidas e material de sobreviv^ncia c~ e no mar. Muitas dessas empresas possuem aeronaves homologadas para transporte de emerg^ncia m´dica com todos os equipamentos necess´rios para o atendimento e e a r´pido e eficaz nos casos de urg^ncia. Os servi¸os prestados podem ser desde uma a e c transfer^ncia de enfermos para outros locais como at´ servi¸os de prontid~o 24 hoe e c a ras. Al´m disso, as empresas de taxi a´reo podem atender emerg^ncias em navios e e e e plataformas em toda costa brasileira, podendo oferecer equipes pr´prias de m´dicos o e e enfermeiros, que poder~o ser integrados as equipes em terra e as unidades hosa ` ` pitalares. As empresas de taxi a´reo prestam servi¸os de transporte de valores e e c

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documentos, voos panor^micos de acompanhamento a´reo e ecol´gico, resgate e paa e o trulhamento, reportagens, filmagens e fotos.

2.4.5

Avia¸~o Desportiva no Brasil ca

Quando falamos de Avia¸ao Desportiva devemos ter em mente que ´ tamb´m c~ e e uma subcategoria da Avia¸ao Civil. Sua fun¸~o est´ relacionada as atividades de c~ ca a ` lazer e competi¸oes nacionais e internacionais. Existem v´rias modalidades nesta c~ a subcategoria: · Balonismo: o Brasil foi o pioneiro no Balonismo com o padre Bartolomeu de Gusm~o em 1709. Esta atividade teve seu renascimento no Brasil com a Vict´rio Truffi, quando construiu um bal~o com a ajuda de um americano, o a Robert Rechs. · Voo livre: come¸ou quando, em julho de 1974, um piloto franc^s fez um voo c e do alto do Corcovado no Rio de Janeiro. · P´raquedismo: ´ uma atividade esportiva de car´ter competitivo, que consiste a e a no salto de um avi~o e em queda livre. a · Parapente: a hist´ria do parapente provavelmente come¸ou nos Alpes franceo c ses, na colina de Pertuiset, perto de Mieussy, com tr^s amigos p´raquedistas e a do clube Annemasse, que decolaram e saltaram com p´raquedas de uma colina a sem a necessidade de se usar um avi~o. a · Voo a vela ou volovelismo: surgiu com as primeiras experi^ncias do voo sem ` e ´ motor no final do s´culo passado. E uma das formas mais antigas, silenciosas e e harmoniosas que o homem j´ descobriu para voar, porque o praticante voa em a um avi~o sem motor (planador), utilizando-se apenas da for¸a das t´rmicas a c e (massa de ar deslocando-se na vertical) e dos ventos, velejando em meio as ` nuvens. · Voo em planadores ou ultraleves: s~o avi~es constru´ a o idos com menos de 300 kg (peso vazio b´sico), usados para recrea¸~o e turismo. a ca · Demonstra¸ao a´rea: No Brasil, ´ popularmente conhecida como Esquadrilha c~ e e da Fuma¸a. Tem como finalidade: (1) aproximar os meios aeron´uticos, Civis c a e Militares, (2) contribuir para a maior integra¸ao entre a Aeron´utica e as c~ a demais For¸as Armadas, (3) marcar a presen¸a da FAB nos grandes eventos c c 21

no Brasil e no exterior, (4) despertar os jovens para a carreira da Avia¸ao c~ Civil e Militar, (5) mostrar a qualidade dos produtos da ind´stria aeroespacial u nacional, (6) mostrar a capacidade e o alto grau de treinamento dos militares da FAB.

2.4.6

Avia¸~o Experimental ca

A Avia¸ao Experimental ´ a pr´tica de constru¸~o caseira de avi~es, sendo c~ e a ca o que para dezenas de pessoas leigas ´ um hobby. N~o ´ necess´rio ser engenheiro e a e a aeron´utico para construir um avi~o caseiro, pois existem centenas de plantas e a a kits dispon´ iveis para os construtores amadores. A ANAC regula a avia¸ao experic~ mental atrav´s dos Regulamentos Brasileiros de Homologa¸ao Aeron´utica (RBHA) e c~ a 38. Existem mais de 4 mil aeronaves, n~o-homologadas na categoria experimena tal, sobrevoando o c´u do Brasil. Est~o inclusos neste n´mero ultraleves, bal~es, e a u o dirig´ iveis, helic´pteros, monoplanadores e outras aeronaves n~o-homologadas. A o a ANAC exige uma inspe¸ao obrigat´ria anual, denominada Relat´rio de Inspe¸~o c~ o o ca Anual de Manuten¸~o (RIAM). A regulamenta¸~o atual exige uma habilita¸~o de ca ca ca CPD (Certificado de Piloto Desportivo) ou CPR (Certificado de Piloto de Recreio) para se pilotar uma dessas aeronaves.

2.5

2.5.1

Avia¸~o Civil: Transporte A´reo ca e

Transporte de Cargas Perigosas

As empresas de avia¸ao que geralmente trabalham nesta atividade oferecem o c~ servi¸o de fretamento para transporte de carga para qualquer lugar do Brasil e no exc terior. Todas apresentam uma estrutura com armazenamento, de acesso controlado, em prateleiras, com desembarque de mercadorias e Check-list dos itens de entrada. Al´m disso, todas fornecem identifica¸ao por etiquetas com c´digos de barras, idene c~ o tifica¸ao e cadastramento dos itens no sistema de controle, e de armazenamento em c~ local adequado, conforme especifica¸oes e caracter´ c~ isticas do produto. Nessas empresas, executa-se a separa¸~o dos produtos, conforme a requisi¸~o de mercadorias, a ca ca confer^ncia, e o envio dos materiais at´ o local para a sua distribui¸ao. Finalmente, e e c~ a distribui¸~o do produto (carga) consiste no gerenciamento de transporte dos proca dutos armazenados nos dep´sitos da empresa de t´xi a´reo. Outro servi¸o prestado o a e c por essas empresas ´ a oferta de rotas para embarques fracionados de carga. e

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2.5.2

Avia¸~o Comercial no Brasil ca

A Avia¸ao Comercial Brasileira come¸ou em 1927. A empresa Condor Syndikat c~ c foi a primeira empresa no Brasil a transportar passageiros no hidroavi~o de nome a Atl^ntico, com a matr´ a icula alem~ D-1012. Em 1 de janeiro de 1927, o Atl^ntico a a transportou, do Rio de Janeiro para Florian´polis, o Ministro da Via¸ao e Obras o c~ P´blicas, Vitor Konder e outras pessoas. A primeira linha regular, Linha da Lagoa, u entrou em opera¸ao em 22 de fevereiro, com rotas nas cidades de Porto Alegre, c~ Pelotas e Rio Grande. Em julho de 1927, foi fundada a VARIG. No mesmo ano, a aeronave de nome Atl^ntico foi transferida para a nova empresa (VARIG), recebendo a o prefixo nacional P-BAAA. Em 1 de dezembro, a empresa a´rea Condor Syndikat acabara de inaugurar sua e linha Rio de Janeiro - Porto Alegre. Nesta ´poca, foi nacionalizada como Sindicato e Condor Limitada mas, durante a II Guerra Mundial, de novo, mudou de nome para Servi¸os A´reos Cruzeiro do Sul, a Cruzeiro, absorvida nos anos 80 pela VARIG. c e Chegava ao Rio de Janeiro Jean Mermoz, que se tornaria o mais famoso aviador da ´poca. Ele inaugurou a linha para a Am´rica do Sul da nova companhia francesa e e Aeropostale, em novembro de 1927. A Nybra do Brasil S. A., fundada no Brasil, operava a linha semanal entre Bel´m e e Santos. Em 1929, a Nybra do Brasil come¸ou operar a rota a´rea entre as cidades c e de Nova Iorque - Rio de Janeiro - Buenos Aires. Mais tarde, ela se transformaria na PANAIR do Brasil (Pan American Airways), que foi extinta em 1965. Em 1933 uma nova empresa entra no mercado da Avia¸ao, a Aerol´ide Igua¸u. c~ o c´ A primeira linha operada pela Aerol´ide Igua¸u foi o trecho entre as cidades de S~o o c´ a Paulo - Curitiba, que rapidamente foi estendido at´ Florian´polis. A Via¸~o A´rea e o ca e S~o Paulo (VASP) foi fundada por 72 empres´rios em novembro de 1933. A VASP a a s´ iniciou suas opera¸~es em 1936, oferecendo um voo regular entre as cidades de o co Rio de Janeiro - S~o Paulo, pois esse trecho era a linha de maior tr´fego da Avia¸ao a a c~ Comercial brasileira. A extens~o do pa´ e a precariedade de outros meios de transporte fizeram com a is que a Avia¸~o Comercial tivesse uma expans~o excepcional no Brasil. Na d´cada ca a e de 1950, cerca de 20 empresas brasileiras operavam e faziam principalmente liga¸oes c~ regionais. Muitas dessas empresas operavam com duas ou tr^s aeronaves. Em 1960, e o pa´ tinha a maior rede comercial do mundo em volume de tr´fego depois dos is a Estados Unidos. A crise e o est´ imulo do governo federal `s fus~es de empresas reduziram o a o

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n´mero de empresas comercias para apenas quatro (VARIG, VASP, TRANSBRASIL u e Cruzeiro). Com isso, muitas cidades pequenas sa´ iram do mapa aeron´utico. Nessa a mesma d´cada, novas empresas regionais foram abertas. Inicialmente, elas utie lizaram as aeronaves turbo-h´lices fabricadas no Brasil pela Embraer, Bandeirante e EMB-110. No in´ icio do s´culo XXI, A VARIG adquiriu empresas regionais e absorveu a e Cruzeiro, transformando-se na maior transportadora da Am´rica Latina. A TAM e (Taxi A´reo Mar´ e ilia) transformou-se na segunda maior empresa do continente SulAmericano. A VASP e a Gol (Gol Transporte A´reos) tamb´m se destacaram como e e empresas a´reas comerciais. A TRANSBRASIL (Transbrasil S. A. Linhas A´reas) e e paralisou suas atividades no final de 2001. O transporte de pessoas e cargas geralmente feito pelas empresas a´reas promove e a troca de servi¸os, produtos e conhecimento. A Avia¸~o Comercial fomenta as c ca atividades comerciais, culturais e intelectuais no pa´ quando colocam em contato is, as pessoas e as v´rias regi~es do pa´ Para que as empresas a´reas consigam atingir a o is. e o usu´rio final deste mercado de maneira eficiente elas precisam: (a) oferecer servi¸os a c de boa qualidade a baixo custo; (b) desenvolver pol´ iticas internas (culture company) que satisfa¸am as necessidades dos usu´rios; (c) oferecer tarifas promocionais; (d) c a possuir uma malha area cada vez mais extensa e diversificada; (e) oferecer mais ´ op¸oes de hor´rios de chegada e partida das aeronaves nos aeroportos do Brasil. c~ a A mola propulsora do mercado de Avia¸ao Comercial ´ a grande demanda de c~ e transporte e oferta das prestadoras de servi¸os. Entretanto, as empresas a´reas c e precisam oferecer servi¸os de embarque e desembarque impec´veis aos usu´rios para c a a que esse sistema todo funcione. Nenhum servi¸o prestado ao cliente ter´ valor se as c a empresas a´reas n~o oferecerem e n~o se preocuparem com a seguran¸a de voo. e a a c No dia 04 de novembro de 2007, as 14h 10min, a aeronave Lear Jet, prefixo ` PTOVC, decolou do campo de Marte na cidade de S~o Paulo com destino a cidade a ` do Rio de Janeiro, Aeroporto Santos Dumont. A aeronave colidiu com o solo instantes ap´s a sua decolagem, causando a morte de oito pessoas, dentre essas, dois o tripulantes e seis moradores do bairro da Casa Verde, situado na Zona Norte da cidade de S~o Paulo. A maior contribui¸~o para a ocorr^ncia desse acidente foi o a ca e descaso e desprezo com os procedimentos de seguran¸a de pr´-decolagem, ou seja, a c e execu¸ao fiel do Check-list que n~o aconteceu dentro da cabine. c~ a Toda empresa exige o fiel cumprimento do Check-list a fim de preservar a seguran¸a de voo dos passageiros. Qualquer piloto obedece `s ordens do departamento c a de opera¸~es sem questionar a hierarquia vertical existente. Em muitos casos, o co 24

piloto de um jato particular ´ impelido a realizar procedimentos irregulares para e atender ao propriet´rio da aeronave. Embora, a bordo da aeronave, o comandante a seja a maior autoridade e seja a pesssoa que deve decidir se ser´ seguro ou n~o a a realizar tais procedimentos irregulares, em alguns casos, ele os realiza pois poder´ a perder o emprego. Um caso que aconteceu no litoral fluminense foi o de Ulisses Guimar~es que a desapareceu em 12 de outubro de 1992 em um acidente com helic´ptero na ba´ o ia da Guanabara, sendo que seu corpo nunca foi encontrado. Na ´poca do acidente, e testemunhas contaram que o piloto n~o julgava seguro a decolagem em raz~o das a a condi¸oes atmosf´ricas, mas assim mesmo decolou em virtude da autoridade que era c~ e seu passageiro. Isso influenciou na decis~o do excelente comandante de helic´pteros a o que faleceu no acidente. O Boeing da empresa Gol que sobrevoava o estado de Mato Grosso quando se chocou no ar com um jato Legacy, deixando 154 pessoas mortas em 2006, ´ mais e um exemplo do desrespeito a execu¸~o do procedimento de cabine, o Check-list. ` ca Nesse acidente apurou-se que o transponder do Legacy estava desligado na hora do acidente porque os tripulantes do Legacy desligaram o aparelho alegando que n~o a havia necessidade de deix´-lo ligado. A falta de comunica¸~o entre o Legacy e a a ca torre foi a principal causa do acidente a´reo. e Foram registrados 64 acidentes a´reos em solo brasileiro em 2006, 97 acidentes e em 2007 e 25 acidentes a´reos com aeronaves no ano passado. Em virtude dos e acontecimentos, o Centro de Investiga¸ao e de Preven¸~o de Acidentes Aeron´uticos c~ ca a (CENIPA) fez uma recomenda¸ao com 49 itens (publicados em 25/02/2008) que c~ dever~o ser cumpridos por todos profissionais da Avia¸~o Civil. O CENIPA exige a ca que todos os pilotos que operam no espa¸o a´reo da cidade de S~o Paulo, o espa¸o c e a c a´reo mais congestionado da Am´rica do Sul, fa¸am um treinamento especial para e e c poder operar nesta regi~o. Desde o in´ do ano j´ foram registrados 14 acidentes a icio a a´reos no mundo. O mais not´rio deles foi com o Airbus da Airways. A aeronave caiu e o no Rio Hudson, na cidade de Nova York em 15/01/2009. A per´ do comandante icia a bordo permitiu que 165 passageiros sa´ issem ilesos. Em 06/01/2009, um bimotor caiu no mar que banha a costa da Austr´lia. Uma aeronave da Manaus AeroTaxi a caiu no Rio Maracapuru, no estado do Amazonas em 08/01/2009. Nesse acidente 24 pessoas de uma mesma fam´ morreram. ilia Em 12/02/2009, um Bombardier da Air Continental caiu na cidade de B´falo, u nos Estados Unidos da Am´rica. Nesse acidente a´reo 40 pessoas morreram. Nove e e dos 134 passageiros a bordo do Boeing 737-800 da Turkish Airlines morreram. Pelo 25

menos 50 pessoas ficaram feridas na queda da aeronave que tentou pousar no aeroporto de Schipirol, em Amsterdam, na Holanda, as 06h 30min da manh~, hor´rio ` a a de Bras´ ilia. No dia 8 de julho o Airbus da Air France que partiu do aeroporto internacional do Rio de Janeiro, caiu no litoral brasileiro, desaparecendo, vitimizando 228 pessoas. O voo do A477 se deseintegrou no Oceano Atl^ntico, decolou as a 07h:30min. Segundo o SIPAER (Sistema de Investiga¸~o e Preven¸~o de Acidentes ca ca Aeron´uticos), nos primeiros dois meses de 2009, 20 aeronaves brasileiras e duas a estrangeiras ca´ iram. As aeronaves que colidiram eram de m´dio e pequeno porte. e Ainda de acordo com o SIPAER, as prov´veis causas para a ocorr^ncia desses a e acidentes a´reos s~o: (a) o excesso de peso; (b) a falta de combust´ no motor; e a ivel (c) o n´mero de passageiros acima do permitido; (d) problemas observados com os u motores das aeronaves durante decolagem ou quando colidem com o solo; (e) uso de combust´ errado; (f) falha dos pilotos; (g) falhas nos servi¸os de manuten¸ao das ivel c c~ empresas. Hoje em dia, o sucesso de uma empresa a´rea est´ diretamente ligado a sua e a pol´ itica de seguran¸a de voo e seguran¸a de aeroporto. A seguran¸a de voo ´ o c c c e ponto nevr´lgico que afeta sobremaneira n~o s´ a tripula¸~o comercial e a tripula¸ao a a o ca c~ t´cnica como tamb´m o pessoal do Safety (seguran¸a operacional) e da area de e e c ´ manuten¸~o (engenheiros de voo, e engenheiros da manuten¸~o e de seguran¸a) e a ca ca c equipe de linha de frente em solo ou pista (despachante operacional de voo, mec^nico a de manuten¸ao aeron´utica, mec^nico de voo). c~ a a O departamento de manuten¸~o de uma empresa a´rea ´ respons´vel por todos ca e e a os procedimentos de manuten¸~o realizados em todas as aeronaves em opera¸ao que ca c~ apresentaram falhas mec^nicas, el´tricas, etc. A equipe de manuten¸ao tamb´m a e c~ e executa verifica¸oes peri´dicas de todas as aeronaves e de seus sistemas e compoc~ o nentes. O departamento de manuten¸ao oferece cursos de forma¸~o, treinamento e c~ ca reciclagem de mec^nicos, engenheiros de manuten¸ao e engenheiro de voo. Os cura c~ sos s~o realizados no departamento de manuten¸~o pr´ximo das garagens onde s~o a ca o a guardadas muitas aeronaves e pe¸as de reposi¸ao. O departamento de manuten¸ao c c~ c~ tamb´m ´ respons´vel pela execu¸ao de testes de aeronavegabilidade das aeronaves e e a c~ que ser~o compradas atrav´s dos contratos de arrendamento firmados entre a faa e bricante de aeronave e a empresa a´rea. Quando as aeronaves chegam ao p´tio da e a empresa, o pessoal da manuten¸ao ser´ requisitado para desmontar e montar as aec~ a ronaves recebidas. Ap´s o t´rmino desta tarefa, a equipe de manuten¸ao estar´ em o e c~ a condi¸oes de apresentar quaisquer informa¸oes t´cnicas sobre a aeronavegabilidade c~ c~ e destas aeronaves. 26

O departamento de Safety de uma empresa a´rea existe para orientar e coore denar as atividades de preven¸~o e investiga¸~o de ocorr^ncias, incidentes e acica ca e dentes aeron´uticos. Uma das principais ferramentas do Safety ´ o Relat´rio de a e o Perigo (RELPER), que ´ um documento onde qualquer funcion´rio registra uma e a situa¸ao que possa comprometer a seguran¸a de voo. Quando o RELPER chega ao c~ c departamento do Safety, ele ´ analisado pelos profissionais do departamento. Logo e em seguida, come¸a um trabalho de inspe¸ao feito pelos funcion´rios que analisam c c~ a e executam um trabalho investigativo onde todos os dados coletados desta pesquisa s~o registrados. a O pessoal do Safety interage com outros departamentos buscando melhorias e sugerindo v´rias recomenda¸oes para evitar novas ocorr^ncias. Muitas vezes, essas a c~ e ocorr^ncias podem ocorrer fora do ambito da empresa o que requer a participa¸ao de e ^ c~ autoridades e org~os aeron´uticos (SIPAER, ANAC, CONAC e MAER, etc.) para ´ a a a solu¸~o dessas ocorr^ncias. ca e Temos que ter em mente que o departamento do Safety de uma empresa de avia¸ao a´rea est´ relacionado ` preven¸ao de falhas no sistema que possam levar ` c~ e a a c~ a ocorr^ncia de acidentes. As tarefas realizadas pelo Safety envolvem procedimentos e e t´cnicas como a manuten¸ao da pista, dist^ncia m´ e c~ a inima entre a pista de pouso e as pistas de rolamento, a exist^ncia de equipamento de combate a inc^ndio, a proibi¸~o e e ca de obst´culos tais como edif´ a icios nas proximidades do aer´dromo (aeroporto), a o proibi¸ao de objetos deixados ou esquecidos nas pistas e que n~o est~o relacionados c~ a a com as opera¸oes realizadas nas pistas (FOD, Foreign Object Damage), e a proibi¸ao c~ c~ de lix~es no entorno, que atraem p´ssaros (BS, Bird Strike) que podem se chocar o a com as aeronaves, causando panes ou danos em certas partes de uma aeronave, acarretando em prov´veis acidentes a´reos. a e Quando pensamos como poder´ iamos definir o que ´ seguran¸a de voo e seguran¸a e c c de aeroporto, devemos nos lembrar da defini¸ao dada por um cuidadoso controlador c~ de voo da INFRAERO que a definiu: "Esse termo, nada mais ´ do que a evolu¸~o e ca de um processo cognitivo para a preven¸~o". A seguran¸a de voo tem de ser vista ca c pela diretoria, pelos gerentes e tripulantes, etc. como um processo produtivo com objetivos bem definidos, e com clientes a serem respeitados e atendidos nas suas necessidades. Por isso, o SIPAER, respons´vel pela preven¸ao de incidentes e acia c~ dentes aeron´uticos, adotou como medida preventiva a utiliza¸ao do termo acidente, a c~ que significa evento que fora previsto, ao inv´s de utilizar o termo desastre. e

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2.6

2.6.1

O Check-list

Respeito ao Check-list

Quando as autoridades respons´veis pela investiga¸~o de acidentes publicam os a ca resultados de suas investiga¸oes, observa-se que muitos acidentes poderiam ser evic~ tados se fossem executados todos os procedimentos de seguran¸a e operacionais c apresentados na execu¸ao do Scanflow e do Check-list. Antes da execu¸~o do Scan c~ ca Flow e do Check-list a tripula¸~o t´cnica realiza o Briefing. O Briefing vem da ca e ´ palavra brief, breve, curto. E uma prepara¸ao para o voo, onde o respons´vel, o c~ a Comandante (Flight Pilot), informa detalhes do voo, o que ser´ feito, as condi¸oes a c~ do tempo, etc., e faz uma s´rie de recomenda¸oes ` tripula¸~o da aeronave sobre os e c~ a ca procedimentos de emerg^ncia, tratamento dos passageiros, etc. O Briefing normale mente ´ realizado antes de iniciar a viagem. As instru¸oes fornecidas a tripula¸ao, e c~ ` c~ t´cnica ou comercial, s~o relacionadas a inspe¸ao externa da aeronave, a inspe¸ao de e a ` c~ c~ seguran¸a da cabine e a prepara¸ao da cabine. Todos esses procedimentos s~o obric c~ a gat´rios e necess´rios para a manuten¸ao da seguran¸a da aeronave, da tripula¸ao o a c~ c c~ e dos passageiros. O Scanflow poderia ser traduzido por fluxo da varredura, o que soa estranho para os n~o iniciados. Scan ´ a varredura visual que o piloto faz, numa sequ^ncia cont´ a e e inua e pr´estabelecida, que lhe permite, num movimento cont´ e inuo, verificar todos os itens que dever~o ser ligados, desligados ou ajustados, em cada uma das fases do a voo, seguindo os procedimentos previstos nos Standard Operating Procedures. Esses procedimentos s~o encontrados no manual de treinamento do piloto FCOM 3 (Flight a Crew Operating Manual: Flight Operation n 3, na Ata de n 3.03). O Scanflow seria a forma de executar essa sequ^ncia de testes. Ele ´ realizado em todas as checagens e e listadas. N~o ´ um ´ uma checagem em si, mas sim uma forma de realizar as a e e checagens. O Check-list ´ uma lista de itens que devem ser verificados, da´ o seu nome (check e i = verifica¸ao e list = lista). Existem duas conota¸~es diferentes para este termo. c~ co Ele pode ser entendido tanto como o cart~o que cont´m as listas de verifica¸ao, como a e c~ pode ser usado para designar um conjunto de itens a serem verificados numa dada fase do voo (depois do in´ do Check-list, por exemplo). O objetivo do Check-list ´ icio e garantir que n~o seja esquecido nenhum item essencial a seguran¸a da fase do voo a a ` c ´ que se refere. E extremamente importante para a seguran¸a de voo, pois ele garante c que nenhum item essencial seja esquecido. Tal verifica¸~o come¸ou a ser feita com ca c

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o desenvolvimento dos estudos sobre as rela¸oes entre o homem e a m´quina, que c~ a foram realizados por psic´logos especializados. Ficou evidente que o cansa¸o e a o c press~o, que a pr´pria fun¸ao exercida pelo piloto e a responsabilidade assumida a o c~ na rotina di´ria, influenciavam na capacidade do piloto de lembrar-se de todos os a itens de cada verifica¸ao. Muitos acidentes foram causados por esquecimento desses c~ itens. O Check-list veio melhorar a seguran¸a de voo, garantindo que o piloto n~o c a se esque¸a dos procedimentos importantes para a seguran¸a. S´ h´ um perigo: ele c c o a se esquecer de ler e cumprir o Check-list. A necessidade da rigorosa execu¸ao do Check-list ´ enfatizada para o aluno/piloto c~ e durante o per´ iodo de forma¸ao em aeroclubes, nas escolas de avia¸~o particulares, c~ ca e na Escola de Especialista de empresas a´reas. O aluno/piloto ´ treinado para e e executar todos os procedimentos operacionais toda vez que ele entrar na cabine. Nas empresas a´reas o piloto ´ treinado em um simulador (c´pia fiel das aeronaves e e o que estar~o pilotando futuramente), ou ent~o, nos Procedimentos Operacionais de a a Cabine, uma maquete em tamanho real da cabine, usada para os pilotos treinarem os procedimentos de verifica¸~o da aeronave, adequados a cada fase do voo. Todas ca as fases do voo, treinadas em ambas as maquetes, s~o executadas regularmente na a cabine. As fases de voo fazem parte dos itens encontrados no Check-list, sendo que a execu¸ao das mesmas obedece a uma ordem padronizada e fixa, independente da c~ aeronave que o piloto estiver operando. A execu¸ao completa de todas as fases de c~ voo ´ obrigat´ria para que a seguran¸a de voo seja mantida. e o c Os procedimentos treinados na maquete s~o todos aqueles de um voo normal a (safety exterior inspection, preliminary cockpit preparation, before start, engine start, after start, taxi, before takeoff, takeoff, after takeoff, climb, Cruise, descent preparation, descent, before approach, after landing, parking, securing the aircraft), alguns constantes do Check-list, e outros n~o. a Os procedimentos que n~o constam no Check-list referem-se a experi^ncia e ` a ` e a autoconfian¸a dos pilotos, que podem gerar problemas. Um destes problemas ´ c e achar que operar uma aeronave ´ um ato mec^nico que se realiza todos os dias. Na e a verdade, operar uma aeronave oferece riscos, e todos n´s estamos sujeitos a cometer o erros. Portanto, cabe aos pilotos procurar agir de forma equilibrada e ordenada para n~o aumentar os riscos em todas as fases do voo ou em situa¸~es at´ a co ipicas. O Check-list ´ uma cartilha de verifica¸ao de opera¸oes de funcionamento de e c~ c~ todos os equipamentos. Para que a aeronave possa voar e ser operada com segu´ ran¸a ´ necess´rio verificar se todos os itens est~o funcionando corretamente. E c e a a digno salientar que o Check-list ´ uma cartilha de verifica¸ao de a¸oes e controle e c~ c~ 29

de funcionamento dos sistemas e de seus componentes, cuja principal finalidade ´ e verificar se todo o ambiente operacional (todos os equipamentos) do Airbus est´ em a ordem, para que todas as fases do voo possam ser realizadas com seguran¸a. Esta c verifica¸~o ´ obrigat´ria, ´ rotina de voo. ca e o e O Check-list (item operacional e regulamentar) sempre foi considerado um ato de seguran¸a na cabine. A import^ncia da utiliza¸~o desse item nada mais ´ do c a ca e que uma receita, pois apresenta v´rios passos a serem realizados. Inicia-se com o a comandante da aeronave entrando em cabine e termina quando o comandante sai da cabine, e a aeronave chega ao seu destino estacionaonando no p´tio do aeroporto. A a execu¸ao do Check-list ´ t~o importante que n~o se pode pousar ou decolar somente c~ e a a ´ com um tripulante na cabine. E obrigat´ria a presen¸a do co-piloto, justamente o c para realizar na ´ integra todos os procedimentos descritos na cartilha, que ´ um item e operacional e regulamentar. O Check-list faz parte da navega¸ao a´rea, sendo que sua execu¸ao obrigat´ria c~ e c~ o e rotineira ´ exigida toda vez que o piloto adentrar a cabine. Desde a fase inicial e de treinamento de um piloto na Escola de Especialista ou nas aulas pr´ticas no a simulador, o piloto ´ orientado sobre a fixa¸ao dos procedimentos que o levam a e c~ praticar uma pilotagem n~o s´ com habilidade, mas tamb´m com profissionalismo e a o e seguran¸a. c ´ E preciso destacar a import^ncia da correta utiliza¸~o do Check-list. O Check-list a ca de uma aeronave na Avia¸~o Comercial, por exemplo, re´ne uma s´rie de procedica u e mentos dividida em itens, tais como: inspe¸~o externa, inspe¸ao interna, checagem ca c~ ap´s a partida, checagem ap´s o pouso, entre outros. A execu¸ao do Check-list de o o c~ uma aeronave segue uma sequ^ncia pr´-estabelecida. Ela deve ser executada com e e rigor, na ordem em que est´ apresentada na cartilha, n~o cabendo qualquer intera a preta¸ao pr´pria ou pessoal ao cumpr´ c~ o i-la. Na Figura 2.4 apresentamos uma c´pia o do Check-list encontrado no manual de opera¸ao do piloto. c~

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Figura 2.4: C´pia do Check-list encontrado no manual de opera¸~o do piloto. o ca

´ E importante esclarecer que uma vez estabelecido um procedimento pelo Checklist, este deve ser rigorosamente seguido, pois esta ´ a garantia de que nenhum e ponto ser´ esquecido. Outro aspecto importante ´ que uma vez iniciada a leitura a e dos subitens, a sequ^ncia n~o dever´ ser interrompida. Um Boeing 737 da LAPA, e a a em Buenos Aires, Argentina, caiu imediatamente ap´s a sua decolagem no aeroporto o porque os pilotos interromperam a sequ^ncia do Check-list. Ao reiniciar a leitura do e Check-list, os pilotos esqueceram-se de um dos procedimentos: verificar se os flapes estavam configurados para a decolagem. Interrup¸~es na sequ^ncia da execu¸~o do Check-list exigem que a sequ^ncia seja co e ca e reiniciada e que todos os subitens sejam conferidos novamente.

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2.6.2

A Utiliza¸~o do Check-list ca

O Check-list ´ definido na Avia¸~o Comercial como um item obrigat´rio que e ca o contribui para o ciclo de preven¸ao de incidentes e acidentes aeron´uticos. O Checkc~ a list ´ um conjunto de verifica¸oes essenciais para cada fase do voo. Hoje em dia, as e c~ aeronaves mais modernas, totalmente automatizadas e computadorizadas, exibem o Check-list de todas as fases de voo no monitor de um dos computadores de bordo, como pode-se observar no painel de controle do Airbus. Os procedimentos operacionais realizados na cabine s~o: (a) normais; (b) anora mais; (c) de emerg^ncia; (d) suplementares. Para cada sequ^ncia ou conjunto de e e procedimentos realizados na cabine da tripula¸~o t´cnica existe um Check-list. O ca e piloto treinado e com bastante experi^ncia de voo sabe que para cada conjunto de e procedimentos a ser realizado na cabine, ele dever´ saber de mem´ria qual Check-list a o dever´ ser executado. a Os procedimentos normais: s~o chamados de Standard Operating Procedures a (SOP) no manual de opera¸~o do piloto FCOM 3. Estes procedimentos s~o rotinas ca a de inspe¸ao, prepara¸ao e procedimentos normais usados em opera¸oes do dia-ac~ c~ c~ dia, como por exemplo, prepara¸~o preliminar da cabine, inspe¸~o exterior, partida ca ca nos motores antes da decolagem, decolagem, aterrissagem, ap´s aterrissagem, etc. o A aeronave pode ser operada por dois modos diferentes: autom´tico e manual. a Esse dois modos s~o executados durante a realiza¸ao dos procedimentos normais. a c~ As a¸~es executadas nos dois modos s~o realizadas com a finalidade de preservar co a a aeronavegabilidade e manter a seguran¸a de voo. Portanto, a areonave pode c ser pilotada manualmente, ou com o piloto autom´tico, e esta tem dois modos de a opera¸ao que s~o realizados da seguinte maneira: c~ a · O modo autom´tico - Este modo entra em opera¸ao quando a aeronave entra a c~ em checagem de todos os sistemas (sistema el´trico, sistema hidr´ulico, sistema e a de pressuriza¸ao, sistema de navega¸~o, controles de comando, etc.). Isto c~ ca ocorre, desde o momento em que s~o ligados os motores da aeronave. No modo a autom´tico verifica-se se todos os sistemas est~o operando normalmente, isto a a ´, se a aeronave est´ operando seus sistemas de forma autom´tica, e se todas e a a as fun¸oes autom´ticas est~o sendo utilizadas normalmente. A interfer^ncia da c~ a a e tripula¸ao t´cnica ´ praticamente zero nesta sequ^ncia de opera¸~o do avi~o. c~ e e e ca a No modo autom´tico a aeronave ´ praticamente comanda pelos computadores a e de bordo que v~o checando todos os sistemas. Os pr´prios computadores v~o a o a acusando e mostrando nos monitores quais s~o os problemas encontrados e a 32

onde eles se encontram. Os computadores exibem no monitor em qual sistema a falha ou pane apareceu. Os computadores automaticamente solucionam v´rias panes e falhas apresentadas pelos sistemas quando em voo de cruzeiro. a · O modo manual ocorrer´ quando em algum momento da opera¸ao do avi~o, a c~ a o modo autom´tico acusar alguma falha em um dos sistemas. Neste caso, a tornar-se-´ necess´ria a interfer^ncia dos pilotos que dar~o in´ ao modo maa a e a icio nual de operara¸ao da aeronave, ou ent~o executar~o algum comando para c~ a a que a aeronave por si s´ fa¸a as corre¸oes necess´rias. Isto ´, os computao c c~ a e dores de bordo mudam as configura¸oes de voo para sanar a pane ou a falha. c~ Em algumas situa¸oes o comandante poder´ interferir de alguma forma na c~ a execu¸ao do modo autom´tico. Por exemplo, o sistema de guiamento e gerenc~ a ciamento de voo j´ planejou a rota, a altitude, a velocidade, a pressuriza¸ao, a c~ a temperatura, o ´ indice de custo da aeronave, etc. para pousar no Aeroporto Internacional de Bras´ (DF), Presidente Juscelino Kubitschek (JK). Alguns ilia minutos antes da aterrissagem, o controlador de tr´fego do JK em Bras´ a ilia informa a tripula¸ao t´cnica que existem mais tr^s aeronaves sobrevoando o ` c~ e e aeroporto, e que tamb´m precisam pousar no aeroporto JK do DF. Neste moe mento, o comandante ´ obrigado a tirar a aeronave do modo autom´tico e e a assumir o comando da aeronave, executando assim todos os procedimentos de descida necess´rios listados no Check-list, em modo manual. a Os procedimentos anormais tamb´m s~o realizados da mesma forma que e a os de emerg^ncia, por´m os procedimentos anormais n~o impedem a aeronave de e e a decolar, estando em voo de cruzeiro ou pousando. O capit~o fica respons´vel pela a a trajet´ria da aeronave e pelo controle da configura¸~o e da velocidade da aeronave. o ca O co-piloto ficar´ respons´vel pela leitura e execu¸ao do Check-list de procedimentos a a c~ anormais. Os procedimentos anormais s~o a¸oes que a tripula¸ao t´cnica tem que a c~ c~ e realizar. Esses procedimentos est~o geralmente associados as panes mais simples, a ` alerta luminoso em cor ambar (Master Caution) que indicam falhas em equipamentos ^ que t^m redund^ncia (por exemplo, quando existem tr^s geradores e um deles falha). e a e Os procedimentos anormais s~o a¸oes executadas que garantam a seguran¸a adea c~ c quada e facilitem a realiza¸ao das condutas de voos posteriores, ap´s a ocorr^ncia de c~ o e uma falha ou de um defeito encontrado na aeronave. Segundo o manual de opera¸ao c~ do fabricante s~o considerados procedimentos anormais as seguintes situa¸~es: (a) a co falha no canal do estabilizador do capacitor de compensa¸ao pequeno; (b) falha no c~ manete de pot^ncia autom´tica; (c) falha no amortecedor de guinada; (d) falha na e a 33

unidade de ar condicionado; (e) falha no controle de temperatura; (f) falha na pressuriza¸ao da cabine; (g) falha no sistema de sangria; (h) falha no gerador do motor, c~ etc. Os procedimentos de emerg^ncia s~o tarefas que devem ser realizadas em e a situa¸oes que colocam a seguran¸a da aeronave e de seus ocupantes em risco. Os c~ c primeiros procedimentos de emerg^ncia dever~o ser executados pelo comandante da e a aeronave. Ele dever´ se responsabilizar pela trajet´ria da aeronave e controlar a a o configura¸ao e a velocidade da aeronave. Durante a emerg^ncia, o co-piloto ficar´ c~ e a respons´vel pela leitura e execu¸ao do Check-list de emerg^ncia. Emerg^ncias assoa c~ e e ciadas `s panes mais cr´ a iticas, como por exemplo, alerta luminoso em cor vermelha (Master Warning), ou ent~o fogo em um motor, pane total de eletricidade, etc. a s~o procedimentos at´ a ipicos realizados pela tripula¸ao t´cnica. De acordo com o fac~ e bricante da aeronave, os procedimentos de emerg^ncia s~o os relacionados com as e a seguintes situa¸~es: (a) fogo no motor; (b) avaria severa no motor, (c) superaqueco cimento do motor, (d) sobrevoar sob camada de cinzas vulc^nicas ou em areas de a ´ atividade vulc^nica; (e) quando ambos os motores pifaram ou apagaram; (f) fogo a no gerador el´trico auxiliar; (i) fogo no tubo do escapamento do motor a jato. e Os procedimentos suplementares ou complementares s~o opera¸~es esa co peciais executadas quando a aeronave ´ obrigada a operar em alta temperatura e se estiver sobrevoando um deserto, ou quando houver ac´mulo de gelo nas partes u externas da aeronave (nas asas, por exemplo). Outra situa¸ao que necessita a exec~ cu¸ao do procedimento suplementar ´ a falta de equipamento de solo para dar a c~ e partida de carga da aeronave (sem fonte externa), ou seja, a tripula¸ao de cabine c~ ser´ obrigada a utilizar a bateria da pr´pria aeronave que alimenta o gerador dos a o motores. Os procedimentos suplementares chamados de t´cnicas suplementares e e opera¸oes especiais s~o procedimentos normais que n~o s~o de rotina, por exemplo, c~ a a a dar partida no motor com fonte pneum´tica externa, ou ent~o, opera¸oes realizadas a a c~ em condi¸oes adversas de tempo (neve, gelo e turbul^ncia, etc.). c~ e

2.7

O Teste de Profici^ncia em L´ e ingua Inglesa

Quando olhamos quais disciplinas e treinamento pr´tico s~o exigidos para que a a um profissional tenha seu certificado homologado pela Ag^ncia Nacional de Avia¸ao e c~ Civil, notamos que os cursos ministrados para os pilotos, comiss´rios de voo, etc. a est~o relacionados a seguran¸a de voo e ao conhecimento da L´ a ` c ingua Inglesa. Todas as normas de seguran¸a de voo e de aeroporto, de presta¸ao de servi¸o c c~ c 34

a´reo ou aerovi´rio, de forma¸ao e credenciamento de aeroportos, escolas de avia¸~o e e a c~ ca aeroclubes s~o regulamentados pelo padr~o internacionalmente aceito e normatizado a a pela ICAO. A ICAO ´ uma ag^ncia reguladora do espa¸o a´reo internacional, com sede em e e c e Montreal, Canad´. Foi fundada em 1944 durante uma conven¸~o (Internacional a ca Civil Aviation Conference) realizada na cidade de Chicago, U. S. A. No final dessa confer^ncia, dos 54 pa´ que participaram desse evento, 52 pa´ assinaram um e ises ises tratado internacional sobre Avia¸~o Civil. Ficou estabelecido pela conven¸ao interca c~ nacional que a ICAO seria o org~o respons´vel pela seguran¸a, ordem e desenvolvi´ a a c mento econ^mico do transporte internacional a´reo. Ela deveria assegurar e manter o e a coopera¸ao internacional no maior n´ de uniformidade poss´ em rela¸ao as c~ ivel ivel c~ ` regulamenta¸~es e aos padr~es, e aos procedimentos e organiza¸oes referentes a co o c~ ` Avia¸ao Civil. c~ As normas publicadas pela ICAO foram adotadas e adaptadas pela ANAC e FAB no Brasil. Todas as informa¸~es que regulamentam a Avia¸~o Civil s~o obtico ca a das atrav´s de documentos normativos operacionais, publicados pelo DECEA, cuja e finalidade ´ proporcionar e trazer o conhecimento de informa¸~es entre profissionais e co desta ´rea. O ICAO 100-12, Regras do Ar e Controle de Tr´fego A´reo, ´ uma insa a e e tru¸ao adotada pela ANAC, mas produzida por militares brasileiros, cuja finalidade c~ ´ organizar o espa¸o a´reo e dar cad^ncia nas instru¸oes que normatizam, regulae c e e c~ mentam e direcionam a rotina operacional do tr´fego a´reo no Brasil. A import^ncia a e a da ICAO na esfera da atividade militar ´ t~o expressiva quanto na esfera civil. e a A ICAO lan¸ou um programa chamado ICAO 2008. Este programa estabelece c os requisitos da ICAO para Profici^ncia Lingu´ e istica em L´ ingua Inglesa e prev^ que e pilotos, comiss´rios de voo e controladores de tr´fego a´reo dever~o ter flu^ncia em a a e a e ingl^s a partir de mar¸o de 2008. e c Uma das raz~es que motivou a ICAO a adotar o teste de Profici^ncia Lingu´ o e istica em L´ ingua Inglesa foi aumentar a seguran¸a no ar e reduzir os riscos de acidentes, c pois incidentes e incurs~es de pista em uso ou de taxi s~o reportados anualmente. o a Al´m disso, acidentes a´reos como: (a) a colis~o de uma aeronave com o solo na e e a Espanha em 1977, onde 583 pessoas faleceram, (b) a queda de um avi~o antes da a pista, por causa de uma pane seca em Nova York, causando a morte de 73 pessoas, (c) a morte de 164 pessoas a bordo de uma aeronave que desviou da rota e bateu em uma montanha na Col^mbia, (d) uma colis~o no ar que matou 312 pessoas na ´ o a India em 1996, for¸aram as organiza¸oes aeron´uticas a adotarem medidas mais r´ c c~ a igidas e restritivas. 35

Em cada um desses acidentes, os investigadores conclu´ iram que um dos fatores contribuintes foi a falta de profici^ncia na L´ e ingua Inglesa dos controladores ou dos pilotos. A ICAO como ag^ncia especialista das Na¸~es Unidas em avia¸~o internae co ca cional buscou uma solu¸ao pr´tica para evitar novos desastres. c~ a A ICAO trabalha sistematicamente desde a publica¸ao do documento A32-16 c~ em 1998. O documento A32-16 determina que a Comiss~o de Navega¸ao A´rea a c~ e considere como prioridade a mat´ria sobre profici^ncia na L´ e e ingua Inglesa. O documento determina que seja fortalecida a necessidade das comunica¸oes aeron´uticas c~ a determinadas pelos anexos: · Anexo 1 - Licen¸a Profissional de Pessoal de Voo; c · Anexo 10 - Telecomunica¸oes Aeron´uticas, que regulamenta a mat´ria sobre c~ a e profici^ncia em L´ e ingua Inglesa de pilotos e controladores de tr´fego a´reo. a e No ano passado, a ICAO lan¸ou um programa chamado ICAO 2008. O programa c estabelece os requisitos da ICAO para profici^ncia lingu´ e istica em L´ ingua Inglesa e prev^ que pilotos, comiss´rios de voo e controladores de tr´fego a´reo dever~o ter e a a e a flu^ncia em ingl^s a partir de mar¸o de 2008. A ICAO prop^s os requisitos de e e c o profici^ncia de L´ e ingua Inglesa para pilotos e controladores. ´ A norma entrou em vigor em 05 de mar¸o de 2008. E importante entender quais c s~o as aplica¸oes da l´ a c~ ingua em comunica¸~o radiof^nica abordada pela ICAO: ca o 1. O uso correto da fraseologia: A comunica¸ao err^nea pode estar relacionada c~ o com o uso de fraseologia n~o-padr~o. Por exemplo, clear the runway - que a a para o piloto significa abandonar a pista, para um operador de ve´ iculo de limpeza de gelo na pista significa o contr´rio - ingressar na pista para remover a o gelo. Se ambos estiverem na escuta da frequ^ncia da torre ao mesmo tempo, e o operador de ve´ iculo pode entender que a mensagem seja para ele; pois se fosse para o piloto, a mensagem deveria ser vacate the runway, pela fraseologia ICAO; 2. A utiliza¸~o do ingl^s ´ importante para uma comunica¸ao radiotelef^nica seca e e c~ o gura. Por mais abrangente que seja a fraseologia padr~o na avia¸ao comercial, a c~ ela n~o ´ suficiente para cobrir todas as situa¸oes que possam surgir. a e c~ Pilotos e controladores precisam aprender a L´ ingua Inglesa e a fraseologia publicada pela ICAO para conquistar a carreira internacional. O aprendizado de um n~o exclui a necessidade do aprendizado da outra. A profici^ncia de um idioma a e 36

´ alcan¸ada ap´s a aquisi¸ao de conhecimentos, habilidades e compet^ncias, que e c o c~ e requerem muito mais do que a memoriza¸ao de frases padr~o e vocabul´rio-chave. c~ a a Decorar fraseologia n~o constitui profici^ncia na l´ a e ingua, tanto quanto ser fluente sem conhecer a fraseologia tamb´m n~o constitui profici^ncia lingu´ e a e istica aeron´utica. a Treinamento em ingl^s para a avia¸ao requer a pr´tica de fun¸oes abrangentes, e c~ a c~ estruturas e vocabul´rio relacionados a Avia¸~o Geral, e tamb´m a pr´tica da fraseoa ` ca e a logia. Segundo Elizabeth Mathews, consultora na area de Lingu´ ´ istica Aplicada que trabalha para a ICAO, "ingl^s para a avia¸ao pode ser definido como um abrangente e c~ subconjunto especializado de ingl^s relacionado amplamente ` avia¸~o, incluindo e a ca ingl^s geral para comunica¸ao radiof^nica, quando a fraseologia n~o ´ suficiente". e c~ o a e A ICAO elaborou uma lista de fun¸oes e vocabul´rios para a comunica¸ao c~ a c~ ´ necess´ria a comunica¸~o radiof^nica em ingl^s entre pilotos e controladores. E a ` ca o e necess´rio que universidades e linguistas especializados desenvolvam material did´tico a a abordando esses t´picos a fim de aperfei¸oar o treinamento e aprendizado de pilotos o c e controladores de tr´fego a´reo. O material deve apresentar elementos lingu´ a e isticos, como por exemplo, a estrutura das frases, a forma¸ao dos termos, sistemas de sons, c~ vocabul´rio, significado e uso da l´ a ingua. O desenvolvimento de um material direcionado ajuda o aluno no processo de aprendizagem. A aquisi¸ao de conhecimento acaba sendo facilitada pelo material c~ que supre as necessidades das lacunas de aprendizados dos alunos. Um exemplo concreto ´ o material desenvolvido pela australiana RMIT University (Royal Melbourne e Institute of Technology). Esta universidade buscou solu¸oes para desenvolver uma c~ metodologia adequada que preenchesse a inexist^ncia de material apropriado para e a forma¸ao, treinamento e atualiza¸~o de profissionais na Avia¸~o Comercial. Um c~ ca ca grupo de especialistas em ensino de ingl^s para estrangeiros desenvolveu um curso e de 375 horas de estudo totalmente direcionado a avia¸~o. O programa j´ est´ sendo ` ca a a usado no Brasil com muito sucesso, na Escola Atos na cidade de S~o Paulo. a Durante a realiza¸ao de semin´rios promovidos pela ICAO em todo o mundo c~ a foi solicitado que a ICAO desenvolvesse um teste padr~o para ser usado no mundo a inteiro. A organiza¸ao acredita ser importante discutir quais s~o as necessidades c~ a de um teste de profici^ncia em L´ e ingua Inglesa, mas afirma que n~o existe um teste a unico capaz de avaliar as habilidades lingu´ ´ isticas de todos os pilotos e controladores. A escala de profici^ncia desenvolvida pela ICAO foi elaborada por um grupo de e estudiosos da L´ ingua Inglesa em conjunto com a comunidade aeron´utica. Um a dos crit´rios exigidos nesta avalia¸ao ´ o uso do idioma ingl^s na comunica¸ao e c~ e e c~ aeron´utica. Os examinadores, que estar~o aplicando os testes nos candidatos, dea a 37

ver~o apresentar um curr´ a iculo m´ inimo para assumir essa fun¸~o. Os examinadores ca precisam saber utilizar os crit´rios exigidos pelo teste para melhor avaliar o cane didato. A ICAO ainda sugere que o examinador possua forma¸ao acad^mica na c~ e L´ ingua Inglesa. O resultado negativo de um teste de profici^ncia na carreira de um piloto ou e controlador pode ser desastroso. O examinador tem a obriga¸~o de identificar as ca defici^ncias no desempenho apresentado pelo candidato durante a avalia¸ao. O e c~ examinador dever´ apresentar um relat´rio de orienta¸~o, mostrando as lacunas a o ca de aprendizado e as defici^ncias existentes na forma¸ao do candidato. Isto poder´ e c~ a auxiliar o candidato a obter um resultado positivo na pr´xima vez que ele fizer o o teste de profici^ncia em L´ e ingua Inglesa. O Brasil desenvolveu o seu pr´prio teste para sua valida¸ao, o Santos Dumont o c~ English Assessment Test. Este teste preenche os requisitos nas avalia¸oes exigidas c~ pela ICAO, que come¸aram a ser aplicados no primeiro semestre de 2008. c A preocupa¸~o sobre a import^ncia da profici^ncia lingu´ ca a e istica para a seguran¸a c da avia¸~o levou a ICAO a revisar os requisitos relativos ao uso da l´ ca ingua para comunica¸~es radiotelef^nicas. A emenda 164 do Anexo 1 estabelece n´ co o iveis m´ inimos de profici^ncia lingu´ e istica para pilotos, controladores de tr´fego a´reo e operadores a e de esta¸~o aeron´utica. ca a A emenda 164 introduz uma escala de n´ iveis de profici^ncia lingu´ e istica aplic´vel a a falantes nativos e n~o-nativos e recomenda um cronograma de testes para demonsa tra¸ao desta profici^ncia. A ANAC ´ respons´vel apenas pela avalia¸ao e certifica¸ao c~ e e a c~ c~ dos pilotos de avi~o e de helic´ptero que conduzem opera¸oes internacionais. Na a o c~ legisla¸ao brasileira, o regulamento que faz refer^ncia a emenda supracitada ´ o c~ e ` e RBHA 61, mais especificamente no item 61.10, no Ap^ndice B. e Comunica¸~es radiotelef^nicas seguras requerem n~o apenas o uso das fraseoloco o a gias padronizadas, mas tamb´m exigem que pilotos e controladores tenham facilidade e para conseguir entendimento m´tuo atrav´s do uso de sua habilidade lingu´ u e istica. Os falantes nativos e especialistas da L´ ingua Inglesa precisam desenvolver e usar estrat´gias que reduzam o risco da falta de compreens~o, assegurando que seus conhee a cimentos e profici^ncia na L´ e ingua Inglesa sejam compreens´ iveis para a comunidade aeron´utica internacional. a Por este motivo, os requisitos de profici^ncia lingu´ e istica estabelecidos pela ICAO est~o relacionados com a avalia¸~o da profici^ncia comunicativa (speaking) e de a ca e compreens~o (listening). A ICAO adotou o uso de uma escala padronizada para a toda a comunidade da avia¸ao que ´ o ICAO Language Proficiency Rating Scale c~ e 38

(Ap^ndice B do RBHA 61). Esta escala define seis n´ e iveis de profici^ncia lingu´ e istica, que vai do Pr´elementar (N´ e ivel 1) ao Expert (N´ ivel 6). A escala abrange as seis seguintes disciplinas: pron´ncia, gram´tica, vocabul´rio, flu^ncia, compreens~o e u a a e a intera¸~es orais. A ANAC, a partir de 05 de mar¸o de 2008, come¸ou a avaliar co c c os profissionais que possuem licen¸as de piloto de avi~o e helic´ptero, utilizando a c a o escala de n´ iveis de profici^ncia da ICAO, sendo que o profissional avaliado dever´ e a atingir pelo menos o N´ Operacional (N´ 4). ivel ivel A avalia¸~o acontece em duas etapas: ca 1. Pr´teste (Pretest), contendo quest~es de compreens~o escrita e oral, ´ realie o a e zado em computador. O teste aborda situa¸oes vivenciadas por pilotos nas c~ intera¸~es piloto/controlador. O objetivo da primeira etapa ´ selecionar canco e didatos com os n´ iveis 4, 5 ou 6 para ent~o fazerem a segunda etapa, o Teste a de Profici^ncia. Os candidatos que obtiveram N´ e iveis 3, 2 ou 1 ser~o obrigados a a realizar nova prova ap´s um per´ o iodo determinado pela ANAC; 2. Teste de profici^ncia (Proficiency Test) aplicado por um examinador da ANAC, e em hor´rio e local determinados. O examinador dever´ avaliar as habilidades a a de fala (speaking) e compreens~o (listening) do candidato. a Ap´s a primeira avalia¸ao, os candidatos com profici^ncia lingu´ o c~ e istica abaixo do N´ N´ 6 s~o formalmente avaliados de acordo com o seu n´ de profici^ncia. ivel ivel a ivel e A ICAO recomenda que o intervalo entre uma avalia¸ao e outra seja de 6 anos c~ para os candidatos que apresentaram N´ ivel Avan¸ado (N´ c ivel 5). Os candidatos que obtiveram N´ Operacional (N´ 4) dever~o fazer o teste novamente em um ivel ivel a intervalo de 3 anos. A L´ ingua Inglesa ´ considerada a l´ e ingua oficial na Avia¸~o Comercial e o ingl^s ca e americano ´ o mais difundido. A L´ e ingua Inglesa na Avia¸~o Comercial ´ superca e povoada de termos que apresentam elementos lingu´ isticos com ra´ latinas e gregas. izes Por isso, talvez pela sua plasticidade, o ingl^s tenha sido adotado nos treinamentos e realizados na Escola de Especialista e nas aulas pr´ticas nos simuladores da empresas a a´reas. Portanto, nada mais justo que um org~o t~o respeitado como a ICAO para e ´ a a regulamentar e ficar respons´vel pela tarefa de normatizar os testes de profici^ncia a e de L´ ingua Inglesa a serem aplicados nos comandantes, pilotos, controladores de voo e comiss´rios de bordo. a Esta disserta¸~o tem como objetivo central, trazer um aporte, em forma de ca dicion´rio lingu´ a istico para essas quest~es de L´ o ingua Inglesa, em uma ´rea que nos a parece fundamental, a do Check-list. 39

No pr´ximo cap´ o itulo, apresentamos algumas reflex~es te´ricas sobre o l´xico e o o e seu armazenamento.

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Cap´ itulo 3 Fundamenta¸~o Te´rica ca o

3.1 O L´xico e a Comunica¸~o e ca

Quando pensamos no ato da comunica¸~o escrita ou falada de uma determinada ca l´ ingua n~o h´ como deixar de lado a import^ncia do l´xico e a contribui¸ao que pode a a a e c~ oferecer para o desenvolvimento e progresso da sociedade. Portanto, antes de definirmos o que s~o as ´reas do conhecimento (Lexicologia, Lexicografia,Terminologia e a a Terminografia), temos que definir o que ´ o l´xico de uma l´ e e ingua e como se organiza. Para Dubois e colaboradores [1], a palavra l´xico, como termo lingu´ e istico geral, designa o conjunto das unidades que formam a l´ ingua de uma comunidade, de uma atividade humana, de um locutor, etc. Por essa raz~o, l´xico entra em diversos a e sistemas de oposi¸ao, conforme o modo pelo qual ´ considerado o conceito. c~ e Ainda segundo Dubois e colaboradores [1], em rela¸ao a lexicografia, a palavra c~ ` l´xico pode evocar dois tipos de obras: um livro que compreenda a lista dos termos e utilizados por um autor, por uma ci^ncia ou uma t´cnica, ou ent~o um dicion´rio e e a a bil´ ingue reduzido ` coloca¸~o em paralelo das unidades l´xicas das duas l´ a ca e inguas confrontadas. Por esse motivo, l´xico se op~e a dicion´rio. Dubois considera o termo e o a l´xico reservado ` l´ e a ingua, e o termo vocabul´rio ao discurso. Segundo Genouvrier a e Peytard [2], o l´xico ´ o conjunto {L} de todas as palavras que num momento e e dado est´ ` disposi¸~o do falante. S~o as palavras que ele pode, oportunamente, a a ca a empregar e compreender; constituem seu l´xico individual (vocabul´rio ativo). e a

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3.2

A Rela¸~o de Inclus~o da Palavra no L´xico ca a e Global e Individual

Genouvrier e Peytard [2] afirmam que no processo seletivo de uso do l´xico e individual feito pelo locutor, um n´mero indeterminado de palavras fica exclu´ u ido desse l´xico, por exemplo, todas as palavras que o locutor ainda n~o encontrou no e a uso quotidiano de sua linguagem. Segundo Cunha [3], uma palavra ´ constitu´ de e ida elementos materiais (vogais, consoantes, semivogais, s´ ilabas, acento t^nico) a que se o d´ um sentido e que se presta a uma classifica¸ao, portanto palavras s~o unidades a c~ a menores com significados. Como sugerem Isquerdo e Krieger [4], a palavra sempre foi a mensageira de valores pessoais e sociais que traduzem a vis~o de mundo do homem enquanto ser a social. O homem utiliza a palavra para nomear e caracterizar o mundo que o rodeia. A palavra exerce seu poder sobre o universo natural, registra e perpetua a cultura. As duas pesquisadoras afirmam que estudar o l´xico, como repert´rio de palavras e o das l´ inguas naturais, traduz o pensamento das diferentes sociedades no decurso da hist´ria, e implica em resgatar a cultura de uma sociedade ou de uma civiliza¸~o. o ca Genouvrier e Peytard [2] afirmam que toda a sociedade disp~e de uma soma o consider´vel de palavras, de que se pode estabelecer em teoria o invent´rio de uma a a determinada l´ ingua (thesaurus). O invent´rio de uma l´ a ingua constitui o l´xico geral e ou l´xico global. Cada l´xico individual n~o ´ sen~o uma parte estruturada desse e e a e a l´xico global. Para eles, o conjunto de palavras efetivamente empregadas pelo locutor e em um ato de fala preciso, exato, ´ o seu vocabul´rio. e a Este vocabul´rio ´ atualizado com um n´mero de palavras pertencentes ao l´xico a e u e individual do locutor. Entretanto, o vocabul´rio e o l´xico de uma l´ a e ingua achamse em rela¸ao de inclus~o, pois o vocabul´rio ´ uma parte de dimens~es vari´veis c~ a a e o a conforme as solicita¸oes de momento do l´xico individual, que faz parte do l´xico c~ e e global de uma l´ ingua [2].

3.3

O Enriquecimento de uma L´ ingua

Obras terminol´gicas e terminogr´ficas publicadas procuram solucionar o dilema o a colocado por Genouvrier e Peytard. Segundo esses autores, a riqueza (quantitativa e qualitativa) do vocabul´rio ´ fun¸~o da riqueza do l´xico [2]. Portanto, como podea e ca e mos enriquecer o l´xico global de uma l´ e ingua, ou o l´xico individual do falante? A e

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necessidade de aquisi¸ao de tecnologia estrangeira leva uma comunidade lingu´ c~ istica importar parte do l´xico global e l´xico individual de outra l´ e e ingua estrangeira. De acordo com Biderman [5], a palavra ajuda a transfigura¸ao da experi^ncia c~ e humana num universo de discurso e assume diferentes dimens~es dependendo da o natureza do discurso. Toda a produ¸~o tecnol´gica e cient´ ca o ifica global gera a necessidade de transfer^ncia e aquisi¸~o de tecnologia de outras comunidades lingu´ e ca isticas. A necessidade de importar conhecimentos dos pa´ produtores de tecnologia e ises ci^ncia desencadeia a necessidade da inclus~o de parte do l´xico global estrangeiro. e a e O interc^mbio tecnol´gico, cient´ a o ifico e cultural cria a necessidade de elaborarem-se produtos terminol´gicos bil´ o ingues ou pluril´ ingues que d^em conta das terminologias e utilizadas para a consolida¸ao e solidifica¸ao do interc^mbio entre pa´ importac~ c~ a ises dores e exportadores de tecnologia. A integra¸~o e adequa¸ao de parte do l´xico global importado das l´ ca c~ e inguas estrangeiras t^m que considerar as especificidades de cada l´ e ingua: (a) a delimita¸~o ca dos ambitos especializados, (b) a identifica¸ao dos termos, (c) o estabelecimento das ^ c~ defini¸oes e de equivalentes. c~ Portanto, a incorpora¸~o de parte do l´xico global estrangeiro ou l´xico global ca e e para a L´ ingua Portuguesa poder´ acontecer com a execu¸ao de um trabalho termia c~ nol´gico e terminogr´fico sobre a ´rea e a l´ o a a ingua de especialidade. Deste modo, os trabalhos terminol´gicos e terminogr´ficos possibilitam a ocorr^ncia da aquisi¸ao e o a e c~ utiliza¸ao de tecnologia importada. Quando isto ocorrer o l´xico global da L´ c~ e ingua Portuguesa ´ ampliado, renovado e enriquecido gra¸as ` incorpora¸~o de parte do e c a ca l´xico estrangeiro importado. e O lado positivo do interc^mbio da produ¸~o cultural, t´cnica e cient´ a ca e ifica entre pa´ ´ a produ¸ao e fomenta¸ao do l´xico global que acaba sendo revitalizado. O ises e c~ c~ e enriquecimento do l´xico global da l´ e ingua proporciona ao falante uma carga lexical atualizada e ampliada que o ajudar´ a adquirir a ´rea de conhecimento importado. a a Consequentemente, o falante ampliar´ seu l´xico individual que ser´ usado nas a e a comunica¸~es feitas por especialistas da ´rea de conhecimento. O enriquecimento co a e sele¸ao do vocabul´rio s~o controlados pelas rela¸~es s´cio-culturais do falante. c~ a a co o As defini¸~es das palavras adquiridas de parte do l´xico global importado dever~o co e a apresentar defini¸oes j´ consagradas pelo uso, frequ^ncia de ocorr^ncia no l´xico da c~ a e e e l´ ingua de chegada.

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3.4

A Funcionalidade da L´ ingua de Especialidade com seus Termos

Quando importamos tecnologia estamos importando uma l´ ingua estrangeira e sua l´ ingua de especialidade tamb´m, que na busca da precis~o conceitual utiliza e a termos pr´prios com os quais circunscrevem conceitos e transmitem conhecimentos o espec´ ificos. Entende-se por termo uma unidade lexical cuja caracter´ istica principal ´ veicular e um conhecimento especializado das chamadas l´ inguas de especialidade. A utiliza¸ao c~ pr´tica desta l´ a ingua ´ possibilitar a comunica¸ao entre especialistas. O termo como e c~ facilitador da comunica¸ao entre os especialistas permite que profissionais possam c~ escapar das ambiguidades, das polissemias, dos sentidos conotados que o uso do l´xico geral da l´ e ingua favorece [6]. A utiliza¸~o adequada de termos ou de terminologias ´ essencial para a reaca e liza¸ao das comunica¸oes especializadas, pois o uso correto dos conceitos possibilita c~ c~ o assentamento de todos os tipos de comunica¸~o oral ou escrita. A necessidade do ca uso adequado de termos tem se intensificado com a globaliza¸~o. ca Atrav´s da l´ e ingua de especialidade a comunica¸ao ´ realizada de modo mais c~ e eficiente e a transfer^ncia de tecnologia torna-se mais adequada, ocorrendo assim e o estabelecimento correto de a¸~es de coopera¸~o internacional [6]. Por isso, ´ co ca e necess´rio o seu conhecimento e a sua divulga¸~o. A funcionalidade operada pelos a ca termos da l´ ingua de especialidade estrangeira ´ o grande facilitador na transmiss~o e a de conhecimento e tecnologia. A cria¸~o ou amplia¸ao do l´xico de uma l´ ca c~ e ingua ´ influenciada pela tecnologia e e pela ci^ncia. Cada sociedade constr´i e cria seu instrumental lingu´ e o istico para designar ou definir conceitos novos, a partir de modelos lingu´ isticos herdados dos seus falantes. Os termos t´cnicos da l´ e ingua de especialidade s~o criados a partir dos a padr~es lexicais j´ existentes nesta l´ o a ingua, pois eles s~o gerados com base na l´gica a o da l´ ingua em quest~o, segundo os padr~es lexicais nela existentes [5]. a o Podemos observar a frequente ocorr^ncia e execu¸ao de empr´stimos, sobretudo e c~ e os anglicismos, em consequ^ncia do papel hegem^nico exercido pelos Estados Unidos e o no mundo contempor^neo. Com o t´rmino da II Grande Guerra, a L´ a e ingua Inglesa, principalmente o ingl^s americano, tornou-se a l´ e ingua universal, ou l´ ingua franca, da ci^ncia e da tecnologia [5]. e Importar parte do l´xico global de uma l´ e ingua estrangeira, ou seja, a sua l´ ingua

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de especialidade ´ uma estrat´gia que visa facilitar as condi¸oes de comunica¸ao e e c~ c~ que se ap´iam no acesso a repert´rios terminol´gicos da l´ o o o ingua estrangeira que ir~o a se compor como repert´rios bil´ o ingues, pluril´ ingues, etc. Esses repert´rios passam a o assumir a fun¸~o de valor de refer^ncia bil´ ca e ingue ou pluril´ ingue relacionado com as escolhas lingu´ isticas adequadas `s diferentes propostas de comunica¸~o. a ca A necessidade de obras bil´ ingues ou pluril´ ingues atinge um p´blico cada vez u maior em raz~o da diversidade de comunica¸ao e do tipo de profiss~o exercida pelos a c~ a falantes. Assim, o interesse por repert´rios terminol´gicos n~o est´ mais limitado aos o o a a especialistas, usu´rios diretos, mas aos usu´rios indiretos da terminologia que s~o: a a a tradutores, int´rpretes, redatores t´cnicos, professores, documentalistas, cientistas, e e jornalistas, estilistas, lexic´grafos e termin´logos, e estudantes universit´rios [6]. o o a A excessiva produ¸ao tecnol´gica gera um impacto na produ¸~o e inser¸ao de c~ o ca c~ informa¸ao na sociedade. A necessidade de consumo de tecnologia acarreta na vulc~ gariza¸ao dos termos t´cnicos e cient´ c~ e ificos, que aos poucos v~o sendo incorporados a ao l´xico comum da l´ e ingua. A vulgariza¸~o dos produtos terminol´gicos est´ relaca o a cionada ao processo de alfabetiza¸~o t´cnico - cient´ ca e ifica do p´blico n~o especialista. u a O p´blico n~o especialista passa a usar e incorporar os termos da l´ u a ingua de especialidade no l´xico individual. e A motiva¸ao da aquisi¸ao do produto terminol´gico por n~o especialistas nasce c~ c~ o a da necessidade de ordem profissional ou acad^mica. A funcionalidade dos l´xicos e e tem´ticos e seu uso padronizado resultam em efici^ncia e qualidade nos setores a e produtivos, porque melhora o processo de comunica¸ao verbal e escrita entre os c~ usu´rios diretos (os especialistas) ou indiretos (tradutores, int´rpretes, redatores a e t´cnicos, etc.). O uso de um padr~o terminol´gico acaba sendo positivo do ponto de e a o vista econ^mico e comercial, porque aumenta a competitividade e a dinamicidade o das trocas comerciais e intelectuais entre empresas, escolas e pa´ ises. O estudo da palavra tem v´rios percursos a serem percorridos ao longo da sua a trajet´ria hist´rica, e a palavra pode ser estuda por diferentes ci^ncias da linguagem: o o e a Lexicologia, a Lexicografia, a Terminologia e a Terminografia, sendo que as tr^s e ci^ncias que estudam o l´xico s~o: a Lexicologia, a Lexicografia e a Terminologia. e e a

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3.5

O Papel da Lexicologia na Forma¸~o do L´xico ca e Global de uma L´ ingua

Dentre as ci^ncias da linguagem, a Lexicologia ´ uma das ci^ncias mais antigas. e e e A Lexicologia ´ um dos ramos da Lingu´ e istica, cujo objeto de estudo cient´ ifico ´ o e l´xico, mais especificamente, das palavras de uma l´ e ingua. A Lexicologia se preocupa com o componente lexical geral n~o especializado das l´ a inguas. O l´xico de uma e l´ ingua ´ a primeira via de acesso a um texto que o falante tem para enxergar o e mundo [5]. ´ E atrav´s do l´xico de uma l´ e e ingua que o falante pode entrar em contato com valores sociais e tecnol´gicos. A palavra ´ o ve´ o e iculo de contato do falante com os costumes, cren¸as, inova¸~es tecnol´gicas, transforma¸~es sociais, econ^micas e c co o co o pol´ iticas de uma comunidade. Enfim, tudo que comp~e o universo f´ o isico de uma comunidade passa a ser representado e nomeado por meio de vocabul´rios t´cnicoa e cient´ ificos, vocabul´rios regionais, tecnoletos, formas verbais e sistemas onom´sticos. a a A Lexicologia est´ voltada ao estudo do l´xico de v´rios modos e com vis~es a e a o diferentes. Por exemplo, analisa o l´xico, define o universo lexical, o conjunto de voe cabul´rio, o l´xico efetivo e o virtual. Al´m disso, a Lexicologia conceitua e delimita a e e a unidade lexical de base (a lexia), analisa e descreve as estruturas morfol´gicas, o sint´ticas e sem^nticas das unidades lexicais. A Lexicologia tem-se preocupado com a a o estudo da cria¸ao lexical, ou mais recentemente, os neologismos. c~ Segundo Biderman [5], o l´xico se relaciona com o processo de nomear os seres e e objetos. O universo lexical de um grupo sintetiza a sua maneira de ver a realidade e a forma como estrutura o mundo que os rodeiam e designam as diferentes areas ´ de conhecimento. O componente lexical de uma l´ ingua ´ din^mico, pois amplia e se transmuta e a conforme crescem e se alteram as necessidades de refer^ncias designativas e cone ceituais das sociedades. Com isso, os repert´rios lexicais dos sistemas lingu´ o isticos s~o universos ilimitados e, por isso, n~o podem estabelecer rela¸oes sim´tricas, pois a a c~ e o l´xico se articula em combinat´rias sintagm´ticas, gerando um vasto labirinto de e o a significa¸ao lingu´ c~ istica. De modo geral, o estudo da Lexicologia vai desde a filologia e tradu¸ao at´ a c~ e confec¸ao de dicion´rios. No entanto, ´ no campo dos estudos lingu´ c~ a e isticos que ela se estabelece, pois subsidia os estudos que analisam as formas lexicais associadas ao tratamento dos repert´rios lexicais dos sistemas lingu´ o isticos. Por isso, constr´i e poso

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sui uma estreita rela¸~o com a ´rea de Lexicografia quando se observa o tratamento ca a que os dicion´rios d~o as unidades lexicais sejam elas complexas ou simples. a a ` No campo da Terminologia constatou-se que a Lexicologia ajuda no exame do comportamento morfossint´tico das terminologias, mostrando que a constitui¸ao a c~ estrutural das unidades terminol´gicas sintagm´ticas, predominantes no l´xico eso a e pecializado, n~o se distingue das unidades do l´xico geral de uma l´ a e ingua [7]. A Lexicologia oferece uma an´lise reflexiva do termo e auxilia a Terminologia, a contribuindo com o estudo da cria¸ao lexical, os neologismos, estabelecendo inoc~ va¸~es lexicais. co

3.6

Lexicografia e seu Lugar Hist´rico o

Entre as disciplinas que estudam o l´xico de uma l´ e ingua, a Lexicografia tem um lugar hist´rico, pois sua atividade ´ milenar. O in´ da Lexicografia come¸ou com o e icio c a elabora¸~o dos primeiros dicion´rios monol´ ca a ingues e bil´ ingues (latim e uma l´ ingua moderna) nos s´culos XV e XVI [5]. e ´ A Lexicografia ´ definida como a arte ou t´cnica de fazer dicion´rios. E a ci^ncia e e a e dos dicion´rios. A Lexicografia estuda a problem´tica dos dicion´rios e se ocupa das a a a t´cnicas do trabalho dicionar´ e istico que constr´i obras de refer^ncia. A Lexicografia o e ´ conduzida pela Terminologia, pois orienta seus fundamentos para o estudo te´rico e o e aplicado do termo. A Lexicografia se ocupa do estudo cient´ ifico da unidade lexical em diferentes contextos de uso profissional. O trabalho de qualquer dicionarista ´ registrar a norma lexical corrente de uma e sociedade. Para atingir esse objetivo, o lexic´grafo tem que reunir o l´xico geral de o e um idioma da maneira mais abrangente poss´ ivel. O dicion´rio geral de l´ a ingua mais atualizado inclui terminologias em seus repert´o rios, pois estas integram o componente lexical das l´ inguas. O dicion´rio geral de a l´ ingua registra informa¸~es etimol´gicas e gramaticais tais como: g^nero, ortografia, co o e reg^ncia, indica¸ao de usos regionais e profissionais. O dicion´rio ´ ent~o um objeto e c~ a e a cultural importante, porque passa a servir como uma fonte de refer^ncia sobre o e comportamento e a constitui¸~o das palavras de natureza lexical e gramatical [8]. ca Em sua ess^ncia, a Lexicografia era considerada como uma atividade aplicada. e Durante muito tempo, ela foi vista como uma atividade desprovida de car´ter a cient´ ifico, porque desde a sua antiga origem apenas se preocupava em correlacionar palavras e seus respectivos significados. Por isso, ela n~o apresentava um a saber te´rico, limitando-se apenas a ser vista como uma t´cnica de interpreta¸~o o e ca 47

sem^ntica, mas n~o como um estudo descritivo de uma l´ a a ingua. ´ E a partir da d´cada de 60 que a Lexicografia passa a se guiar por um paradigma e te´rico-sem^ntico trabalhando com o funcionamento morfossint´tico do l´xico. O o a a e estabelecimento desse paradigma conferiu a Lexicografia um car´ter descritivo e ` a alavancou o advento da Lexicografia Te´rica, cujo objeto de estudo ´ estabeleo e cer princ´ ipios e descrever os problemas e m´todos envolvidos nas aplica¸oes lexie c~ cogr´ficas. Enfim, a Lexicografia Te´rica passa a oferecer subs´ a o idios para o desenvolvimento da confec¸~o de dicion´rios gerais, pois estabelece a metodologia ca a cient´ ifica para a cria¸ao de dicion´rios. c~ a

3.7

A Terminologia e suas Aplica¸~es na Sociedade co Moderna

O l´xico de uma l´ e ingua ´ a pedra fundamental do estudo de todas as ci^ncias e e da linguagem: a Lexicologia, a Lexicografia, a Terminologia e a Terminografia. No caso da Terminologia n~o poderia ser diferente, pois o l´xico aqui estar´ inserido em a e a uma a´rea de conhecimento, ou seja, em um contexto t´cnico. Assim, a palavra ese e pecializada ou a unidade lexical estar´ sendo estudada cientificamente nos contextos a de uso profissional e acad^mico. e A Terminologia realiza o estudo te´rico e aplicado dos termos. Os termos s~o o a palavras t´cnicas que o falante se depara quando entra em contato com um texto e t´cnico ou cient´ e ifico (´rea de especialidade). Os termos revelam a especializa¸ao da a c~ a´rea de conhecimento e a caracteriza¸~o da linguagem de especialidade. e ca A linguagem de especialidade ´ um sistema de comunica¸~o usado por especiae ca listas de areas t´cnicas, cient´ ´ e ificas, etc., em uma situa¸ao de comunica¸~o especialic~ ca zada. Esse repert´rio lingu´ o istico n~o difere daquele usado na l´ a ingua comum, porque seu padr~o morfol´gico, fonol´gico, sint´tico e sem^ntico ´ semelhante ao padr~o da a o o a a e a l´ ingua comum ou l´ ingua geral. O padr~o da l´ a ingua de especialidade s´ difere na sele¸~o lexical, pois o termo o ca ´ sua marca registrada. O item marcado tematicamente ´ o termo. O termo ´ a e e e unidade lexical da linguagem de especialidade, da mesma forma que a palavra ´ a e unidade lexical da l´ ingua geral ou comum. Segundo Cabr´ [9] os termos permitem a transfer^ncia do conhecimento da area e e ´ de especialidade, pois s~o unidades de comunica¸~o e de express~o de uma ´rea de a ca a a conhecimento especializada. O termo ´ uma palavra "ativada por suas condi¸oes e c~ 48

pragm´ticas de adequa¸ao a um tipo de comunica¸~o". a c~ ca As "palavras", unidades lexicais, s´ se tornam termos quando s~o definidas e o a empregadas em textos de especialidade. Os textos de especialidade t^m por objetivo e transmitir uma informa¸ao. Os componentes lexicais especializados, presentes nesses c~ textos, possibilitam denominar objetos, processos e conceitos que as areas cient´ ´ ificas, t´cnicas e tecnol´gicas criam e delimitam. e o A estudiosa Lidia Almeida Barros [10] afirma que o termo ´ a unidade padr~o e a ´ da Terminologia. E uma unidade lexical com um conte´do espec´ u ifico dentro de um dom´ espec´ inio ifico. Segundo Barros, o conjunto de termos de uma area especializada ´ chama-se conjunto terminol´gico, e este conjunto denomina os seus conceitos. o O termo pode ser analisado sob o ponto de vista do significado e do significante, das rela¸oes de sentido que mant´m com os outros termos (sin^nimo, hom^nimos, c~ e o o etc.), de seu valor sociolingu´ istico (usos, prefer^ncias, conota¸~es, processo de bae co naliza¸ao, etc.) e outros. c~ Os termos s´ passam a existir como unidades terminol´gicas quando estiverem o o inseridos dentro de um determinado conjunto de conceitos de uma ´rea especializada. a As unidades lexicais convertem-se em unidades terminol´gicas porque se encontram o inseridas em um sistema lingu´ istico especializado, ou seja, o estatuto de uma unidade lexical especializada ´ definido por sua inser¸~o contextual [9]. e ca Uma ci^ncia s´ come¸a a existir ou consegue se impor na medida em que faz e o c existir e impor seus conceitos atrav´s das denomina¸oes. Denominar, isto ´, criar e c~ e um conceito, ´, ao mesmo tempo, a primeira e ultima opera¸~o de uma ci^ncia [11]. e ´ ca e Uma unidade terminol´gica consiste em uma palavra a qual se atribui um cono ` ceito com o seu significado, ao passo que, para a maioria dos linguistas atuais, a palavra ´ uma unidade insepar´vel composta de forma e conte´do. O conceito ´ e a u e o componente primordial para a atribui¸ao do status terminol´gico dado a uma c~ o unidade lexical da l´ ingua. O entendimento de uma unidade lexical da l´ ingua, enquanto termo, est´ apoiado na dimens~o conceitual do signo lingu´ a a istico, que responde, neste caso, pelo denominado conte´do especializado. u Uma unidade lexical s´ adquire o status de termo quando esta se distingue cono ceitualmente de outra unidade lexical de uma mesma terminologia. Al´m disso, as e unidades terminol´gicas n~o sofrem invariabilidade sem^ntica, pois as unidades tero a a minol´gicas n~o sofrem os efeitos de adquirirem significados diferentes dependendo o a do contexto discursivo que se encontram, mas limitam-se a expressar conte´dos das u ci^ncias e das t´cnicas. e e A precis~o conceitual contribui para elidir ambiguidades e jogos poliss^micos a e 49

frequentes no uso do l´xico geral da l´ e ingua, pois o objeto de interesse da Terminologia ´ somente o l´xico especializado. Por ser considerado um ramo da Lingu´ e e istica Aplicada, a Terminologia preocupa-se em organizar os termos t´cnico-cient´ e ificos de modo a favorecer a univocidade da comunica¸ao especializada. Os termos, signos c~ lingu´ isticos monoss^micos, veiculam somente o significado espec´ e ifico de cada area. ´ Os termos estabelecem uma unica refer^ncia com o mundo externo, sempre com ´ e uma vis~o da ´rea em que a unidade lexical est´ inserida [11]. a a a A Terminologia passa a representar fisicamente, atrav´s dos seus componentes e lexicais especializados, os conceitos (conte´do) de uma ci^ncia. Por isso, o deu e senvolvimento de uma ci^ncia sempre se encontra atrelado ao desenvolvimento e e ´ estabelecimento da constitui¸~o do seu conjunto terminol´gico. E ele quem realiza ca o a interface de comunica¸ao entre os especialistas de um mesmo campo de atua¸ao. c~ c~ Isso acaba favorecendo o processo de comunica¸~o entre especialistas, pois a exaca tid~o conceitual ´ considerada como a condi¸ao necess´ria para a transmiss~o de a e c~ a a conhecimento [11]. Cada vez mais, a Terminologia assume um papel importante na sociedade porque facilita e coopera com a integra¸~o entre as diferentes comunidades existentes e ca relacionadas aos processos de desenvolvimento e transfer^ncia de tecnologias. Para e os especialistas, a Terminologia ´ o reflexo formal da organiza¸ao conceitual de uma e c~ especialidade, ´ um meio inevit´vel de express~o e comunica¸ao profissional [11]. e a a c~

3.8

A Terminologia e sua Fun¸~o ca

A Terminologia tem como objeto de estudo o termo de uma area especializada. ´ Todas as unidades lexicais especializadas que receberam o status de termos passam por um recenseamento. Nesse recenseamento, todas as unidades terminol´gicas dos o dom´ inios especializados s~o estudadas, em uma ou mais l´ a inguas, e suas significa¸oes, c~ rela¸oes conceituais (onomasiologias) e profissionais s~o mantidas e consideradas. O c~ a recenseamento destas unidades terminol´gicas tem como objetivo a cria¸ao de obras o c~ de refer^ncia especializadas (aplica¸ao pr´tico-te´rica da Terminografia). e c~ a o A Terminografia procura compilar e sistematizar fisicamente o universo de termos que comp~em uma determinada area especializada. Ap´s isto, ela cria uma o ´ o obra e registra os termos de um dom´ inio com a finalidade de oferecer informa¸oes c~ conceituais e lingu´ isticas. A aplica¸~o pr´tica da Terminografia est´ relacionada ca a a com a produ¸~o de gloss´rios, dicion´rios t´cnicos ou terminol´gicos e bancos de ca a a e o dados. A Terminografia toma o termo como seu objeto de estudo para descrever, 50

formular, definir e conceituar um universo profissional. Entre os objetivos pr´ticos da Terminografia podemos destacar: (a) a identia fica¸ao das terminologias, (b) o reconhecimento da variedade de suas formas, tanto c~ no plano lingu´ istico como semi´tico, (c) os princ´ o ipios de an´lise do funcionamento a dos termos com inten¸~o de serem registrados como instrumento de refer^ncia especa e cializado. Neste sentido, os estudos Terminogr´ficos auxiliam na produ¸~o e no estabelea ca cimento de fundamentos dos princ´ ipios te´ricos e metodol´gicos para a aplica¸~o o o ca pr´tica da realiza¸~o das obras de refer^ncia. Os estudos terminogr´ficos buscam a ca e a a funcionalidade da obra produzida, a adequa¸ao das defini¸oes terminol´gicas, a c~ c~ o pertin^ncia das informa¸~es gramaticais, etc., que comp~em as obras de refer^ncia e co o e tem´ticas. a A ado¸ao de uma pr´tica te´rica e metodol´gica direciona o tratamento que deve c~ a o o ser dado as unidades terminol´gicas pois suas estruturas variam de acordo com o ` o conte´do de cada obra: gloss´rio terminol´gico monol´ u a o ingue, bi ou multil´ ingue, ou ainda um banco de dados de terminologias. Cada obra recebe um tratamento terminogr´fico diferente porque apresenta um universo diferente. Portanto, a Terminoa grafia busca na Terminologia a fundamenta¸~o te´rica para a pr´tica da elabora¸ao ca o a c~ de vocabul´rios t´cnicos, cient´ a e ificos e especializados. S~o estes estudos sobre os a termos que oferecem o suporte te´rico para a produ¸~o de obras terminogr´ficas. o ca a Nesse sentido, a Terminografia cria uma metodologia pr´pria para a elabora¸ao de o c~ dicion´rios terminol´gicos porque prop~e novos modelos de tratamento de dados e a o o analisa seu objeto de estudo (o dicion´rio) atrav´s de uma otica cient´ a e ´ ifica. Portanto, podemos afirmar que a Terminografia pode ser considerada uma ci^ncia e aplicada. As obras terminogr´ficas s~o elaboradas, antes de tudo, para oferecer a a informa¸oes de um determinado campo de conhecimento, relacionadas ao l´xico c~ e usado com valor especializado, e cujos conceitos s~o articulados pelas defini¸oes a c~ encontradas na pr´pria area de especialidade. o ´

3.9

Os Dicion´rios a

As obras de refer^ncia que cont^m no seu bojo o conjunto dos termos de um e e dom´ especializado (de uma t´cnica, uma ci^ncia, uma profiss~o etc.) s~o chamainio e e a a das de obras terminogr´ficas. As obras de refer^ncia que registram unidades lexicais a e em todas as acep¸oes em um sistema lingu´ c~ istico s~o chamadas de obras lexicogr´ficas, a a e seus representantes s~o os dicion´rios de l´ a a ingua e os dicion´rios especiais. Para a 51

Barros [12], de modo gen´rico, toda obra lexicogr´fica e terminogr´fica pode ser e a a chamada de repert´rio ou dicion´rio. o a Dentre os produtos lexicogr´ficos e terminol´gicos produzidos pelos lexic´grafos a o o e terminol´gos podemos citar, por exemplo, as seguintes obras: (a) os dicion´rios o a de l´ ingua, (b) os dicion´rios de terminologia, (c) as enciclop´dias, (d) os gloss´rios, a e a (e) o l´xico, etc. e Segundo Barbosa [13], um dicion´rio ´ uma obra que se situa no n´ do sistema a e ivel lingu´ istico e cont´m o conjunto das unidades lexicais de uma l´ e ingua em todas as acep¸oes e contextos. Por outro lado, o vocabul´rio situa-se no n´ da norma e c~ a ivel recobre um ou mais universos de discurso, e o conjunto vocabular tratado nesta obra constitui o subconjunto do universo lexical. Por fim, o gloss´rio situa-se no n´ da a ivel fala reunindo as palavras-ocorr^ncia de um texto espec´ e ifico. A realiza¸~o e produ¸~o de dicion´rios seguem certos crit´rios pr´-estabelecidos ca ca a e e quando o material est´ sendo coletado e compilado para confec¸~o da obra: (a) a ca o p´blico-alvo ´ um dos aspectos a serem considerados; (b) a relev^ncia das inu e a forma¸oes privilegiadas que podem ser de natureza lingu´ c~ istica e extralingu´ istica; (c) a disposi¸~o das entradas pela forma ou pelo conte´do que pode ser feita em ordem ca u alfab´tica ou em ordem pelo conte´do; (d) o n´mero de unidades lingu´ e u u isticas que dever~o compor a lista de entradas pode ser extensiva ou intensiva. Caso o trabalho a terminogr´fico d^ ^nfase em levantar o maior n´mero poss´ de unidades de uma a ee u ivel l´ ingua ou de um dom´ inio, a caracteriza¸~o ser´ extensiva. Se o objetivo do traca a balho for o de oferecer grande n´mero de informa¸oes (defini¸oes, etimologia, dados u c~ c~ hist´ricos, etc.), ent~o ela ser´ intensiva. o a a Na compila¸~o de vocabul´rios por dom´ ca a inio, um dos princ´ ipios a ser adotado ´ que os vocabul´rios de base de um dom´ e a inio s´ podem ser sistem´ticos e n~oo a a alfab´ticos, porque os vocabul´rios especializados seguem logicamente uma clase a sifica¸ao sistem´tica e por isso s~o chamados de vocabul´rios terminol´gicos. Porc~ a a a o tanto, a organiza¸ao da macroestrutura de um vocabul´rio deve exprimir as rela¸~es c~ a co existentes entre os conceitos, mas essa rela¸~o ´ inexistente nesses vocabul´rios, pois ca e a a classifica¸ao dos termos ´ de ordem alfab´tica. c~ e e

3.10

Terminologia e Tradu¸~o ca

A elabora¸~o de um produto lexicogr´fico e terminol´gico sempre est´ direca a o a cionada ao p´blico-alvo. A necessidade de consumo de obras de refer^ncia ´ vau e e riada podendo ser de ordem econ^mica, profissional, acad^mica e pessoal. Poro e 52

tanto, o p´blico-alvo de obras de refer^ncia ´ composto por estudantes, professores, u e e pesquisadores, acad^micos, tradutores, int´rpretes, redatores, revisores de textos e e e quaisquer especialistas que necessitem adquirir informa¸~es variadas sobre o dom´ co inio pesquisado. Com a maci¸a produ¸~o e interc^mbio de informa¸~es acad^micas e tecnol´gicas, c ca a co e o muitas pessoas se v^em obrigadas a adquirir conceitos que eram desconhecidos. A e necessidade de entrar em contato com um universo novo de conhecimento de uma area especializada induz o falante a se familiarizar com conceitos cujos significados ´ n~o fazem parte do seu l´xico global e do seu l´xico individual. a e e A falta de familiariza¸~o com novos conceitos e a necessidade de se consumir ca tecnologias estrangeiras, cujo idioma o falante n~o domina, influencia a produ¸~o a ca de obras de refer^ncia bil´ e ingues ou multil´ ingues. Portanto, as obras de refer^ncia e ajudam o falante a entrar em contato com a area de conhecimento. ´ O interesse por informa¸ao tecnol´gica e acad^mica e as transa¸oes comerciais e c~ o e c~ financeiras s~o fatores determinantes no incremento das rela¸oes internacionais, que a c~ influenciam a produ¸ao e o consumo de tradu¸ao t´cnica. Na pr´tica tradut´ria de c~ c~ e a o textos especializados, os tradutores acabam deparando-se com termos com graus de especificidade que possibilitam a veicula¸~o de conceitos pr´prios de uma area de ca o ´ conhecimento. Esses l´xicos tem´ticos representam uma forma de express~o t´ e a a ipica da comunica¸ao profissional. c~ As nomenclaturas cient´ ificas demonstram a necessidade dos cientistas inventarem uma linguagem pr´pria constitu´ de componentes gregos e latinos. A ado¸~o de reo ida ca cursos morfossint´ticos torna a comunica¸ao un´ a c~ ivoca porque foge das ambiguidades, das polissemias, dos sentidos conotados que a utiliza¸~o do l´xico geral da l´ ca e ingua favorece. Isto induz ` cria¸ao de l´xicos particulares por parte dos especialistas para a c~ e nomearem suas descobertas. Neste momento, o trabalho do tradutor acaba sendo valorizado e necess´rio, a porque suas tradu¸oes t´cnicas possibilitam as trocas de informa¸~es entre profissioc~ e co nais. Nas tradu¸~es t´cnicas, os tradutores s~o obrigados a atuar como termin´logos co e a o quando se deparam com termos que n~o configuram nos dicion´rios terminol´gicos a a o ou nos bancos de dados especializados. Os tradutores precisam ter n~o s´ o conhea o cimento das unidades terminol´gicas e forma¸ao te´rico-aplicada em terminologia, o c~ o mas acesso aos repert´rios terminol´gicos usados nas comunica¸oes especializadas o o c~ das duas l´ inguas. O tradutor compreende que uma boa tradu¸ao n~o deve apenas expressar o c~ a mesmo conte´do do texto de partida, mas faz^-lo com as formas que um falante u e 53

nativo da l´ ingua de chegada utilizaria, usando os mesmos recursos lexicais que o falante nativo da l´ ingua de chegada usaria. Para isto, os tradutores se valem de vocabul´rios monol´ a ingues, bil´ ingues ou multil´ ues ou ent~o realizam pesquisas ing¨ a terminol´gicas para fazerem seus trabalhos [14]. o Segundo Krieger e Finatto [15], os tradutores atuariam como terminol´gos para o solucionarem problemas com termos que n~o figuram nos dicion´rios terminol´gicos a a o editados sobre a mat´ria ou em bancos de dados especializados. A Terminografia e como a Terminologia se relacionam com a pr´tica tradut´ria porque as ferramentas a o b´sicas usadas pelo tradutor s~o as obras de refer^ncia, os dicion´rios, importantes a a e a instrumentos de trabalho para o tradutor. O que possibilita a ocorr^ncia da precis~o sem^ntico-conceitual na tradu¸ao de e a a c~ textos especializados ´ a utiliza¸ao de terminologia adequada. A adequa¸~o termie c~ ca nol´gica (precis~o sem^ntico-conceitual) possibilita o respeito ao estilo do texto, o o a a que em contrapartida ajuda a aceita¸ao deste na l´ c~ ingua de chegada. A aceita¸~o ca das tradu¸~es t´cnicas acontece porque o tradutor preocupa-se com a transfer^ncia co e e conceitual e denominativa que o uso da terminologia opera [16]. Do mesmo modo que os tradutores se preocupam em entender os conhecimentos te´ricos sobre a Terminologia e sua aplica¸ao pr´tica, a pr´pria Terminologia o c~ a o preocupa-se e interessa-se cada vez mais com a elabora¸~o de gloss´rios, dicion´rios ca a a t´cnicos e bancos de dados bi ou multil´ e ingues. A veicula¸ao e a divulga¸ao de Termic~ c~ nologia atrav´s de obras de refer^ncia mono, bi e multil´ e e ingue facilita a comunica¸ao c~ e a recupera¸ao da informa¸~o no ^mbito do conhecimento especializado. c~ ca a A tarefa de sistematizar e organizar uma terminologia bil´ ingue s´ pode ser exeo cutada adequadamente caso o termin´logo compartilhe com um tradutor essa tarefa. o Ambas as ´reas, Terminologia e Tradu¸~o, n~o se superp~em; pelo contr´rio, cada a ca a o a uma delas apresenta finalidade e produtos diferentes. A Tradu¸ao se preocupa e c~ se interessa com a produ¸~o de textos em outra l´ ca ingua. A Terminologia Aplicada ajuda na elabora¸~o de obras de refer^ncia. Embora a Tradu¸ao e a Terminologia ca e c~ possuam teorias e metodologias diferentes, as duas ci^ncias t^m um ponto em coe e mum, que ´ o interesse de melhorar e facilitar a comunica¸ao entre especialistas. e c~ As duas disciplinas s~o interdisciplinares porque se formaram a partir das ci^ncias a e cognitivas, da lingu´ istica e da teoria de comunica¸~o [17]. ca

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3.11

Interface entre Tradu¸~o e Terminologia ca

A finalidade da Tradu¸ao ´ a produ¸ao de textos em outra l´ c~ e c~ ingua. A Terminologia Aplicada concentra-se em gerar obras de refer^ncia tem´ticas que passam e a a ser instrumentos pragm´ticos facilitadores na execu¸ao do trabalho dos tradua c~ tores, int´rpretes, redatores t´cnicos, etc. A Terminologia realiza um trabalho de e e suporte quando elabora suas obras de refer^ncia para serem consumidas por esses e profissionais. Como afirma Aubert [18], os tradutores pertencem ao maior grupo de usu´rios finais da pesquisa terminol´gica (gloss´rios, dicion´rios t´cnicos, base a o a a e de dados terminol´gicos, etc.). o A parceria entre Tradu¸~o e Terminologia ´ muito ben´fica ao tradutor, pois na ca e e tradu¸ao de um texto especializado, o manejo preciso dos termos ajuda a qualificar o c~ trabalho desenvolvido. Em contrapartida, o uso correto e frequente de terminologias nas tradu¸~es especializadas ampliam as aplica¸oes terminol´gicas que passam a co c~ o ganhar um alcance mais extenso quando seus elementos encontram-se presentes em mais de um idioma. O tradutor geralmente n~o disp~e de obras de refer^ncia que contemplem a tera o e minologia da ´rea traduzida. Ele ´ obrigado a criar neologismos ou par´frases do a e a termo para resolver os problemas de equival^ncias sem^nticas. Neste caso, a termie a nologia ´ usada como uma ferramenta de tradu¸ao que ajuda o tradutor a encontrar e c~ a solu¸ao mais adequada. O tradutor com forma¸ao em Terminologia pode usar c~ c~ metodologia e recursos da Terminologia para elaborar invent´rios de termos mais a apropriados `s suas necessidades. a Em sua maioria, a estrutura¸ao dos termos t´cnico-cient´ c~ e ificos s~o unidades lexia cais complexas chamadas de sintagmas terminol´gicos. O reconhecimento de uma o unidade terminol´gica ´ dif´ o e icil. A identifica¸ao de um termo s´ ocorre quando c~ o conseguimos delimitar suas fronteiras (identificando seu in´ icio e seu fim). Outra dificuldade de identifica¸ao de um termo, tanto para o tradutor como para o terc~ min´logo, est´ relacionada ` aus^ncia de uma delimita¸ao (demarca¸ao) entre os o a a e c~ c~ limites r´ igidos do l´xico especializado e do geral, uma vez que o l´xico especializado e e vem sofrendo vulgariza¸~o devido ` ampla veicula¸ao favorecida pelas tecnologias ca a c~ da informa¸ao [19]. c~ Apesar das dificuldades apresentadas, a Terminologia amplia a compet^ncia texe tual da produ¸ao de textos t´cnico-cient´ c~ e ificos. A Terminologia oferece subs´ idios te´ricos e metodol´gicos para que o tradutor possa produzir textos com maior rigor o o terminol´gico da l´ o ingua de especialidade. Entretanto, a falta de forma¸~o te´rica em ca o 55

Terminologia acarreta em maior tempo gasto na tradu¸ao. Isto obriga o tradutor c~ a montar seu pr´prio material, podendo assim comprometer a qualidade do texto o traduzido. O fracasso do seu trabalho pode tamb´m estar associado ` falta de e a supervis~o de um especialista da ´rea de conhecimento. a a O tradutor torna-se um usu´rio mais aut^nomo, competente e constante da Lexia o cologia e Terminologia se adquirir treinamento e qualifica¸~o. Krieger e Finatto [20] ca afirmam que o tradutor n~o apresenta conhecimentos adequados para a utiliza¸ao a c~ apropriada dos princ´ ipios e orienta¸~es encontrados nos dicion´rios. Por isso, o co a tradutor n~o consegue tirar o m´ximo proveito concreto da pr´tica terminol´gica a a a o sob a forma de dicion´rios especializados. a O tradutor necessita de forma¸~o te´rica e pr´tica de Terminologia, pois neglica o a genciar as peculiaridades lingu´ istico-terminol´gicas de uma comunidade profissional o pode acarretar em mal sucedidas tradu¸oes que n~o atendam as expectativas dos c~ a ` leitores dessas comunidades [20]. A aquisi¸~o de forma¸~o na ´rea de Terminol´gica e o conhecimento da utica ca a o liza¸ao de ferramentas especificamente voltadas para a gest~o e caracteriza¸ao de c~ a c~ terminologias podem abrir novas perspectivas de atua¸~o profissional ao tradutor. ca Podemos citar alguns bons exemplos da utiliza¸ao e aplica¸~o pr´tica da termic~ ca a nologia nas ind´strias de programas computacionais que demandam conhecimentos u te´ricos e pr´ticos de algumas ferramentas de apoio a tradu¸ao e ` edi¸ao de texo a ` c~ a c~ tos. Essas empresas desenvolvem programas computacionais que buscam atender `s a necessidades de tradutores e de redatores. Outra aplica¸~o pr´tica da Terminologia ´ a produ¸ao de gloss´rios, dicion´rios ca a e c~ a a eletr^nicos e bancos de dados terminol´gicos on-line que possibilitam ao tradutor o o uma precis~o da escolha lexical. O recurso oferecido pelos programas de processaa mento de texto permitiu a inclus~o de um termo, express~o ou fraseologia compilada a a nos dicion´rios on-line. A Terminologia beneficia tanto a tradu¸~o como a gest~o a ca a de informa¸ao porque acentua a investiga¸~o da natureza lingu´ c~ ca istico-textual dos fen^menos observados nos textos t´cnico-cient´ o e ificos, quando ´ utilizada como uma e ferramenta funcional. A Terminologia ajuda o tradutor a compreender algumas especificidades do texto da linguagem t´cnico-cient´ e ifica, pois o tradutor percebe como os textos s~o organizados tanto no plano sint´tico como sem^ntico. a a a

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3.12

Tradu¸~o T´cnico-Cient´ ca e ifica, Reda¸~o T´cnica ca e e Gest~o de Informa¸~o a ca

A disciplina de Terminologia auxilia de maneira impec´vel o of´ a icio tradut´rio o porque, como j´ foi mencionado, amplia a compet^ncia textual e o conhecimento a e de uma area de especializa¸~o t´cnico-cient´ ´ ca e ifica. Ao mesmo tempo, a Terminologia tem proporcionado v´rias contribui¸oes uteis n~o s´ a tradu¸ao, mas como tamb´m a c~ ´ a o` c~ e a reda¸~o t´cnica e ` gest~o de informa¸ao. ` ca e a a c~ Krieger e Finatto [21] afirmam que o tradutor passa a ser um usu´rio completo a e competente quando estiver familiarizado e fizer uso constante da Lexicografia, da Terminografia, da documenta¸ao terminol´gica, de bases de dados, de tesauros, de c~ o gloss´rios, etc. Enfim, o tradutor dever´ estar familiarizado com obras que estejam a a conectadas aos bancos de dados informatizados. Naturalmente, o uso correto desses recursos s´ ser´ eficaz caso o tradutor tenha o a um treinamento pr´tico relacionado com a produ¸~o terminol´gica. S´ assim, o a ca o o tradutor pode tirar o m´ximo proveito dos dicion´rios especializados gerados pela a a produ¸ao terminol´gica. O tradutor precisa conhecer melhor os recursos. Isto na c~ o pr´tica nem sempre acontece porque muitos tradutores desconhecem esses recursos, a ou n~o sabem usar corretamente os dicion´rios, porque em geral n~o conhecem a a a muitos dos seus princ´ ipios e orienta¸~es. co O tradutor pode tamb´m usar ferramentas como os dicion´rios eletr^nicos e bane a o cos de dados terminol´gicos on-line para fazer consultas. Neste caso o tempo gasto o ser´ a metade do tempo total empregado em uma consulta a uma obra impressa. a Como sabemos, a escolha lexical mais adequada ao tradutor s´ ´ poss´ se os meios oe ivel automatizados s~o empregados com adequa¸ao. Atualmente o uso operacional do a c~ computador e da INTERNET permite agilizar e gerenciar a produ¸ao textual, uma c~ vez que o tradutor consegue inserir nos seus textos de trabalho os recursos encontrados nos dicion´rios on-line sobre um termo, express~o ou fraseologia. a a A Terminologia Aplicada, seja atrav´s do ponto de vista pr´tico ou te´rico, pode e a o beneficiar tanto a gest~o de informa¸oes como tamb´m a tradu¸ao na medida que a c~ e c~ acentua e investiga a natureza lingu´ istico-textual dos fen^menos observados nos texo tos t´cnico-cient´ e ificos. O estudo e descri¸~o sobre o texto especializado ajudam tanto ca o termin´logo como o tradutor a resgatar significados, compreender melhor as especio ficidades dos textos e da linguagem t´cnico-cient´ e ifica, pois os textos especializados s~o din^micos e apresentam uma densidade de termos muito elevada [20]. a a

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3.13

Tradu¸~es, Gest~o e Reconhecimento de Terco a minologias

A car^ncia de obras de refer^ncia em portugu^s brasileiro obriga os tradutores a e e e agir como pesquisadores das linguagens especializadas, criando assim seus pr´prios o gloss´rios. Esses profissionais muitas vezes n~o apresentam forma¸ao metodol´gica a a c~ o ou ferramentas apropriadas para a execu¸ao dessas tarefas [20]. A car^ncia de c~ e recursos e instrumentos nesta ´rea obriga o tradutor ` produzir seu pr´prio material a a o de apoio o que acarreta em maior tempo gasto na tradu¸ao e a realizar tradu¸oes c~ c~ mal sucedidas, que n~o atendem as expectativas dos leitores dessa comunidade. a ` Observa-se, cada vez mais, a necessidade e a demanda pelo processamento de linguagem t´cnico-cient´ e ifico. Nessas linguagens, a terminologia tem papel importante porque est´ relacionada ` produ¸~o de dicion´rios, de bases de dados, que operam a a ca a como verdadeiras bases de conhecimentos. Enfim, a tradu¸ao e a gest~o de informa¸~o podem ser muito beneficiadas com c~ a ca a pr´tica e a teoria terminol´gica ` medida que se amplia e reafirma a investiga¸ao da a o a c~ natureza lingu´ istico-textual dos fen^menos encontrados nos textos t´cnico-cient´ o e ificos. Pretendemos usar essas reflex~es te´ricas na elabora¸~o do Dicion´riodo Ingl^so o ca a e Portugu^s e, tamb´m, na an´lise dos dados. No pr´ximo cap´ e e a o itulo descreveremos as etapas da pesquisa, bem como faremos uma descri¸ao dos corpora utilizados na c~ an´lise. a

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Cap´ itulo 4 Metodologia e Estabelecimento do Corpus

Este cap´ itulo tem por objetivo elucidar o percurso metodol´gico percorrido duo rante esta investiga¸~o: o planejamento da pesquisa, a elabora¸ao do perfil tem´tico ca c~ a da area, a constitui¸ao dos corpora, a coleta dos termos e seu armazenamento, ´ c~ a organiza¸ao das informa¸~es referentes as unidades, a elabora¸ao da estrutura c~ co ` c~ hier´rquica do vocabul´rio do Check-list, a aplica¸~o real do uso do Check-list, bem a a ca como a descri¸ao e an´lise das suas unidades terminol´gicas, e a elabora¸~o da obra c~ a o ca terminogr´fica. a

4.1

O Planejamento da Pesquisa

A proposta do nosso trabalho nasceu de uma d´vida surgida desde a ´poca em u e que curs´vamos a disciplina de Tradu¸ao Juramentada do Curso de P´s-Gradua¸ao a c~ o c~ Lato Sensu em Tradu¸ao, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ci^ncias Humanas da c~ e Universidade de S~o Paulo. a Nessa ´poca participamos do treinamento para funcion´rios realizado na Acae a demia TAM. Observamos, durante a realiza¸ao desse semin´rio, a falta de material c~ a de apoio, como por exemplo, dicion´rios terminol´gicos bil´ a o ingues ou dicion´rios de a l´ ingua geral, gloss´rios para nos auxiliar no trabalho de interpreta¸~o dos cursos a ca realizados sobre sistemas operacionais do projeto AIMS (Airline Information Management System). O AIMS ´ um sistema integrado usado em plataforma Windows e 2000/2003 para clientes de empresas a´reas. A finalidade do AIMS ´ realizar as e e seguintes tarefas: (a) gerenciamento de voos, (b) controlar e reduzir custos relacionados com a tripula¸ao t´cnica e comercial e com a aeronave, (c) fornecer apoio c~ e 59

t´cnico para a tripula¸ao t´cnica e comercial, (d) dar suporte administrativo, (e) e c~ e cuidar das reservas de hotel, de transporte e da comunica¸~o. O uso eficiente do ca programa AIMS ajuda empresas a´reas a melhorar a efici^ncia e a produtividade e e operacional, minimizando o cansa¸o da tripula¸~o t´cnica e comercial, promovendo c ca e assim a seguran¸a de voo e aumentando o moral da tripula¸~o. c ca Portanto, nossa motiva¸ao foi a inexist^ncia de uma descri¸~o adequada e extenc~ e ca siva do vocabul´rio do Check-list e quais itens s~o priorizados nesta lista de procea a dimentos operacionais em l´ ingua portuguesa. Embora o mercado da Avia¸ao Civil c~ seja desenvolvido e economicamente muito atuante, n~o existe uma pol´ a itica eficaz no segmento de publica¸~o bil´ ca ingue para os profissionais e usu´rios desta atividade a comercial. Para a elabora¸ao da metodologia deste trabalho tivemos como objetivos a comc~ pila¸ao, a descri¸~o e a an´lise do vocabul´rio do Check-list em l´ c~ ca a a ingua portuguesa e em l´ ingua inglesa a partir dos contextos de ocorr^ncia selecionados. e O resultado pr´tico deste trabalho de investiga¸~o lingu´ a ca istica ´ a produ¸~o de e ca uma obra terminogr´fica e sua posterior publica¸ao e utiliza¸~o na Avia¸ao Comera c~ ca c~ cial. O recorte da area, da sub´rea e do tema pode ser sintetizado da seguinte maneira: ´ a 1. Tema (grande ´rea de conhecimento): Ci^ncia da Aeron´utica; a e a 2. Subtema (´rea de conhecimento): Avia¸ao Comercial; a c~ ´ 3. Area: Procedimentos Operacionais de Cabine; 4. Sub´rea: Check-list utilizado nos procedimentos executados na cabine da a aeronave; 5. Objeto de estudo: Manuais operacionais de voos para pilotos, manual de manuten¸~o e Quick Reference Handbook ; ca 6. Organiza¸~o: Ordem alfab´tica; ca e 7. Tratamento: Bil´ ingue; 8. Idiomas: Ingl^s (l´ e ingua de partida), Portugu^s (l´ e ingua de chegada).

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4.2

Fundamenta¸~o Te´rica ca o

Adotamos obras das areas de Lingu´ ´ istica, Lexicologia, Terminologia e Tradu¸ao c~ na elabora¸ao do modelo terminogr´fico a ser adotado nesta pesquisa. O entendic~ a mento inicial dos temas essenciais do Check-list e os itens nele priorizados para a elabora¸ao do seu perfil tem´tico, que direcionou a coleta de termos, deu-se a partir c~ a da leitura da obras: · Aeronaves e Motores: Conhecimentos T´cnicos [22], e · Aero Magazine (fevereiro a novembro de 2006, mar¸o, maio, junho julho e c outubro de 2007, e fevereiro de 2008), · TAM Safety Digest (n 11 de 2006 e n 6 de 2007), · TAM Safety Magazine (n 10 de 2005/2006), · TAM Safety News (outubro/2006, janeiro/2007, janeiro/2008, fevereiro/2008), · Sistema de Radar Meteorol´gico (arquivo eletr^nico/CD/2007), o o · TAM Flight Safety (arquivo eletr^nico/CD/2007). o Com o prop´sito de obtermos subs´ o idios suficientes para a metodologia da nossa pesquisa, foram pesquisados o manual de terminologia Pavel e Nolet [23], as normas internacionais ISO 704/2000 e ISO 1087/2000.

4.3

Elabora¸~o do Perfil Tem´tico do Check-list ca a

A elabora¸~o do perfil tem´tico do Check-list iniciou-se com a defini¸ao apresenca a c~ tada no Cap´ itulo 2 sobre a navega¸ao a´rea. O Check-list ´ uma s´rie de procedimenc~ e e e tos que devem ser executados e que s~o divididos em v´rios itens: inspe¸~o externa, a a ca inspe¸ao interna, checagem ap´s a partida, checagem durante o voo, checagem ap´s c~ o o o pouso, entre outros. A defini¸~o acima citada nos permitiu identificar quatro grandes campos tem´ticos ca a para a execu¸~o do Check-list de acordo com a situa¸ao de aeronavegabilidade que ca c~ o piloto dever´ adotar: (a) procedimentos normais; (b) procedimentos anormais; (c) a procedimentos de emerg^ncia e (d) procedimentos suplementares. Todos estes procee dimentos t^m a finalidade de manter a integridade f´ e isica da aeronave, da tripula¸ao c~

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Figura 4.1: O organograma ilustra as quatro grandes ´reas do Check-list. a

e dos passageiros. Os procedimentos operacionais na ´rea de Avia¸ao Comercial s~o a c~ a sin^nimos de seguran¸a. o c Os procedimentos normais s~o todas as atividades operacionais executadas a durante todas as fases do voo sem que haja a necessidade de executar-se qualquer procedimento em modo manual. Procedimentos anormais s~o realizados quando a acontece alguma falha de algum equipamento. Os procedimentos de emerg^ncia e ocorrem quando alguma anomalia ´ descoberta na aeronave. Procedimentos sue plementares s~o propostas de melhorias executadas no equipamento como, por a exemplo, um upgrade do sistema, a redu¸ao de ru´ c~ ido, etc. Todo o perfil tem´tico da sub´rea percorreu um longo caminho at´ ser totalmente a a e elaborado. A execu¸ao de um Check-list s´ ocorre porque existe uma necessidade c~ o real e obrigat´ria exigida pela ANAC, pelo fabricante da aeronave e pela empresa o a´rea. Esses procedimentos poder~o colocar em a¸~o ou acionar um ou v´rios sise a ca a temas operacionais, dependendo da especificidade de navegabilidade desejada para se operar a aeronave. Em uma aeronave moderna, existem v´rios sistemas que s~o operados em modo a a autom´tico e manual. A utiliza¸~o do modo autom´tico ´ realizada pelos coma ca a e putadores de bordo que executam os diferentes comandos. A execu¸ao dos comanc~

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Figura 4.2: O organograma ilustra os diferentes modos operacionais de uma aeronave.

dos possibilita a navegabilidade, a efici^ncia e a seguran¸a de voo. A utiliza¸~o do e c ca modo manual possibilita que a execu¸~o dos comandos seja realizada pela tripula¸~o ca ca t´cnica (comandante e co-piloto). A utiliza¸~o dos dois modos possibilita que a aee ca ronave seja operada com seguran¸a proporcionando uma navegabilidade eficiente e, c ao mesmo tempo, mant´m a integridade f´ e isica da aeronave, da tripula¸ao t´cnica, c~ e da tripula¸ao comercial (comiss´rio de bordo) e dos passageiros. c~ a A aeronave pode ser pilotada em modo manual, ou com o piloto autom´tico. A a aeronave tem dois modos de opera¸ao, o modo chamado de Selected e o de Managed. c~ Ambos os modos s~o usados com o piloto autom´tico acoplado. O modo manual a a ´ usado at´ ap´s a decolagem. A 500 p´s de altura (150 m), a tripula¸ao t´cnica e e o e c~ e acopla o piloto autom´tico e, a partir da´ os pilotos usam ou o modo Selected ou o a i, modo Managed. O modo Selected ´ usado quando o piloto seleciona as alturas, proas e e velocidades manualmente para cada trecho a ser voado. O modo Managed ´ usado e quando o piloto autom´tico recebe todas essas informa¸~es do sistema de guiamento a co e gerenciamento de voo, onde todo o voo est´ previamente programado. O uso do a piloto autom´tico ´ feito logo ap´s a decolagem, e at´ bem pr´ximo ao pouso na a e o e o maior parte dos casos. Nas opera¸oes do sistema de pouso, Categoria II, o avi~o c~ a pousa sozinho sob o comando do piloto autom´tico. Ap´s o pouso cabe ao piloto a o apenas desacoplar o piloto autom´tico e taxiar a aeronave at´ o estacionamento. a e Normalmente, o modo manual ´ usado quando, por motivos de tr´fego a´reo ou e a e meteorol´gicos, os pilotos t^m que desviar o avi~o do plano de voo programado no o e a sistema de guiamento e gerenciamento de voo.

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4.4

O Estabelecimento do Corpus e Compila¸~o ca dos Termos

4.4.1

O Termo Corpus

Cabr´ [24] define o termo corpus como documento de pesquisa terminol´gica, e o enquanto que Sardinha [25] afirma que um corpus ´ constitu´ de acordo com e ido crit´rios lingu´ e isticos expl´ icitos com o prop´sito expl´ o icito de ser objeto de pesquisa lingu´ istica, por isso ´ enriquecido com informa¸oes lingu´ e c~ isticas de v´rios tipos (mora fol´gica, sint´tica, sem^ntica, etc. Aubert [26] define corpus como sendo fontes de o a a pesquisa terminol´gica, onde podemos achar os termos em contextos cuja an´lise o a revela o conte´do nocional, ou conceitual dos termos. Portanto, na constitui¸~o de u ca um corpus devem-se considerar v´rios pontos importantes: (a) os dados devem ser a aut^nticos; (b) o prop´sito do corpus ´ de ter a finalidade de ser um objeto de estudo e o e lingu´ istico; (c) o conte´do do corpus deve ser criteriosamente escolhido; (d) deve ser u representativo de uma l´ ingua de variedade ou especialidade; (e) deve ser vasto para ser representativo; (f) seus dados devem ser leg´ iveis por computador. Neste trabalho, a maioria dos textos utilizados para o estabelecimento dos corpora e para a coleta de dados est´ dispon´ em forma eletr^nica. Eles foram cedidos a ivel o pelas empresas a´reas e pelos centros de treinamento de pilotos da Avia¸ao Militar e c~ e Civil, ou disponibilizado em sites na Internet.

4.4.2

Sele¸~o e Tipos de Fontes e sua Adequa¸~o ca ca

A pedra fundamental da nossa pesquisa ´ o conceito, o significado espec´ e ifico do termo, no ambito da linguagem de especialidade pesquisada. A investiga¸~o termi^ ca nol´gica busca o estabelecimento de equival^ncias (perspectivas bil´ o e ingues) atrav´s e da determina¸~o do termo equivalente em outra l´ ca ingua ou que mais se aproxime dele. Com o objetivo de assegurar que o procedimento de equival^ncia fosse atingido, e inclu´ imos uma sele¸ao de fontes de consulta confi´veis. Por isso, utilizamos textos c~ a produzidos pelos fabricantes de aeronaves usadas na Avia¸ao Civil e Militar. Os c~ textos selecionados apresentam os termos mais usados por pilotos e comandantes quer em comunica¸~o escrita quer comunica¸~o oral. Com isto, pudemos respeitar ca ca e satisfazer o crit´rio de confiabilidade. [27] e O segundo crit´rio adotado foi a adequa¸~o das fontes selecionadas para compor e ca

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o corpus da pesquisa. Uma fonte de consulta adequada deve n~o s´ confirmar a a o exist^ncia do termo, mas conter tamb´m expresso os tra¸os conceptuais relevantes e e c para o estabelecimento da rela¸ao no¸~o/designa¸~o, e distinguir um termo dos c~ ca ca demais termos da l´ ingua de especialidade. [28] Para o estabelecimento dos corpora utilizamos os textos de car´ter explicativo e a definit´rios. Os textos dessa natureza s~o mais adequados para a investiga¸ao tero a c~ minol´gica porque apresentam tra¸os conceptuais pertinentes espec´ o c ificos do termo, ou ent~o apresentam tra¸os conceptuais distintos do termo sob observa¸~o. [29] a c ca Com o prop´sito de obtermos subs´ o idios suficientes para a metodologia do nosso trabalho, foram pesquisados in´meros documentos publicados por fontes oficiais tais u como da ANAC, COMAER, ICAO: RBHA 01(2005), RHBA 61 (2006), RHBA 63 (2006), RHBA 65 (2001), RBHA 91 (2005), RBHA 119 (2003), RBHA 121 (2005), RBHA 135 (2003), RBHA 137 (1999), RHBA 140 (2006), RHBA 141 (2005), RHBA 142 (2003 e 2001) e Regras do Ar e Servi¸os de Tr´fego A´reo (ICAO, 2007). Todos c a e os textos acima citados podem ser encontrados no site da ANAC. Os Regulamentos Brasileiros de Homologa¸ao Aeron´utica (RBHA) s~o emitidos c~ a a em cumprimento ao Art. 1 , § 1 e ao Art. 66, § 1 , ambos pertencentes ao C´digo o Brasileiro de Aeron´utica, Lei n 7565, de 19/12/86, e ao item 5 do Art. 5 , da a Portaria n 453/GM5, de 02/08/91, que disp~em sobre o Sistema de Seguran¸a o c de Voo. Os Regulamentos Brasileiros de Homologa¸ao Aeron´utica, denominados c~ a simplificadamente de RBHA, t^m por objetivo: e 1. estabelecer padr~es m´ o inimos de seguran¸a para a Avia¸ao Civil brasileira com c c~ base nos padr~es e recomenda¸~es contidos nos Anexos 1, 6, 7, 8, 9, 14, 16, 17 o co e 18 da Conven¸~o da Avia¸~o Civil Internacional; ca ca 2. estabelecer padr~es administrativos e de homologa¸~o de empresas relativos a: o ca · projetos, materiais, m~o de obra, constru¸ao e desempenho de aeronaves, a c~ motores, h´lices e demais componentes aeron´uticos; e e a · inspe¸oes, manuten¸ao em todos os n´ c~ c~ iveis, reparos e opera¸ao de aeroc~ naves, motores, h´lices e demais componentes aeron´uticos. e a Atendendo a tend^ncia internacional de uniformizar os padr~es aeron´uticos, ` e o a como preconizados pela Organiza¸~o da Avia¸~o Civil Internacional, os RBHA s~o ca ca a baseados em modelos mundialmente aceitos como os FAR (Federal Aviation Regulations) dos Estados Unidos da Am´rica, os BCAR (British Civil Airworthiness Regue lations) e os CAIP (Civil Aircraft Inspection Procedures) ambos do Reino Unido da 65

Gr~-Bretanha, os R`glement del'Air, e os JAR (Joint Airworthiness Requirements) a e da Comunidade Econ^mica Europ´ia, entre outros. o e O Brasil adota como forma b´sica dos RBHA a forma usada pelos FAR dos a Estados Unidos da Am´rica. Esta ado¸ao ´ baseada, fundamentalmente, no fato e c~ e de que, n~o s´ em termos de importa¸ao e exporta¸ao de material aeron´utico a o c~ c~ a como tamb´m em termos do RBHA 01 das atividades da ind´stria de transporte e u a´reo, os Estados Unidos da Am´rica constituem o maior mercado aeron´utico do e e a mundo. Al´m disso, por serem os FAR os regulamentos mais difundidos em todo o e mundo, essa forma b´sica facilita as rela¸~es internacionais aeron´uticas, sendo esse a co a procedimento adotado por diversos outros pa´ ises. A ICAO 100-12 Regras do Ar e Controle de Tr´fego A´reo ´ uma instru¸ao a e e c~ adotada pela ANAC, cuja finalidade ´ organizar o espa¸o a´reo e dar cad^ncia nas e c e e instru¸oes que normatizam, regulamentam e direcionam a rotina operacional do c~ tr´fego a´reo no Brasil. As normas estabelecidas e descritas nesta instru¸ao s~o de a e c~ a observ^ncia obrigat´ria, aplicam-se `s aeronaves que utilizem o espa¸o a´reo sob a o a c e jurisdi¸ao do Brasil. c~ A norma ISO 704/2000 apresenta os princ´ ipios terminol´gicos e m´todos baseao e dos nas correntes de pensamentos em vigor e as pr´ticas em terminologias. A ISO a 704/2000 tem tamb´m a finalidade de padronizar os elementos essenciais para a e qualifica¸ao do trabalho terminol´gico. O objetivo desta norma ´ fornecer uma c~ o e plataforma comum de pensamento e explicar como este pensamento pode ser melhorado por uma organiza¸ao ou por indiv´ c~ iduos que trabalhem com a terminologia. O principal objetivo da norma ISO 1087/2000 ´ fornecer uma descri¸~o sist^mica e ca e dos conceitos no campo da terminologia e esclarecer o uso dos termos deste campo de estudo. A compila¸~o deste vocabul´rio fornece um f´rum para a an´lise, discuss~o ca a o a a e coordena¸ao dos conceitos mais relevantes estabelecidos na ISO/TC 37 (Technical c~ Committee). O manual terminol´gico [23] foi uma importante fonte de consulta para definir o a macroestrutura e a microestrutura do dicion´rio bil´ a ingue Ingl^s-Portugu^s da e e sub´rea do Check-list. Os dicion´rios terminol´gicos [30­32], foram fontes uteis a a o ´ para comparamos as defini¸oes existentes e compiladas nestes dicion´rios com as c~ a defini¸oes das unidades terminol´gicas estudadas e analisadas neste trabalho. c~ o Por fim, foram pesquisados materiais did´ticos publicados por Marinoto [33] e a Homa [22], e consultamos v´rios especialistas da area que trabalham em empresas a ´ a´reas e desenvolvem diferentes fun¸~es nesses locais. e co O livro publicado pela editora ASA, do autor Marinotto [33], apresenta um 66

curso de Ingl^s para avia¸ao com caracter´ e c~ isticas singulares, tais como: (a) o curso ´ sequenciado e possui uma linha tem´tica; (b) as partes (n´ e a iveis)s~o independentes a e apoiadas por atividades audio-orais, audio-escritas e exerc´ ´ ´ icios especiais; (c) as situa¸oes s~o aquelas que normalmente ocorrem em Avia¸~o; (d) as atividades rec~ a ca querem participa¸ao ativa do aluno. c~ O livro do autor Homa [22], publicado pela editora ASA, apresenta um curso de conhecimentos t´cnicos sobre aeronaves e motores para pilotos privados, e destinae se a preparar o candidato para os exames te´ricos exigidos pela ANAC. O livro o tamb´m inclui no seu conte´do program´tico assuntos para preparar e informar o e u a piloto comercial. Ap´s uma longa e extensa pesquisa de campo para a aquisi¸ao e sele¸ao do mao c~ c~ terial que era adequado ao nosso trabalho, selecionamos os materiais abaixo citados para compormos os nossos corpora. Os textos que nortearam a pesquisa s~o aqueles a usados por profissionais da area de conhecimento de Avia¸~o Comercial, sub´rea do ´ ca a Check-list. Todos os textos fazem parte dos manuais usados por pilotos durante os treinamentos nas Escola de Especialista e durante as pr´ticas feitas no simulador a e no Procedimentos operacionais de cabine das empresas a´reas brasileiras. Foram e pesquisados os manuais usados na manuten¸ao das aeronaves que o departamento c~ de engenharia t´cnica de voo e engenharia de manuten¸ao utilizam para fazer a e c~ manuten¸~o peri´dica das aeronaves. ca o Os manuais utilizados para a elabora¸~o do corpus da nossa pesquisa foram: ca · FCOM 1 System Description 1, · FCOM 2 Flight Preparation 2, · FCOM 3 Flight Preparation 3, · FCOM 4FMG's Pilot's Guide 4, · Quick Reference Handbook (QRH), · Aircraft Maintenance Manual (AMM) A340-500-600, · TAM A319/A320/A321 Flight Crew Course Disk 1, 2, 3 e 4. O nosso corpus documental (corpus do qual se extraem os termos) foi constitu´ ido pelos textos retirados do Aircraft Maintenance Manual (AMM) A340-500-600, Quick Reference Handbook, TAM A319/A320/A321 Flight Crew Course Disk 1/4, TAM

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A319/A320/A321 Flight Crew Course Disk 2/4, TAM A319/A320/A321 Flight Crew Course Disk 3/4, TAM A319/A320/A321 Flight Crew Course Disk 4/4. No estabelecimento deste corpus foram considerados os seguintes aspectos para a extra¸ao dos termos que iriam compor o dicion´rio bil´ c~ a ingue: · o princ´ ipio da necessidade da unidade terminol´gica, (ex: anti-skid, pack, hyo draulic system etc.); · o princ´ ipio da utilidade da unidade terminol´gica, (ex: Ground Positioning o Warning System (GPSW), Traffic Collision Avoidance System (TCAS)); · o princ´ do uso da unidade terminol´gica, (ex: emergency procedure, normal ipio o procedure and abnormal procedure). O corpus par^metro (fornece a sele¸~o e as defini¸~es dos termos, bem como a a ca co escolha dos contextos) foi constitu´ pelos FCOM 1 e FCOM 4, e posteriormente ido pelos FCOM 3 e FCOM 4. No nosso corpus de an´lise (conjunto dos termos da a pesquisa), levantamos todos os termos poss´ iveis que pudessem fazer parte da nossa pesquisa. Para isto, utilizamos os seguines crit´rios: e · O quantitativo verifica a frequ^ncia do termo dentro dos manuais pesquisado, e garantindo assim, o estatuto terminol´gico da unidade lexical avaliada. o · O qualitativo localiza e determina quais unidades est~o sendo utilizados como a termos dentro da ´rea, sendo que sua utiliza¸ao depende da defini¸~o da a c~ ca acep¸ao e de consultas aos dicion´rios de l´ c~ a ingua e terminol´gicos. Al´m disso, o e consideramos o aspecto de informatividade das unidades, isto ´, unidades e com acep¸~es relacionadas diretamente ao Check-list e aquelas que adquirico ram novos conceitos quando utilizadas pelos pilotos. Por fim, inclu´ imos o grau de especialidade, pois atrav´s dele podemos verificar quais unidades tere minol´gicas s~o demasiadamente especializadas porque apresentam conceitos o a muitos espec´ ificos ou comuns, como por exemplo, aqueles relacionados com as fun¸oes matem´ticas ou f´rmulas qu´ c~ a o imicas (Mach number, ground speed mini function, ground speed mode, cost index, etc.). Todos os manuais, que foram usados no estabelecimento dos corpora da nossa pesquisa, s~o publica¸~es realizadas pelo fabricante do Airbus. A Airbus ´ agora uma a co e unica empresa EADS (European Aeronautics Defense and Space Company), com ´ uma raz~o social unica para fabrica¸~o do Airbus. No in´ (29 de maio de 1969) a a ´ ca icio 68

Airbus era apenas um cons´rcio firmado entre o ministro do transporte franc^s, Jean o e Chamant, com o ministro da economia alem~, Karl Schileer. O cons´rcio firmado a o entre os dois pa´ s´ aconteceu em 18 de dezembro de 1970, quando a Airbus Indusises o trie foi oficialmente criada com o nome GIE. Nesta ´poca a empresa foi constitu´ e ida com uma raz~o social que abrangia o cons´rcio franco-germ^nico, formados pelos a o a seguintes grupos: France's Aerospatiale (fus~o da SEREB, Sud Aviation e Nord a Aviation) e pelo Germany's Deutche Airbus (grupo formado por quatro empresas alem~s: Messerschmittwerke, Hamburger Flugzeugbau, VFW GmbH e Siebelwerke a ATG). Essa primeira fase de parceria comercial entre todas essas empresas possibilitou a assinatura de um acordo comercial que proporcionou o lan¸amento do c A330. Logo em seguida, a fabricante espanhola de aeronaves, Spain's Construcciones Aeronauticas SA (CASA) consegui o contrato para construir a cauda horizontal do A330, e com isto, passou a ter uma participa¸~o acion´ria de 4.2% neste cons´rcio. ca a o Os dois maiores acionistas do cons´rcio Airbus naquele momento eram as empresas o Aerospatiale e Deutsche Airbus (47,9%). Em seguida a empresa brit^nica, Hawkes a Siddeley Aviation investiu £35 milh~es em m´quinas para desenhar e construir as o a asas do A330. Por fim a empresa americana, General Electric (GE) uniu-se a este grupo de empreendedores com a finalidade de construir o motor da aeronave (GE CF6-50A). No entanto, hoje a Airbus ´ parte da EADS, empresa l´ e ider de mercado na produ¸~o de aeronaves equipadas com os produtos mais modernos e abrangentes ca deste mercado. As aeronaves constru´ idas pela EADS s~o modernas e extremamente a caras (um Airbus 320 custa aproximadamente 50 milh~es de d´lares). o o Ap´s o estudo constante e sistem´tico de todos os manuais, os pilotos est~o o a a qualificados e habilitados a operar o Airbus com seguran¸a e destreza. O QRH c ´ usado como fonte de consulta r´pida toda vez que o piloto ou o comandante e a precisar certificar-se qual conduta deve tomar. O tripulante, geralmente, ter´ que a realizar um procedimento at´ ipico, isto ´, realizar algo que foge da rotina operacional e normal treinada e realizada regularmente em todos os voos e nos cursos de reciclagem (refreshing course). O FCOM 1 System Description 1 descreve os sistemas, os componentes e quais s~o as suas fun¸~es. O piloto tem por obriga¸ao saber todo o conte´do deste maa co c~ u nual. Ele deve conhecer e descrever a fun¸ao dos sistemas: hidr´ulico, pneum´tico, c~ a a el´trico, motor, pressuriza¸ao, navega¸~o, ar condicionado, etc. Ap´s ter estudado e c~ ca o e memorizado o conte´do deste manual, o piloto passar´ por treinamento de cabine u a no simulador. Ao t´rmino deste treinamento, ele estar´ apto a executar todos os e a 69

comandos e procedimentos necess´rios para garantir um voo seguro e confort´vel a a aos seus passageiros e para a tripula¸ao comercial. c~ O FCOM 2 Flight Preparation 2 traz informa¸~es sobre procedimentos de aterco rissagem, opera¸~es especiais, planejamento de voo, carregamento de carga, comco bust´ ivel, temperatura, sistema de compartimento de carga, tabelas, gr´ficos, peso, a neblina, etc. O FCOM 3 Flight Preparation 3 apresenta informa¸~es sobre procedimentos co relacionados com as fases de voo, princ´ ipios de administra¸ao do voo, planejamento c~ de voo tempor´rio e secund´rio, opera¸oes com um unico motor, desempenho em a a c~ ´ voo, boletins sobre opera¸oes com motores, limita¸oes, etc. c~ c~ Por fim, o FCOM 4 - FMG's Pilot's Guide 4 relata as opera¸~es de pouso co anormais e de emerg^ncia, princ´ e ipios de administra¸ao de voo, descri¸ao das telas c~ c~ doMutifunction Control Display Unit (MCDU) do Navigation Display (ND) e do Primary Flight Display (PFD), etc. O Aircraft Maintenance Manual (AMM) A 340-500-600 ´ um manual de manutene ¸ao muito utilizado pelo departamento de manuten¸~o. O manual traz a localic~ ca za¸ao exata e informa¸oes detalhadas de cada sistema e dos seus componentes, porc~ c~ menorizando todas as caracter´ isticas necess´rias de uso e de aplicabilidade de cada a sistema e dos componentes. Estas informa¸~es auxiliam bastante os profissionais da co engenharia de voo e da engenharia de manuten¸~o porque eles precisam desmonca tar e montar todas as aeronaves nos hangares de manuten¸~o durante o per´ ca iodo de manuten¸~o. Os departamentos de engenharia t´cnica e de manuten¸ao fazem ca e c~ a manuten¸ao di´ria das aeronaves que apresentaram problemas ou falhas t´cnicas c~ a e durante o per´ iodo em que est~o em voo de cruzeiro. a Nossos corpora s~o formados por textos que retratam fielmente os manuais, a c´pias fi´is dos usados pelos pilotos, pelo departamento do Safety e pelo deparo e tamento de manuten¸ao. A finalidade dos FCOMs ´ familiarizar os pilotos com c~ e todos os tipos de informa¸oes necess´rias para operarem o Airbus. Os manuais de c~ a manuten¸~o ajudam o engenheiro de voo e o engenheiro de manuten¸ao descobrir as ca c~ especificidades ou limita¸~es operacionais de cada sistema e de seus componentes. co Ao coletar material para o estabelecimento do corpus (documental) tivemos o cuidado de levar em considera¸~o a sua finalidade. Ent~o, para podermos coletar ca a o maior n´mero de unidades terminol´gicas, evitamos a inclus~o de unidades teru o a minol´gicas desnecess´rias para a elabora¸ao do corpus e da obra terminogr´fica. o a c~ a O tipo de usu´rio tamb´m foi um fator determinante na determina¸~o do car´ter a e ca a lingu´ istico e na extens~o da obra. a 70

Adotamos como medida de seguran¸a, o rigor e a precis~o do tratamento das c a unidades terminol´gicas no estabelecimento dos corpora, tomando o cuidado de ino cluirmos a publica¸~o dos textos produzidos por profissionais de empresas envolvica das na fabrica¸ao de aeronaves. Nesse caso, os textos utilizados s~o os de fontes c~ a prim´rias: os escritos e os digitalizados, incluindo obras de divulga¸ao, revistas espea c~ cializadas, manuais, especifica¸~es t´cnicas, vocabul´rio ou dicion´rios monol´ co e a a ingues ou bil´ ingues espec´ ificos. Com o objetivo de satisfazer as condi¸oes apresentadas acima, foram utilizadas c~ as seguintes fontes de pesquisa para a realiza¸ao da pesquisa, extra¸~o dos termos e c~ ca depreens~o dos tra¸os conceituais: a c Exclusivamente em l´ ingua inglesa: · EADS CASA - Operations Manual, VOL 1, System Description, May 2006; · EADS CASA - Operations Manual, VOL 2, Limitations and Procedures, May 2006; · Boeing - Flight Crew Operations Manual, Bulletim for Goal Transporte A´reos e Ltda, April 26, 2007, · Flight Crew Operating Manual A319/A320/A321, System n 1, Airbus, 2007, · Flight Crew Training Manual A318/A319/A320/A321, Airbus, FLEET-FCTM, 2002, · Flight Crew Training Manual A330/A340, Airbus, FLEET-FCTM, 2007, · Airbus - Flight Crew Operating Manual A330/A340, Airbus training, 2003, · TAM A319/A320/A321 Flight Crew Course Disk 1/4, 2006, · TAM A319/A320/A321 Flight Crew Course Disk 2/4, 2006, · TAM A319/A320/A321 Flight Crew Course Disk 3/4, 2006, · TAM A319/A320/A321 Flight Crew Course Disk 4/4, 2006, · Technical Data Support and Services: Aircraft Maintenance Manual (AMM) A340-500-600, AC5, Airbus, 2006; · Vendor or Manufacturer Component Maintenance Manuals, 2007,

71

· Structural Repair Manual (SRM) or Nacelle Structural Repair Manual (NSRM), 2006, · MD 11 - Flight Operating Manual - Vol. III - System Description, P.T. Garuda, Indon´sia, The Boeing Company 2002, Revision Number 52, Revision Date: e August 15, 2006, · MARINOTTO, D´mostene, Aviation English Course - Curso de Ingl^s para e e Avia¸~o, S~o Paulo, Editora Asa, 2004. ca a Exclusivamente em l´ ingua portuguesa: · HOMA, Jorge M., Aeronaves e Motores: Conhecimentos T´cnicos, S~o Paulo, e a Editora Asa, 2008; · RBHA 01 - Objetivo, conte´do e forma dos RBHA (27/11/2008), u · RBHA 61 - Requisito para a concess~o de licen¸as de pilotos e instrutores de a c voo (13/12/2006); · RBHA 63 - Mec^nico de voo e comiss´rio de voo (13/02/2006), a a · RBHA 65 - Despachante operacional de voo e mec^nico de manuten¸ao aeron´utica a c~ a (15/05/2001); · RBHA 91 - Regras gerias para opera¸ao para aeronaves civis (30/12/05), c~ · RBHA 119 - Homologa¸ao, operadores regulares e n~o regulares (08/11/2003), c~ a · RBHA 121 - Requisitos operacionais: opera¸~es domesticas, por bandeiras e co suplementares, 30/12/2005; · RBHA 135 - Requisitos operacionais: opera¸oes complementares e por dec~ manda (30/12/2004), · RBHA 137 - Opera¸ao de avia¸ao agr´ c~ c~ icola (08/07/1999) · RBHA 140 - Autoriza¸~es, organiza¸ao e funcionamento de aeroclubes (16/03/2006) co c~ · RBHA 141 - Escola de Avia¸ao Civil (30/12/2005), c~ · RBHA 142 - Centro de treinamento de Avia¸ao Civil, 24/04/2001. c~ Outras fontes de pesquisa usadas foram os dicion´rios terminol´gicos: a o 72

· The American Heritage Dictionary, Boston, 1985, · ANTA, Luiz Mendes, Dicion´rio de termos t´cnicos: Portugu^s-Ingl^s, Cole¸ao a e e e c~ Aeropespacial, Tomo III, 1983, · ANTA, Luiz Mendes, Dicion´rio de termos t´cnicos: Ingl^s-Portugu^s, Cole¸ao a e e e c~ Aeropespacial, Tomo III, 1983, · ASSIS, Renato Thomas, Gloss´rio t´cnico Ingl^s-Portugu^s, S~o Paulo, vol. a e e e a I, 1975, · The Cambridge Aerospace Dictionary, New York, 2004, · CORBEIL, Jean Claude, The MacMillan Visual Dictionary, Canad´, 1992, a ¨ · FURSTENAU, Eug^nio, Novo Dicion´rio de Termos T´cnicos Ingl^s-Portugu^s, e a e e e Rio de Janeiro, vol. I, 1975, ¨ · FURSTENAU, Eug^nio, Novo Dicion´rio de Termos T´cnicos Ingl^s-Portugu^s, e a e e e Rio de Janeiro, vol. II, 1975. · JAMES, L. Taylor, Webster Portuguese-English Dictionary, Tomo I, Rio de Janeiro, 2002, · Longan Dictionary of Contemporary English, Great Britain, 2005, · Michaelis: moderno dicion´rio da L´ngua Portuguesa, S~o Paulo, 1998, a i a · Michaelis: moderno dicion´rio Ingl^s-Portugu^s-Ingl^s, S~o Paulo, 2002, a e e e a · SELL, Lewis Lazarus, English-Portuguese Comprehensive Technical Dictionary, S~o Paulo, McGraw-Hill do Brasil, 1976, a · TAYLOR, J., e WEBSTER, L., English-Portuguese Dictionary, Tomo II, Rio de Janeiro, 2002. As defini¸oes das unidades terminol´gicas do Check-list apresentadas nos dic~ o cion´rios foram confrontadas com os conceitos depreendidos dos contextos de ocorr^na e cia dos FCOM 1 e FCOM 4 pesquisados nos seguintes manuais: A319/A320/A321/ A330/A340. Esse confronto possibilitou o esclarecimento de conceitos cuja caracteriza¸ao c~ havia d´vidas. Em cada termo anot´vamos os diferentes conceitos e aloc´vamos u a a os atributos s^micos mais representativos do sistema, construindo, assim, a sua rede e nocional. Montada essa rede levant´vamos o conceito final. a 73

4.5

Registro e Armazenamento das Informa¸~es co Sobre os Termos

Foram utilizadas para o registro e o armazenamento das informa¸~es sobre os co termos duas fichas terminol´gicas: ficha de extra¸~o e ficha de reda¸ao. As fichas tero ca c~ minol´gicas s~o instrumentos de coleta, de sistematiza¸ao, de an´lise quantitativa de o a c~ a dados (os n´meros absolutos e a frequ^ncia de apari¸~o dos termos) e de an´lise quau e ca a litativa (a an´lise do plano morfol´gico e sem^ntico dos termos em seus respectivos a o a contextos, bem como sua distribui¸ao pragm´tica). Por isso, a ficha terminol´gica c~ a o constitui uma constata¸~o do uso em situa¸ao, e a defini¸ao nela apresentada n~o ca c~ c~ a constitui a parte essencial da ficha, exceto na medida em que a situa¸ao registrada c~ contenha a defini¸~o. A ficha terminol´gica fundamenta-se sobre um contexto, cujos ca o tra¸os sem^nticos permitem depreender a rela¸~o significado (conceito)/significante c a ca (designa¸ao). A unidade terminol´gica vem apresentada em sua ordem sintagm´tica c~ o a normal. [34]

4.5.1

Ficha Terminol´gica de Extra¸~o o ca

A finalidade da ficha de extra¸~o ´ o registro dos termos e de seus contextos de ca e ocorr^ncia para a depreens~o dos tra¸os conceituais. Foi elaborada uma ficha para e a c cada termo, composta dos seguintes campos: entrada, em Ingl^s, um espa¸o para e c variante, al´m do contexto, neste caso a prefer^ncia foi para o contexto que subsidiou e e a defini¸~o. O campo defini¸ao registra a defini¸~o organizada pela pesquisadora, ca c~ ca na sequ^ncia, consta a avalia¸ao do especialista que pode concordar, discordar ou, e c~ ainda, concordar parcialmente. O especialista, ainda, pode fornecer outra defini¸~o ca para an´lise que dever´ ser colocada no campo defini¸ao do especialista. a a c~

4.5.2

Ficha Terminol´gica de Reda¸~o e Programa de Gereno ca ciamento de Dados (Final)

Nesta ficha terminol´gia de reda¸ao armazenou-se o termo e organizaram-se as o c~ informa¸oes que constitu´ c~ iram o dicion´rio. O modelo final da ficha terminol´gica a o de reda¸~o levou em considera¸~o o p´blico e as caracter´ ca ca u isticas da obra (dicion´rio a t´cnico - cient´ e ifico, bil´ ingue, organizado em ordem alfab´tica). Cada unidade termie nol´gica foi registrada em apenas uma ficha, e consta dos seguintes campos: o 1. Entrada: Apresenta o termo tal como verificado o uso efetivo pelo especialista 74

Figura 4.3: Modelo da ficha de consulta utilizada na pesquisa da coleta de termos.

(na fonte), lematizado, ou seja, reduzido. 2. Categoria gramatical: Cont´m as indica¸oes gramaticais (morfol´gicas) e c~ o para a adequada utiliza¸ao do termo na produ¸ao de texto, bem como se c~ c~ configura em um substantivo (feminino ou masculino). 3. Forma equivalente em Portugu^s: Considerou-se a equival^ncia encone e trada em dicion´rios t´cnicos, gloss´rios cedidos pelas empresas a´reas, ou as a e a e tradu¸oes sugeridas pelos especialistas. c~ 4. Variante: Cont´m formas variantes encontradas no uso efetivo, no discurso e concretizado nas fontes (indica a forma resultante do apagamento de elementos de sintagmas). 5. Contexto: Transcreve-se o contexto em que o termo ocorre na fonte e que contenha uma defini¸ao do termo ou, pelo menos, uma explica¸ao do conceito noc~ c~ 75

cional. Deste contexto se retiram tra¸os conceptuais pertinentes (composi¸~o, c ca finalidade, modo de utiliza¸ao ). c~ 6. Conceito: Preenchido com os conceitos retirados dos contextos transcritos das fontes utilizadas. 7. Fonte: Indica em qual dos manuais se encontra o contexto retirado, localizado junto aos campos dos contextos. 8. Defini¸~o final: Ser~o eleitos para comporem a defini¸ao dos semas mais ca a c~ frequentes encontrados e selecionados nos contextos. 9. Termo dicionarizado: Classifica o termo como dicionarizado ou como n~oa dicionarizado e indica se a defini¸ao ´ coincidente, parcial ou total, ou se n~o c~ e a h´ coincid^ncia entre a defini¸ao dicionarizada e a defini¸~o final estabelecida. a e c~ ca 10. C´digo de localiza¸~o na estrutura do trabalho: Cont´m sigla que coro ca e responde a um c´digo convencionado pela pesquisadora para designar a localio za¸ao do termo na estrutura do trabalho. c~ 11. Tipo de rela¸~o: O termo ´ classificado como pertencente ou n~o a uma ca e a hierarquia e classificado como hip^nimo ou como hiper^nimo, de acordo com o o a fun¸ao que desempenha no contexto de ocorr^ncia selecionado. c~ e 12. Nota de car´ter lingu´ a istico: Informa¸oes complementares sobre o termo. c~ 13. Nota de car´ter enciclop´dico: Informa¸~es complementares sobre o cona e co ceito.

76

4.6

Elabora¸~o da Estrutura Hier´rquica do Voca a cabul´rio do Check-list a

A elabora¸ao da estrutura hier´rquica do vocabul´rio do Check-list foi realizada c~ a a em diversas etapas. Primeiramente, criamos uma vers~o bem resumida do perfil a tem´tico que n~o apresentava a rela¸~o hier´rquica completa entre os seus elementos a a ca a constituintes, mas que nos auxiliou na coleta inicial das unidades terminol´gicas. Em o uma segunda etapa, pudemos elaborar a hierarquia do perfil tem´tico, observando a as rela¸oes existentes entre os diversos temas e os tra¸os conceituais das unidades c~ c terminol´gicas coletadas. Isto nos permitiu a amplia¸~o, o detalhamento dos campos o ca tem´ticos relacionados ao Check-list, e como os conceitos existentes nesses campos a estabeleciam rela¸oes entre si. Ap´s um longo percurso e v´rias tentativas, refinamos c~ o a e organizamos hierarquicamente o vocabul´rio que nos orientou na descri¸ao e an´lise a c~ a final das unidades terminol´gicas e na realiza¸ao da obra terminogr´fica. o c~ a Com base nas informa¸~es levantadas durante o estabelecimento dos copora utico lizados para esta pesquisa faremos uma an´lise da forma¸ao e dos processos de a c~ forma¸ao que envolve os termos levantados neste trabalho, e apresentaremos as c~ rela¸oes conceituais e sem^nticas encontradas nas unidades terminol´gicas cujo perc~ a o fil tem´tico est´ relacionado aos procedimentos operacionais de cabine e a execu¸~o a a ca do Check-list.

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Figura 4.4: Modelo de ficha terminol´gica de gerenciamento de dados. o

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79

Tabela 4.1: Modelo de ficha terminol´gica de gerenciamento de dados preenchida. o

Cap´ itulo 5 An´lise e Discuss~o dos Termos a a

Toda a sistematiza¸~o do perfil tem´tico do Check-list foi associada ` funcionalica a a dade ou ` operacionalidade dos componentes de cada sistema. Eles s~o apresentados a a em sequ^ncia, tal como a estabelecida pelo fabricante da aeronave e publicados nas e Atas. Todos os itens apresentados ordenadamente no Check-list seguem o padr~o a de seguran¸a para a execu¸ao de cada procedimento operacional relacionado a nac c~ ` vegabilidade da aeronave. Os crit´rios acima nortearam a elabora¸ao e reelabora¸ao e c~ c~ do perfil tem´tico da extra¸ao dos termos e conceitos relacionados com o campo de a c~ conhecimento pesquisado (ISO 704/2000, p.5). Os textos de car´ter definit´rios e explicativos auxiliaram na composi¸~o do a o ca perfil tem´tico do Check-list, porque apresentam uma densidade terminol´gica muito a o alta [29]. A investiga¸ao terminol´gica e a atividade terminogr´fica dependem do c~ o a sistema conceitual que vai se desenhando ao longo da pesquisa realizada da ´rea a de conhecimento estudada. O sistema conceitual determina os limites do dom´ inio a ser pesquisado. Por sua vez, ele ´ determinado pelo corpus da pesquisa e pela e abordagem realizada pelo pesquisador com rela¸ao ao dom´ c~ inio pesquisado [35]. Apresentamos nas p´ginas seguintes o perfil tem´tico ampliado (vers~o final) e a a a a hierarquia estruturada do vocabul´rio que guiaram a nossa pesquisa. A hierarquia a do vocabul´rio utilizada nesta pesquisa obedeceu aos padr~es internacionais dos a o fabricantes de aeronaves. Optamos pela ado¸ao dessa hierarquia porque ela ilustra, c~ de modo real, para o usu´rio dessa obra terminogr´fica, uma situa¸ao real e concreta a a c~ de como s~o dispostos os sistemas operacionais que s~o encontrados nas Atas do a a FCOM 1 e do FCOM 4. A partir desta apresenta¸~o expandida do perfil tem´tico, ca a apresentaremos a an´lise das rela¸~es conceituais, o processo de identifica¸ao e de a co c~ forma¸ao dos termos em Ingl^s e Portugu^s e a descri¸ao das rela¸~es de significa¸ao. c~ e e c~ co c~

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5.1

Perfil Tem´tico do Check-list para o Procedia mento Normal

Os procedimentos normais s~o rotinas de a¸oes que dever~o ser verificadas pelo a c~ a comandante e piloto da aeronave. Estas a¸~es s~o executadas obrigatoriamente em co a sequ^ncia, e sua finalidade ´ verificar primeiro o acionamento dos componentes dos e e sistemas existentes na aeronave. Os procedimentos normais podem ser executados em modo autom´tico ou em modo manual. a

5.1.1

Modo Autom´tico a

Quando a aeronave ´ operada em modo autom´tico, os sistemas e seus come a ponentes s~o verificados automaticamente, e a tripula¸ao t´cnica praticamente n~o a c~ e a interfere nas opera¸oes realizadas na cabine. Os computadores de bordo da aeroc~ nave verificam todos os equipamentos que s~o utilizados em todas as fases do voo a listadas no Check-list resumido, pois o Check-list expandido encontra-se impresso no manual de opera¸ao do piloto (FCOM 1) que o piloto leva consigo para dentro c~ da aeronave. Quando a aeronave est´ sendo operada em modo autom´tico, isto a a significa que todos os equipamentos est~o sendo operados normalmente, e que todas a as fun¸~es autom´ticas de todos os sistemas est~o funcionando normalmente. co a a No modo autom´tico, o funcionamento e acionamento de todos os sistemas e de a seus componentes s~o realizados por softwares programados e instalados nos coma putadores de bordo. O modo autom´tico inspeciona o funcionamento e as fun¸oes a c~ operadas por cada sistema, corrigindo, modificando e arrumando quaisquer eventuais panes e falhas encontradas nestes sistemas em qualquer fase do voo. Atrav´s dos e monitores dos computadores de bordo do Airbus, por exemplo, o comandante e o piloto s~o informados constantemente sobre as corre¸~es que est~o sendo realizadas a co a automaticamente pelos computadores. Podemos afirmar que os sistemas s~o conjuntos de fun¸oes e componentes que a c~ recebem uma entrada, processam e devolvem um resultado (sa´ ida). Praticamente, todos os sistemas t^m exist^ncia f´ e e isica. A exist^ncia virtual refere-se somente ao e software utilizado pelos diversos computadores que fazem parte de praticamente todos os sistemas que ser~o apresentados e descritos nas p´ginas seguintes (ara a condicionado, pressuriza¸ao, ventila¸~o, computadores de bordo, controle de voo, c~ ca sistema el´trico, etc.). Todos os sistemas s~o essenciais a opera¸ao de uma aeronave e a ` c~ moderna, pois eles se completam e se auxiliam. Poder´ iamos dizer que uma aeronave 81

como o Airbus ´ um supersistema, formado por diversos sistemas. Por exemplo, uma e turbina ´ extremamente eficiente em grandes altitudes, da ordem de 30 a 40.000 p´s e e (aproximadamente 9 a 12 mil metros). Nessas altitudes, o ser humano necessita de pressuriza¸ao para sobreviver. Por outro lado, se a aeronave tiver que voar em c~ altitudes onde o ser humano possa respirar normalmente, sem a pressuriza¸~o (at´ ca e 10 mil p´s 3000 m), a turbina tornar-se invi´vel pelo seu excessivo consumo em e a baixas altitudes. Assim, ´ o conjunto dos sistemas que permite que uma aeronave e como o Airbus seja vi´vel do ponto de vista tecnol´gico e econ^mico. a o o Os sistemas do Airbus relacionam-se ou comunicam-se entre si por meio de barras de dados (Data Bus), isto ´, atrav´s de sinais eletr^nicos gerados pelos computae e o dores. Embora o Airbus seja um super sistema, n~o podemos afirmar que existam a pontos sens´ iveis em cada um destes sistemas em n´ operacional e de manuten¸ao, ivel c~ mas um piloto tem dois problemas b´sicos para que a aeronave voe: os motores a que tem a finalidade de deslocar a aeronave, e o sistema de comandos de voo, cuja finalidade ´ controlar a dire¸~o da aeronave. Logo o projeto e a manuten¸ao desses e ca c~ itens devem ser extremamente bem tratados, pois a falta de um deles causar´ um a desastre. Pelo lado operacional, os pilotos t^m que ter o conhecimento global de como e os sistemas operam, se integram ou se completam. A opera¸~o do avi~o ´ baseada ca a e em conjuntos distintos de procedimentos que s~o memorizados e treinados exaustia vamente pelos pilotos durantes as aulas pr´ticas e te´ricas nos cursos de forma¸ao a o c~ para piloto na empresa a´rea, ou ent~o durante o curso de reciclagem (refreshing) e a na Escola de Especialista, no simulador e na maquete. Os procedimentos s~o execua tados pelos pilotos em fases espec´ ificas do voo. O piloto geralmente carrega consigo na sua mala de viagem uma c´pia do manual de opera¸~o e descri¸~o de todos os o ca ca sistemas da aeronave (FCOM 1), cujo comandos est~o dispostos ordenadamente nos a pain´is de controle do Airbus. e Na execu¸~o dos procedimentos normais, realizados em modo autom´tico, toca a dos os sistemas do FCOM 1 que participam ou que s~o usados nos procedimentos a encontram-se abaixo listados: 1. GENERAL INFORMATION : Trata da organiza¸ao do manual em si. Cont´m c~ e a lista de c´digos, abreviaturas, p´ginas em vigor, etc.; o a 2. AIRCRAFT GENERAL: Fornece a descri¸ao sum´ria do avi~o (dimens~es, c~ a a o compartimentos pressurizados e n~o pressurizados, al´m de informa¸ao da loa e c~ caliza¸ao das antenas, raios de curva no solo, conex~es externas para eletricic~ o 82

dade, ar-condicionado, ar de alta press~o para a partida); a 3. AIR-CONDITIONING/PRESSURIZATION/VENTILATION : Descreve as fontes de ar que alimentam o sistema de ar- condicionado, o sistema de pressuriza¸ao da aeronave, e o sistema de ventila¸ao. Os tr^s sistemas trabalham em c~ c~ e conjunto para manter o ambiente da cabine numa temperatura agrad´vel e a numa press~o compat´ com as necessidades do ser humano; a ivel 4. CARGO VENTILATION CONTROL: Mant´m a carga numa temperatura e adequada e isola os por~es por meio do fechamento das entradas e sa´ o idas de ar, em caso de inc^ndio nos mesmos, ou em caso de pouso na agua; e ´ 5. AUTO FLIGHT SYSTEM : Descreve o funcionamento do sistema de piloto autom´tico; a 6. COMMUNICATIONS : Descreve o sistema de comunica¸oes da aeronave e c~ como oper´-lo (r´dios, intercomunica¸~o, comunica¸ao com passageiros dentro a a ca c~ da aeronave, dispositivo que grava as transmiss~es de r´dio e o sons na cabine, o a comunica¸~o ar-solo via computador, e comunica¸ao via sat´lite); ca c~ e 7. ELECTRICAL SYSTEM : Descreve o sistema de gera¸~o e distribui¸ao de ca c~ energia el´trica do avi~o; e a 8. EQUIPMENT : Descreve os itens que d~o apoio ao piloto, tais como os assena tos, os pain´is, as janelas e as portas internas; e 9. FIRE PROTECTION : Descreve o sistema de alerta e combate ao fogo nos motores, do gerador de for¸a auxiliar (turbina auxiliar que fornece eletricic dade e ar sob press~o para a partida dos motores), no por~o de equipamentos a a eletr^nicos, nos lavat´rios e nos compartimentos de carga; o o 10. FLIGHT CONTROLS : Descreve o sistema de controle de voo, sua arquitetura, as leis que regem o sistema fly-by-wire (sistema que conduz manobras feitas pela aeronave a fim de evitar acidentes), os controles e indicadores, e os alertas de panes; 11. FUEL SYSTEM : Descreve o sistema de combust´ do avi~o, como ele aliivel a menta os motores e o gerador de for¸a auxiliar, o sistema de indica¸ao de c c~ quantidade de combust´ ivel, o sistema de reabastecimento, os controles e indicadores, etc.; 83

12. HYDRAULIC SYSTEM : Descreve o sistema de gera¸ao e distribui¸~o de c~ ca press~o hidr´ulica usado para movimentar todas as superf´ a a icies de comando da aeronave e para recolher e estender o trem de pouso; 13. ICE AND RAIN PROTECTION : Descreve os sistemas usados para evitar e/ou remover o gelo das asas, das entradas de ar das turbinas, das janelas dos pilotos, bem como para limpar a agua do p´rabrisa dos pilotos; ´ a 14. INDICATING/RECORDING SYSTEMS : Descreve o sistema de instrumentos eletr^nicos, usados pelo piloto como refer^ncia de atitude, como refer^ncia de o e e ´ navega¸~o, para controle dos motores e para alerta e indica¸~o de panes. E ca ca composto pelo: · Electronic Flight Instruments System, apresenta os par^metros de voo a e os dados de navega¸ao no monitor de voo prim´rio e no monitor de c~ a navega¸~o, e ca · Electronic Centralized Advisory Monitor, apresenta os dados no Engine/ Warning Display (E/WD) e no System Display (SD); 15. LANDING GEAR: Descreve o trem de pouso principal, o sistema de indicadores e alertas; 16. LIGHTS : Descreve os sistemas de ilumina¸~o dos pain´is do piloto, de iluca e mina¸ao externa, de ilumina¸ao de emerg^ncia e os avisos luminosos para c~ c~ e tripulantes e passageiros (use cintos/n~o fume). a 17. NAVIGATION SYSTEMS : Descreve os sistemas de dados aerodin^micos e a navega¸~o inercial, os instrumentos de reserva (standby), os sistemas de navega¸~o ca ca por r´dio, os r´dioalt´ a a imetros, os transponders, o radar meteorol´gico, o sistema o de alerta de proximidade do solo, o sistema de alerta de tr´fego e preven¸~o a ca de colis~o; a 18. OXYGEN : Descreve os sistemas de oxig^nio usados pelos pilotos, comiss´rios e a de bordo e passageiros em caso de despressuriza¸~o do avi~o; ca a 19. PNEUMATIC SYSTEM : Descreve o sistema de fornecimento de ar sob press~o, a produzidos pelos motores e pelo gerador de for¸a auxiliar, seus controles e suas c indica¸oes; c~

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20. WATER WASTE SYSTEM : Descreve os sistemas de fornecimento de agua ´ pot´vel e de recolhimento das aguas usadas; a ´ 21. ON BOARD MAINTENANCE SYSTEM : Descreve o sistema centralizado de apresenta¸~o de falhas, destinado a realizar os testes dos sistemas, registrar os ca resultados e retransmit´ i-los para terra por meio de data-links; 22. INFORMATION SYSTEM : Descreve o sistema de informa¸oes que gerencia c~ as comunica¸~es via data-link e fornece aos pilotos informa¸~es recebidas da co co empresa; 23. AUXILIARY POWER UNIT : Descreve a turbina auxiliar, que fornece eletricidade e ar sob press~o, para uso no solo, quando os motores est~o parados ou a a em voo, para substituir algum dos sistemas correlatos que esteja em pane; 24. DOORS : Descreve as diversas portas da aeronave (cabine, por~es de carga, o acesso aos compartimentos de eletr^nica) e o funcionamento das mesmas; o 25. POWER PLANT : Descreve os motores e seus sistemas de controle, o sistema de combust´ ivel, o sistema de ´leo lubrificante, o sistema de fornecimento de o ar sangrado do motor, os reversores, os sistemas de igni¸ao e de partida, seus c~ controles e indicadores. A sequ^ncia dos sistemas e seus componentes apresentada no Check-list, em modo e autom´tico, ´ apresentada na Tabela 5.1. a e

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Tabela 5.1: Sequ^ncia dos componentes e apresentada no Check-list em modo autom´tico. a

Modo autom´tico a Ar-condicionado Pressuriza¸ao c~ Ventila¸ao c~ Carga Voo autom´tico a Sistema el´trico e Controle de voo Sistema hidr´ulico a Sistema de prote¸~o contra chuva e gelo ca Trem de pouso Sistema de navega¸ao c~ Sistema pneum´tico a Gerador de for¸a auxiliar c Motores

5.2

Estrutura Hier´rquica do Vocabul´rio do Checka a list

Nas p´ginas seguintes, nas Tabelas 5.2 at´ 5.15, apresentamos a organiza¸ao a e c~ hier´rquica do vocabul´rio do Check-list. a a

5.3

Perfil Lingu´ istico das Unidades Terminol´gicas o do Check-list: Forma¸~o dos Termos ca

O perfil lingu´ istico do Check-list representa a sequ^ncia cadenciada das opera¸oes e c~ que o pr´prio Airbus tem que executar a partir dos comandos realizados manualo mente pelos pilotos, ou automaticamente pelos computadores de bordo. Quando es-

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Tabela 5.2: Componentes do sistema de ar-condicionado.

Air-conditioning system

Air bleed system air-conditioning system controller Air cycle machine Mixing unit Pack Pack controller Pack flow control valve Ram air inlet and outlet flaps Temperature control system Trim air valve Zone controller

Tabela 5.3: Componentes do sistema de pressuriza¸~o. ca

Pressurization system

Automatic pressure control mode Cabin pressurization controller Cargo pressure regulating valve Cabin pressurization system Ditching Electronic centralized advisory monitoring Engine interface unit Manual pressure control mode Outflow valve Pressure controller Residual pressure control unit Safety valve

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Tabela 5.4: Componentes do sistema de ventila¸~o. ca

Ventilation system

Avionics equipment ventilation computer Extraction fan Extract valve Outflow valve Ventilation outlet isolation valve Ventilation inlet isolation valve Ventilation valve

Tabela 5.5: Componentes do sistema de carga.

Cargo

Cargo pressure regulating valve Cargo trim air valve Cargo ventilation controller Ventilation inlet isolation valve Ventilation outlet isolation valve

tudamos as unidades terminol´gicas extra´ o idas do AMM, QRH, Flight Crew Course Disk 1/4 do A319/A320/A321, observamos que v´rios deles s~o encontrados em oua a tras areas da Ci^ncia da Aeron´utica (Engenharia El´trica, Engenharia Mec^nica, ´ e a e a Engenharia Eletr^nica, Engenharia da Computa¸ao, etc.). A forma¸ao morfol´gica o c~ c~ o na composi¸ao de cada unidade terminol´gica exp~e o grau de funcionalidade de cada c~ o o componente do Airbus. O perfil tem´tico deste trabalho est´ povoado de unidades a a terminol´gicas cuja forma¸~o ´ sintagm´tica na sua estrutura¸ao morfol´gica. A o ca e a c~ o partir da estrutura¸~o morfol´gica de cada termo podemos apreender os conceitos ca o relacionados com cada uma dessas unidades. A forma¸ao morfol´gica na composi¸ao c~ o c~ de cada unidade terminol´gica exp~e o grau de funcionalidade de cada componente o o do Airbus.

5.3.1

Princ´ ipios de Forma¸~o das Unidades Terminol´gicas ca o do Check-list

A unidade terminol´gica (termo) ´ definida nos contextos onde aparece, ado e quirindo significados particulares relacionados a esses discursos (contextos). A delimita¸ao da unidade terminol´gica ´ realizada no interior do subconjunto lingu´ c~ o e istico

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Tabela 5.6: Componentes do sistema de voo autom´tico. a

Automatic flight

Alpha floor Autoland warning Autopilot Autopilot/flight director Auto thrust warning AP warnings Cost index Energy cycle Electronic flight instrument system Flight augmentation computer Flight control unit Flight director Flight envelope function Flight guidance Flight management Flight management and guidance system Flight management guidance computer Flight mode annunciator Flight plan inicialization function Flight plan report Ground mini speed Ground speed mini function) Ground system positioning Inertial reference system Low energy warning Minimum energy level Multipurpose control and display unit Navigation Navigation display Navigation mode Performance data report Performance function Position report Primary flight director Primary flight display Primary flight plan

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continua¸~o de Voo autom´tico ca a Print function Progress report Rudder trim Speed reference system Takeoff data function Temporary flight plan Thrust lever Yaw dumping Yam/Yawing Yaw dumper/Yaw dumping Windshear detection function Wing data function

Tabela 5.7: Componentes do sistema el´trico. e

Electrical system

Battery charge limiter Circuit braker Circuit braker monitoring unit Electrical contactor management unit Electrical power system Emergence genertator Generator control unit Ground control unit Ram air turbine Transformer rectifier

90

Tabela 5.8: Componentes do sistema de controle de voo.

Flight control

Aileron Airfoil Alpha speed function Alpha speed lock function Angle of attack Autopilot Bank angle protection Elevator Flaps Flight augmentation computer High-speed protection Low energy warning Load alleviation function Pitch trim wheel Power control unit Rudder Rudder control system Rudder pedal Rudder trim Sidestick Speed brake Spoiler Stall Trim Trim tab Trimmable horizontal stabilizer Yaw

91

Tabela 5.9: Componentes do sistema hidr´ulico. a

Hydraulic system

Fire shutoff valve Cross bleed valve Engine fire shutoff valve Hydraulic power system Leak measurement valve Load alleviation function Pitch trim Power transfer unit Ram air turbine

Tabela 5.10: Componentes do sistema de prote¸~o contra chuva e gelo. ca

Ice and rain protection system

Anti-ice valve Electrical contactor management unit Electrical heating Engine anti-ice valve Engine anti-ice valve Ice detection system Ice detection system Pitot and static system and rain protection Rain repellent Rain repellent pushbutton Windshied heating Window heat computer Wing anti-ice valve Wiper Wiper rotator selector

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Tabela 5.11: Componentes do sistema de trem de pouso.

Landing gear

Antiskid system Autobrake Autobrake system Brake and steering control unit Gravity extension Landing gear control and interface unit Main gear Normal breaking system Nosewheel steering Parking brake Rudder pedals Rudder trim

Tabela 5.12: Componentes do sistema de navega¸~o. ca

Navigation system

Air data system Air data and inertial reference system Automatic directional finder Distance measurement equipment Enhanced ground proximity warning system Global positioning system Integrated electronic standby instrument Instrument landing system Navigation mode Navigation system Terrain awareness display Terrain clearance floor Traffic alert and collision avoidance system

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Tabela 5.13: Componentes do sistema pneum´tico. a

Pneumatic system

APU bleed valve Bleed monitoring computer Bleed valve Cross bleed valve Fan air valve Leak measurement valve High pressure valve

Tabela 5.14: Componentes do gerador el´trico auxiliar. e

Auxiliar power unit

APU leak valve APU bleed valve Auxiliar power unit Electronic control box Inlet guide vanes

correspondente ao discurso da especialidade [36]. A finalidade da unidade terminol´gica ´ veicular conceito espec´ o e ifico da a´rea representada. O termo funciona e como unidade de conhecimento e representa¸ao, e ´ formada por termos simples c~ e (ISO 187-1/2000 - Terminology work - Vocabulary - Part 1: Theory and application), compostos e complexos. A forma¸~o da unidade terminol´gica das ´reas e sub´reas da Ci^ncia da Aeron´uca o a a e a tica segue a padroniza¸~o recomendada pela ISO 704/2000 (Terminology work - princa ciple and methods, p. 25-27). Segundo a ISO 704/2000 , o trabalho de forma¸~o de ca termos obedece a uma escala de valores relacionados com os princ´ ipios de forma¸ao c~ dos termos: (a) transpar^ncia, (b) consist^ncia, (c) adequa¸ao, (e) concis~o (linguise e c~ a tic economy), (f) produtividade de forma¸~o de termos (derivability), (g) corre¸ao ca c~ lingu´ istica e (h) prefer^ncia pelo uso da l´ e ingua nativa. N~o podemos afirmar que todas as unidades elencadas nesta pesquisa obede¸am a c ao princ´ ipio da transpar^ncia. De acordo com esse princ´ e ipio, o significado de um termo deveria ser vis´ na sua morfologia, isto ´, o conceito que designa, sem a sua ivel e defini¸ao, poderia ser compreendido. c~ Verificamos que v´rias unidades terminol´gicas inclu´ a o idas neste trabalho acatam o princ´ ipio da transpar^ncia, pois podemos depreender seus significados (conceitos) e 94

Tabela 5.15: Componentes do motor.

Power plant

A/THR function Engine interface unit Engine pressure ratio Full autority digital engine control Mach number Thrust Thrust lever

sem necessariamente termos que olhar em suas respectivas defini¸oes. O termo c~ automatic pressure control mode e cost index, traduzidos para o Portugu^s como e modo autom´tico de controle de press~o e de ´ a a indice de custo (tradu¸ao literal), s~o c~ a dois exemplos que obedecem ao princ´ ipio da transpar^ncia. Podemos depreender e os significados de ambos os significantes sem precisarmos olhar em suas respectivas defini¸oes. c~ A sofistica¸ao do projeto arquitet^nico e aerodin^mico do Airbus se reflete na c~ o a localiza¸ao dos seus sistemas e componentes. A disposi¸ao f´ c~ c~ isica na aeronave e a fun¸ao desempenhada por cada uma dessas unidades influenciaram o n´mero de c~ u termos existentes na pesquisa. A forma¸~o dos termos que nomeiam cada sistema e seus respectivos compoca nentes encontrados no Check-list, de forma sucinta, nos manuais de opera¸ao e c~ manuten¸~o n~o obedecem ao princ´ ca a ipio da concis~o. A maioria dos termos usados a s~o compostos, cuja estrutura¸~o varia de dois a seis voc´bulos. Neste caso, a ima ca a possibilidade de adotar o princ´ ipio de concis~o ´ contradit´ria com o princ´ a e o ipio da adequa¸ao. Por isso, muitos termos compostos com lexias longas s~o usados em c~ a formas abreviadas. O princ´ ipio da consist^ncia prop~e que a terminologia de qualquer campo ou e o esfera de atividade n~o deveria ser arbitr´ria ou nem ser uma cole¸ao aleat´ria de a a c~ o termos, mas sim um sistema terminol´gico coerente correspondente a um sistema de o conceito. Ent~o, quando analisamos todos os sistemas existentes na cabine, que s~o a a encontrados no Check-list, nos manuais de opera¸ao e de manuten¸ao, verificamos c~ c~ que a forma¸ao dos termos de cada sistema n~o ´ arbitr´ria, pois o significado c~ a e a de cada significante j´ exibe uma caracter´ a istica funcional, de operacionalidade do sistema e o conceito a ele relacionado. Por exemplo, os termos pack, pack-flow control e pack controller representam, cada um deles, um conceito. Esses termos 95

integram-se de modo coerente ao grande sistema conceitual representado pelo Checklist. A possibilidade de acontecer uma mudan¸a na organiza¸ao dos conceitos dessa c c~ ci^ncia acarretaria na cria¸ao de outras designa¸~es. Uma mudan¸a na organiza¸~o e c~ co c ca dos conceitos nesta sub´rea, na lista de procedimentos operacionais, acarretaria a na forma¸ao de outros termos que n~o apresentariam coer^ncia, e n~o estariam c~ a e a afinados com o conceito de funcionalidade ou operacionalidade existente na aeronave. No nosso exemplo, as unidades terminol´gicas citadas acima fazem parte do aro condicionado e, mant^m uma rela¸ao de hierarquia em n´ operacional e funcional. e c~ ivel Na an´lise e apresenta¸~o das unidades terminol´gicas elencadas no nosso traa ca o balho, observamos que todos os sistemas estudados procuram designar seus conceitos atrav´s da representa¸ao da estrutura mais adequada para a forma¸~o do e c~ ca termo caracterizador, e que melhor represente o sistema conceitual de cada sistema encontrado nos procedimentos de cabine inclu´ idos no Check-list. As unidades terminol´gicas propostas devem agregar os padr~es familiares de significados j´ eso o a tabelecidos na comunidade lingu´ istica estudada. Esta formalidade na cria¸~o de termos que obedece ao princ´ ca ipio de adequa¸~o ´ ca e muito respeitada pelos fabricantes de aeronaves. Quando se l^ o Check-list, o mae nual de manuten¸ao e o manual de opera¸ao dos fabricantes, nota-se que existe uma c~ c~ padroniza¸ao na evolu¸~o da cria¸ao de novos termos. Na pr´tica, novos termos imc~ ca c~ a plicam novas aplica¸~es pr´ticas relacionadas a navegabilidade e ` operacionalidade co a ` a dos sistemas j´ existentes no Airbus. a Desta forma, a cria¸ao de novos termos sempre est´ relacionada ao desenvolvic~ a mento de tecnologias mais modernas e eficientes que dever~o ser adotadas ou adapa tadas `s aeronaves em opera¸ao. Qualquer incremento feito nesta grande a´rea do a c~ e conhecimento (Ci^ncia da Aeron´utica) e na ´rea de conhecimento (Avia¸~o Comere a a ca cial) sempre est´ relacionado com seguran¸a e a integridade f´ a c isica da aeronave, da tripula¸ao t´cnica e comercial, e dos passageiros. Por isso, a adequa¸~o de padr~es c~ e ca o familiares de significados nesta atividade ´ sin^nimo de seguran¸a, de responsabilie o c dade Civil e Jur´ idica. O princ´ de produtividade de forma¸ao de unidades terminol´gicas na Avia¸ao ipio c~ o c~ ´ relativamente intenso porque existe o fator custo e ben´fico solicitado pelo mere e cado de Avia¸ao Comercial. A necessidade da sofistica¸ao tecnol´gica aeron´utica c~ c~ o a acaba sendo a mola propulsora para o princ´ ipio da produtiva forma¸ao de unidades c~ terminol´gica. o O mercado da produ¸ao terminogr´fica acaba sendo afetado pelo mercado da c~ a Avia¸ao Comercial, cuja demanda por servi¸os e tecnologias cada vez maior, inc~ c 96

fluencia a produ¸ao de novos termos para nomear e conceituar novas tecnologias. c~ Podemos encontrar v´rios exemplos do princ´ a ipio de produtividade na forma¸ao de c~ termos na Avia¸~o Comercial. ca A produ¸ao de termos nasce a partir da cria¸ao e desenvolvimento de novos c~ c~ sistemas operacionais usados na execu¸ao dos procedimentos de rotina do Checkc~ list: Electronic Centralizer Advisory Monitoring , Multipurpose Control and Display Unit, Flight Augmentation Computer, Bleed Monitoring Computer, Flight Management Guidance System, etc. A necessidade de nomear e conceituar tecnologias mais modernas usadas em aeronaves e inclu´ idas na execu¸ao de procedimentos operac~ cionais de rotina na cabine, o Check-list, proporcionou o aparecimento de novas unidades terminol´gicas. o A inova¸ao tecnol´gica introduzida no Airbus fomentou a incorpora¸~o de novos c~ o ca comandos nos pain´is da aeronave, exemplo disso ´ o o sistema eletr^nico de monie e o toramento da aeronave. Esse componente ´ um computador de bordo que monitora e e se relaciona com quase todos os sistemas existentes e respons´veis pela navegabilia dade e seguran¸a do Airbus. Aeronaves constru´ c idas h´ mais de 30 anos n~o tinham a a esse item na sua cabine de comando. A simples inven¸~o e ado¸~o deste comca ca ponente na aeronave influenciou a produtividade da forma¸~o de novas unidades ca terminol´gicas que poderiam com ele estar relacionadas. O Check-list do Airbus o apresenta o sistema eletr^nico de monitoramento da aeronave como um dos seus o itens a ser executado. O princ´ ipio de corre¸ao lingu´ c~ istica usado na Avia¸ao Comercial ´ respeitado c~ e toda vez que houver a necessidade da cria¸ao de um termo na l´ c~ ingua de chegada. A cria¸ao do termo dever´ refletir de maneira clara, sem ambiguidade, o conceito c~ a essencial e aplica¸~o de nova tecnologia desenvolvida. ca As empresas a´reas brasileiras n~o demonstram muita preocupa¸ao com a ado¸ao e a c~ c~ da L´ ingua Portuguesa nas diferentes situa¸~es de comunica¸ao. A L´ co c~ ingua Inglesa ´ e usada na publica¸~o de manuais dos fabricantes de aeronaves, em treinamento de ca pilotos, na manuten¸~o de aeronaves e no controle do tr´fego a´reo. O uso da L´ ca a e ingua Inglesa nas comunica¸oes entre pilotos e torre de controle em todos os aeroportos c~ do mundo ´ obrigat´rio, regulamentado e controlado pela ICAO. Esse ´, talvez, um e o e dos motivos da inexistente produ¸ao de material bil´ c~ ingue nesta a´rea. N~o existe e a interesse econ^mico ou investimentos para serem disponibilizados na produ¸~o e o ca publica¸ao de gloss´rios t´cnicos ou dicion´rio terminol´gico nesta grande a´rea do c~ a e a o e conhecimento. A ado¸ao e o uso da L´ c~ ingua Portuguesa (l´ ingua nativa) acontecem apenas quando 97

pesquisadores da area terminol´gica em conjunto com engenheiros de voo, engenhei´ o ros de manuten¸ao e tradutores decidem trabalhar em parceria para produzir e criar c~ unidades terminol´gicas na L´ o ingua Portuguesa. V´rios exemplos do uso de empr´stimo e aus^ncia do uso da l´ a e e ingua nativa podem ser encontrados, por exemplo, no sistema de trem de pouso da aeronave que apresenta os componentes: (a) nosewheel steering (dire¸ao da roda de nariz), (b) c~ main landing gear (trem principal), (c) nose landing gear (trem de pouso do nariz), (d) rudder pedals (pedal do leme de dire¸ao). Os funcion´rios do departamento de c~ a manuten¸~o muitas vezes discutem quais servi¸os de manuten¸~o ser~o feitos nestes ca c ca a componentes, mas em nenhum momento usam a terminologia j´ consagrada em a Portugu^s desses itens. e

5.3.2

Processo de Forma¸~o dos Termos ca

A forma¸ao das unidades terminol´gicas pode ocorrer com o acr´scimo de afixos c~ o e (prefixos e sufixos, desin^ncias), mudan¸a gramatical ou redu¸~o de elementos (more c ca femas). 5.3.2.1 - Forma¸~o por acr´scimo de elementos ca e Existem dois processos de forma¸ao de palavras pelo acr´scimo de afixos (prefixos c~ e e sufixos): deriva¸~o e composi¸~o. ca ca H´ deriva¸~o quando, a partir de uma palavra primitiva, obtemos novas palavras a ca (chamadas derivadas) por meio do acr´scimo de afixos. Isso ocorre, por exemplo, e quando a partir da palavra primitiva operation, formamos operator, da qual por sua vez se forma operating. A deriva¸ao pode ser feita pela supress~o de morfemas c~ a ou pela troca de classe gramatical, mas nunca pelo acr´scimo de radicais. e A composi¸~o ocorre quando formamos palavras pela jun¸ao de pelo menos ca c~ dois radicais. As palavras resultantes do processo de composi¸~o s~o chamadas ca a palavras compostas, em oposi¸ao aquelas em que h´ um unico radical, chamadas c~ ` a ´ simples. Eis alguns exemplos de termos compostos: standby (stand+by), pushbottom (push+bottom). Costumam-se apontar dois tipos de composi¸ao: c~ 1. Composi¸~o por justaposi¸~o: ocorre quando os elementos que formam o ca ca composto s~o simplesmente colocados lado a lado (justapostos), sem que se a verifique qualquer altera¸ao fon´tica em algum deles, por exemplo, wing antic~ e ice valve, high-speed protection, air-bleed system. O que caracteriza a

98

justaposi¸ao ´ a manuten¸ao da integridade sonora das palavras que formam c~ e c~ o composto, e n~o a forma de graf´-lo; a a 2. Composi¸~o por aglutina¸~o: ocorre quando os elementos que formam o ca ca composto se aglutinam o que significa que pelo menos um deles perde sua integridade sonora, sofrendo modifica¸oes, como em autopilot (automatic c~ +pilot), multifunction (multiple +function), ou annunciator (announce+ communicator). Neste trabalho, a descri¸ao e an´lise do vocabul´rio do Check-list utiliza-se a seguinte c~ a a classifica¸ao: c~ 1. Termo simples: s~o aqueles formados por um unico radical como em: diticha ´ ing, aileron, wipers, yaw e thrust. 2. Termo composto: s~o aqueles formados por mais de um radical, unidos a em um conjunto indecompon´ ivel, isto ´, n~o admite a interposi¸~o de outros e a ca elementos ou a elimina¸ao de um de seus componentes. Podem apresentar-se c~ separados (extraction fan/ventilador de extra¸~o) ou unidos por h´ ca ifen (goaround/arremetida). Eles podem apresentar-se justapostos (crossbleed valve) ou aglutinados(autopilot) 3. Termo complexo: s~o formados por mais de um radical. Apresentam-se a unidos em uma sequ^ncia constante, mas n~o indecompon´ de seus compoe a ivel nentes, mas admitem a inser¸ao de outros elementos ou a supress~o de um de c~ a seus componentes, sem que se altere o sentido. Por exmplo, podemos citar o termo avionics extraction valve, onde a supress~o de elementos da coma posi¸ao produz a seguinte variante extraction valve. Os termos complexos c~ podem tamb´m apresentar-se separados (flight management and guidance e system/sistema de guiamento e gerenciamento de voo). O levantamento da nossa pesquisa sobre a descri¸~o e an´lise do vocabul´rio do ca a a Check-list mostrou a seguinte composi¸ao: c~ (a) Ingl^s: e termos simples...........7%, termos complexos.......30%, abreviaturas..............2,4%, (b) Portugu^s: e termos simples...........6%, termos complexos.......26%, abreviaturas..............0%, 99 termos compostos.......63%, siglas............................36%, acrogramas...................3,6%. termos compostos.......68%, siglas............................0%, acrogramas...................0%.

5.3.2.2 - Forma¸~o por Redu¸~o ca ca A norma ISO 1087-1/2000 em um dos seus itens, estabelece que os termos por redu¸ao no processo de forma¸~o de palavras s~o: c~ ca a 1. Siglas: ocorrem pela combina¸ao das letras iniciais de uma sequ^ncia de c~ e palavras que constituem um nome, ou seja, a sigla ´ formada pela letra inie cial de cada voc´bulo de um termo sintagm´tico (composto ou complexo), a a com articula¸ao pros´dica ou alfab´tica, sil´bicas ou ambas. Exemplos de c~ o e a siglas: FADEC (Full Authorithy Digital Electronic Computer ), APU (Auxiliary Power Unit), e AEVC (Avionics Equipment Ventilation Computer ). 2. Abreviatura: ocorre quando h´ supress~o de uma parte dos elementos que a a comp~em um termo simples, por exemplo, NAV (Navigation), THR (Thrust), o A/THR (Automatic thrust) e Autobrake (Automatic brake). 3. Acrocramas: s~o formados por v´rios grupos de letras de um termo composto a a ou complexo com articula¸~o pros´dica exclusivamente sil´bica. Por exemplo, ca o a F-PLN (Flight-Plan) e CRZ FL (Cruize Flight Level ), TMPY (Temporary Flight Plan). 5.3.2.3 - Forma¸~o por Mudan¸a Gramatical ca c A forma¸~o das unidades terminol´gicas que comp~em o perfil tem´tico do ca o o a Check-list, e que estruturam a hierarquia conceitual desse universo, ´ composta, e geralmente, por termos compostos e complexos, formados a partir da coloca¸ao de c~ substantivos com fun¸~o qualificativa, colocada ` esquerda do n´cleo sintagm´tico ca a u a principal da cadeia interpretante (conceitual), como em, por exemplo, brake and steering control unit, ice detection, heat exchanger, flight guidance, pack controller, etc. Entretanto, podemos verificar que existem verbos usados como substantivos simples, como em pitch, thrust, trim, rudder, pack, fan, ditching, etc. 5.3.2.3 - Estrutura Morfol´gica dos Termos do Check-list o A grande area do conhecimento, a Ci^ncias Aeron´utica, tem como objetivo a ´ e a forma¸ao de pilotos profissionais para atuarem em empresas a´reas, ou como pilotos c~ e privados. O curso universit´rio de Ci^ncia Aeron´utica preocupa-se em oferecer aos a e a pilotos uma vis~o mais administrativa e proporcionar um maior conhecimento para a os bachar´is, al´m de ensinar todas as t´cnicas de pilotagem necess´rias a forma¸ao e e e a ` c~ 100

de um piloto. Por isso, os alunos t^m em seus curr´ e iculos b´sicos de gradua¸ao as a c~ disciplinas de Administra¸~o, Direito Aeron´utico, Aerodin^mica, Navega¸~o A´rea ca a a ca e e Ingl^s. Quando analisamos os manuais usados pelos pilotos observamos que o voe cabul´rio da linguagem de especialidade apresenta um perfil tem´tico cuja ocorr^ncia a a e predominante ´ de substantivos simples ou compostos. e Os substantivos s~o formados por longas cadeias sintagm´ticas devido ao car´ter a a a de especificidade da ´rea de conhecimento pesquisada. As longas cadeias sintagm´tia a cas demonstram o alto grau de especificidade dos sistemas e dos componentes existentes na aeronave. Os sintagmas, em sua maioria, s~o formados por mais de duas ou a tr^s lexias. O uso de lexias longas s´ reflete a necessidade lingu´ e o istica de usar a morfologia para apresentar de maneira ordenada e l´gica os conceitos ou no¸oes dessa o c~ area do saber. Podemos observar nas Tabelas 5.16 a 5.18 a forma¸ao morfol´gica ´ c~ o das unidades terminol´gicas do Check-list. o

Tabela 5.16: Forma¸~o morfol´gica das unidades terminol´gicas do Check-list. ca o o

Ingl^s e Adj.+N Antisikd system N+N Extraction fan N+N Avionics ventilation N+N Radio navegation N+N+N Ram air turbine N+N+N Air cycle machine N+N+N+ Pitch trim wheel N+N+N Speed brake control N+N+N Flight mode annunciator

Portugu^s e S+adj. Sistema antiderrapante S+SP Ventilador de extra¸~o ca S+Adj Ventila¸ao eletr^nica c~ o S+Adj.+SP+SP Navega¸~o a´rea por meio de r´dio ca e a S+SP+SP Turbina de ar de impacto S+SP+S M´quina de ar c´ a iclico S+Adj.+SP Eixo longitudinal de compensa¸ao c~ S+SP+Adj. Controle de freio aerodin^mico a S+Adj.+SP+SP Luz indicadora do modo de voo

101

Tabela 5.17: Continua¸~o da Tabela 5.16 ca

Ingl^s e N+N+N Cargo ventilation controller

Portugu^s e S+SP+SP+SP Controlador de ventila¸ao c~ do compartimento de carga N+Adj.+N S+SP+SP+SP. Engine anti-ice valve V´lvula contra forma¸~o de a ca gelo da turbina N+Adj.+N S+Adj.+SP Cargo regulating valve V´lvula reguladora a de press~o a N+N+N+N S+SP+SP+SP Ventilation inlet isolation valve V´lvula de isolamento e a de sa´ de ventila¸ao ida c~ N+N+Adj.+N S+SP+SP+SP Air inlet de-icing system Sistema de entrada de ar de degelo N+N+Adj.+N S+SP+SP Circuit braker monitoring unit Unidade de monitoramento do disjuntor N+N+N+N S+SP+SP+SP Pack flow control valve V´lvula de controle de fluxo a do compartimento N+N+Adj.+N S+Adj.+SP+SP Cargo pressure regulating valve V´lvula reguladora de a press~o de carga a N+N+Adj.+N S+Adj.+SP+SP Shutoff pressure regulating valve V´lvula reguladora de corte a de press~o a N+N+Adj.+N Adj.+S+SP+Adj. Ground speed mini-function Mini-fun¸ao de velocidade m´ c~ inima

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Tabela 5.18: Continua¸~o da Tabela 5.16. ca

Ingl^s e N+Adj.+N+N Air-conditioning inlet valve Adj+N Electrical heating Adj.+N+N Auxiliary power unit Adj+N+N Eletronic control box Adj+N+N Eletronic control unit Adj+N+N Electric Power system Adj.+N Mixing unit Adj.+N+N Automatic brake system Adj.+N+N+N Electronic flight instrument system Adj.+N+N+N Automatic pressure control unit Adj.+Adj.+N Trimmable horizontal stabilizer Adj.+N+N+N Electronic flight instrument system Adj.+N+N+N Automatic pressure control unit Adj.+N+N+N Multipurpose control display unit

Portugu^s e S+SP+SP+Adj. V´lvula de sa´ do ar-condicionado a ida S+Adj. Aquecimento el´trico e S+SP+Adj. Gerador el´trico auxiliar e S+SP+Adj. Caixa de comando eletr^nico o S+SP+Adj. Unidade de controle eletr^nico o S+SP+Adj. Sistema de energia el´trico e S+SP Unidade de mistura S+Adj.+SP Sistema autom´tico de freios a S+SP Voo por instrumento S+Adj.+SP+Adj. Unidade de controle de press~o autom´tica a a S+Adj.+SP Estabilizador horizontal de compensa¸ao c~ S+SP Voo por instrumento S+SP+SP+Adj. Unidade de controle de press~o autom´tica a a S+Adj.+SP+SP Unidade multifuncional de controle de visualiza¸ao c~

103

Tabela 5.19: Continua¸~o da Tabela 5.16. ca

Ingl^s e Adj.+N+N+N+N Auxiliary power unit load compressor Adj.+N+N+N+N Automatic pilot/flight director system Adj.+N+N+N Autopilot/flight director Adj.+N+N+N+N Landing gear control and interface unit

Portugu^s e S+SP+SP+Adj.+Adj. Compressor de carga do gerador el´trico auxiliar e S+SP+Adj.+SP+SP Sitema do piloto autom´tico/ a do diretor de voo S+Adj.+SP+SP Piloto autom´tico/do diretor de voo a S+SP+SP+SP+SP Unidade de comunica¸ao e de c~ controle do trem de pouso

5.4

Perfil das Unidades do Check-list: Aspectos Sem^nticos a

5.4.1

Rela¸~es Conceituais co

O principal objetivo de pesquisa desta sub´rea da Avia¸ao Comercial ´ o estudo a c~ e dos procedimentos operacionais realizados por pilotos (tripula¸~o t´cnica) na cabine. ca e Esses procedimentos est~o dispostos no Check-list. A pesquisa evidenciou os quatros a campos tem´ticos citados na defini¸ao e apontou a diretriz conceitual e hier´rquica a c~ a do trabalho terminogr´fico. Priorizamos o estudo das unidades terminol´gicas relaa o cionado com os procedimentos operacionais executados pelos comandos localizados nos pain´is da cabine. Os procedimentos est~o impressos, na ´ e a integra, nos manuais operacionais e sucintamente no Check-list cedido ` tripula¸ao t´cnica. a c~ e A preocupa¸ao principal foi delimitar os sistemas mais importantes da aeronave c~ e os seus componentes sob o ponto de vista operacional e de seguran¸a. A finalidade c dos sistemas e componentes ´ proporcionar navegabilidade segura e confort´vel para e a a tripula¸ao t´cnica, comercial e para os passageiros. Essa investiga¸ao permitiu c~ e c~ que fosse estabelecido os termos a serem pesquisados e a rela¸~es que se estabelecem co entre eles nos campos tem´ticos. Os termos s~o organizados hierarquicamente de a a acordo com a fun¸ao que exercem nos sistemas existentes na aeronave e com a operac~ cionalidade que possuem. Algumas unidades terminol´gicas elencadas no trabalho o

104

Tabela 5.20: Forma¸~o dos termos do Check-list: deriva¸~o prefixal. ca ca

Prefixo Anti Auto Di Electr Extra Multi

Significado condi¸ao contr´ria c~ a pr´prio o anteced^ncia, anterior, e anterioridade ambar, eletricidade ^ fora de, posi¸ao exterior c~ muito, mais, v´rios, a

Exemplos de termos em Ingl^s e anti-ice valve autopilot de-icing wing electronic centrilizer aircraft monitoring extract fan/valve multifunction control display unit overpressure valve outlet isolation valve ground proximity control hydraulic system

Exemplos de termos em Portugu^s e v´lvula de prote¸ao a c~ contra gelo piloto autom´tico a asa de degelo monitor eletr^nico o central da aeronave v´lvula/ventilador a de extra¸ao c~ unidade multifuncional visual v´lvula de a sobrepress~o a v´lvula de isolamento a externo unidade de controle de aproxima¸ao c~ sistema hidr´ulico a

Over Out Pro Sys

muito, excesso, mais do que, super fora de, al´m de, e mais do que proximidade, aproxima¸~o ca reuni~o, a¸~o conjunta, a ca simultaneidade

105

Tabela 5.21: Forma¸~o dos termos do Check-list: deriva¸~o sufixal. ca ca

Formadores de substantivos a partir de substantivo: a¸ao, resultado da a¸~o c ca

Ingl^s e -tion, -ion, -ation protection, navigation, ventilation -ment manegement -ance guidance -er,-or controller, director

Portugu^s e -a¸~o, -¸~o ca ca prote¸ao, navega¸ao, c~ c~ ventila¸~o ca -mento gerenciamento -mento guiamento -or controlador, diretor

a partir de verbo: agente ou instrumento de a¸~o ca Formadores de adjetivos a partir de verbos: agente

-ing -ado air conditioning system sistema de ar condicionado

s~o multifuncionais, pois executam mais de uma fun¸ao na estrutura operacional do a c~ Airbus.

5.4.2

As Rela¸oes Conceituais e a Estrutura Morfol´gica c~ o das Unidades Terminol´gicas do Check-list o

As rela¸~es conceituais da l´ co ingua de especialidade encontrada na Avia¸ao Coc~ mercial, e do vocabul´rio usado nos manuais de opera¸ao e manuten¸ao, inclu´ a c~ c~ idos no Check-list, buscam manter uma padroniza¸ao morfol´gica das unidades termic~ o nol´gicas. A padroniza¸~o evidencia as rela¸~es conceituais existentes nas unidades o ca co e a posi¸ao hier´rquica de cada uma delas no sistema. c~ a Quando analisamos os voc´bulos que formam cada um dos termos pesquisados, a observamos que muitos dos voc´bulos existentes exibem na sua estrutura morfol´gica a o a sua origem ou a sua fun¸~o. Por exemplo, quando estudamos a forma¸~o do termo ca ca automatic pressure control, verificamos que o voc´bulo automati c nos informa que a a unidade n~o ´ operada manualmente. Segundo, o voc´bulo pressure nos sugere que a e a possivelmente este termo est´ localizado ou faz parte do sistema de pressuriza¸~o a ca da aeronave, e, finalmente, o voc´bulo control afirma que essa unidade controla a a press~o interna em algum ponto da aeronave. a 106

Outro exemplo que podemos estudar ´ a unidade terminol´gica do computador e o de guiamento e gerenciamento de voo. Neste caso, observamos que a estrutura morfol´gica nos sugere a fun¸~o executada pela unidade e como que se d´ essa opera¸ao. o ca a c~ O computador executa atividade de guiamento de voo e de posicionamento da aeronave. A estrutura morfol´gica n~o deixa claro onde a unidade est´ localizada ou o a a em que sistema opera, ela s´ nos indica a fun¸~o exercida. o ca A estrutura¸~o morfol´gica dos termos pesquisados demonstra que a sequ^ncia ca o e dos termos possui uma l´gica conceitual, hier´rquica e funcional. A estrutura moro a fol´gica da unidade terminol´gica pode exibir uma sequ^ncia de voc´bulo maior ou o o e a menor de acordo com os seguintes crit´rios: (a) funcionalidade, (b) complexidade e operacional, (c) simplicidade operacional, (d) import^ncia no desempenho global do a sistema. A sequ^ncia de voc´bulos existentes na forma¸~o das unidades terminol´gicas e a ca o do FCOM 1, 2, 3 e 4, do AMM, e do QRH descrevem a representa¸ao prim´ria dos c~ a atributos ou tra¸os s^micos das unidades terminol´gicas estudadas nesta l´ c e o ingua de especialidade. Os atributos nos possibilitaram a constru¸ao da rede nocional, e nos c~ auxiliaram a delimitar o conceito final. Nossa defini¸~o final foi constru´ a partir ca ida dos diferentes conceitos encontrados nas Atas dos FCOMs 1 e 4 e completadas com informa¸oes do FCOMs 2 e 4 quando houve a necessidade de se obter informa¸oes c~ c~ adicionais que possibilitassem a constru¸ao da defini¸ao final. c~ c~ O primeiro contato com as unidades terminol´gicas foi a leitura dos Check-lists do o Airbus A319/A320/A321/A330/A340/A350, onde observarmos que a estrutura¸~o ca morfol´gica do Check-list era um forte indicador do perfil tem´tico existente nesta o a sub´rea e das no¸oes com ele relacionadas. A leitura dos FCOMs 1, 2, 3 e 4, a c~ do AMM, e do Flight Crew Course Disks A319/320/321 evidenciaram os aspectos predominantes na composi¸~o dos tra¸os comuns e essenciais de cada subconjunto ca c lingu´ istico. Verificamos que as unidades pesquisadas constroem redes de conex~es o entre si em fun¸ao da atividade exercida e do conceito de funcionalidade existente c~ em cada sistema operacional.

5.4.3

As Rela¸~es de Significado co

Segundo Barros [37], as unidades lexicais de uma l´ ingua mant^m entre si rela¸~es e co de sentido que s~o de grande import^ncia para a elabora¸~o de um dicion´rio, uma a a ca a vez que delas depende a organiza¸ao da macroestrutura, da microestrutura e do c~ sistema de remissiva da obra. Compreendemos as rela¸oes l´xico-sem^nticas como c~ e a

107

rela¸oes lingu´ c~ istico-matem´ticas, cujos principais tipos s~o: (a) rela¸ao de oposi¸ao a a c~ c~ de identidade, em que A = B; (b) rela¸~o de oposi¸ao transitiva em que A B, (c) ca c~ a rela¸ao oposi¸ao disjuntiva, em que A//B; (d) rela¸~o de oposi¸ao de inclus~o, em c~ c~ ca c~ a que A(B). Na Tabela 5.19 apresentamos um quadro que ilustra as poss´ iveis rela¸oes conc~ junto significante/conjunto significado proposto pela Profa. Dra. Maria Aparecida Barbosa [38]. 5.4.3.1 - Monossemia Segundo Barros [39], ocorre monossemia quando um conceito ´ designado por e uma, e somente uma express~o. Essa rela¸ao un´ a c~ ivoca ´ chamada em Terminologia e de monon´ imia. De acordo com a mesma autora, um dicion´rio de l´ a ingua procura registrar todas as acep¸~es de uma unidade lexical; uma obra terminogr´fica apresenta apenas o co a conte´do espec´ u ifico de um termo em um dado dom´ inio. Assim, ´ normal que o e termo tenha a tend^ncia ` monossemia, o que n~o implica a inexist^ncia de termos e a a e poliss^micos e hom^nimos na l´ e o ingua de especialidade [40]. Encontramos apenas dois casos de monossemia em nosso trabalho. Na avia¸ao os termos fuselagem e aileron c~ s~o dois termos que, de acordo com os comandantes entrevistados do Airbus, n~o a a t^m sin^nimos. J´ os motores podem ser chamados tamb´m de turbinas, embora e o a e motor seja um termo gen´rico e turbina seja um tipo espec´ e ifico de motor. 5.4.3.2 - Homossemia H´ homossemia, ou sinon´ a imia, quando um mesmo conceito ´ designado por signie ficantes diferentes. A sinon´ imia pode ser definida como uma rela¸ao de equival^ncia c~ e no sentido matem´tico [41]. A homossemia total ´ muito rara, pois as unidades a e lexicais n~o s~o permut´veis em todos os contextos e nem possuem a mesma disa a a tribui¸ao, sentidos cognitivos e afetivos. J´ na homossemia parcial, as lexias aprec~ a sentam o mesmo significado, mas possuem distribui¸~o diferente. ca Embora a ocorr^ncia de homossemia total seja rara, encontramos alguns casos e onde a unidade terminol´gica apresenta os mesmo atributos s^micos e a mesma diso e tribui¸ao de outro, portanto s~o intercambi´veis. Ex.: mixer unit = mixing unit c~ a a (unidade mec^nica de mistura), anti -ice valve = wing anti -ice valve (v´lvula antia a congelante), rain repellent fluid = rain repellent liquid (l´ iquido repelente de chuva). Um unico caso de homossemia parcial foi observado, pressure regulating valve = ´ 108

hot-air pressure regulating valve. Apesar do termo apresentar o mesmo conjunto de atributos s^micos do que o outro, n~o possui a mesma distribui¸~o. Observamos que e a ca a primeira v´lvula pertence ao sistema de carga do Airbus, enquanto que a segunda a v´lvula pertence ao sistema de ar-condicionado do Airbus. Portanto, os dois signia ficantes n~o apresentam o mesmo significado ou a mesma distribui¸ao, pois ambas a c~ as v´lvulas possuem fun¸oes diferentes e participam de processos operacionais disa c~ tintos na aeronave durante a execu¸ao dos procedimentos realizados pela tripula¸~o c~ ca t´cnica. e 5.4.3.3 - Hiperon´ imia, Hipon´ imia e Co-Hipon´ imia Os hiper^nimos, hip^nimos e co-hip^nimos apresentam uma rela¸ao hier´rquica o o o c~ a nocional entre si (horizontal ou vertical). Os hip^nimos possuem uma rela¸~o de o ca subordina¸ao com os hiper^nimos, e os co-hip^nimos possuem uma rela¸ao nocional c~ o o c~ horizontal entre si. 1. O hiper^nimo ´ um termo definidor de uma classe de termos a ele subordinada. o e Por exemplo, podemos observar que a unidade terminol´gica flight plan, noo cionalmente ´ um hiper^nimo de lateral flight plan, vertical flight plan, active e o flight plan, secondary flight plan e flight plan initialization function. Todos os termos est~o relacionados entre si por um mesmo determinante nuclear que a indica o tipo de plano (flight). Neste caso, o definidor de classe ´ voo (flight) e e n~o plano (plan). a 2. O hip^nimo ´ um termo contido numa classe, definido por um mesmo hiper^nio e o mo e que com este mant´m uma rela¸ao de inclus~o. Por exemplo, quando e c~ a analisamos o hiper^nimo Auxiliary Power Unit (APU), cuja cadeia hier´rquica o a ´ vertical. Podemos dizer que o hiper^nimo APU (gerador de for¸a auxiliar) e o c tem os seguintes hip^nimos: APU warning, APU bleed air supply, APU load o compressor, APU bleed air, APU engine, APU generator. Todos eles apresentam os mesmos atributos ou tra¸os s^micos em comum. c e Todos os hip^nimos mant^m entre si uma rela¸~o de hierarquia mostrando o e ca que cada termo ocupa uma posi¸ao hier´rquica e est´vel neste sistema. O c~ a a hiper^nimo faz parte do n´cleo do sintagma nominal dos termos compostos o u ou complexos listados na cadeia hier´rquica formada por termos da l´ a ingua de especialidade da sub´rea do Check-list. Este universo detalha e exp~e os proa o cedimentos operacionais executados pelos v´rios sistemas, como por exemplo, a 109

el´trico-mec^nico, el´trico-eletr^nico, hidr´ulico, pressuriza¸ao, ventila¸~o, are a e o a c~ ca condicionado, etc. A maioria dos hiper^nimos encontrados nesta pesquisa s~o termos compostos o a ou complexos, mas n~o pudemos evitar que os seus correspondentes hip^nimos a o tivessem suas sequenciais nominais reduzidas porque elas indicam n~o s´ suas a o fun¸oes e opera¸oes, mas tamb´m como se relacionam com os outros sistemas c~ c~ e e suas localiza¸oes f´ c~ isicas na aeronave. Neste caso, podemos observar que o sintagma muitas vezes longo demais, com tr^s ou mais radicais, passava por e um processo de encurtamento (abrevia¸oes, siglas, etc.). Muitas unidades c~ terminol´gicas acabavam sendo abreviadas sem muito crit´rio, para facilitar a o e comunica¸~o r´pida entre os profissionais da area. ca a ´ 3. O co-hip^nimo ´ um termo cuja no¸ao est´ parcialmente inclusa em outro de o e c~ a mesmo n´ e est´ subordinado ao hiper^nimo. Os co-hip^nimos apresentam ivel a o o uma rela¸~o nocional horizontal entre si. Quando analisamos os co-hip^nimos ca o dos exemplos abaixo citados, podemos verificar que eles fazem parte de um mesmo sistema operacional do Airbus. Todos co-hip^nimos, Autopilot, Flight o director e Autothrust fazem parte do sistema de gerenciamento e de guiamento do Airbus. Cada um deles apresenta uma determinada fun¸ao e opera¸~o que c~ ca ´ solicitada durante as diferentes fases do voo ou durante a execu¸ao dos e c~ procedimentos (normal, anormal, de emerg^ncia, suplementares). A fun¸~o de e ca guiamento e de gerenciamento de voo aciona e executa o comando dos tr^s e componentes acima citados.

5.4.4

Paron´ imia

Ocorre quando dois elementos do conjunto significante, em rela¸~o de oposi¸~o ca ca transitiva, correspondem dois elementos do conjunto significado, estes em rela¸ao c~ disjuntiva ou transitiva. O unico termo que pode ser considerado um exemplo t´ ´ ipico de paron´ imia nesta pesquisa ´ o termo trem de pouso (landing gear ). Os pilotos e chamam de trem de pouso e o p´blico em geral chama de rodas, rodinhas, etc. u

5.4.5

O Caso dos Ep^nimos o

A epon´ imia ocorre quando utilizamos o nome pr´prio para nomear ou designar o uma estrutura mec^nica, um sistema operacional, um software ou uma aeronave, a como j´ ocorreu muito no passado durante a primeira e a segunda guerra mundial. a 110

O ep^nimo ´ uma homenagem dada a algu´m que tenha feito uma descoberta, o e e desenvolvido ou descrito uma inven¸ao, m´quina, etc. No nosso trabalho o unico c~ a ´ exemplo encontrado de ep^nimo foi o termo Mach (unidade de medida da velocidade o da aeronave, usando a velocidade do som como refer^ncia). Mach ´ o nome do e e descobridor do fen^meno de varia¸~o da velocidade do som com a altitude. Em o ca 1870, Ernst Mach, f´ isico austr´ iaco, introduziu o conceito de n´mero de Mach. O u n´mero de Mach ´ adimensional e expressa uma fra¸ao da velocidade do som. u e c~ OBS.: No in´ da avia¸~o, tamb´m se usava o termo Badin para designar o icio ca e veloc´ imetro da aeronave, mas com o passar do tempo, este caiu em desuso, e n~o ´ a e mais usado pelos comandantes e pilotos. Sua origem ´ do tempo da miss~o militar e a francesa no Brasil (anos 30). O termo ainda ´ usado na Fran¸a. E um nome pr´prio e c ´ o muito comum naquele pa´ is.

5.4.6

Homon´ imia

Temos um caso de homon´ imia quando dois ou mais conceitos, em rela¸~o de ca oposi¸ao disjuntiva, s~o designados por uma mesma express~o. Na Avia¸~o comerc~ a a ca cial ou militar, de um modo geral, ´ um pecado mortal um termo (significante) e designar duas coisas diferentes (significados). Porque o piloto, numa emerg^ncia, e poderia mandar o copiloto tomar uma a¸~o sobre uma delas e ele agir sobre a outra, ca com poss´ iveis efeitos desastrosos porque uma express~o (termo) designaria dois cona ceitos em rela¸~o de oposi¸~o disjuntiva (duas informa¸oes diferentes). ca ca c~ Nota-se, pelo exposto, que estamos longe da univocidade apregoada pelas unidades terminol´gicas na linguagem de especialidade da Avia¸~o Comercial. Verificamos o ca todos os tipos de rela¸oes de significa¸ao: a polissemia, a homossemia, a varia¸~o c~ c~ ca gr´fica, a varia¸~o de remiss~o (omisss~o), dentre outros. Com as observa¸~es feitas a ca a a co neste cap´ itulo, pudemos montar um dicion´rio Ingl^s e Portugu^s, o qual ser´ aprea e e a sentado no pr´ximo cap´ o itulo, e que mais se aproximou ou respeitou os aspectos, as rela¸oes conceituais e as rela¸oes de forma¸ao de palavras abordadas nesta parte do c~ c~ c~ trabalho.

111

Tabela 5.22: Diagrama explicativo sobre as poss´ iveis rela¸~es conjunto signifco icante/conjunto significado segundo Barros (veja refer^ncia [38]). e

112

Cap´ itulo 6 Dicion´rio T´cnico-Bil´ a e ingue Ingl^s-Portugu^s da Sub´rea do e e a Check-list

6.1 Apresenta¸~o ca

Este dicion´rio bil´ a ingue Ingl^s-Portugu^s exibe as unidades terminol´gicas relae e o cionadas aos campos tem´ticos do Check-list: procedimentos normais, anormais, de a emerg^ncia e suplementares. Nossa pesquisa priorizou as unidades terminol´gicas e o que estivessem relacionadas aos procedimentos normais (modo autom´tico) realizaa dos na cabine porque s~o os mais usados pela tripula¸~o t´cnica (pilotos). Procea ca e dimentos operacionais normais s~o os mais praticados e treinados durante as aulas a te´ricas na Escola de Especialista, nas aulas pr´ticas feitas no simulador de voo e o a na maquete. Os procedimentos anormais, de emerg^ncia e suplementares s~o estudados e e a treinados, mas n~o s~o procedimentos usados diariamente por pilotos. Esses proa a cedimentos s~o considerados at´ a ipicos, pois s~o executados em situa¸oes de perigo, a c~ acidente e incidente a´reos. Segundo relato feito por alguns pilotos, os procedimene tos anormais, de emerg^ncia e suplementares, quando necess´rios, ser~o executados e a a com a ajuda do Quick Reference Handbook. Este livro apresenta todas as sequ^ncias e operacionais que devem ser realizadas em situa¸oes at´ c~ ipicas e inesperadas, nas quais a tripula¸~o t´cnica n~o pode perder tempo ou ficar em d´vida sobre que sistemas ca e a u dever~o ser acionados (engaged ) ou desligados (disengaged ). a As empresas a´reas exigem que a tripula¸ao esteja preparada para enfrentar e c~

113

qualquer situa¸~o, mas isto n~o significa que as empresas a´reas desejam que suas ca a e tripula¸oes sejam obrigadas a usar tais procedimentos o tempo todo. As empresas c~ treinam exaustivamente seus pilotos e fazem manuten¸~o di´ria de aeronaves justaca a mente para evitar que procedimentos desta natureza ocorram com frequ^ncia, o que e acarretaria em perdas de receitas e possivelmente de pessoas. A regularidade da ocorr^ncia de procedimentos at´ e ipicos significa aeronaves com manuten¸~o irregular e tripula¸ao despreparada para exercer as atividades as quais ca c~ ` a ANAC homologou. A abrang^ncia da pesquisa revelou que v´rias das unidades e a terminol´gicas contempladas nesta pesquisa s~o usadas na execu¸~o dos outros tr^s o a ca e procedimentos operacionais.

6.2

6.2.1

Elabora¸~o da Obra Terminogr´fica ca a

A Macroestrutura

Segundo Ligia Almeida Barros [42], a organiza¸~o interna de uma obra terca minogr´fica ´ a sua macroestrutura, sendo que esse tipo de organiza¸ao est´ relaa e c~ a cionada as caracter´ ` isticas gerais do repert´rio retratado, ou seja, ` estrutura¸~o das o a ca informa¸oes em verbetes (que podem ser verticais e/ou horizontais), ` presen¸a ou c~ a c n~o de anexos, ´ a indices remissivos, ilustra¸~es, setores tem´ticos e mapa conceitual. co a Os verbetes podem ser apresentados de duas maneiras diferentes: (a) modelo alfab´tico (cont´ e inuo ou descont´ inuo), (b) modelo sistem´tico ou conceitual. a O primeiro modelo possibilita ao consulente o r´pido acesso aos termos, mas as a unidades terminol´gicas s~o apresentadas de forma descont´ o a inua (eixo paradigm´tico), a o que dificulta a reconstru¸ao do sistema conceitual da ´rea ou sub´rea do conhec~ a a cimento. Caso seja adotado este modelo de macroestrutura, com a finalidade de solucionar os problemas de consulta, a obra terminogr´fica dever´ organizar um a a sistema de remissiva, que permita ao consulente, visualizar a rela¸~o conceitual ca existente entre os termos. No segundo modelo, a organiza¸~o sistem´tica tem a vantagem de apresentar ca a o sistema conceitual da area ou da sub´rea do conhecimento (eixo sintagm´tico) ´ a a porque possibilita relacionar as rela¸oes e as liga¸oes entre conceitos, determinando a c~ c~ posi¸ao de cada um no sistema. Nesta ordena¸~o de entradas, as rela¸oes conceituais c~ ca c~ s~o preservadas, mas o consulente ter´ dificuldades de localizar os termos porque a a n~o possui conhecimento da area ou da sub´rea. Para solucionar os problemas de a ´ a consulta dessa obra terminogr´fica, ´ aconselh´vel ` ado¸ao de um ´ a e a a c~ indice alfab´tico, e 114

inclu´ na sec¸~o de anexo, que indique a localiza¸~o de cada unidade terminol´gica ido ca ca o na estrutura do dicion´rio bil´ a ingue. Devido a caracter´ ` istica peculiar da sub´rea pesquisada, e consequentemente das a fontes utilizadas para compor o corpus documental desta pesquisa, optamos por adotar uma macroestrutura com organiza¸ao alfab´tica, que pudesse atender as c~ e necessidades de busca do consulente. Entretanto, apesar da organiza¸~o alfab´tica ca e permitir o acesso r´pido aos termos, ela oculta as rela¸~es conceituais existentes a co entre os termos.

6.2.2

A Microestrutura

A microestrutura pode ser definida como a organiza¸~o dos dados contidos no ca verbete da obra terminogr´fica. O verbete m´ a inimo ´ composto de um elemento e lingu´ istico (entrada), do indicativo de gram´tica e de uma defini¸ao [43]. Entrea c~ tanto, o verbete tamb´m pode ser ampliado de acordo com a natureza da obra, seus e objetivos e o p´blico-alvo. O programa de informa¸~es dos verbetes pode ir muito u co al´m do verbete m´ e inimo. O programa de informa¸~es previamente estabelecido varia co de acordo com o tipo de unidade lingu´ istica descrita, mas deve ser aplic´vel a toa dos os verbetes cuja entrada seja da mesma natureza. Este programa constante de informa¸~es ´ tamb´m chamado de microestrutura b´sica e ´ um dos elementos co e e a e respons´veis pela homogeneidade do repert´rio. a o As informa¸~es contidas no verbete de um dicion´rio terminol´gico s~o frutos co a o a de um recorte do conte´do da unidade lingu´ u istica descrita em suas particularidades dentro de um campo espec´ ifico. Portanto, a microestrutura adotada nesta pesquisa priorizou o p´blico-alvo e as caracter´ u isticas da obra. Ent~o, optamos pelo seguinte a modelo de verbete nesta pesquisa: · + entrada em Ingl^s + paradigma informacional (variantes, ± siglas ou acroe gramas), · forma equivalente em Portugu^s, + paradigma informacional (+ categoria grae matical, + g^nero, ± variantes,± siglas ou acrogramas); e · paradigma definicional (defini¸ao redigida em L´ c~ ingua Portuguesa); · paradigma pragm´tico (abona¸~es em Ingl^s, seguidas de tradu¸ao para o a co e c~ Portugu^s); e

115

· paradigma remissivo (para as formas sinon´ imica e variantes preferenciais, sin^o nimos, parassin^nimos, hip^nimos e co-hip^nimos). o o o · paradigma intertextual (+ coment´rios, + notas de car´ter lingu´ a a istico e/ou enciclop´dico). e

6.2.3

Defini¸~es co

Uma defini¸ao ´ uma descri¸ao de um conceito feita por meio de outros conceitos c~ e c~ conhecidos, sobretudo sob a forma de palavras e de termos. A defini¸~o ´ um ca e conjunto de informa¸oes que s~o dadas sobre a entrada. A elabora¸~o das defini¸oes c~ a ca c~ de um trabalho terminogr´fico ´ o aspecto mais importante porque descreve e explica a e o termo, que faz parte de um texto maior, isto ´, de uma entrada (sujeito) e de um e enunciado definicional (predicado) [44]. As defini¸~es do vocabul´rio t´cnico-cient´ co a e ifico bil´ ingue (Ingl^s-Portugu^s) do e e Check-list foram elaboradas a partir dos conceitos-par^metros (final), averiguados a na investiga¸~o contextual. A defini¸ao ´ iniciada por uma palavra ou termo deca c~ e signativo (descritor, definidor) de um conceito gen´rico, seguido de caracter´ e isticas essenciais e distintivas, que permitem diferenciar o conceito de outros a ele relacionados [45]. H´ tr^s tipos fundamentais de defini¸~es, os quais condizem com os tipos b´sicos a e co a de obras lexicogr´ficas e terminogr´ficas (o dicion´rio de l´ a a a ingua, a enciclop´dia e o e dicion´rio terminol´gico): (a) a defini¸oes lexicogr´ficas caracterizam-se pela prea o c~ a domin^ncia de informal¸~es lingu´ a co isticas, tratando mais da palavra; (b) defini¸oes c~ enciclop´dicas se ocupam mais de referentes e descri¸~es de coisas; (c) defini¸oes e co c~ terminol´gicas trazem predominantemente conhecimentos formais sobre coisas e o fen^menos. [46] o No processo de elabora¸~o da defini¸ao levamos em conta que o repert´rio especa c~ o cializado est´ inserido em um contexto social, e, portanto, a defini¸ao deve adaptara c~ se ao dom´ inio da experi^ncia ao qual o conceito descrito pertence (princ´ e ipio de adequa¸ao de dom´ c~ inio) [47]. Dessa maneira, quando elaboramos as defini¸oes de c~ cada unidade terminol´gica apresentada nesta pesquisa, levamos em conta alguns o questionamentos: · Qual ´ a fun¸~o de cada componente existente em cada sistema operacional? e ca · Qual o seu grau de import^ncia operacional? a

116

· Como este componente se relaciona com os outros componentes do mesmo sistema? · Este componente se relaciona com outros componentes de outros sistemas? · Qual ´ a fun¸~o que desenvolve nesses outros sistemas (igual ou diferente)? e ca · Qual ´ a import^ncia deste componente nos outros sistemas em que se relae a ciona? · Qual ´ o papel preponderante deste componente no conjunto tem´tico da obra e a terminogr´fica. a Procuramos elaborar as defini¸~es, acatando o crit´rio estabelecido pela ISO co e 704/2000 que adota um sujeito (entrada), um predicativo (defini¸~o propriamente ca dita) e copula (omiss~o). Notas ou abona¸~es foram usadas para complementar as a co informa¸oes adicionais que pudessem ampliar o entendimento conceitual da unidade c~ terminol´gica. o

6.2.4

Abona¸~es co

As abona¸~es foram utilizadas com a finalidade de facilitar a compreens~o dos co a conceitos ampliando o poder explicativo das defini¸oes. Por isso, os termos s~o c~ a apresentados em ambiente textual.

6.2.5

Sistema de Remissiva

O sistema de remissiva adotado tem a finalidade de harmonizar a proposta da macroestrutura adotada. Ele ordena os termos a partir de tra¸os conceituais coc muns, como podemos observar no mapa conceitual que fundamenta a estrutura do vocabul´rio, e este por sua vez, fundamenta a macroestrutura. O sistema de remisa siva procura resgatar as rela¸~es sem^ntico-conceptuais existentes entre as unidades co a lexicais ou terminogr´ficas que comp~em a nomenclatura de uma obra lexicogr´fica a o a ou terminogr´fica. Deste modo a sua fun¸ao ´ corrigir o isolamento das mensagens lia c~ e gando variantes, criando campos sem^nticos estruturados com base em duas dire¸oes a c~ principais: (a) as rela¸oes sem^nticas que o termo de entrada mant´m com os ouc~ a e tros termos do dom´ inio repertoriado e, por vezes, com o de outros dom´ inios ou subdom´ inios afins [47]; (b) os usos espec´ ificos do termo no interior do universo que est´ inserido [48]. O sistema de remissiva orienta o leitor sobre o percurso a seguir a 117

para obter as informa¸oes procuradas e permitir uma amplia¸ao do conhecimento, c~ c~ dos pontos de vista do conte´do e das fun¸oes do termo consultado [47]. u c~ Portanto, o sistema de remissiva, apresentado nesta pesquisa, relacionou os termos que podem estar em outra parte da rede conceitual da obra terminogr´fica. Por a isso, adotamos o sistema de rela¸oes sem^nticas entre as unidades terminol´gicas c~ a o (sin^nimos, parassin^nimos, hiper^nimos, hip^nimos, co-hip^nimos). o o o o o

6.3

Apresenta¸~o dos Verbetes ca

Os verbetes do dicion´rio t´cnico Ingl^s-Portugu^s da sub´rea do Check-list s~o a e e e a a apresentados em ordem alfab´tica. Todos os termos inclu´ e idos neste dicion´rio s~o a a sistemas e componentes essenciais para o funcionamento seguro do Airbus. Na apresenta¸ao dos verbetes, tendo como l´ c~ ingua de partida o Ingl^s, adotamos a seguinte e sequ^ncia de campos obrigat´rios: e o · Entrada: termo em L´ ingua Inglesa; · Refer^ncia gramatical da entrada: categoria gramatical do termo em Pore tugu^s; e · Termo equivalente em L´ ingua Portuguesa; · Defini¸~o: frase explicativa do conceito, encabe¸ada por um termo gen´rico, ca c e seguido das caracter´ isticas essenciais e distintivas do conceito definido; · Abona¸~o: registro de um contexto, em Ingl^s, em que aparece o termo, e da ca e identifica¸~o da fonte de onde foi extra´ ca ido. Segue-se a tradu¸~o do contexto ca para Portugu^s. Os verbetes tamb´m podem apresentar eventualmente as e e seguintes informa¸oes: c~ · Sigla: redu¸ao de um sintagma; c~ · Variantes: varia¸~o gr´fica ou morfossint´tica; ca a a · Sin^nimo: designa¸ao referente ao mesmo conceito expresso pelo termoo c~ entrada, caracterizado, nas unidades terminol´gicas compostas, por altern^ncia o a lexical entre um dos elementos da composi¸~o. S´ um dos termos ´ definido, ca o e e o consulente ´ informado da exist^ncia de um termo sin^nimo (Sin.). e e o

118

· Remissiva: visando resgatar as varias rela¸oes entre os conceitos definidos, c~ o consulente ´ remetido para formas variantes, termos sin^nimos, hip^nimos, e o o co-hip^nimos com algum tipo de associa¸ao. o c~ O verbete principal com a defini¸ao apenas informa o consulente da exist^ncia c~ e de um sin^nimo (Sin.) ou da forma variante (Var.). Ver tb. remete a um hip^nimo, o o cuja defini¸ao ´ encabe¸ada pelo termo hiper^nimo, o que apresenta ao consulente c~ e c o a rela¸ao de subordina¸~o. Cf. remete a termos co-hip^nimos. Cf. tb. remete aos c~ ca o hiper^nimos e a outros termos relacionados ` eles. o a Notas: Observa¸ao complementar, de car´ter enciclop´dico ou lingu´ c~ a e istico, a saber: informa¸ao sobre a hist´ria do termo, recomenda¸ao dos especialistas sobre c~ o c~ sua aceita¸ao ou n~o, informa¸~es sobre aspectos morfol´gicos do termo etc. c~ a co o A seguir, apresentamos um exemplo de um verbete.

119

6.3.1

Abrevia¸~es co

Na Tabela 6.1 apresentamos as abrevia¸oes utilizadas neste trabalho. c~

Tabela 6.1: Abrevia¸~es utilizadas neste trabalho. co

Abrevia¸ao c~ adj. adv. cf. cf. tb. s. sin. s. f. s. m. v. var. ver tb.

Significado adjetivo adv´rbio e conferir conferir tamb´m e substantivo sin^nimo o substantivo feminino substantivo masculino verbo variante ver tamb´m e

6.4

Dicion´rio T´cnico-Bil´ a e ingue Ingl^s-Portugu^s e e da Sub´rea do Check-list a

O dicion´rio bil´ a ingue Ingl^s-Portugu^s, apresentado nesta sec¸ao do nosso trae e c~ balho, cobre a sub´rea do Check-list e reflete o universo dos procedimentos de cabine a executados pela tripula¸ao t´cnica. A finalidade da execu¸ao dos procedimentos ´ c~ e c~ e assegurar a integridade f´ isica da aeronave, da tripula¸~o e dos passageiros. ca Procuramos organizar a estrutura¸ao das unidades terminol´gicas de modo que c~ o o consulente pudesse obter o maior n´mero de informa¸oes poss´ u c~ iveis para a compreens~o dos significados de cada termo. Atrav´s do sistema de remissiva, o cona e sulente pode visualizar com quais termos essa unidade est´ associada em n´ opea ivel racional/conceitual. Como foi reiterado no in´ deste trabalho, a motiva¸ao para essa pesquisa foi icio c~ a inexist^ncia de material que descrevesse o vocabul´rio do Check-list e de seus e a procedimentos no Brasil. Embora a Avia¸~o Comercial seja uma atividade ecoca nomicamente importante e influente no cen´rio brasileiro, pouco se faz em termos a

120

de pesquisa que privilegie de maneira adequada o estudo descritivo do vocabul´rio a usado nessa atividade. Portanto, o trabalho investigativo realizado estabeleceu como objetivo principal a apresenta¸~o dos termos do Check-list em sua organiza¸~o hier´rquica, procurando ca ca a caracterizar as no¸~es envolvidas e realizar descri¸oes e an´lises morfol´gicas dos terco c~ a o mos. Al´m disso, a pesquisa forneceu uma abordagem bil´ e ingue (Ingl^s-Portugu^s), e e que mostrasse como se comportam as unidades terminol´gicas no ambiente em que o s~o usadas. a A pesquisa acatou as correntes te´ricas que estabelecem o termo como a pedra o fundamental do trabalho terminogr´fico. O termo ´, na sua mais remota ess^ncia, a e e uma unidade lexical pertencente ao l´xico geral de uma l´ e ingua, que passa a ser usada dentro de uma l´ ingua de especialidade por um grupo de falantes (os especialistas). Isto, inevitavelmente, acaba revelando os tra¸os s^micos daquela l´ c e ingua de especialidade, provando, assim a homogeneidade e uniformidade interna existente na ´rea de a conhecimento estudada. O termo acaba adquirindo o status de representante direto da l´ ingua de especialidade, pois ´ a representa¸ao f´ e c~ isica de um conceito (significado) e de uma designa¸ao (significante), cuja finalidade ´ transmitir o conhecimento de c~ e uma ´rea de especialidade. a Na nossa pesquisa, a descri¸ao e an´lise dos termos da l´ c~ a ingua de especialidade, foram feitas com base na descri¸~o dos termos que comp~em o Check-list: os proca o cedimentos de cabine executados a partir dos sistemas operacionais existentes no Airbus. A descri¸~o desse universo demonstrou que existe uma l´gica interna na ca o constru¸ao morfol´gica e (sem^ntica) conceitual das unidades criadas a partir dos c~ o a processos de forma¸ao de novos termos. c~

6.5

Lista dos Termos Apresentada por Ordem Alfab´tica e

Os sistemas encontrados em uma aeronave s~o conjuntos de fun¸oes e compoa c~ ´ nentes que recebem uma entrada, processam e devolvem um resultado (sa´ ida). E praticamente imposs´ dizer qual ´ o principal componente de cada sistema. Um ivel e computador n~o serve para nada sem seu software e vice-versa. Praticamente todos a os sistemas t^m exist^ncia f´ e e isica. A exist^ncia virtual refere-se somente ao software e utilizado pelos diversos computadores que fazem parte de praticamente todos os sistemas encontrados no Airbus. 121

Na atualidade, todos esses sistemas s~o essenciais a opera¸ao de um avi~o moa ` c~ a derno, pois eles se completam. Poder´ iamos dizer que uma aeronave como o Airbus ´ e um supersistema formado pelos diversos sistemas j´ citados (ar-condicionado, presa suriza¸ao, ventila¸ao, voo autom´tico, el´trico, controle de voo, hidr´ulico, etc.). c~ c~ a e a Por exemplo, uma turbina ´ extremamente eficiente em grandes altitudes, da ordem e de 30 a 40.000 p´s (aproximadamente 9 a 12 mil metros). Nessas altitudes, o ser e humano necessita de pressuriza¸ao para sobreviver. Por outro lado, se a aeronave c~ tiver que voar em altitudes onde o ser humano possa respirar normalmente, sem a pressuriza¸ao (at´ 10 mil p´s 3000 m), a turbina tornar-se-´ invi´vel, pelo seu c~ e e a a excessivo consumo em baixas altitudes. Assim, ´ o conjunto dos sistemas em sua e totalidade que permite que uma aeronave como o Airbus seja vi´vel do ponto de a vista tecnol´gico e econ^mico. o o Abaixo apresentamos uma descri¸~o sum´ria das fun¸~es executadas por cada ca a co sistema. A sequ^ncia abaixo respeita a ordem de entrada de cada sistema elencada e no manual de opera¸ao do piloto, onde cada sistema ´ apresentado sob a forma de c~ e um cap´ itulo enumerado, chamado Ata. O sistema e os seus componentes s~o desa critos conceitualmente ao longo do cap´ itulo. A disposi¸~o de cada sistema obedece ca a conven¸ao internacional dos fabricantes. A finalidade de cada Ata ´ proporcionar ` c~ e ao consulente o r´pido acesso as informa¸oes conceituais de cada sistema e coma ` c~ ponentes separadamente. Por exemplo, a Ata de n´mero 1.21 de qualquer manual u de fabrica¸ao, de qualquer aeronave, cont´m informa¸oes sobre o ar-condicionado c~ e c~ da aeronave. Essa sequ^ncia, acatada mundialmente, foi estabelecida pelos pr´prios e o fabricantes de aeronaves. · Air-conditioning - trocador de calor, controlador dos trocadores de calor. Os componentes deste sistema geram ar sob press~o e temperatura controladas, a para manter a press~o e a temperatura da cabine dentro dos limites tolerados a pelo ser humano. A temperatura externa, na altitude comumente voada, varia de 45 a 55 graus Celsius negativos. · Pressurization - v´lvulas de controle da pressuriza¸ao, controlador da pressuria c~ za¸ao. Componentes que controlam a press~o do ar dentro da cabine, para c~ a permitir a respira¸~o do ser humano a grandes altitudes. ca · Ventilation - os circuladores de ar. S~o componentes que circulam o ar no ina terior da aeronave e, em certas circunst^ncias, usam o ar externo para ventilar a a aeronave. 122

· Cargo - bagagem, carga. Sistema de ventila¸ao da carga ´ uma extens~o do c~ e a sistema de ventila¸ao da aeronave, sendo composto por v´lvulas de ar, v´lvulas c~ a a de controle de press~o e v´lvula que controla a quantidade de ar quente. a a · Auto-flight - computador de guiamento e gerenciamento de voo. Computadores que auxiliam o piloto calculando tempo de viagem e consumo de combust´ ivel, bem como fornece comandos de dire¸ao aos pilotos autom´ticos. c~ a · Electrical - constitu´ por geradores e barras de distribui¸~o. Esses comido ca ponentes geram energia el´trica para todos os componentes dos sistemas da e aeronave, ilumina¸~o da cabine, etc. ca · Flight controls - s~o superf´ a icies de comando, acionadores hidr´ulicos. Pera mitem que o piloto controle a atitude da aeronave. Eles s~o acionados por a pist~es hidr´ulicos, devido as grandes cargas geradas pelas press~es aerodin^o a ` o a micas sobre os mesmos. · Hydraulic - sistema formado por bombas hidr´ulicas, acumuladores de press~o, a a cilindros de acionamento. Esses componentes geram press~o para atuar nas a superf´ icies de comando que permitindo ao piloto comandar a atitude da aeronave. · Ice and rain protection - descreve os sistemas usados para evitar e/ou remover o gelo das asas, das entradas de ar das turbinas, das janelas dos pilotos, bem como para limpar a ´gua do p´rabrisa dos pilotos. a a · Landing gear - constitu´ por rodas, amortecedores, acionadores hidr´ulicos. ido a Esses componentes permitem o deslocamento da aeronave no solo. Eles s~o a recolhidos, por meio de acionadores hidr´ulicos, para diminuir a resist^ncia a e aerodin^mica. a · Navigation - descreve os sistemas de dados aerodin^micos e navega¸~o ina ca ercial, os instrumentos de reserva, os sistemas de navega¸ao por r´dio, os c~ a r´dioalt´ a imetros, os transponders, o radar meteorol´gico, o sistema de alerta o de proximidade do solo, o sistema de alerta de tr´fego e preven¸~o de colis~o, a ca a · Pneumatic - computador de monitoramento de sangria, v´lvulas de sangria. a Esss componentes extraem parte da press~o dos compressores de ar das turbinas, a para ent~o ser usada pelos sistemas de ar-condicionado e pressuriza¸ao. a c~

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· Auxiliary power unit - fornado pela turbina auxiliar que fornece eletricidade e ar sob press~o (para dar a partida dos motores), no por~o de equipamentos a a eletr^nicos, nos lavat´rios e nos compartimentos de carga. o o · Power plant - as turbinas e o controle digital do motor. Esses componentes geram e controlam a for¸a necess´ria ao deslocamento do avi~o. O controle c a a digital do motor ´ um computador especializado, que controla o funcionamento e da turbina.

6.6

Dicion´rio Final a

Port.: aileron, eiler~o, eler~o. a a Superf´ icies m´veis fixadas no bordo de fuga das asas, que auxiliam o as manobras de curva da aeronave, e controlam seu movimento no eixo longitudinal. The ailerons control movement around the longitudinal axis. This is known as roll. O aileron controla o movimento ao redor do eixo longitudinal. Isto ´ conhecido como balan¸o longitudinal ao e c redor do eixo da aeronave.

1. Aileron s. m.

2. Air-conditioning system s. m. Port.: sistema de ar-condicionado. Sistema que mant´m a cabine e demais areas da aeronave e ´ pressurizadas e condicionadas, sendo composto por turbinas e compressores, trocadores de calor, v´lvulas de controle de fluxo e a de temperatura. The air-conditioning system operation is fully automatic. sistema de ar-condicionado ´ operado automaticamente. e 3. Air-conditioning system controller s. m. Port.: controlador de temperatura do sistema de ar-condicionado. Modo eletr^nico de controle do sistema de ar-condicionado, que reo cebe instru¸oes do painel de controle do sistema de ar-condicionado c~ localizado, na cabine, para calcular a demanda da temperatura selecionada. 124 O

The air-conditioning system controller computes a temperature demand from the selected temperature and the actual temperature. O controlador de temperatura do sistema de ar-condicionado calcula a demanda da temperatura, da temperatura selecionada, e da temperatura real. Nota: Cada controlador de temperatura do sistema de ar-

condicionado regula a temperatura da sua unidade de ar condicionado, atrav´s da modula¸~o da v´lvula de desvio e da entrada e ca a de ar de impacto no flape. Cf.: air-conditioning system, pack, pack flow control valve,

trim air valve. 4. Air Cycle Machine s. m. Sigla: ACM Port.: modo de ar-condicionado. Equipamento que produz ar-condicionado para as v´rias partes da a aeronave. The cooled bleed air enters the compressor section of the air cycle machine and is compressed at high pressure and temperature. O ar sangrado resfriado entra no compressor do modo de ar-condicionado onde ´ comprimido em alta press~o e temperatura. e a 5. Air Data and Inertial Reference System s. m. Sigla: ADIRS Port.: sistema de refer^ncia de dados a´reos. e e

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Sistema que fornece informa¸~o espacial da aeronave, de proa ca real ao inv´s da proa magn´tica, de temperatura, de par^metros e e a anemom´tricos, barom´tricos e inerciais para o sistema eletr^nico e e o de instrumenta¸~o de voo, para o sistema de guiamento e de ca gerenciamento de voo, para o controle digital integral do motor, e para o controlador de ar na cabine, etc. Air Data and Inertial Reference System give the true heading instead of magnetic heading. A unidade de refer^ncia de dados e a´reos fornece a proa real ao inv´s da proa magn´tica. e e e Nota: Cada unidade de refer^ncia ´ dividida em duas partes, sendo e e que cada um delas trabalham separadamente no caso de uma falha na outra. 6. Air data system s. m. Sigla: ADS Port.: sistema de dados a´reos. e Sistema de coleta e processamento de dados atmosf´ricos externos e para uso do sistema de navega¸ao. c~ Air data system is intended to collect external atmospheric data and process them to be used by navigation systems. O sistema de dados a´reos ´ planejado para coletar dados atmosf´ricos extere e e nos e process´-los para serem usados pelos sistemas de navega¸~o. a ca Nota 1: dos: O sistema de dados a´reos calcula os seguintes dae

altitude padr~o, altitude, corrigida barometricamente, a

velocidade vertical, velocidade do ar indicada e velocidade do ar real, m´xima velocidade de opera¸ao e aviso de excesso de a c~ velocidade. Nota 2: O sistema de dados a´reos opera automaticamente. e 7. Air bleed system s. m. Port.: sistema de sangria de ar.

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Fonte de ar para o sistema de ar-condicionado. Air bleed system is fully automatic. grado ´ totalmente autom´tico. e a Nota: Sangria ´ um sistema que permite a pressuriza¸ao do e c~ O sistema de ar san-

sistema pneum´tico da aeronave, do ar-condicionado, do sistema a antigelo, partida do motor, etc.

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8. Airfoil s. m. Port.: aerof´lio. o Superf´ icie, em forma de gota, destinada a ` sustenta¸~o ca

aerodin^mica. a Although many different airfoil designs exist, all airfoils produce lift in a similar manner. Embora existam diferentes modelos, todos os aerof´lios produzem inclina¸~o da mesma maneira. o ca 9. Alpha floor s.f. Port.: prote¸ao pr´-estola. c~ e Prote¸ao que comanda o empuxo de arremetida, no caso de uma c~ situa¸ao de pr´-estol, independente da posi¸ao que as alavancas de c~ e c~ empuxo ocupem. To cancel alpha floor, the pilot must disconnect the autothrust. The flight augmentation computer generates the signal that triggers the alpha-floor mode. Para cancelar a prote¸~o pr´-estola, o piloto ca e deve desconectar-se da autoimpuls~o. O computador de voo gera o a sinal que desencadear´ o modo de prote¸~o pr´-estola. a ca e 10. Alpha and speed function s. f. Port.: fun¸ao de velocidade alfa. c~ Fun¸ao de velocidade que inibe a retra¸~o das aletas de hiperc~ ca sustenta¸~o quando o angulo de ataque ou ^ngulo de incid^ncia for ca ^ a e alto em velocidades baixas. Alpha and speed function inhibits slat retraction at high angle-ofattack and low speed. A fun¸~o de velocidade alfa inibe a retra¸~o ca ca da aleta de hiper-sustenta¸~o quando o ^ngulo de ataque ou de ca a incid^ncia ´ alto em velocidades baixas. e e Nota 1: A fun¸ao de velocidade alfa n~o ´ ativada se a aeronave c~ a e encontra-se no solo, e se sua velocidade for menor que 60 n´s. o Nota 2: A fun¸ao de velocidade alfa n~o ´ ativada se o angulo c~ a e ^ de ataque ou incid^ncia exceder 8.5 graus, ou se a velocidade e aerodin^mica estiver abaixo de 148 n´s, e ap´s a tripula¸~o t´cnica a o o ca e tiver movido a alavanca para zero. 128

11. Alpha and Speed Lock Function s.f. Sigla: SLATS. Port.: fun¸ao de bloqueio de velocidade. c~ Esta fun¸ao inibe a retra¸ao da aleta de hiper-sustentac~o em c~ c~ a baixas velocidades e com ^ngulos de ataque altos. a The alpha and speed lock function is not active if the aircraft is on the ground, and its speed is less than 60 knots. A fun¸~o de ca bloqueio n~o est´ ativa quando a aeronave est´ no solo, e se sua a a a velocidade for menor que 60 n´s. o 12. Angle Of Attack s. m. Sigla: AOA Port.: angulo de ataque ou incid^ncia. ^ e Sin.: ^ngulo incid^ncia a e ^ Angulo formado entre a corda m´dia aerodin^mica da asa e o e a deslocamento da aeronave. Angle of attack is the acute angle formed between the chord line of an airfoil and the direction of the air that strikes the airfoil. O ^ngulo de ataque ´ um angulo agudo formado entre a borda do a e aerof´lio e a dire¸~o do ar que bate no aerof´lio. o ca o Nota: O angulo de ataque n~o ´ a mesma coisa que um ^ngulo de ^ a e a inclina¸ao. O ^ngulo de ataque ´ uma combina¸ao espec´ c~ a e c~ ifica entre peso e velocidade da aeronave que pode ser mudada, alterando-se o formato da asa, isto ´, mudando o ajuste dos flapes. e 13. Anti-ice valve s. m. Port.: v´lvula de prote¸ao contra a forma¸~o de gelo. a c~ ca Sin.: v´lvula de degelo a V´lvulas que comandam a abertura do fornecimento de ar quente a para o sistema de antigelo, e que se fecham quando o fornecimento de energia el´trica falhar, e/ou o sistema de prote¸~o contra chuva e ca e gelo detectar um vazamento no lado afetado da asa. 129

If electrical power supply fails, the anti-ice valves close. Se o fornecimento de energia el´trica falhar, as v´lvulas de prote¸~o contra e a ca forma¸~o de gelo se fecham. ca 14. Antiskid system s. m. Port.: sistema antiderrapante Sistema que previne que as rodas da aeronave travem durante a frenagem. Antiskid system provides maximum braking efficiency by maintaining the wheel at the limit of an impending skid. O sistema antiderrapante fornece uma efici^ncia maior na frenagem, pois e mant´m a roda no limite de uma derrapagem iminente. e Nota: O sistema antiderrapante ´ desativado abaixo de 10 e

n´s (velocidade relativa). o 15. Auto-Pilot Warning s. m. Acrograma: AP Warning Port.: alerta do desengatamento ou desacionamento do piloto autom´tico a Aviso de desativa¸ao do piloto autom´tico provocado por a¸ao do c~ a c~ piloto ou por alguma falha do sistema. When the AP is disengaging, the system warns the pilot through the AP Warning. Quando o piloto autom´tico ´ desativado, o a e sistema adverte o piloto por meio do aviso de alerta. Cf. tb.: Auxiliary Power Unit (APU) 16. Auxiliary Power Unit Bleed Valve s. f. Acrograma: APU Bleed Valve Port.: v´lvula de sangria de ar do gerador de for¸a auxiliar. a c V´lvula operada pneumaticamente e controlada eletricamente para a corte do ar sangrado proveniente do gerador de for¸a auxiliar. c

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The APU BLEED pushbutton switch on the air-conditioning panel controls the APU bleed valve. O bot~o do gerador de for¸a auxiliar, a c quando ligado no painel do ar-condicionado, controla a v´lvula de a sangria do gerador de pot^ncia auxiliar. e Cf.: Auxiliary Power Unit (APU) 17. Auxiliary Power Unit Leak Signal s. m. Acrograma: APU Signal Port.: sinal de vazamento do gerador de for¸a auxiliar. c Alerta de vazamento de ar proveniente do gerador de for¸a auxiliar, c que auxilia o fechamento autom´tico da v´lvula de sangria cruzada a a e da v´lvula de sangria do gerador (exceto durante a partida). a The Auxiliary Power Unit leak signal causes the x-bleed valve to close automatically (except during an engine start). O sinal de vazamento do gerador de for¸a auxiliar faz com que a v´lvula de c a sangria cruzada se feche automaticamente(exceto durante o per´odo i da partida do motor). Cf.: Auxiliary Power Unit (APU) 18. Autopilot s. m. Sigla: AP Port.: Piloto autom´tico. a Fun¸ao de controle autom´tico das superf´ c~ a icies de comando e pot^ncia dos motores, que garante a manuten¸ao dos par^metros e c~ a de voo (navega¸ao vertical e horizontal) pr´-determinados. c~ e Automatic pilot can be directed by the pilot, or it may be coupled to a radio navigation signal. O piloto autom´tico pode ser controa lado pelo piloto, ou pode ser acoplado a um sinal de radionavega¸~o. ca Nota 1: O piloto tem que superar uma for¸a limitante a fim c de mover o manche quando o piloto autom´tico est´ acionado. Se a a ele superar esta for¸a e ent~o mover o manche, ele desconectar´ o c a a piloto autom´tico. a 131

Nota 2: O piloto pode desativar o piloto autom´tico com o pedal a do leme de dire¸~o. O piloto autom´tico estabiliza a aeronave ao ca a redor do seu centro de gravidade, navega a aeronave para pouso autom´tico ou uma arremetida, e adquire e rastreia a trajet´ria de a o voo. 19. Autobrake s. m. Port.: freio antiderrapante. Sistema de frenagem autom´tica que garante a manuten¸ao da taxa a c~ de desacelera¸ao selecionada antes do pouso, a fim de melhorar c~ o conforto dos passageiros e, portanto, aumentar a seguran¸a do c pouso. The aim of the autobrake is to establish and maintain a selected deceleration rate during landing, to improve comfort and reduce crew workload. O objetivo do freio antiderrapante ´ estae belecer e manter uma taxa de desacelera¸ao selecionada durante c~ o pouso a fim de melhorar o conforto e reduzir o trabalho da tripula¸ao. c~ Nota 1: O freio antiderrapante pode ser armado com os freios de estacionamento acionados. A frenagem autom´tica dos freios a antiderrapantes permanece armada quando o espoiler de solo estiver retra´ ido. Nota 2: O freio antiderrapante ´ desarmado ap´s uma decolagem, e o um toque e uma arremetida. 20. Autoland warning s. m. Port.: alerta do sistema de pouso autom´tico. a Alerta de sistema de pouso autom´tico acionado quando o piloto a autom´tico falhar, ou ent~o o localizador do sistema de pouso por a a instrumentos falhar. The autoland red warning flashes in land mode when both autopilots fail. O alerta do sistema de pouso autom´tico pisca a quando ambos os pilotos autom´ticos falham. a

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21. Automatic Directional Finder s. m. Sigla: ADF Port.: r´dio goni^metro autom´tico. a o a Instrumento utilizado para executar a navega¸ao da aeronave via c~ transmissor de r´dio que emite ondas de r´dio eletromagn´ticas a a e para pouso de n~o precis~o). a a The aircraft has two automatic directional finder systems. aeronave possui dois r´dios goni^metro autom´ticos. a o a 22. Automatic pressure control mode s. m. Port.: modo autom´tico de controle de press~o. a a Modo que limita a press~o na cabine at´ 8000 p´s de altitude no a e e m´ximo, aperfei¸oando-a durante as fases de subida e descida. a c Each automatic pressure controls mode consists of a controller and its associated motors. O m´dulo de controle de press~o ´ o a e constitu´do de um controlador e de seus motores associados. i Nota: Se ambos os sistemas autom´ticos falham, a tripula¸~o pode a ca usar, no painel de controle, a tecla pressione cabine, para assumir o controle manual da pressuriza¸~o da cabine. ca 23. Auto-Pilot and Flight Director System s. m. Sigla: AP/FD Port.: sistema de piloto autom´tico e diretor de voo. a Sistema de dire¸ao de voo que fornece controle autom´tico dos c~ a principais comandos da aeronave por meio do piloto autom´tico. a The Auto-Pilot and Flight Director System controls the stabilization of the aircraft around its centre of gravity, maintaining as basic mode its attitude and enabling its modification by the pilots. O sistema de piloto autom´tico e diretor de voo controla a a estabiliza¸~o da aeronave ao redor do seu centro de gravidade, ca mantendo como modo b´sico a sua atitude, possibilitando assim, a sua modifica¸~o atrav´s dos pilotos. ca e A

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Nota 1: O sistema de piloto autom´tico/diretor de voo auxilia a a tripula¸~o na manuten¸ao da aeronave dentro do diagrama Vca c~ N normal, a fim de aperfei¸oar o desempenho na decolagem, arc remetida, e nas fases de subida e descida. Nota 2: O piloto autom´tico pode ser ativado dentro do diagrama a V-N normal, 5 segundos ap´s a decolagem e pelo menos a 100 p´s. o e 24. Autothrust s. m. Abreviatura: A/THR. Port.: autoimpuls~o. a Fun¸ao que controla o gerenciamento de voo de uma aeronave, c~ podendo operar independente ou em conjunto com o piloto autom´tico e diretor de voo. a The Autothrust system can operate independently or with automatic pilot and flight director. O sistema de autoimpuls~o pode a operar independentemente ou em conjunto com o piloto autom´tico a e diretor de voo. 25. Auxiliary Power Unit s. m. Sigla: APU Port: gerador ou unidade de for¸a auxiliar. c Unidade de for¸a auxiliar que permite manter o ar-condicionado e c o sistema el´trico funcionando, enquanto a aeronave est´ em solo, e a fornecendo for¸a pneum´tica para dar partida nos motores, sendo c a de grande utilidade em voo de cruzeiro, na eventualidade da perda de motor. The Auxiliary Power Unit supplies electrical power to the electrical system. The Auxiliary Power Unit may obtain power for starting from the aircraft´s batteries or normal electrical system, or form ground service. O gerador de for¸a auxiliar fornece energia c el´trica para o sistema el´trico. Ele pode conseguir energia para e e dar partida na aeronave com as baterias da pr´pria aeronave, ou o atrav´s do sistema el´trico convencional. e e

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Nota 1: Durante a decolagem o gerador de for¸a auxiliar ajuda c o ar-condicionado a funcionar, evitando assim uma redu¸~o de ca impuls~o do motor provocado pelo uso do ar sangrado do motor, a quando ´ requisitado da aeronave um melhor desempenho. e Nota 2: O gerador ´ uma turbina simples de pot^ncia a g´s que e e a envia uma transmiss~o mec^nica de energia para o eixo. a a Cf.: box. 26. Avionics Equipment Ventilation Computer s. m. Sigla: AEVC Port.: controlador eletr^nico de ventila¸ao. o c~ Instrumento que controla a opera¸ao de todos os ventiladores e c~ v´lvulas no sistema eletr^nico de ventila¸ao e oferece tamb´m a o c~ e ventila¸~o ao sistema eletr^nico. ca o The avionics equipment ventilation computer controls the operation of all fans and valves in the avionics ventilation system. O controlador eletr^nico de ventila¸~o controla a opera¸~o de todos o ca ca os ventiladores e v´lvulas no sistema eletr^nico de ventila¸~o. a o ca Nota: O controlador de ventila¸ao faz parte do sistema de c~ APU bleed valve, inlet guide vane, electronic control

ventila¸~o. ca Cf.: fan. 27. Bank angle protection s. m. Port.: prote¸ao de angulo de inclina¸~o. c~ ^ ca Prote¸ao contra inclina¸~es acentuadas da aeronave no eixo c~ co longitudinal. The maximum achievable bank angle is around 67 degrees, within the normal flight envelope. O ^ngulo m´ximo de inclina¸~o a a ca de prote¸~o ´ aproximadamente 67 graus, dentro do diagrama V-N ca e normal.

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Nota: O angulo de inclina¸ao de prote¸ao fornece ao comandante ^ c~ c~ controle total para que ele consiga realizar com efici^ncia qualquer e manobra de rolamento requisitada ou necess´ria. a 28. Battery Charge Limiter s. m. Sigla: BCL Port.: limitador de carga da bateria. Equipamento de monitoramento da carga das baterias. Each battery has an associated Battery Charge Limiter. bateria tem seu pr´prio carregador de bateria de limite. o Nota: bateria. 29. Bleed Monitoring Computer s. m. Sigla: BMC Port.: computador de monitoramento de sangria. Computador que monitora a sangria de ar dos motores e do sistema pneum´tico. a Two Bleed Monitoring Computer control and monitor the operation of the pneumatic system. Dois computadores de monitoramento de sangria controlam e monitoram a opera¸~o do sistema pneum´tico. ca a Cf.: pneumatic system. 30. Bleed valve s. f. Port: v´lvula de sangria a V´lvula de sangria de ar do motor que atua como v´lvula de corte a a e controle de press~o, operada pneumaticamente e controlada a eletricamente. Bleed valve is fully closed pneumatically if there is return flow. A v´lvula de sangria ´ totalmente fechada pneumaticamente a e se houver retorno de fluxo. O limitador de carga da bateria controla sua pr´pria o Cada

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31. Brake and Steering Control Unit s. f. Sigla: BSCU Port.: unidade de controle da dire¸ao dos freios. c~ Unidade eletr^nica de controle de freios e do leme da aeronave (no o solo), que monitora a press~o residual nas linhas hidr´ulicas do a a sistema de frenagem, e da temperatura dos freios. The brake and steering control unit is electrically-signaled. All braking functions are controlled by a dual channel brake and steering control unit. A unidade de controle do leme e da frenagem ´ alimentada por um sinal el´trico. Todas as fun¸~es de frenagem e e co s~o controladas por uma unidade de canal duplo de controle do a leme e da frenagem. 32. Cabin pressurization system s. m. Variante.: pressurization control system. Port.: sistema de pressuriza¸~o da cabine. ca Sistema que apresenta quatro fun¸oes gerais: fun¸ao de solo, c~ c~ pressuriza¸ao, pressuriza¸ao em voo, despressuriza¸ao, permitindo c~ c~ c~ o bem estar f´ isico dos passageiros (a vida) a bordo em grandes altitudes. In normal operation, the cabin pressurization system is fully automatic. Em uma opera¸~o normal, o sistema de pressuriza¸~o ca ca da cabine de passageiros ´ totalmente automatizado. e Nota: A tripula¸ao pode configurar e ajustar o sistema de c~

pressuriza¸ao da cabine para operar em modo autom´tico, c~ a semiautom´tico, ou manual. a

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33. Cabin Pressure Controllers s. m. Sigla: CPC. Variante: pressure controller. Port.: controlador de press~o da cabine. a Controlador de press~o da cabine que mant´m a cabine em n´ a e iveis confort´veis de aclimata¸~o e pressuriza¸~o durante o voo, podendo a ca ca ser operado em modo manual pela tripula¸ao t´cnica em caso de c~ e falha. Two identical, independent, digital pressure controllers automatically control the system, by maintaining the proper cabin pressure. Dois controladores de press~o digitais autom´ticos e independentes a a controlam o sistema, atrav´s da manuten¸~o adequada da press~o e ca a na cabine. Cf.: outflow valve, electronic centralizer advisory monitor,

safety valve. 34. Cargo pressure regulating valve s. f. Port.: v´lvula reguladora de press~o do compartimento de carga. a a V´lvula que regula a press~o do ar quente que vem dos motores, a a destinado a aquecer o compartimento de carga. Este ar ´ misturado e ao ar que vem da cabine de passageiros quando se deseja que os por~es sejam aquecidos (os por~es s~o muito frios, normalmente o o a mais frios que a cabine). If the inlet temperature exceeds 88 C, the controller interprets this as duct overheat and closes the cargo pressure regulating valve. Se a temperatura de entrada exceder 88 C, o controlador interpreta isto como sendo um super aquecimento do duto e fecha a v´lvula reguladora de press~o do compartimento de carga. a a

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35. Cargo trim air valve s. f. Port.: v´lvula de ajuste de temperatura do ar do compartimento de carga. a ´ E uma segunda v´lvula, na linha de ar quente que vem do motor, a que controla a quantidade de ar quente a ser misturada com o ar que vem da cabine, para se obter a tempertatura desejada e adequada em diferentes partes da aeronave. The hot air is controlled by the cargo trim valve which is modulated electrically by the controller. O ar quente ´ controlado e pela v´lvula t´rmica reguladora de ar do compartimento de carga, a e sendo modulada eletricamente pelo controlador. Nota: Se a temperatura de entrada excede 70 C, o contro-

lador fecha a v´lvula. a 36. Cargo Ventilation Controller s. m. Sigla: CVC Port.: controlador de ventila¸~o do por~o de carga. ca a Computador simples que controla a ventila¸~o da carga (ou do ca compartimento de carga). Ele controla a abertura e fechamento das v´lvulas de isolamento da entrada e sa´ de ar, bem como o a ida funcionamento do ventilador de extra¸~o de ar do compartimento ca de carga. The cargo ventilation controller closes the isolation valves and stops the extraction fan, when the aft cargo smoke detection unit detects smoke. O controlador de ventila¸~o de carga fecha a ca v´lvula de isolamento e desliga o ventilador de extra¸~o, quando o a ca detector de inc^ndio do compartimento anterior (pr´ximo ` cabine e o a dos pilotos) detectar fuma¸a. c Nota: O controlador de ventila¸~o de carga fecha a v´lvula ca a

de isolamento e desliga o ventilador de extra¸~o. ca Cf.: valve. inlet isolation valve, extraction valve, outlet isolation

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37. Circuit Braker Monitoring Unit s. f. Sigla: CBMU Port.: unidade de monitoramento dos disjuntores. Unidade que monitora o status dos disjuntores, quando estiverem em opera¸~o ou desarmados ("Tripados"). ca Circuit braker monitoring unit is in the electronic equipment bay. A unidade de monitoramento do disjuntor est´ localizada no a compartimento do equipamento eletr^nico. o 38. Circuit Breaker s. m. Sigla: CB. Port:. disjuntor. Disjuntores que protegem os equipamentos e sistemas el´tricos e da aeronave, podendo ser desarmados em caso de excesso de corrente el´trica, sendo que est~o diretamente ligados aos diversos e a barramentos el´tricos da aeronave. e The circuit breakers protect the systems and equipments by means of not allowing over current to flow within the bus bars. Os disjuntores controlam e protegem a conex~o dos sistemas a e equipamentos por meio de uma barra de distribui¸~o el´trica ca e ajust´vel. a Nota 1: Os controles dos disjuntores agrupados est~o localia

zados no painel superior, que s~o identificados com a letra "U" a nos pain´is laterais, identificados com a letra "D" (direito) ou e "E" (esquerdo), na cabine e no compartimento do controlador eletr^nico de ventila¸~o. o ca Nota 2: Cada disjuntor ´ identificado por uma letra e um n´mero e u que d~o suas coordenadas no respectivo painel onde se encontram a localizados.

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39. Cost Index s. m. Sigla: CI. Port.: ´ indice de custo. Raz~o entre o tempo de voo e o custo de combust´ utilizado, que a ivel permite calcular o melhor desempenho da aeronave em um dado regime solicitado (menor tempo, menor custo, maior autonomia, etc.) The cost index is used to compute the best economic speed and Mach to be flown considering the ratio between the flight time cost and the fuel cost. O ´ndice de custo ´ usado para calcular a i e velocidade mais econ^mica e o n´mero Mach para voo levando em o u considerando a raz~o entre tempo de voo e o custo de combust´vel. a i Nota: O n´ ivel de voo de cruzeiro adequado ´ aquele n´ e ivel

em que a aeronave incorre no mais baixo custo de um plano de voo especificado, ´ indice de custo e peso bruto. 40. Cross bleed valve s. f. Acrograma: x-bleed valve. Port.: v´lvula de sangria cruzada. a V´lvula que permite que o sistema de fornecimento de ar dos a dois motores e do gerador de for¸a auxiliar sejam isolados ou c interconectados. In automatic mode the cross bleed valve opens when the system is using APU bleed air. It closes if the system detects an air leak (except during engine start). No modo autom´tico a v´lvula a a de sangria cruzada se abre, quando o sistema est´ usando o ar a sangrado do gerador de for¸a auxiliar. A v´lvula se fecha se o c a sistema detectar um vazamento de ar (exceto durante a partida do motor). Nota: Se o gerador de for¸a auxiliar estiver ligado, e a v´lvula de c a sangria cruzada estiver desligada, a v´lvula de sangria do motor 2 a permanecer´ aberta. a

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41. Distance Measurement Equipment s. m. Sigla: DME. Port.: marcador de dist^ncia de navega¸ao. a c~ Marcador de dist^ncia para aux´ a ilios terrestres de navega¸ao. c~ The aircraft has two distance measurement equipment. aeronave possui dois marcadores de navega¸~o. ca 42. Ditching s. m. Port.: pouso for¸ado na agua c ´ Pouso for¸ado na ´gua que uma aeronave faz em uma situa¸ao de c a c~ emerg^ncia. e To prepare for ditching, the flight crew must press ditching pushbutton on the cabin press control panel to close the outflow valve. Para se preparar para um pouso for¸ado na ´gua, a c a tripula¸~o t´cnica pressiona o bot~o de pouso for¸ado na ´gua no ca e a c a painel de controle, para fechar a v´lvula de controle de pressua riza¸~o. ca Cf.: outflow valve. 43. Electronic Centralized Advisory Monitoring s. m. Variante: Electronic Centralizer Advisory Monitoring. Sigla: ECAM. Port.: sistema eletr^nico de monitoramento da aeronave. o Componente principal da cabine de comando que monitora e exibe o status dos sistemas da aeronave, indicando e solicitando da tripula¸ao a¸~es que dever~o ser executadas nas situa¸oes normais, c~ co a c~ anormais e de emerg^ncias. e The purpose of the ECAM is to display aircraft system information. A finalidade sistema eletr^nico de monitoramento da o aeronave ´ exibir informa¸~o dos sistemas. e ca Nota 1: O sistema eletr^nico de monitoramento da aeronave o A

encontra-se dispon´ na maioria das situa¸~es de pane. ivel co

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44. Electrical Contactor Management Units s.f . Sigla: ECMUs. Port.: unidades de gerenciamento do contator el´trico. e Unidades el´tricas que fornecem o controle da carga el´trica da e e cozinha, status dos contatores, e suprimento de eletricidade. Each electrical contactor management unit sends the following information to the ECAM: galley supply status, contactor status and galley switch position. Cada unidade de gerenciamento do contator el´trico envia as seguintes informa¸~es para o sistema e co eletr^nico de monitoramento da aeronave: o status de fornecimento o da cozinha, o status do contator, e a posi¸~o do interruptor da ca cozinha. 45. Electronic Control Box s. f. Sigla: ECB. Port.: caixa de comando eletr^nica. o Controle eletr^nico digital que monitora a velocidade, temperatura, o o ar sangrado, e controla o fluxo de combust´ ivel, a partida el´trica e e o desligamento autom´tico do motor. a Electronic control box monitors speed and temperature and it also controls the fuel flow in the aircraft. A caixa de comando eletr^nica monitora a velocidade e a temperatura, ela tamb´m o e controla o fluxo de combust´vel na aeronave. i Nota: A caixa de comando eletr^nica ´ um controlador eletr^nico, o e o de poder pleno, que executa o trabalho do sistema l´gico do o gerador de for¸a auxiliar para todos os modos de opera¸ao dos c c~ motores. 46. Eletrical heating s. m. Port.: aquecimento el´trico antigelo para sensores externos da aeronave. e Sistema de aquecimento el´trico que protege os tubos de pitot, as e aletas de indica¸ao de altitude, e os sensores de temperatura total c~ contra o dep´sito de gelo. o

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Eletrical heating protects angle of attack probes. O aquecimento el´trico protege as varetas do ^ngulo de ataque. e a Nota: O aquecimento el´trico protege a vareta da temperae

tura de ar total. 47. Electronic Flight Instrument System s. m. Sigla: EFIS. Port.: sistema eletr^nico de instrumenta¸ao de voo. o c~ Sistema formado por uma tela de raios cat´dicos ou de cristal o l´ iquido, que fornece ` tripula¸~o v´rias informa¸~es sobre o voo, a ca a co como por exemplo, velocidade, altitude, proa, inclina¸~o lateral e ca vertical, raz~o de subida, navega¸ao, etc. a c~ Electronic flight instruments panel is used to control both primary flight display and navigation display. O painel de voo por instrumento ´ usado para controlar tanto o monitor de navega¸~o e ca como tamb´m o monitor de voo prim´rio. e a Nota: O painel de voo por instrumentos ´ um painel que e

possui controles que elegem os diferentes modos de opera¸~o ca dentro do monitor de navega¸~o. ca Cf.: primary flight display (PFD), navigation display (ND). 48. Electrical Power System s. m. Port.: sistema de energia el´trico. e Sistema de gera¸~o de energia el´trica da aeronave, o qual ´ ca e e alimentado por geradores integrados. Electrical power system consist of a three phase 115/200 volt, 400 Hertz constant frequency alternate current system and 28 volt direct current system. O sistema de energia el´trica possui tr^s e e fases: um de 115/200 volts, um sistema de corrente alternada de frequ^ncia constante de 400 Hertz, e um sistema de corrente direta e de 28 volts.

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Nota: Se todos os geradores de corrente alternada falharem, o sistema de energia el´trica pode transformar a energia de corrente e direta das baterias em corrente alternada. Cf. tb.: window heating computer (WHC). 49. Elevator sm Port.: profundor. Elemento estrutural aerodin^mico, localizado na parte posterior do a estabilizador horizontal, que quando acionado, empurra a cauda da aeronave para baixo ou para cima fazendo, assim, a aeronave picar (descer) ou cabrar (subir). The elevator is attached to the back of the horizontal stabilizer. The elevator controls movements around the lateral axis. This is known as pitch.O profundor ´ fixado na parte posterior do e estabilizador horizontal. O profundor controla os movimentos ao redor do eixo lateral. Isto ´ conhecido como inclina¸~o. e ca

50. Emergency generator s. m. Port.: gerador de emerg^ncia e Gerador acionado hidraulicamente pela turbina de press~o de ar de a impacto, que fornece energia de corrente alternada para o sistema el´trico da aeronave, se todos os geradores normais falharem. e The green hydraulic circuit drives an emergency generator that automatically supplies emergency alternate current power to the aircraft electrical system if all main generators fail. O circuito hidr´ulico verde aciona um gerador de emerg^ncia que a e automaticamente fornece energia de corrente alternada para o sistema el´trico da aeronave se todos os geradores principais e falharem.

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51. Energy cycle s. m. Port.: ciclo de energia. Dist^ncia requisitada para aterrissagem da aeronave em rela¸~o a ca ao aeroporto quando a aeronave est´ desenvolvendo velocidade de a aproxima¸~o. ca An energy cycle is a green arc, displayed on the EFS navigation disply unit. Ciclo de energia s~o arcos verdes, centralizados e a exibidos na tela de navega¸~o do sistema eletr^nico de instrumento ca o de voo. 52. Engine anti-ice valve s. f. Sin.: Wing anti-ice valve. Port.: v´lvula de degelo. a V´lvula alimentada pelo ar sangrado provenientes dos motores a que derrete o gelo formado e depositado nas janelas, nas asas e no p´rabrisa da aeronave. a The engine anti-ice valve automatically closes, if air is unavailable (engine not running). A v´lvula de degelo das asas fecha a automaticamente, se n~o houver ar dispon´vel (o motor n~o est´ a i a a funcionando.

53. Engine Interface Unit s. f. Sigla: EIU. Port.: unidade de comunica¸ao entre o motor e o controle digital do motor. c~ Unidade que transmite dados para o controle digital do motor. The engine interface unit transmits to the Full authority digital electronic computer the data that it uses for engine management. A unidade de comunica¸~o transmite ao controle digital do motor ca os dados que ela usa para gerenciar o motor.

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Nota: Os dados enviados pela a unidade de comunica¸~o ser~o ca a usados pelo controle digital do motor a fim de gerenciar o motor, fazendo a liga¸ao entre os dados anal´gicos produzidos, e os dados c~ o digitais usados no controle do motor. 54. Engine Pressure Ratio s. m. Sigla: EPR Port.: raz~o de press~o total no reator. a a Raz~o entre a press~o do ar na admiss~o e na exaust~o, em pontos a a a a definidos, e que, assim, possibilita a correla¸~o com a pot^ncia ca e desenvolvida pela aeronave. Engine pressure ratio mode is the normal mode to control thrust. O modo da raz~o da press~o do motor ´ o modo normal a a e para controlar a impuls~o. a Nota: O controle digital do motor computa e comanda a

raz~o da press~o do motor como sendo uma fun¸~o do ^ngulo de a a ca a alavancagem de impuls~o, temperatura total de ar interno e o a servi¸o de sangria. c 55. Enhanced Ground Proximity Warning System s. m. Sigla: EGPWS. Port.: sistema de alerta de aproxima¸ao com o solo. c~ Sistema que fornece fun¸oes b´sica de aproxima¸~o com o solo, c~ a ca ou avisos de proximidade do solo, onde a trajet´ria assumida o ´ plotada e confrontada com o relevo e par^metros de voo da e a aeronave, possibilitando o alerta aural, visual para a tripula¸~o ca t´cnica. e The enhanced ground proximity warning system is a terrain awareness and alerting system providing basic functions global ground proximity warning system function. Sistema de alerta de aproxima¸~o com o solo que adverte e fornece as fun¸~es b´sicas ca co a de aproxima¸~o de solo. ca

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56. Extraction fan s. m. Port.: ventilador de extra¸ao. c~ Ventilador que retira o ar do ambiente dos lavabos e das ´reas a de apoio (cozinha) localizado pr´ximo da v´lvula de controle de o a pressuriza¸ao, que opera sem parar, quando a aeronave est´ no c~ a solo, ou o durante o voo. The cargo ventilation controller controls the operation of the inlet and outlet isolation valves and the extraction fan. O controlador de ventila¸~o de carga controla a opera¸~o das v´lvulas de ca ca a isolamento de entrada, das v´lvulas de sa´da e do ventilador de a i extra¸~o. ca Nota 1: O ventilador de extra¸ao funciona sem parar quando a c~ energia el´trica est´ dispon´ e a ivel. 57. Extract valve s. f. Variante.: avionics extraction valve. Port.: v´lvula de extra¸ao. a c~ V´lvulas que admitem ar que vem de fora da aeronave e retiram o a ar quente de dentro da aeronave. Devem ser fechadas no caso de uma amerissagem (ditching). The skin inlet valves and extract valves admit air from outside the aircraft. As v´lvulas de revestimento e de entrada, e as a v´lvulas de extra¸~o admitem ar que vem de fora da aeronave. a ca Nota: Para preparar-se para um pouso for¸ado na agua, a c ´

tripula¸ao de bordo deve pressionar o bot~o de pouso for¸ado na c~ a c agua, do painel de controle da cabine, para ent~o fechar a v´lvula ´ a a de extra¸~o, e a v´lvula de controle de fluxo do trocador de calor ca a pertencente ao ar-condicionado.

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58. Fan s. m. Port.:ventilador. Ventilador que opera sem parar, fazendo o ar circular ao redor dos equipamentos eletr^nicos da aeronave. o Two electric fans operate continuously as long as the aircraft electrical system is supplied. Dois ventiladores el´tricos operam e sem parar desde que o sistema el´trico da aeronave fornece energia. e 59. Fan air valve sf Port.: v´lvula de extra¸ao. a c~ V´lvula que controla o fluxo de ar do compressor de baixa press~o, a a sendo mantida fechada por uma mola na aus^ncia de press~o. e a The fan air valve controls the fan air flow. A v´lvula de ar a

do ventilador controla o fluxo de ar do ventilador. Cf. tb.: pneumatic system 60. Flaps Port.: flapes. Dispositivos hiper-sustentadores que aumentam a curvatura das asas, e a sustenta¸~o da aeronave, que est~o fixados no bordo de ca a fuga das asas, podendo funcionar como freios aerodin^micos. a Flaps are the most common high-lift devices used on practically all airplanes. Each wing has two flaps surface. Flapes s~o dispositivos de eleva¸~o verticais muito comumente usados a ca praticamente em todas as aeronaves. Cada asa tem dois flapes. 61. Flight Augmentation Computers s. m. Sigla: FAC. Port.: computador de voo. Computador que controla o leme de dire¸~o, a compensa¸ao direca c~ cional, que calcula os dados do Diagrama V-N, da fun¸ao de velocic~ dade e do tunneau normal.

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The aircraft has two flight augmentation computers. A aeronave possui dois computadores de voo. Nota 1: O computador de voo engata automaticamente em

alta pot^ncia. e Nota 2: Cada computador de voo faz conex~o com o computador a do ailerom do profundor, quando os geradores de for¸a auxiliares c est~o desativados, ou ent~o quando pelo menos o piloto autom´tico a a a est´ acionado. a Cf.: flight management guidance system, rudder trim, yaw

dumping, low energy warning. 62. Flight Control Unit sf Sigla: FCU. Port.: unidade de comando de voo. Instru¸oes colocadas logo a frente da tripula¸~o t´cnica que cont^m c~ ` ca e e todos os comandos de comunica¸~o entre a tripula¸~o e o sistema ca ca de guiamento e de gerenciamento de voo, para alterar a proa, a altitude e a velocidade, quando o piloto autom´tico est´ acoplado. a a Flight control unit is used to select any flight parameters or modify those selected in the multipurpose control and disply unit. A unidade de comando de voo ´ usada para selecionar quaisquer e par^metros de voo ou ent~o para modificar os j´ selecionados pelo a a a monitor multifuncional de comunica¸~o e de visualiza¸~o. ca ca Nota 1: A unidade de comando de voo serve para agilizar

rapidamente a comunica¸~o feita entre a tripula¸~o e o computaca ca dor de guiamento e de gerenciamento de voo. Nota 2: Atrav´s da unidade de comando de voo diferentes modos e de gerenciamento podem ser selecionados para alterar v´rios a dados (velocidade, rota, angulo da trajet´ria do voo da velocidade ^ o vertical). Cf. tb.: flight management guidance system.

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63. Flight Director sm Sigla: FD. Port.: diretor de voo. Sistema que mostra ao tripulante a rota a ser mantida, por meio de barras, podendo receber informa¸oes dos comandos de piloto c~ autom´tico, do sistema de gerenciamento de voo. a Flight Director mode is available to guide the aircraft. O modo do diretor de voo encontra-se dispon´vel para guiar a aeronave. i Nota: O diretor de voo fornece a altitude adequada ou or-

dens de trajet´ria de voo, e possibilita que o piloto voe com o precis~o em modo manual a aeronave. a 64. Flight envelope function s. f. Port.: fun¸ao diagrama V-N. c~ Fun¸ao de prote¸ao ao voo, que n~o permite que a aeronave c~ c~ a entre numa atitude perigosa, em termos de velocidade, angulo de ^ guinada, estol, etc. When the Flight Augmentation Computer is disengaged (FAC pushbotton set off ) but still valid, the flight envelope function of the FAC remains active. Quando o computador de voo est´ desligado a mas ainda com valida¸~o, a fun¸~o diagrama V-N permanece ca ca ativada. 65. Flight Guidance s. m. Sigla: FG. Port.: orientador de voo. Orienta¸~o de voo executada pelos os comandos do piloto auca tom´tico. a Flight Guidance performs the Flight Directors command. Orientador de voo executa o comando do diretor de voo. Nota: Orientador de voo ´ executado pelo comando de impuls~o e a autom´tica. a Cf.: auto pilot, flight director, autothrust 151

66. Flight Management s. m. Sigla: FM. Port.: gerenciador de voo. Instrumento respons´vel pelo planejamento de voo, pelo gerena ciamento de combust´ ivel, pelo sistema de radio comunica¸ao, c~ de radio navega¸~o e de posicionamento, sendo formado por um ca computador e um monitor. Flight Management controls the navigation and management of navigation radios. O gerenciador de voo controla a navega¸~o e ca gerenciamento por r´dio navega¸~o. a ca Nota: O gerenciador controla o gerenciamento do plano de

voo e exibi¸~o deste gerenciamento. ca Cf.: multipurpose control and dispaly unit (MCDU), naviga-

tion display (ND), primary flight siplay (PFD), flight management computer. 67. Flight Management and Guidance System s. m. Sigla: FMGS. Port.: sistema de guiamento e de gerenciamento de voo. O sistema de guiamento e de gerenciamento de voo fornece tempo de voo, milhagem, velocidade, perfis de velocidade economia e altitude. The pilot can use two types of guidance to control the aircraft in auto pilot. O piloto pode usar dois tipos de guiamento para controlar a aeronave quando o piloto autom´tico est´ acionado. a a Nota 1: Cada sistema de gest~o de voo tem seu pr´prio banco de a o dados, e cada um deles ´ constitu´ por dois campos: um campo e ido tem dados padronizados e customizados de navega¸ao, e o segundo c~ possui armazenado conhecimentos b´sicos para o piloto. a

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68. Flight Management Guidance Computer s. m. Sigla: FMGC. Port.: computador de guiamento e gerenciamento de voo. Computador que respons´vel por definir, adquirir, atualizar, a carregar e usar dados referentes a aeroportos, rotas, pistas, regras ´ para o consumo de combust´ ivel, rotas das empresas, ponto de refer^ncia na rota, etc gerenciando a navega¸~o. e ca Each Flight management guidance computer is divided into two main parts: the flight management and the flight guidance (FG). Cada computador de gest~o de voo apresenta duas partes: o a sistema de gerenciador de voo e o orientador de voo. Ver tb.: flight management (FM), flight guidance (FG). 69. Flight Mode Annunicator sf Sigla: FMA. Port.: luz indicadora do monitor de voo prim´rio. a Luz indicadora que exibe o status da fun¸ao da impuls~o auc~ a tom´tica, do modo vertical e lateral do piloto autom´tico e do a a diretor de voo. After each mode change, the Flight Mode Annunicator displays a white box around the new annunicator for ten seconds. Ap´s cada modo ter sido mudado, a luz indicadora de modo de voo o exibe um quadrado branco ao redor da luz indicadora de modo de voo durante dez segundos. 70. Flight plan initialization s. f. Acrograma: F-PLN initialization. Port.: iniciador do plano de voo. Fun¸ao operacional do sistema de gerenciamento de voo que posc~ sibilita a inser¸~o dos dados espec´ ca ificos de um voo que est´ sendo a planejado.

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This function enables lateral and vertical flight plan data as well as performance data to be exchanged between the aircraft and a ground station. Esta fun¸~o possibilita que os dados do plano de ca voo vertical e lateral, bem como os dados de desempenho, sejam trocados entre a aeronave e a esta¸~o do solo. ca 71. Flight-Plan report s. m. Port. relat´rio de plano de voo. o Relat´rio que fornece a rota atualizada e real da aeronave. o Flight plan report may be manually initiated by multipurpose control and display unit. visualiza¸~o. ca 72. Flight report s. m. Port.: relat´rio de voo. o Relat´rio que fornece informa¸ao em tempo real ou ap´s o voo, o c~ o para equipe de solo (manuten¸ao, opera¸oes, tr´fego, despacho, c~ c~ a etc.) com rela¸ao a situa¸~o e posi¸~o atual da aeronave. c~ ` ca ca Flight reports provide real time information to the ground concerning the aircraft current situation and position. Relat´rios o de voo fornecem informa¸~o em tempo real para equipe de sole com ca rela¸~o ` situa¸~o e posi¸~o atual da aeronave. ca a ca ca 73. Fire shutoff valve s. f. Port.: v´lvula de corte de inc^ndio. a e V´lvula de corte do sistema hidr´ulico da aeronave, em caso de a a fogo no motor, que evita a propaga¸ao do fogo no pr´prio sistema. c~ o Each of the green and yellow system has a fire shutoff valve Cada um dos sistemas hidr´ulico, o verde e o amarelo t^m uma a e v´lvula de corte. a O relat´rio de plano de voo pode o ser inicializado pelo monitor multifuncional de comunica¸~o e ca

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74. Fluid rain repellent s. m. Variante: rain repellent. Port.: repelente l´ iquido de chuva. Repelente l´ iquido que facilita a remo¸ao da chuva dos pain´is do c~ e p´rabrisa. a In moderate to heavy rain, the flight crew can spray a fluid rain repellent on the windshield. Em casos de chuvas de moderadas a pesadas, a tripula¸~o de bordo pode pulverizar o repelente l´quido ca i de chuva no p´rabrisa. a 75. Full Authority Digital Engine Control s. m. Sigla: FADEC. Sin.: electronic control unit. Port.: controle digital do motor. Sistema computadorizado que controla automaticamente a partida dos motores, o fornecimento de combust´ ivel, as bombas e o desempenho dos motores. Each power plant has a Full Authority Digital Engine Control system. It is mounted on the fan case. Cada motopropulsor tem um sistema de controle digital de motor, que ´ montado no e compartimento do ventilador. Nota 1: O controle digital do motor cuida do controle da

impuls~o do motor. a Nota 2: O controle digital do motor executa e aciona os controles necess´rios durante o ciclo de partida, voo, e pouso. a 76. Generator Control Unit s. f. Sigla: GCU. Port.: unidade de controle do gerador. Unidade el´trica que controla o gerador de emerg^ncia, mantendo-o e e a uma velocidade constante e controlando a voltagem do gerador.

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A generator control unit keeps the emergency generator at a constant speed. A unidade de controle do gerador mant´m o gerador e de emerg^ncia a uma velocidade constante. e 77. Global Positioning System s. m. Sigla: GPS. Pot.: sistema de posicionamento global. Sistema de navega¸ao baseado em constela¸ao de 24 sat´lites. c~ c~ e Global Positioning System is a satellite based radio navigation aid. O sistema de posicionamento global ´ um aux´lio ` e i a navega¸~o a´rea, realizado por radio, e feito atrav´s de um sat´lite. ca e e e Nota: Uma aeronave tem dois receptores de sistema posi-

cionamento global. 78. Go-around s. f. Port.: arremetida. Manobra que pode ser usada em uma situa¸ao de emerg^ncia, e que c~ e serve como alternativa para qualquer aproxima¸ao ou aterrissagem, c~ consistindo na aplica¸~o de pot^ncia de decolagem imediatamente ca e antes do pouso, e desta forma cancelando o pouso programado. Go-around is not strictly an emergency procedure. It is a

normal maneuver that may at times be used in an emergency situation. Arremetida n~o ´ um procedimento de emerg^ncia, ´ a e e e uma manobra normal que pode de vez em quando ser usada em uma situa¸~o de emerg^ncia. ca e 79. Gravity extension sf Port.: extens~o por gravidade. a Sistema eletromec^nico que permite que as extens~es do trem de a o pouso principal e do trem de pouso do nariz sejam acionadas no caso de uma falha da extens~o normal, por a¸ao da gravidade. a c~

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The gravity extension is an electromechanical system controlled through two selectors located on the center instrument panel. Extens~o de gravidade ´ um sistema eletromec^nico controlado por a e a dois seletores localizados no centro do painel de instrumento. 80. Ground mode s. m. Port.: modo de solo. Regulador autom´tico do estabilizador horizontal de compensa¸ao a c~ a zero grau (dentro da faixa verde), que acentua a rela¸~o direta ca entre a deflex~o da alavanca de voo e a deflex~o do profundor, sem a a a interfer^ncia da compensa¸ao autom´tica. e c~ a Ground mode is active when the aircraft is on the ground. O modo de solo encontra-se ativado apenas quando a aeronave est´ a estacionada (no solo). 81. Ground Power Control Unit s. f. Port.: unidade de fonte externa de energia. Sigla: GPCU. Fonte externa que fornece energia para dar partida na aeronave. Ground power control unit protects the network by controlling the external power contactor. A unidade de fonte externa protege a rede el´trica atrav´s do controle do contator de fonte externa. e e 82. Ground speed mini function s. f. Acrograma: GS mini function Port.: fun¸ao de velocidade m´ c~ inima no solo. Fun¸ao do sistema computacional respons´vel por tirar a maior c~ a vantagem da in´rcia da aeronave quando as condi¸oes do vento e c~ forem vari´veis durante a aproxima¸ao. a c~ Wind is a key factor in the ground speed mini function principle. O vento ´ fator primordial para a mini-fun¸~o da velocidade e ca relativa ao solo.

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83. Ground speed mini s. f. Acrograma: GS mini. Port.: velocidade m´ inima em solo. Fun¸ao do sistema computacional que previne que a velocidade da c~ aeronave n~o caia a um valor m´ a inimo durante aproxima¸~o. ca

Ground speed mini concept has been defined to prevent the aircraft speed from dropping below a minimum level during final approach. A fun¸~o m´nima de velocidade tem a finalidade de prevenir que a ca i velocidade da aeronave caia a um valor m´nimo durante a fase de i aproxima¸~o. ca 84. High pressure valve s. f. Acrograma: HP valve. Port.: v´lvula de alta press~o. a a V´lvula que fecha automaticamente caso a press~o esteja alta, a a impedindo que os sistemas se danifiquem. The high pressure valve closes electrically when the bleed valve is close electrically. A v´lvula de alta press~o fecha-se eletricamente a a quando a v´lvula de sangria ´ fechada eletricamente. a e Nota: A v´lvula de alta press~o fecha-se automaticamente a a

em caso de uma press~o excessiva acima da v´lvula. a a 85. High speed protection s. f. Port.: fun¸ao de prote¸~o contra velocidade alta c~ ca Fun¸ao de prote¸ao que desliga o piloto autom´tico, e reduz a c~ c~ a velocidade da aeronave caso a aeronave esteja voando acima da m´xima velocidade permitida. a The autopilot disconnects when high speed protection goes active. O piloto autom´tico ´ desligado quando a fun¸~o de prote¸~o a e ca ca contra velocidade alta ´ ativado. e

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86. Hydraulic power system s. m. Port.: sistema de for¸a hidr´ulica. c a Sistema que tem a finalidade de fornecer for¸a hidr´ulica necess´ria c a a para operar cada sistema hidraulicamente acionado, pressurizado, armazenando, e fornecendo fluido hidr´ulico aos sistemas da aeroa nave. The hydraulic power system supplies pressurized hydraulic fluid to the following systems: nose-wheel steering, landing gear extension/retraction system, normal and anti-skid brakes, emergency and parking brakes, propeller brake, flap actuation, cargo door and ramp. O sistema de for¸a hidr´ulica fornece fluido hidr´ulico presc a a surizado para os seguintes sistemas: dire¸~o da roda do nariz, sisca tema de extens~o/recolhimento do trem de pouso, freios normal e a antiderrapante, freios de estacionamento e de emerg^ncia, freios da e h´lice, atua¸~o dos flapes, porta do por~o de carga e rampa. e ca a 87. Hydraulic system Port. sistema hidr´ulico a Sistema de tubos que fornece fluido hidr´ulico e energia hidr´ulica, a a quando requisitado, para os v´rios sistemas que s~o acionados a a hidraulicamente. The hydraulic system has three continuously operating hydraulic systems: blue, green and yellow. O sistema hidr´ulico possui tr^s a e sistemas hidr´ulicos que operam sem parar: o azul, o verde e o a amarelo. 88. Ice detection system s. m. Port.: sistema de detec¸~o de gelo. ca Sistema de preven¸ao que ajuda e alerta o piloto a identificar a c~ forma¸ao e dep´sitos de gelo na aeronave. c~ o

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The ice detection system must be connected during flight, even in the absence of icing conditions. O sistema de detec¸~o de gelo deve ca estar acionado durante o voo, mesmo na aus^ncia de condi¸~es de e co forma¸~o de gelo. ca Cf.: puter 89. Ice and rain protection system s. m. Port.: sistema de prote¸~o contra chuva e gelo. ca Sistema de prote¸ao que fornece um sinal, avisando a forma¸ao de c~ c~ gelo, removendo o gelo das areas cr´ ´ iticas da aeronave e a chuva do p´rabrisa. a The ice and rain protection systems purpose is to provide a detection signal, prevent the aircraft from ice accretion in critical areas. O sistema de prote¸~o contra chuva e gelo tem a finalidade ca de fornecer um sinal de detec¸~o de forma¸~o e dep´sito de gelo, ca ca o evitando assim, os dep´sitos de gelo em ´reas cr´ticas da aeronave. o a i Nota: Os sistemas de prote¸~o contra chuva e gelo est~o ca a anti-ice valve, engine anti-ice valve, window heat com-

dispon´ iveis atrav´s dos seguintes meios: degelo de superf´ e icies, degelo da entrada de ar do motor, sensor de dados aerodin^micos, a sistema anticongelante, prote¸~o para o p´rabrisa, degelo de h´lices ca a e e detec¸ao de gelo. c~ Cf.: rain repellent button, rain repellent fluid, pitot and static system and rain protection 90. Inertial Reference System s. m. Sigla: IRS Port.: sistema de refer^ncia inercial. e Sistema computacional que fornece indica¸ao continua da posi¸ao c~ c~ da aeronave, baseados nas for¸as inerciais que s~o usados por outros c a sistemas, possibilitando assim, uma navega¸ao automaticamente, e c~ independente de sinais ou de refer^ncias externas. e

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The inertial reference system provides the aircraft with independent navigational capability based on inertial forces. navega¸~o baseada em for¸as inerciais. ca c Nota: O sistema de navega¸~o de referencia inercial pode operar ca nos seguintes modos: alinhamento de voo interno, navega¸ao, c~ altitude, melhor proa verdadeira dispon´ ivel, b´ssola girosc´pica ou u o de alinhamento. 91. Inlet Guide Vane s. m. Sigla:IGV. Port.: paleta guia de entrada. A paleta guia de entrada controla o fluxo do ar sangrado. The Inlet Guide Vane is controlled by a fuel-pressure powered actuator, that controls its position. A paleta guia de entrada ´ e controlada por um atuador acionado por press~o de combust´vel, a i que controla sua posi¸~o. ca Nota: A paleta guia de entrada controla as posi¸~es do atuco ador acionado por press~o de combust´ a ivel. 92. Inlet isolation valve s. f. Variante: ventilation inlet isolation valve, ou avionics ventilation inlet valve. Port.: v´lvula de isolamento e de entrada. a Tem a fun¸~o de fechar a entrada de ar para os por~es de carga, ca o impedindo assim a entrada de oxig^nio nos por~es. e o The cargo ventilation controller controls the operation of the inlet isolation and outlet isolation valves and the extraction fan. O controlador de ventila¸~o de carga controla as v´lvulas de entrada ca a e sa´da e o ventilador de extra¸~o. i ca Nota 1: Quando as v´lvulas, de entrada e de sa´ a ida, est~o totala mente abertas, o ventilador de extra¸ao opera sem interrup¸ao, se c~ c~ a aeronave estiver parada no solo e tamb´m durante o voo. e 161 O sistema de referencia inercial fornece a aeronave capacidade independente de

Nota 2: O controlador fecha as v´lvulas de isolamento, de entrada a e de sa´ e interrompe o ventilador quando a unidade de detec¸ao ida, c~ de fuma¸a do por~o de carga anterior detecta fuma¸a. c a c 93. Integrated Electronic Standby Instrument s. m. Sigla: IESI. Port.: equipamento de reserva para emerg^ncias. e Sistema respons´vel pelo fornecimento, ao piloto, dos dados a necess´rios ` manuten¸ao do voo, em caso de uma falha dos a a c~ instrumentos de voo prim´rios. a Integrated Electronic Standby Instrument, this system is intended to provide the flight crew with data as required to progress airborne in case of a primary flight instrument failure. Instrumento de reserva eletr^nico integrado, cuja finalidade ´ fornecer ` o e a tripula¸~o de voo dados necess´rios para continuar o voo, no caso ca a de uma falha do instrumento de v^o prim´rio. o a Nota 1: Quando o equipamento de reserva para emerg^ncias e

est´ ativado, ele inicia o teste de checagem da fun¸ao de alina c~ hamento do horizonte. Nota 2: O equipamento de reserva para emerg^ncias exibe em e um monitor os seguintes par^metros: atitude, altitude padr~o a a ou barom´trica, ajuste da press~o barom´trica, localizador e e a e trajet´ria de planeio, velocidade m´xima de opera¸~o, derrapagem, o a ca luz indicadora do sistema de pouso, indicador de n´mero Mach. u 94. Instrument Landing System s. m. Sigla: ILS. Port.: sistema de pouso. Sistema de pouso por instrumento formado pelo angulo de planeio ^ que emite sinais indicativos de rampa de aproxima¸~o e do ca localizador. The aircraft has two Instrument Landing System receivers. A aeronave possui dois receptores de sistema de pouso.

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95. Landing Gear Control and Interface Units s. f. Sigla: LGCIUs Port.: unidade de comunica¸ao e controle do trem de pouso c~ Unidade que processa as posi¸oes das portas, dos trens de pouso, c~ e a sequ^ncia de seu acionamento, controle e sele¸ao da alavanca. e c~ Landing Gear Control and Interface Units electrically control the gear and door sequence. A unidade de interface e controle do trem de pouso controla eletricamente a engrenagem e a sequ^ncia e das portas.. Nota 1: Cada unidade de comunica¸ao e controle do trem c~

de pouso, regula um ciclo completo de engrenagem, e automaticamente muda cada ciclo de retra¸ao do trem de pouso. c~ Nota 2: A unidade de comunica¸~o e controle do trem de pouso ca fornece informa¸ao sobre o trem de pouso no monitor do sistema c~ eletr^nico de monitoramento da aeronave. o 96. Leak Measurement Valve s. f. Port.: v´lvula de medi¸ao de vazamento. a c~ V´lvula que mede o vazamento hidr´ulico de cada circuito dos a a controles de voo prim´rio, bloqueando a sangria descontrolada a (vazamento). These valves measure the leakage in each circuit. Estas v´lvulas a medem o vazamento de cada circuito. 97. Load Alleviation Function s. f. Sigla: LAF. Port.: fun¸ao de al´ de carga c~ ivio Fun¸ao ativada apenas em condi¸~es de turbul^ncias, a fim de c~ co e aliviar as estruturas de carga das asas, quando existem mensagens de comando se sobrepujando as corre¸oes autom´ticas, por raz~o c~ a a da turbul^ncia, ou de comandos bruscos. e

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Load alleviation Function becomes active when the difference between aircraft load factor and pilot demanded load factor exceeds 0.3 g. A fun¸~o de al´vio de carga tornar-se ativa quando a ca i diferen¸a entre o coeficiente de carga e o coeficiente de carga solocc itado pelo piloto exceder 0.3 g. 98. Low-energy warning s. m. Port.: aviso de n´ baixo de energia ivel Sinal n´ ivel de energia baixo, repetido a cada 5 segundos, e que alerta o piloto se o n´ de energia est´ caindo abaixo do limite, ivel a e se a aeronave est´ acelerando automaticamente para n~o entrar a a em estol. During deceleration, the low-energy warning is triggered before alpha floor (unless alpha floor is triggered by stick deflection). Durante a desacelera¸~o, o aviso de n´vel de energia baixo ´ ca i e desencadeado antes da fun¸~o alpha (a menos que a fun¸~o alpha ca ca seja desencadeada pela defec¸~o do manche). ca 99. Main landing gear s. m. Variante: main gear. Port.: trem de pouso principal. Conjunto mec^nico com uma pe¸a articul´vel, formada por uma a c a roda na sua extremidade, operado hidraulicamente, usado para deslocamento da aeronave no solo, localizado em cada lado da fuselagem. The two landing gear assemblies (left and right) are protected by fairings and retract backwards inside the fuselage, where they are partially covered by the fairings once retracted. Os dois conjuntos de trem de pouso (esquerdo e direito) s~o proa tegidos por carenagens e s~o recolhidos para traz e para dentro a da fuselagem, onde eles s~o parcialmente cobertos pelas carenagens. a Ver tb.: nosewheel, steering Cf. tb.: landing gear control and interface unit

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100. Manual pressure control mode s. m. Port.: controle da pressuriza¸ao da cabine. c~ Controle manual usado com a finalidade de controlar a press~o da a cabine, em caso de falha dos sistemas autom´ticos de controle de a pressuriza¸ao. c~ If both automatic systems fail, the flight crew may use the cabin press control panel to take over manual control of cabin pressurization. Se ambos os sistemas autom´ticos de pressuriza¸~o a ca falharem, a tripula¸~o pode usar o painel de controle de pressurca iza¸~o da cabine, assumindo assim, o controle da pressuriza¸~o da ca ca cabine atrav´s do modo manual. e Nota 1: Pressione o bot~o de sele¸ao de modo, para selecionar o a c~ modo manual de controle de press~o. a 101. Minimum energy level s. m. Port.: n´ m´ ivel inimo de energia. N´ m´ ivel inimo de energia que a aeronave deve manter at´ aterrissar. e When the aircraft flies this indicated speed target, the energy of the aircraft is maintained above minimum level ensuring standard aerodynamic margins versus stall. Quando a aeronave voa na velocidade padr~o sugerida, a energia da aeronave ´ mantida a e acima do n´vel m´nimo seguro de margens aerodin^micas padr~o i i a a em contraposi¸~o ao estol. ca Nota 1: O n´ ivel m´ inimo de energia ´ representado pela vee

locidade relativa ao solo que a aeronave ter´ quando tocar o solo. a Esta velocidade relativa ao solo ´ chamada de velocidade m´ e inima relativa ao solo.

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102. Mixing unit s. f. Port.: unidade mec^nica de mistura a Unidade mec^nica que mistura ar limpo e resfriado vindo dos a condicionadores de ar, com o ar em circula¸~o nas cabines, para ca depois redistribu´ de novo para as cabines. i-lo In an emergency, a ram air inlet can provide ambient air to mixing unit. Em uma emerg^ncia, a entrada de ar de impacto pode e fornecer ar em temperatura ambiente para a unidade mec^nica de a mistura. Cf. tb.: air-conditioning system 103. Mach number s. m. Port.: n´mero mach u N´mero que representa a rela¸ao entre a velocidade verdadeira da u c~ aeronave e a velocidade do som. Mach number is the ratio of the true airspeed of the aircraft to the speed of sound in the same atmospheric conditions. An aircraft flying at the speed of sound is flying at 1.0 Mach number. O n´mero Mach ´ a propor¸~o real da velocidade da aeronave em u e ca rela¸~o a velocidade do som, nas mesmas condi¸~es atmosf´ricas. ca co e Uma aeronave voando na velocidade do som est´ voando a 1.0 a n´mero Mach. u 104. Multipurpose Control and Display Unit s. f. Variante: Multifunctional Control and Display Unit. Sigla: MCDU. Port.: monitor multifuncional de comunica¸ao e visualiza¸ao. c~ c~ Unidade multifuncional que permite a comunica¸ao da tripula¸ao c~ c~ com o computador de gerenciamento e guiamento de voo por meio da sele¸~o de um plano de voo para as trajet´rias vertical e lateral, ca o bem como para os perfis de velocidade.

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The Multipurpose Control and Display Unit allows the flight crew to interface with the flight management and guidance computer by selection of a flight plan for lateral and vertical trajectories and speed profiles. O monitor multifuncional de comunica¸~o e visualca iza¸~o permite que a tripula¸~o se comunique com o computador de ca ca gerenciamento e guiamento de voo, selecionando um plano de voo de trajet´rias vertical, lateral e com perfis de velocidade. o Nota 1: O monitor multifuncional de controle e visualiza¸ao ´ um c~ e tubo de raios cat´dicos que gera 14 linhas de 24 caracteres cada o uma. Nota 2: Durante a prepara¸ao da cabine, o piloto insere uma rota c~ pr´-planejada, da origem ao destino, por meio desta unidade. e 105. Navigation Display s. m. Acrograma: nave display. Sigla: ND. Port.: monitor de navega¸ao. c~ Monitor de visualiza¸~o de navega¸ao a´rea que fornece a tripula¸~o ca c~ e ca t´cnica o guiamento de voo em tempo integral, e informa¸oes sobre e c~ o sistema de assessoramento e navega¸ao para todos os tipos de c~ voos. Various distance ranges can be selected on the Navigation Display, and two toggle switches allow either the left or right bearing pointers to be displayed on the ND. V´rias valores de a dist^ncia podem ser selecionadas atrav´s do monitor de navega¸~o, a e ca e dos dois interruptores de balanceiro que permitem que o ponteiro esquerdo ou o direito do mancal (rolamento) sejam exibidos no monitor de navega¸~o. ca 106. Navigation mode s. m. Abreviatura: NAV Port.: modo navega¸ao c~ Modo que move a aeronave lateralmente ao longo do plano de voo definido no sistema de guiamento e gerenciamento de voo.

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The navigation mode is designed to have zero cross-track error. O modo navega¸~o ´ projetado para ter erro de trajet´ria cruzado zero. ca e o 107. Navigation system s. m. Port.: sistema de navega¸ao. c~ Sistema de navega¸ao que fornece navegabilidade precisa em cada c~ fase de voo porque fornece informa¸~o sobre posi¸~o e orienta¸ao ca ca c~ da aeronave. The navigation system has the following subsystems: envi-

ronmental flight data, attitude and direction, independent position determining, dependent position determining, flight management system. O sistema de navega¸~o possui os seguintes subsistemas: ca dados sob condi¸~es atmosf´rica de voo, dire¸~o e atitude, deco e ca termina¸~o independente, determina¸~o de posi¸~o dependente, ca ca ca sistema de gerenciamento de voo. Nota: As fun¸oes essenciais de navega¸ao s~o: c~ c~ a calculo de

posi¸ao, avalia¸ao precisa de posi¸ao, sintonia de r´dio-navega¸ao, c~ c~ c~ a c~ e alinhamento do sistema de refer^ncia inercial. e 108. Nosewheel steering s. m. Port.: dire¸ao da roda do nariz. c~ Sistema que permite a dirigibilidade da aeronave no solo, sendo que esse conjunto de dispositivos acoplados ` roda do nariz, a permitem comandar os movimentos das rodas para que a aeronave seja movimentada ou dirigida no solo. An internal retraction mechanism returns the nose wheel steering to the centered position after takeoff. Um mecanismo interno de retra¸~o recolhe a dire¸~o da roda de nariz para a posi¸~o central ca ca ca ap´s a decolagem. o Nota 1: A dire¸ao da roda de nariz ´ eletricamente sinalizac~ e da pela unidade de controle dos freios e de dire¸~o. ca Ver. tb.: main landing gerar 168

109. Normal braking system s. m. Port.: sistema de frenagem normal. O sistema de frenagem normal, hidraulicamente operado, ´ e mecanicamente acionado pelos pedais, que s~o respons´veis pela a a desacelera¸ao e desacionamento das rodas. c~ Normal braking system uses right and left pedals to operate the right and left main landing gear brakes. A frenagem normal utiliza os pedais direto e esquerdo para operar os freios direito e esquerdo do trem de pouso principal. Nota 1: O sistema normal de frenagem inclui os pedais dos

freios, as v´lvulas de controle dos freios, v´lvulas antiderrapagem, a a medidor de press~o, acumulador, v´lvula de checagem, sensores de a a velocidade, fus´ iveis hidr´ulicos e sensores de temperatura. a 110. Optimum flight level in cruise s. m. Port.: n´ de voo otimo em cruzeiro. ivel ´ O n´ ivel de voo otimo em cruzeiro ´ o n´ ´ e ivel de voo no qual a aeronave incorre no menor custo para um determinado plano de voo, ´ indice de custo, e peso bruto. The optimum flight level in cruise is the flight level at which the aircraft incurs the lowest cost for a given flight plan, cost index, and gross weight. O n´vel de voo ´timo em cruzeiro ´ o i o e n´vel de voo no qual a aeronave incorre no menor custo para um i determinado plano de voo, ´ndice de custo, e peso bruto. i Nota: O gerenciador de voo atualiza o n´ ivel de voo otimo ´

em cruzeiro, durante a fase de cruzeiro, e exibe na p´gina a progresso. 111. Outflow valve s. f. Port.: v´lvula de controle de pressuriza¸ao. a c~ V´lvula respons´vel pelo aumento de press~o (quando fechada) ou a a a diminui¸~o de press~o (quando aberta) da cabine. ca a

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The outflow valve assembly consists of a flush, skin mounted, rectangular frame, carrying inward and outward flaps linked to the actuator. A v´lvula de controle de pressuriza¸~o ´ composta por a ca e uma moldura retangular, montada, nivelada com a superf´cie da i fuselagem, e com flapes internos e externos ligados ao atuador. Nota 1: A v´lvula de controle de pressuriza¸~o encontra-se a ca

do lado direito da fuselagem, atr´s do por~o de carga traseiro e a a abaixo da linha de flutua¸ao. Qualquer dos tr^s motores indepenc~ e dentes podem acionar a v´lvula de controle de pressuriza¸~o. a ca Nota 2: Dois motores autom´ticos e seu controlador associado opa eram a v´lvula de controle de pressuriza¸ao em modo autom´tico, a c~ a e um motor, em modo manual, opera a v´lvula em modo manual. a 112. Outlet isolation valve s. f. Port.: v´lvula de isolamento externo. a V´lvula que fecha a sa´ de ar do por~o de carga quando a a ida a aeronave vai posar na ´gua ou em uma emerg^ncia, evitando que a e os por~es sejam inundados. o The cargo ventilation controller controls the operation of the inlet and outlet isolation valves. O controlador de ventila¸~o do ca por~o de carga controla a opera¸~o das v´lvulas de isolamento a ca a externa e interna.

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113. Pack s. m. Variante: air-conditioning pack Port.: trocador de calor do sistema de ar-condicionado. Pe¸a eletromec^nica respons´vel pelo resfriamento do ar que vem c a a dos compressores. The two packs operate automatically and independently of each other. Two separate air-conditioning packs (left and right) receive air from the compressors and cool it as required. Os dois conjuntos de trocadores de calor do sistema do ar-condicionado operam auto-. maticamente e independentemente um do outro. Os dois trocadores de calor do sistema do ar-condicionado separados (esquerdo e direito) recebem ar dos compressores e refrigeram-no como necess´rio a Nota 1: A opera¸ao dos trocadores de calor do sistema do arc~ condicionado ´ controlada por sinais emitidos pelo controlador dos e grupos de ar-condicionado. Cf.: pack controller, pack flow control valve 114. Pack controller s. m. Port.: controlador do trocador de calor do ar-condicionado. Controlador eletromec^nico que regula a temperatura do seu a pr´prio trocador de calor de acordo com a demanda de consumo. o Each pack controller regulates the temperature of its associated pack. Cada controlador regula a temperatura do seu respectivo trocador de calor. Cf. tb.: pack 115. Pack flow control valve s. f. Port.: v´lvula de controle do trocador de calor a V´lvula que regula o fluxo de ar de acordo com os sinais recebidos a dos controladores dos trocadores de calor do ar-condicionado.

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This pack flow control valve is pneumatic-operated and electricallycontrolled. Esta v´lvula de controle do fluxo do trocador de calor a do ar-condicionado ´ operada pneumaticamente e controlada e eletricamente. Cf. tb.: pack 116. Parking brake s. m. Port.: freios de estacionamento O freio de estacionamento destina-se a manter a aeronave parada, sem a aplica¸ao dos freios normais, ou a parar a aeronave, em caso c~ de pane dos freios normais. Parking brakes are supplied by the hydraulic system or accumulator pressure via the dual shuttle. Os freios de estacionamento s~o alimentados pelo sistema hidr´ulico ou pelo acumulador de a a press~o, atrav´s de v´lvulas de dupla prioridade. a e a Nota: Se o freio de estacionamento for ativado e o sistema

hidr´ulico azul ou acumulador de press~o do freio n~o estiverem a a a dispon´ ivel, o sistema normal de freios poder´ ser aplicado atrav´s a e dos pedais de freios. 117. Performance data report s. m. Port.: relat´rio de desempenho. o Relat´rio que tem a finalidade de fornecer dados sobre o desemo penho atual da aeronave para o sistema de gerenciamento de voo. The performance data report is sent manually by the multipurpose control and disply unit prompt. O relat´rio de desempenho o ´ envaido manualmente pelo monitor multifuncional de comue nica¸~o e visualiza¸~o. ca ca

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118. Performance function s. f. Abreviatura: PERF function. Port.: fun¸ao de desempenho. c~ A fun¸~o de desempenho calcula a velocidade quando a aeronave ca arremete, decola, e aproxima.

The flight management and guidance computer uses the performance functions and gross weight to compute go-around speeds. O computador de guiamento e gerenciamento de voo usa a fun¸~o de ca desempenho e o peso bruto da aeronave para calcular as velocidades de arremetida. 119. Pitch trim wheel s. m. Port.: volante de compensa¸ao longitudinal c~ Pe¸a mec^nica que desconecta o piloto autom´tico da aeronave c a a quando acionada pelo piloto. Mechanical control of the pitch trim wheel has priority over electrical control. Controle mec^nico tem prioridade sobre o a controle el´trico do volante de compensa¸~o longitudinal. e ca Nota: O volante de compensa¸ao longitudinal fornece controle c~ mec^nico ao estabilizador horizontal de compensa¸~o. a ca 120. Pitot and static system ice and rain protection s. f. Port.: prote¸ao contra chuva e gelo do sistema pitot-est´tico c~ a Sistema de preven¸~o do dep´sito de gelo nos sensores de dados ca o atmosf´ricos, evitando assim leituras err^neas da velocidade e da e o altitude da aeronave em voo. Pitot and static ice and rain protection operation is controlled by enlighten switches on the control panel. A prote¸~o contra chuva ca e gelo do sistema pitot-est´tico ´ controlada pelos interruptores a e iluminados no painel de controle.

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121. Pneumatic system s. m. Port.: sistema pneum´tico. a Sistema fornecedor de ar de alta press~o para o ar-condicionado, a para o motor de arranque, para o degelo das asas, para pressuriza¸ao da agua e pressuriza¸ao do reservat´rio hidr´ulico. c~ ´ c~ o a The system uses the air bleed from both engines, by means of a cross-feed valve that lets both air-conditioning systems operating from a single engine when the aircraft is on the ground in Hotel mode. O sistema usa ar de sangria de ambos os motores, por meio de uma v´lvula de alimenta¸~o cruzada, permite que os dois a ca sistemas de ar-condicionado operem com apenas um motor quando a aeronave esta no solo, no modo Hotel. Cf.: pack, wing anti-ice valve, ECAM, bleed valve, APU

bleed valve. 122. Position report s. m. Port. relat´rio de posi¸ao. o c~ Relat´rios que tem a finalidade de fornecer a posi¸ao real e o c~ atualizada da aeronave. Position reports are initialized from active flight plan only. Os relat´rios de posi¸~o s´ podem ser inicializados a partir do o ca o plano de voo ativo. 123. Power Transfer Unit sf Sigla: PTU Port.: unidade de transfer^ncia de energia. e Unidade el´trica que permite a pressuriza¸ao do sistema verde no e c~ solo enquanto os motores da aeronave estiverem desligados. The Power transfer unit comes into action automatically when the differential pressure between the green and yellow system is greater than 500 PSI. A unidade de transfer^ncia de energia entra e em a¸~o automaticamente quando a diferen¸a de press~o entre o ca c a sistema azul e o verde ´ maior que 500 PSI. e 174

124. Pressure controller Variante: cabin pressure controller. Port.: controlador de press~o. a Pe¸a eletromec^nica digital que compara a press~o da cabine com c a a a press~o externa da aeronave, com a finalidade de manter um a valor adequado de press~o no ar-condicionado da cabine, do por~o a a de carga e da cabine de passageiros. The Pressure controller is located on the right-hand console in cockpit. O controlador de press~o est´ localizado no lado direito a a no cons´lio da cabine. o 125. Primary Flight Display s. m. Sigla: PFD Port.: monitor de voo prim´rio. a Monitor que fornece em tempo integral aos pilotos indica¸oes c~ digitais de atitude, de altitude, de velocidade, de navega¸ao, de c~ guiamento de voo, de planos de voo e dos sistemas. Cf.: autothrust, autopilot, flight mode annunciator, flight

director 126. Progress report s. m. Port.: relat´rio de aterrissagem. o Relat´rio que cont´m dados relativos ao hor´rio de chegada da o e a aeronave no seu destino que s~o encontrados no plano de voo ativo. a The progress report cannot be manually sent by the crew via a dedicated multipurpose control and display unit prompt. O relat´rio para aterrissagem n~o pode ser enviado manualmente o a pela tripula¸~o atrav´s do monitor multifuncional de comunica¸~o ca e ca e visualiza¸~o. ca

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127. Pylon leak signal s. m. Port.: sinaliza¸ao de vazamento do pilone. c~ Sinal el´trico digital que provoca o fechamento autom´tico da e a v´lvula de sangria cruzada (exceto durante a partida do motor) e a da v´lvula de sangria. a A pylon leak signal causes the crossbleed valve to close automatically (except during an engine start). O sinal de vazamento do pilone induz a v´lvula de sangria cruzada fechar automaticamente a (exceto durante a partida da aeronave). 128. Rain repellent s. m. Variante: rain repellent liquid. Port.: repelente de chuva. L´ iquido aplicado no p´rabrisa da aeronave para melhorar a a visibilidade em caso de chuva. Separate pushbuttons control the rain repellent application on each side of the windshield. Bot~es separados controlam a o aplica¸~o do repelente de chuva nos dois p´rabrisas. ca a 129. Rain repellent pushbutton s. m. Port.: bot~o repelente de chuva. a Bot~o que quando pressionado aplica repelente de chuva no a p´rabrisa da cabine de comando da aeronave. a When the flight crew pushes the button, the timer applies a measured quantity of rain repellent to the windshield. To repeat the cycle, the flight crew must push the button again. Quando o tripulante pressionar o bot~o repelente de chuva o marcador a aplica uma quantia de repelente de chuva. Para repetir o ciclo o tripulante tem que pressionar o bot~o de novo. a

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130. Ram air inlet and outlet flaps s. f. Port.: entrada de ar de impacto do trocador de calor. Conjunto de pe¸as mec^nicas que se fecham, com a finalidade de c a evitar a entrada de objetos estranhos nas turbinas da aeronave, como por exemplo, uma ave, uma caixa met´lica deixada pr´xima a o da aeronave. The ram air inlet flaps and outlet flap close during takeoff and landing to avoid ingestion of foreign matter. A entrada de ar de impacto do trocador de calor do ar-condicionado fecha-se durante a decolagem para evitar a entrada de objetos estranhos nas turbinas da aeronave. 131. Ram Air Turbine s. f. Sigla: RAT Port.: turbina de press~o de ar de impacto. a Turbina acoplada a uma bomba hidr´ulica que exerce press~o sobre a a o sistema hidr´ulico azul da aeronave durante uma emerg^ncia a e (se a energia el´trica acabar, ou se os dois motores falharem), e possibilitando que este sistema continue em opera¸~o. ca Normal system operating pressure is 3000 PSI (2500 PSI) when powered by the RAT. Press~o normal de opera¸~o do sistema a ca ´ de 3000PSI (2500PSI) quando o sistema estiver sendo acionado e pela turbina de press~o. a 132. Residual Pressure Control Unit s. m. Sigla: RPCU Port.: controle press~o residual a O controle de press~o residual despressuriza automaticamente a a aeronave se ocorrer res´ iduo de press~o quando a aeronave estiver a taxiada. Residual Pressure Control Unit automatically opens the outflow valve, when the outflow valves is not fully open. O controle de press~o residual abre automaticamente a v´lvula de controle de presa a suriza¸~o, quando a v´lvula de pressuriza¸~o n~o estiver totalmente ca a ca a aberta. 177

133. Rudder s. m. Port.: leme de dire¸~o. ca Superf´ m´vel ligada ao estabilizador vertical cujos movimentos icie o s~o comandados pelo p´ do piloto, atrav´s do pedal, mantendo a e e assim o controle dos movimentos de guinada da aeronave. Rudder is the movable primary control surface mounted on the trailing edge of the vertical fin of an airplane. The movement of the rudder rotates the airplane about its vertical axis. O leme de dire¸~o ´ a primeira superf´cie m´vel de controle montada sobre o ca e i o bordo de fuga do estabilizador vertical da aeronave. O movimento do leme de dire¸~o gira a aeronave ao redor do seu eixo vertical. ca 134. Rudder control system s. m. Port.: sistema de controle do leme de dire¸~o. ca Conjunto de pedais que auxilia o piloto a reduzir o esfor¸o que c o tripulante faria para compensar a guinada provocada por uma falha no motor, e limitar a deflex~o do leme de acordo com as a condi¸oes de voo. c~ Rudder control system is got by means of two interconnected sets of pedals, which movements are transmitted along a series of cables and interconnection rods to the rudder. The pedals have a manually operated adjusting device, which allows their position, relative to the pilots' seats, to be adjusted. O sistema de controle do leme de dire¸~o ´ conseguido atrav´s de dois conjuntos de pedais ca e e interconectados, cujos movimentos s~o transmitidos ao longo de a uma s´rie de cabos e hastes de interconex~o com o leme de dire¸~o. e a ca Os pedais possuem um dispositivo operado manualmente, que permite que suas posi¸~es, relativa aos assentos dos pilotos, sejam co ajustadas.

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135. Rudder pedal s. m. Port.: Pedal do leme de dire¸ao c~ Pedais por meio dos quais os controles que v~o at´ leme de dire¸ao a e c~ s~o operados. a When the pedals are maintained depressed, the nosewheel steering controlled by the pedals is disconnected. Quando os pedais do leme de dire¸~o s~o mantidos para baixo, o comando de dire¸~o da roda ca a ca auxiliar, controlado pelo pedal do leme de dire¸~o, ´ desengatado. ca e Nota: Pedais que fornecem comando de dire¸ao a roda auxic~ ` liar abaixo de 100 kn´s. o 136. Rudder trim s. f. Port.: compensa¸ao direcional. c~ Fun¸ao que possibilita ao piloto acionar o bot~o de compensa¸ao c~ a c~ manual. When the automatic pilot is engaged, the rudder trim knob is inoperative: the master flight management and guidance system sends rudder trim orders to the flight augmentation computer. Quando o piloto autom´tico est´ engatado, o bot~o que aciona a a a a compensa¸~o direcional fica inoperante: o sistema de guiamento e ca gerenciamento de voo envia ordens de compensa¸~o direcional para ca o computador de voo. Cf. tb.: flight augmentation computer 137. Safety valve s. f. Port.: v´lvula de seguran¸a. a c V´lvula que evita que a press~o da cabine oscile de muito alta (psi a a acima de temperatura ambiente) ou para muito baixa (psi abaixo de temperatura ambiente). The cabin pressurization system consists of two safety valves. O sistema de pressuriza¸~o ´ formado por duas v´lvulas de ca e a seguran¸a. c 179

138. Sidestick s. m. Port.: alavanca de controle do avi~o. a Alavanca usada para controlar a arfagem e o rolamento da aeronave. The autopilot can disconnect the sidestick. O piloto autom´tico a pode desconectar a alavanca de controle de voo. 139. Slat s. f. Port.: aleta de hipersustenta¸~o ou hipersustentadora. ca Dispositivos de hiper-sustenta¸~o, controlados eletricamente e ca hidraulicamente, que cada asa tem, sendo que o piloto pode elev´-los acionando a alavanca dos flapes na base central. a Each wing has five slat surfaces. de hiper-sustenta¸~o. ca 140. Speed braker s. m. Sin.: dive brake Variante: speed brakes Port.: freio aerodin^mico a Freio aerodin^mico que impede que ocorra o aumento excessivo de a velocidade durante a descida, atuando tamb´m na frenagem, no e solo, e em manobras de curva em voo. The speed brakers are usually spoilers numbers 2, 3 and 5. Os freios aerodin^micos s~o geralmente os espoilers 2, 3 e 5. a a Nota 1: O freio aerodin^mico pode ser usado como uma sua perf´ de sustenta¸ao que possibilita o controle lateral de voo da icie c~ aeronave. Cada asa tem cinco aletas

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141. Spoilers s. m. Sin.: Speed braker Variante: speed brakes Port.: espoiler ou freios aerodin^micos a Dispositivos, semelhantes a um freio aerodin^mico, colocados sobre a as asas com a finalidade de exercer comando no movimento de rolamento da aeronave, como se fosse um um aileron. Spoilers are also used to shorten the ground roll after the aircraft's landing. Espoiler s~o usados para diminuir o tempo de a frenagem para estacionar a aeronave, encurtando a corrida de solo ap´s a aterrissagem. o Nota 1: Quando levantado, o espoiler elimina os filetes de ar sobre sua superf´ icie, causando estol suave nessa ´rea da asa. a Nota 2: Os espoilers podem ser acionados a tempo, e em toda sua amplitude, no caso de uma falha, quando ent~o passam a agir a como freios aerodin^micos, da´ tamb´m a denomina¸ao de freios a i e c~ de velocidade. 142. Stall s. m. Port.: estol. Perda de velocidade de voo e perda tempor´ria de sustenta¸~o da a ca aeronave. It is important to remember that a stall can occur at any ´ airspeed and at any flight attitude or pitch altitude. E importante lembrar que o estol pode ocorrer em qualquer velocidade e em qualquer altitude ou inclina¸~o durante o voo. ca Nota 1: Situa¸ao em que a aeronave perda a capacidade de c~ pot^ncia devido ao angulo de ataque exagerado ou ` forma¸~o de e ^ a ca onda de choque sobre as asas. Nota 2: Condi¸ao de um aerof´lio ou asa, na qual eles operam c~ o num angulo de ataque maior que do que o ^ngulo de ataque de ^ a m´xima sustenta¸ao. a c~

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143. Takeoff data function s. f. Port.: fun¸ao de dados de decolagem. c~ Fun¸ao usada para requisitar dados sobre pistas a serem usadas na c~ decolagem e a velocidade de decolagem da aeronave. Takeoff data function is available for the active flight plan only. A fun¸~o de velocidade de dados de decolagem s´ est´ ca o a dispon´vel no plano ativo de voo. i 144. Temperature Control System s. m. Port.: sistema de controle de temperatura. Sistema de controle, detecta¸ao e exibi¸ao da temperatura interna c~ c~ da zona pressurizada da aeronave (cabine e cabine de passageiros). Temperature control system is done by means of twin valves that associated with each air-conditioning pack. O sistema de controle de temperatura ´ realizado por duas v´lvulas semelhantes e a que est~o associadas cada uma delas com um dos trocadores de a calor do ar-condicionado. 145. Terrain Awareness Display s. m. Sigla: TAD Port.: Sistema de alerta de proximidade com o solo. Sistema que possibilita monitorizar e visualizar problemas no solo com muita anteced^ncia. e Two types of Terrain Awareness Display are available depending on the display system and options selected to be selected. Dois tipos de sistema de alerta de proximidade com o solo est~o a dispon´veis na aeronave, dependendo do monitor que ser´ utilizado i a e das op¸~es de exibi¸~o que ser~o selecionadas. co ca a Cf.: navigation display

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146. Terrain Clearance Floor s. m. Sigla: TCF Port.: sistema de indica¸~o de altura com rela¸ao ao solo. ca c~ Alt´ imetro que gera um aviso de alerta de descida prematura da aeronave. The Terrain Clearance Floor function operates using the flight management system at position one. O sistema de indica¸~o de ca altura opera usando o sistema de gerenciamento de voo. Cf.: navigation display 147. Traffic Collision Alert and Avoidance System s. m. Sigla: TCAS Port.: sistema de alerta de colis~o e de trafego. a Sistema de alerta e de evas~o de uma colis~o em voo. a a Traffic Alert and Collision System issues vertical orders to avoid conflict, and displays potential and predicted collision targets. Sistema de alerta de colis~o e de trafego que indica poss´veis a i alvo de colis~es em potencial. o Nota: Sistema de alerta que detecta qualquer aeronave equipada com transponder e que esteja sobrevoando pr´ximo da aeronave. o Cf.: vavigation display 148. Temporary Flight Plan s. m. Acrograma: TMPY. Port. plano tempor´rio de voo. a Fun¸ao que permite ao piloto verificar as revis~es a serem feitas c~ o na aeronave, no monitor multifuncional de comunica¸~o, antes que ca essas mudan¸as sejam inseridas no plano de voo ativo. c

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The temporary flight plan is a copy of the active flight plan that has been changed according to the pilot revision. O plano tempor´rio ´ a e uma c´pia do plano de voo ativo que foi modificado de acordo com o a revis~o feita pelo piloto. a 149. Thrust s. f. Abreviatura: THR Port.: for¸a propulsora, impuls~o, press~o axial, tra¸ao. c a a c~ Medida da quantidade ou de quanto um motor exerce for¸a contra c seus pontos de fixa¸ao. c~ Thrust is the forward force produced by the powerplant/propeller. It opposes or overcomes the force of drag. A tra¸~o ´ a for¸a ca e c ou empuxo para frente, que se op~e ou supera a for¸a de arrasto o c aerodin^mico. a 150. Thrust lever s. f. Port.: alavanca de tra¸ao ou de impuls~o c~ a Alavancas usadas pelo piloto para gerar tra¸ao em modo manual c~ na aeronave. The thrust levers can only be moved manually. de tra¸~o podem ser movidas apenas manualmente. ca Nota: O piloto utiliza a alavanca para colocar em modo manual a tra¸~o. ca 151. Transformer Rectifier s. m. Sigla: TR Port.: retificador do transformador. As alavancas

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Retificador usado para dar partida no gerador el´trico auxiliar ou e para carregar a bateria do gerador el´trico auxiliar. e A fourth TR (100 ampere) is dedicated to auxiliar power unit start or auxiliar power unit battery charging. O quarto retificador do transformador (de 100 amp`res) ´ usado para dar partida e e no gerador el´trico auxiliar ou ent~o para carregar a bateria do e a gerador de for¸a auxiliar. c 152. Trim s. m. Port.: equil´ ibrio longitudinal Manobra t´cnica b´sica para o controle preciso e uniforme da e a aeronave durante todas as fases de voo, que atenua a press~o nos a controles de bordo da aeronave, facilitando assim a manuten¸~o da ca altutude e possibilitando maior estabilidade para a aeronave. Trim should be used, not as a substitute for control with the wheel (stick) and rudders, but to relieve pressures already held to stabilize attitude. O equil´brio longitudinal n~o deve ser usado i a como um substituto para o controle do manche do leme de dire¸~o, ca mas dever´ ser usado para liberar a press~o j´ aplicada para a a a estabilizar a atitude. 153. Trim air valve s. f. Port. v´lvula de compensa¸ao de ar a c~ V´lvulas que regulam a temperatura de cada sistema de controle a do ar-condicionado, pelo acr´scimo de ar quente nessas zonas. e These valves are electrically-controlled by the zone controller. Estas v´lvulas s~o eletricamente controladas pelo controlador de a a zona. Nota: V´lvulas controladas eletricamente a 154. Trim tab s. m. Variante: Trimming tab Port.: compensador de arfagem

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Superf´ icies localizadas no bordo de fuga do leme e nos profundores, que reduzem a quantidade de for¸a aplicada aos comando da aec ronave e ajudam a mant^-la em linha reta e em equil´ e ibrio durante voos prolongados. A trim tab is a small, adjustable hinged surface, located on the trailing edge of the aileron, rudder, or elevator control surface. O compensador ´ uma pequena superf´cie articulada, ajust´vel, e inserida e i a no bordo de fuga de um aileron, leme de dire¸~o ou do profundor. ca 155. Trimmable Horizontal Stabilizer s. m. Sigla: THS Port.: estabilizador horizontal de compensa¸~o. ca Estabilizador horizontal que controla a inclina¸ao da aeronave em c~ voo. Two elevators and Trimmable Horizontal Stabilizer control the aircraft pitch. Os dois profundores e um estabilizador horizontal de compensa¸~o controlam a inclina¸~o da aeronave. ca ca Nota: O estabilizador horizontal, controlado eletricamente, ´ e

operado hidraulicamente. 156. Yaw s. f. Variante: yawing. Port.: guinada. Movimento da aeronave ao redor do eixo vertical, controlado pelo leme de dire¸~o. ca Stability about the airplane's vertical axis (the sideways movement) is called yawing or directional stability. A estabilidade ao redor do eixo vertical (movimento lateral) ´ chamada de guinada ou de e estabilidade direcional. Nota 1: A aeronave move-se sobre seu eixo vertical em um movimento, que ´ chamado de guinada, ou seja, um movimento hoe rizontal (para a direita e para a esquerda) da se¸ao dianteira da c~ aeronave. 186

157. Yam damping s. m. Variante: yaw dumper. Port.: amortecimento de guinada. Fun¸ao que estabiliza a aeronave no eixo de guinada, coordenando c~ sua curva e controlando o leme de dire¸ao ap´s uma falha no motor, c~ o quando o piloto autom´tico estiver engatado. a In automatic flight (engaged) during takeoff and GO-Around, yam damping assists rudder application after an engine failure (shortterm yaw compensation). Em voo autom´tico (engatado) durante a a decolagem e a arremetida, o amortecimento de guinada ajuda na manipula¸~o do leme da dire¸~o, ap´s uma falha no motor (comca ca o pensa¸~o de guinada de curta dura¸~o). ca ca 158. Voice Omnidirectional Range s. f. Sigla: VOR Variante: VHF Omnidirectional Range. Acrograma: VHFOR Port.: esta¸ao de transmiss~o de sinal de navega¸ao a´rea. c~ a c~ e Esta¸ao transmissora de sinal de alta frequ^ncia utilizada para a c~ e navega¸~o a´rea. ca e The aircraft has two Voice Omnidirectional Range receivers. A aeronave possui dois receptores de transmiss~o de sinal de alta a frequ^ncia. e 159. Zone controller s. m. Port.: controlador de zona.

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O controlador de zona regula a temperatura das duas cabines: a de passageiros e da tripula¸ao t´cnica. c~ e The temperature regulation is controlled by a zone controller and two packs controllers. A regulagem de temperatura ´ controe lada pelo controlador de zona e por dois trocadores de calor do sistema do ar-condicionado. Cf.: Pack

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160. Wing data function s. f. Port.: fun¸ao de dados de ventos. c~ Fun¸ao que solicita da esta¸ao de apoio terrestre, em solo, inc~ c~ forma¸oes sobre pistas que poder~o ser eventualmente usadas. c~ a Takeoff data function is available for the active flight plan only. A fun¸~o de dados de ventos s´ est´ dispon´vel no plano de ca o a i voo ativo. 161. Wing anti-ice valve s. f. Variante: anti-ice valve. Port.: v´lvula de degelo das asas. a V´lvula que fornece ar quente para cada asa, se o sistema detectar a um vazamento, durante a opera¸~o normal. ca In flight, hot air from the pneumatic system heats the three outboard slats (3-4-5) of each wing. Air is supplied through one anti-ice valve in each wing. Em voo, o ar quente do sistema pneum´tico aquece os tr^s sistemas de aletas (3-4-5) de cada asa. a e O ar ´ fornecido por uma v´lvula de degelo em cada asa. e a Nota 1: Se o sistema detectar um vazamento durante a opera¸~o ca normal do sistema de degelo, a v´lvula de degelo do lado afetado a fecha automaticamente. Nota 2: Se o fornecimento de energia el´trica falhar, as v´lvulas e a de degelo se fecham. 162. Wiper s. m. Port.: limpador de p´rabrisa a Limpador que remove a chuva dos pain´is dianteiros do p´rabrisa. e a Wipers and when necessary, fluid rain repellent, remove rain from the front windshield panels. Os limpadores de p´rabrisa e o a fluido repelente de chuva, quando necess´rio, removem a chuva dos a pain´is dianteiros do p´rabrisa. e a

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Nota 1: Cada p´rabrisa dianteiro tem um limpador el´trico de duas a e velocidades. Nota 2: Um seletor rotativo controla a velocidade de cada limpador de p´rabrisa. a 163. Windshear detection function s. f. Port.: fun¸ao de detec¸~o de gradiente de vento. c~ ca O computador de bordo avisa toda vez que o n´ ivel de energia previsto para a aeronave cai abaixo de um limite pr´-determinado. e Whenever a flight augmentation computer detects a windshear condition, it triggers a warning. Toda vez que o computador de bordo detecta a condi¸~o de gradiente de vento, ele dispara um ca alarme. Nota 1: A fun¸ao de detec¸ao de gradiente de vento est´ ativada c~ c~ a durante a decolagem e aproxima¸ao,desde a decolagm at´ atingir c~ e 1300 p´s. e Nota 2: A fun¸~o de detec¸~o de gradiente de vento est´ em ca ca a opera¸ao durante a aproxima¸~o, de 1300 at´ 50 p´s. c~ ca e e 164. Windshield heating s. m. Port.: aquecimento do p´rabrisa. a Sistema de aquecimento da janela do p´rabrisa, que opera em a baixa pot^ncia, enquanto a aeronave estiver no solo, operando em e potencia normal, se a aeronave estiver voando. Windshield heating operates at low power on the ground. Aquecimento de p´rabrisa opera com baixa potencia quando a aeronave a est´ no solo. a Nota 1: Mudan¸a no modo de aquecimento do p´rabrisa ´ c a e

feita automaticamente.

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165. Window Heat Computers s. m. Sigla: WHC Port.: computador de aquecimento de janelas. Computador, acionado automaticamente, que aquece e controla o aquecimento das janelas. The aircraft uses electrical heating for anti-icing each wing and demisting the cockpit side windows by means of two Window Heat Computers. A aeronave usa aquecimento el´trico para evitar e dep´sito de gelo nas asas, e remover a condensa¸~o das janelas o ca laterais da cabine de comando, por meio de dois computadores do aquecimento de janelas. Nota 1: Dois computadores independentes, de aquecimento

de janelas, um de cada lado da aeronave, regulam automaticamente o sistema, protegendo-o contra super aquecimento, e acusando as falhas. Nota 2: Os computadores de aquecimento de janelas s~o acionados a automaticamente, quando pelo menos um dos motores est´ funcioa nando, ou ent~o quando a aeronave est´ voando. a a Ver. tb.: electrical heating, windshield heating 166. Wiper rotary selector s. m. Port.: Seletor rotat´rio de palhetas o Seletor de palhetas que controla cada palheta em velocidade baixa, alta ou em giro intermitente. When the wiper rotary selector turned off the wipers stops out of view. Quando o seletor rotat´rio de palhetas ´ desligado as o e palhetas desaparecem do p´rabrisa. a Nota: O seletor rotat´rio de palhetas controla cada uma das o palhetas.

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Cap´ itulo 7 Considera¸oes Finais c~

A proposta deste trabalho foi produzir um dicion´rio bil´ a ingue Ingl^s-Portugu^s e e da sub´rea do Check-list, incluindo o maior n´mero poss´ a u ivel de unidades terminol´gicas da area do dom´ o ´ inio pesquisado. Durante a execu¸ao deste trabalho constatamos que n~o existe dicion´rio bil´ c~ a a ingue Ingl^s-Portugu^s, publicado sobre a sub´rea do Check-list e os itens por ele listae e a dos no mercado de publica¸ao brasileiro. Os dicion´rios terminol´gicos publicados c~ a o sobre Avia¸ao Comercial no Brasil n~o s~o direcionados as sub´reas especificas relac~ a a a cionadas com a atividade e com a realidade t´cnico-discursiva de uma empresa a´rea e e (V. Cap´ itulo IV). Os dicion´rios terminol´gicos consultados apresentavam uma a o microestrutura deficit´ria. Essas obras de refer^ncia n~o apresentam todos os cama e a pos necess´rios para um verbete. O verbete precisa ter todas as informa¸oes que a c~ caracterizem o dom´ pesquisado, e apresentar as rela¸oes nocionais e hier´rquicas inio c~ a do perfil tem´tico repertoriado (V. Cap´ a itulo VI). Os dicion´rios terminol´gicos bil´ a o ingues pesquisados apresentaram macroestrutura e microestrutura incompletas. Na macroestrutura dos dicion´rios utilizados n~o a a pudemos observar que todos apresentavam introdu¸~o, ´ ca indices remissivos, anexos, ilustra¸oes, abrevia¸~es, s´ c~ co imbolos, informa¸~es b´sicas sobre o dom´ co a inio especializado, etc. Com rela¸ao a microestrutura, a organiza¸ao dos dados contidos nos c~ ` c~ verbetes n~o apresentava uniformidade com rela¸ao ao n´mero de informa¸~es transa c~ u co mitidas pelo enunciado terminol´gico; a const^ncia do programa de informa¸oes em o a c~ todos os verbetes dentro da mesma obra; e a ordem de sequ^ncia dessas informa¸~es e co (V. Cap´ itulo VI). Os dicion´rios bil´ a ingues usados para a pesquisa apenas apresentavam na microestrutura a entrada, a refer^ncia gramatical da entrada e o termo equivalente e em L´ ingua Portuguesa. Dois dicion´rios usados na pesquisa, o do autor Lewis a 192

Lazarus Sell [49] e do autor Renato Thomas Assis [50] (V. Cap´ itulo IV), possu´ iam defini¸oes de alguns dos termos inclu´ c~ idos neste trabalho, mas o paradigma definicional dos verbetes nem sempre possu´ no¸~es ess^ncias ou facultativas que pudessem iam co e ilustrar as no¸oes dos descritores dos termos, como por exemplo, sua fun¸~o, sua c~ ca localiza¸ao e natureza, e das caracter´ c~ isticas circunstanciais como por exemplo, sua necessidade de utiliza¸ao, o tempo de utiliza¸ao durante um determinado procedic~ c~ mento e sua forma, etc. (V. Capitulo V e VI). Ap´s o estabelecimento dos corpora (V. Cap´ o itulo IV), constitu´ por docuido mentos oficiais publicados pelos fabricantes de aeronaves e cedido por uma empresa a´rea descobrimos que o perfil terminol´gico deste trabalho estava diretamente ase o sociado a filosofia de treinamento e opera¸~o do Airbus por parte dos pilotos. Os ` ca pilotos priorizam o estudo e a revis~o constantes de determinadas Atas em detrimena tos de outras. Segundo eles, determinadas Atas s~o mais importantes que outras, a pois possuem informa¸oes vitais para a opera¸ao do Airbus com seguran¸a, com a c~ c~ c m´xima efici^ncia e economia. Portanto, o estabelecimento do corpus deveria ina e cluir informa¸oes que privilegiasse, o mais fielmente poss´ c~ ivel, a vis~o do pessoal da a pilotagem. Por isso, inclu´ imos informa¸oes que nos familiarizou com os sistemas c~ operacionais e os componentes. O departamento de opera¸ao e do Safety nos suc~ geriu quais sistemas eram mais relevantes para a pesquisa. De acordo com os dois departamentos, os sistemas que foram utilizados na pesquisa s~o vitais e essenciais a para a seguran¸a e aeronavegabilidade do Airbus (V. Cap´ c itulo VI). O departamento de pilotagem nos sugeriu que ampli´ssemos o nosso corpus ap´s a o termos conclu´ a primeira coleta e extra¸~o dos termos. Segundo o departamento ido ca Safety, a amplia¸ao do corpus possibilitaria a inclus~o de mais informa¸~o sobre os c~ a ca tra¸os s^micos que melhor iriam compor as no¸oes dos caracterizadores das unidades c e c~ terminol´gicas do paradigma definicional (V. Cap´ o itulo IV). Quando completamos o preenchimento de todas as fichas terminol´gicas, realio zamos a an´lise lingu´ a istica das unidades terminol´gicas, e observamos que a maioria o dos termos coletados ´ formada por termos compostos e complexos. e Observamos que os termos s~o formadas por mais de dois voc´bulos (V. Cap´ a a itulo V e VI). O uso de termos longos est´ relacionado ` complexa e sofisticada estrua a tura¸ao e organiza¸ao dos sistemas operacionais do Airbus. O seu uso ´ necess´rio, c~ c~ e a e talvez, intencional, pois ajuda na localiza¸~o e identifica¸~o do componente, como ca ca tamb´m explica a fun¸ao ou opera¸ao executada por determinado sistema (V. e c~ c~ Cap´ itulo V). O processo de forma¸ao dos termos e a estrutura¸ao morfol´gica c~ c~ o exp~em a especificidade e a complexidade das opera¸oes executadas pelas unidades o c~ 193

terminol´gicas (V. Cap´ o itulo V e VI). Os primeiros construtores de aeronaves no mundo eram engenheiros, mec^nicos a e pilotos. Como os primeiros pioneiros j´ tinham forma¸ao e conhecimento t´cnico a c~ e sobre bal~es, perceberam que nomear cada componente criado e desenvolvido deveria o obedecer a um padr~o l´gico de identifica¸~o e conceitua¸~o, que pudesse auxili´a o ca ca a los na constru¸ao, na montagem, na identifica¸ao e localiza¸ao do componente, e o c~ c~ c~ entendimento de sua fun¸~o (V. Cap´ ca itulo V e VI). A an´lise da estrutura¸ao morfol´gica dos termos longos, em Ingl^s ou em Pora c~ o e tugu^s de origem greco-latina, comprovou que os usos desses elementos s~o ree a comendados nas comunica¸oes entre especialistas porque evitam ambiguidades, deste c~ modo, facilitam a comunica¸ao entre os especialistas de uma mesma area (Cap´ c~ ´ itulo V, VI). Por um outro lado, a necessidade de comunica¸ao r´pida e ´gil na transc~ a a fer^ncia de informa¸~o, induz os especialistas a abreviarem os termos longos ou e ca transform´-los em acrogramas, siglas, ou, ent~o, formar novos acrogramas pela fus~o a a a de outros j´ existentes. (V. Cap´ a itulo V e VI ). Outro aspecto que mereceu nossa aten¸~o foi `s rela¸~es estabelecidas em n´ ca a co ivel de conceitos e os tra¸os que diferenciam um conceito do outro em um mesmo n´ c ivel hier´rquico. As rela¸oes tornam-se vis´ a c~ iveis a partir das estruturas morfossint´ticas a dos hip^nimos e co-hiponimos, pois revelam como as unidades terminol´gicas se o o relacionam em n´ de conceitos e de sem^ntica (V. Cap´ ivel a itulo V). Portanto podemos visualizar as rela¸oes de homossemia parcial e total, hiperon´ c~ imia/hipon´ imia, co-hipon´ imia existente entre as unidades terminol´gicas pesquisadas. o A rela¸ao de funcionalidade e operacionalidade dos componentes existentes na c~ aeronave permitiu a elabora¸~o do sistema nocional (V. Cap´ ca itulo V e VI). O sistema nocional foi sistematizado a partir da an´lise dos voc´bulos, dos termos a a complexos, compostos cujo n´cleo sintagm´tico constante das unidades estudadas u a indicava o sistema nocional da unidade. O perfil tem´tico do Check-list revelou os diferentes campos tem´ticos existentes a a na linguagem de especializa¸ao da Avia¸ao Comercial. Isto permitiu a caracteriza¸~o c~ c~ ca de diversas rela¸~es existentes entre esses microuniversos. Por exemplo, observamos co as atividades desenvolvidas por cada sistema e por cada componente, e de que modo se relacionam (V. Cap´ itulo IV e V). Os verbos, os substantivos, os adjetivos e adv´rbios utilizados na pesquisa cae racterizam as rela¸~es existentes entre esses subconjuntos tem´ticos (V. Capitulo co a IV, VI):

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· Os termos utilizados para caracterizar o campo tem´tico do ar-condicionado, a regulagem, controle, ciclo de ar, fluxo, motor, comunica¸~o, descrevem as ativica dades realizadas pelo sistema na aeronave. O sistema de ar-condicionado participa da renova¸ao de ar em todas as cabines e compartimentos do Airbus. c~ O ar condicionado al´m de controlar e regular a temperatura de v´rias partes e a da aeronave, ajuda na regulagem e renova¸ao de ar dessas regi~es. c~ o · Os termos utilizados para caracterizar o campo tem´tico do sistema de prote¸ao a c~ contra chuva e gelo, repelente de chuva, computador de aquecimento das janelas, palhetas, v´lvula anticongelante do motor, seletor rotat´rio das paa o lhetas, descrevem tamb´m quais atividades os componentes do sistema de e prote¸ao contra chuva e gelo executam. Neste caso, protegem e evitam que c~ ocorra o ac´mulo de gelo no p´ra-brisa da aeronave, nas janelas, al´m de u a e eliminar o excesso de agua depositada nas janelas e no p´ra-brisa da aeronave. ´ a Os campos tem´ticos, a organiza¸ao hier´rquica e a caracteriza¸~o dos termos a c~ a ca da l´ ingua de especialidade da Avia¸ao Comercial oferecem indicadores para: (a) c~ apreens~o dos tra¸os caracterizadores dos conceitos de cada campo; (b) como essas a c unidades terminol´gicas se estruturam morfologicamente; e (c) onde est~o localizao a das dentro do sistema hier´rquico que descrevem (V. Cap´ a itulo V e VI). A l´ ingua de especialidade de Avia¸~o ´ muito padronizada porque todas as inca e forma¸oes publicadas nos manuais s~o produzidas pelos fabricantes de aeronave e c~ a homologadas pelas autoridades aeron´uticas internacionais e nacionais. O uso dos a originais em Ingl^s ´ necess´rio, mas muitas vezes nem todos os profissionais da e e a area apresentam profici^ncia suficiente da l´ ´ e ingua para entenderem os conceitos e a filosofia operacional estabelecida pelo fabricante nos manuais (V. Cap´ itulo II e IV). A l´ ingua de especialidade da Avia¸ao adotada por todos os paises signat´rios da c~ a ICAO ´ o Ingl^s. E a l´ e e ´ ingua oficial usada em qualquer delibera¸ao ou norma public~ cada pela ICAO. Todas as normas e delibera¸oes publicadas s~o adotas e acatadas c~ a pelos signat´rios dessa organiza¸ao com sede no Canad´. Os termos usados na a c~ a Avia¸ao Comercial tendem a uma universalidade influenciada pela ICAO atrav´s de c~ e suas delibera¸oes e pelos fabricantes de aeronaves (Cap´ c~ itulo II e IV). A finalidade dessa pesquisa foi estabelecer o conjunto das unidades terminol´gicas (no¸oes o c~ e denomina¸~es) ligadas a um dom´ co inio de l´ ingua de especialidade, proporcionando um tratamento bil´ ingue. A pesquisa tem´tica bil´ a ingue, permite que o pesquisador explore e decodifique o campo nocional em estruturas hier´rquicas. a 195

Cap´ itulo 8 Conclus~o a

A conclus~o que ora apresentamos, mostra que as an´lises apontam para grandes a a perspectivas de investimento e melhoramento na prepara¸~o de profissionais ligados ca a area de conhecimento recortada, Avia¸ao Comercial. Essa area foi retratada da `´ c~ ´ maneira o mais fiel e real poss´ ivel, procurando trazer a p´blico a vis~o filos´fica, u a o t´cnica e realista de como ´ vista. O universo da pesquisa est´ devidamente retratado e e a nas p´ginas deste trabalho, em que inclu´ a imos relatos ver´ idicos que nos ajudaram a compor e redigir boa parte da nossa metodologia, definir o perfil tem´tico da obra, a analisar e discutir as unidades terminol´gicas, e por fim, criar e constituir o nosso o dicion´rio t´cnico da sub´rea do Check-list. a e a As informa¸oes e detalhes aqui apresentados s~o baseados em relatos de entrevisc~ a tas realizadas junto a profissionais muito qualificados. Estes gentilmente nos deram a oportunidade e permiss~o de entrarmos em contato com o universo din^mico, teca a nologicamente muito sofisticado, em que cada detalhe ´ muito importante. Acredie tamos que esta pesquisa possa ajudar na capacita¸ao e forma¸~o de profissionais na c~ ca area de Avia¸~o Comercial e dos leitores especializados ou n~o especializados, que ´ ca a est~o ou ir~o atuar na area de avia¸~o como tradutores, instrutores e pesquisadores. a a ´ ca Alguns aspectos podem ser destacados: a) a originalidade da pesquisa, que trouxe a p´blico id´ias compartilhadas por v´rios profissionais da ´rea de Avia¸~o Comeru e a a ca cial sobre os Procedimentos Operacionais de Cabine (´rea) e o Check-list (sub´rea); a a (b) o benef´ que, a cria¸ao de um dicion´rio t´cnico-cient´ icio c~ a e ifico (Ingl^s-Portugu^s), e e da sub´rea do Check-list, para o profissionais e interessados no tema deste trabalho, a pode ocasionar; (c) a apresenta¸ao de um mais detalhado e elaborado material sobre c~ esse tema; chamando aten¸ao para detalhes poucos explorados, como por exemplo, c~ as explica¸~es sobre as diferen¸as existentes entre o que ´ um Briefing, um Scanflow, co c e ou um Check-list; quantos e quais s~o os modos em opera¸~o em uma aeronave (modo a ca 196

autom´tico, modo manual); quantos procedimentos existem, e em que situa¸~es eles a co s~o usados (procedimentos normais, de emerg^ncia, anormais, complementares); o a e que ´, e qual ´ a atua¸ao do departamento do Safety de uma empresa de avia¸~o e e c~ ca a´rea; e por fim, o teste de avalia¸ao de profici^ncia em L´ e c~ e ingua Inglesa, realizado e institu´ pela ANAC em mar¸o de 2008, e sua real necessidade, etc. ido c Acreditamos que as abordagens realizadas neste trabalho ir~o facilitar e abreviar a o tempo necess´rio e adequado para a capacita¸ao e forma¸~o dos profissionais a c~ ca da area de conhecimento (Avia¸~o Comercial) e dos leitores especializados ou n~o ´ ca a especializados. A organiza¸~o do presente trabalho levou em considera¸ao a somat´ria de blocos ca c~ o de conhecimento que resultaram em um produto dicionar´ istico que poder´ servir de a alicerce para novas pesquisas na ´rea. Procuramos apresentar os dados - levantaa mento e an´lise - da maneira a mais did´tica poss´ a a ivel, sem perder, contudo o rigor da an´lise cient´ a ifica. Com isso, acreditamos estar colaborando com a forma¸ao e c~ atua¸ao de profissionais da ´rea. c~ a

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Dicionário técnico-bilingue Inglês-Português do Check-list

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